Receita de molho pesto

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Quer molho mais gostoso para acompanhar pães e massas? O pesto é quase unânime no paladar das pessoas. E é facílimo de preparar. Para fazer o meu, aproveitei o manjericão plantado na hortinha de casa e que, por sorte ou providência, dobrou de tamanho durante a viagem de férias, em vez de morrer por falta d’água…

Anotem aí! 😉

INGREDIENTES

  • 2 molhos de manjericão (de preferência, colhidos da hortinha em casa ;))
  • 2 dentes de alho
  • 1/4 xícara de nozes
  • meia xícara de queijo parmesão ralado
  • meia xícara de azeite
  • 1 pitada de sal

 

MODO DE PREPARO

Desfolhe os pés de manjericão, inclusive as folhinhas pequenas.

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Bata no liquidificador no modo “pulsar” as folhas + alho + nozes + sal + azeite (reservando um pouco do azeite para usar só quando estiver pronto). Misture com a colher algumas vezes, durante a batida.

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Depois que tudo estiver triturado, despeje em uma vasilha e misture com o queijo ralado, com a colher mesmo. Coloque o azeite que estava reservado sobre a mistura.

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Fica mais gostoso de um dia para o outro, guardado e tampado devidamente na geladeira. Daí, é só usar nos pães, no macarrão, nas carnes, e onde mais sua imaginação mandar 😉

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Dica legal: a vida inteira eu usei aqueles azeites mais fáceis de encontrar, como Gallo, Andorinha e Carbonell. Geralmente portugueses. Até que um dia descobri um azeite chileno que hoje não troco por nada neste planeta. É saborosíssimo, como se eu nunca tivesse experimentado azeite de verdade até então. E o melhor: custa mais barato do que aqueles que eu costumava usar, pelo menos no supermercado onde o encontrei (por enquanto, só vi no Extra). Guardem o nome também: Borgel.

Dica da minha mãe: pra não ficar com gosto de alho na boca (bafo), sempre que for usar o alho cru, abra cada dente e retire aquele miolinho que há dentro.

CLIQUE AQUI para ver mais receitas do blog, todas fáceis de preparar.

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Receita de panqueca com carne de sol

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Uma das coisas mais legais de estar de férias é ter tempo para, por exemplo, fazer incursões como chef de cozinha! Já ensinei a fazer panquecas aqui no blog, mas estas, com carne de sol (ou de sereno), direto de Montes Claros, merecem um post à parte. De-li-ci-o-sas! E facílimas de fazer 😉

Anotem aí:

INGREDIENTES

  • 2 ovos grandes
  • 1 colher (café) de sal
  • 1 e 3/4 de xícara de farinha de trigo
  • 1,5 xícara de leite
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • Carne de sol/sereno (de meio quilo a 800 gramas)
  • requeijão cremoso (à vontade)

OPCIONAIS

  • Queijo (à vontade)
  • chimichurri (se não tiver, pode ser orégano ou outras especiarias)
  • mel
  • alface
  • tomate
  • invente à vontade! Use a criatividade 😉

MODO DE FAZER

  1. Cozinhe ela em panela de pressão por 30 minutos depois que a panela começa a apitar.
  2. Depois de pronta, desfie a carne e refogue na panela com manteiga, para ficar com um gostinho ainda mais saboroso. Coloque em uma vasilha à parte, para ser usada como recheio das panquecas.
  3. Enquanto a carne estiver sendo cozida, você pode ir preparando as panquecas: bata no liquidificador os ovos, a farinha, o sal, o leite e a manteiga, até ficar uma massa bem uniforme.
  4. Ponha a massa na frigideira, até ocupar seu fundo (dependendo do tamanho da frigideira pode sair uma panqueca comprida ou mais gordinha). O ideal é que a frigideira seja antiaderente, mas, de qualquer forma, sempre pingue um pouco de manteiga ou de azeite antes de pôr a massa, para não grudar.
Todas as fotos: CMC

Todas as fotos: CMC

Frite esse pouco de cada vez. Costuma ser bem rápido e tem que acompanhar com o garfo (ou com aquela espátula própria para fazer panquecas), pra ir descolando as beiradinhas e ver se do lado de baixo já está no ponto. Quando estiver bom embaixo, vire a massa e frite o outro lado. Basta virar uma vez e leva bem poucos minutinhos. O ideal é virar daquele jeito de chef: fazendo um gesto com a panela para a massa voar e virar — e esta é a parte mais divertida de se fritar panquecas, não perca! 😀

A parte de cima já está boa e a panqueca foi virada, para fritar a parte que agora está embaixo.

A parte de cima já está boa e a panqueca foi virada, para fritar a parte que agora está embaixo.

Tente fazer a massa o mais fininha possível, colocando pouca quantidade de cada vez, porque quanto mais fina, mais gostosa. Consegui fazer, com os ingredientes acima, 16 panquecas fininhas!

Quando todas estiverem prontas, sirva na mesa com os recheios à parte, para os convidados montarem a própria panqueca. A sugestão da vez é enrolar com a carne de sol, requeijão, alface e chimichurri. Mas vale acrescentar queijo, tomate ou outras especiarias que você tiver à mão 😉

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Para a sobremesa, experimente a goiabada com doce de leite, comprada em barra mesmo e levemente aquecida no microondas, enrolada em uma das panquecas. Também é uma delícia! Mas pode ser trocada por brigadeiro ou outra guloseima:

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Tempo de preparo: 50 minutos
Rende: cerca de 15 panquecas com a massa bem fininha (varia dependendo da grossura que você fizer e do tamanho da frigideira)

Duas boas ideias para intercâmbio entre Minas e São Paulo

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Nesse retorno a São Paulo, durante as férias, lembrei de duas coisas que são corriqueiras em Beagá e que nunca consegui encontrar lá na Terra Cinza. Ao mesmo tempo, me ocorreu duas tradições de São Paulo que bem poderiam ser adotadas na terrinha.

Ficam aqui, portanto, as sugestões de intercâmbio de boas ideias, para quem quiser colocar em prática! 😉

Duas boas ideias de Beagá para São Paulo:

  1. Pizzaria que funciona (e faz entregas) na hora do almoço
  2. Farmácia 24 horas e que faça entregas também durante a madrugada (o óbvio e mais que esperado, mas que nunca achei em São Paulo)

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Duas boas ideias de São Paulo para Beagá:

  1. Táxis que ficam acesos quando estão disponíveis e se apagam quando estão ocupados (ideia tão simples e óbvia, que não dá pra acreditar que não seja adotada nacionalmente; em Beagá, um taxista pode ser punido se apagar a luz sobre o carro)
  2. Cesta de pães como entrada praticamente universal em bares e restaurantes — e de graça, incluída no pedido (com direito a manteiguinha e azeite, claro)

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Leia também:

Cenas das férias: Serra da Mantiqueira

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Quem lê este blog há muito tempo, sabe que já conheci a Serra da Mantiqueira e que me apaixonei pela região na divisa entre Sul de Minas, Rio e São Paulo. Por isso, decidimos incluir o roteiro em nossa viagem. Nos últimos dias de nossa aventura pelas estradas, subimos de novo a Régis (BR-116), paramos em Peruíbe, litoral Sul paulista, seguimos pela SP-050, Anchieta, Ayrton Senna, Carvalho Pinto, e chegamos à SP-046, onde encontramos a bela Santo Antônio do Pinhal (SP).

 

Cidadezinha com pouco mais de 6.000 habitantes e mais de 1.500 metros de altitude, Pinhal está ainda mais charmosa desde a última vez em que estive lá, em 2011. As casas e lojas do centrinho estão todas reformadas, com telhadinhos novos e muito charmosos. O número de bares e de pousadas também parece ter explodido nos últimos tempos. Vários cartazes do governo de São Paulo alardeiam que a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), que nasceu naquela região da Mantiqueira (em Pindamonhangaba), está empenhada em reformar a terra natal do governador paulista. Várias ruas foram recapeadas apenas nos três dias em que lá estivemos e as estradas também estão muito bem conservadas em toda a região.

Ficamos hospedados na Pousada Santo Antônio do Pinhal, que fica em uma micro-rua sem-saída que desemboca na avenida principal da cidade, a Ministro Nelson Hungria, bem no centro. A pousada cobrou diária de R$ 100 para o casal (ou R$ 50 por pessoa), um preço muito justo para as ótimas acomodações (quarto com aquecedor elétrico, frigobar, TV), o café-da-manhã delicioso e o silêncio garantido, cortado apenas pelo som dos passarinhos (aliás, um deles usava a luz de emergência, na frente do nosso quarto, como ninho).

Fizemos um roteiro tão bacana que vou recomendar cada item, sem exceção:

Dia 1: subimos, de carro mesmo, o Pico Agudo, que fica na própria Pinhal. A estrada de 8 km de extensão, de terra, pode ser toda percorrida de carro, e tem uma paisagem por si só maravilhosa, com aves raras e vista deslumbrante. Lá do alto, a 1.700 metros acima do mar, temos uma vista de 360 graus das cidades e serras ao redor. Chegamos na hora do pôr-do-sol, que dispensa comentários.

À noite, comemos pizza saborosa no Varanda, que também tem um preço justo. Clique em qualquer foto para ver todas em tamanho real:

Dia 2: percorremos a SP-046 no sentido de Gonçalves, cidadezinha mineira de 4.000 habitantes, que tem suas próprias surpresas e delícias. Pra começar, visitamos três lindas cachoeiras: do Retiro, das Sete Quedas e do Cruzeiro, onde nadamos, tomamos sol e apreciamos a natureza. Para chegar a esta última, tivemos que percorrer uma pequena trilha, bem sinalizada, de 1.200 metros, por onde cruzamos com araucárias, quaresmeiras raras e fomos barrados por meia dúzia de vacas e bois que descansavam bem no meio da estrada! Clique em qualquer foto para ver todas em tamanho real:

Antes de sair de Gonçalves, passamos na casa, bem no centro da cidade, da Senhora das Especiarias. O lugar é parada obrigatória: lá são preparados dezenas de temperos, geleias, antepastos, chutneys e molhos com todo tipo de ingredientes maravilhosos. É possível experimentá-los na hora. Saímos de lá carregados de potinhos! (Preços: R$ 6 o pequeno e R$ 18 o grande).

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Depois seguimos pela SP-046, passando por Sapucaí-Mirim (MG), até chegar a São Bento do Sapucaí (SP), cidade com 10 mil habitantes, onde almoçamos no excelente Taipa Restaurante, com buffet de comida mineira a quilo (R$ 27/kg), e decoração cheia de antiguidades. Quase perdemos o almoço, que termina às 15h.

Lá mesmo em São Bento, seguimos na direção da Pedra do Baú, parando na Cachoeira dos Amores, onde só fizemos fotos antes de voltar a Pinhal. E, já em Santo Antônio, fizemos uma parada estratégica para comprar chocolates Das Senhoritas e tomar sorvete Eisland, feito com leite de vacas Jersey (R$ 5 e pouco cada bola). Clique em qualquer foto para ver todas em tamanho real:

Dia 3: fomos cedo para Campos do Jordão, que fica a 10 km de Pinhal e é a cidade mais famosa da Mantiqueira, com 50 mil habitantes. Desta vez, as árvores da fortuna, que são o símbolo da cidade, estavam carregadas de folhas (aquelas da bandeira do Canadá), mas já amareladas e marrons, forrando também as ruas, num clima bem outonal. As casas, sempre com arquitetura típica (provavelmente imposta por lei municipal, já que não vimos nada que fugisse àquele padrão), dão um ar europeu para a cidade (como se tivéssemos saído do país), que é um pouco engraçado.

Seguimos para o pico do Itapeva, na vizinha Pindamonhangaba, a mais de 2.000 metros de altitude, de onde se avista 15 cidades do Vale do Paraíba. Ou avistaríamos, se não estivesse tão nublado. Mas pairar sobre as nuvens também foi emocionante, e deixou o pico ainda mais bonito do que eu tinha visto da última vez.

Lá fizemos várias compras para trazer de presente, de ponchos, casacos, cachecol, meiões de lã, licores e ímã de geladeira (estes para minha coleção), a preços irrisórios.

Depois descemos de novo para Campos do Jordão, passando por um caminho bonito, cheio de casarões, castelos e árvores de folhas vermelhas, onde chegamos ao badalado bairro Capivari, onde ficam restaurantes caros como o da Baden Baden (cerveja que não é encontrada por menos de R$ 25 na cidade). Lá, tínhamos duas opções: ou “abraçávamos o capeta” e arcávamos com pratos individuais na casa dos R$ 70, ou buscávamos opções mais econômicas. Como ainda íamos comer rodízio de fondue à noite, preferimos a segunda alternativa. Assim, fomos parar em um bom self-service a R$ 29,90/kg, numa das ruas principais de Capivari (infelizmente, esqueci de anotar o nome do lugar).

Em seguida, passamos pelo Pico do Elefante, de onde se avista boa parte da cidade (e onde fica o teleférico) e terminamos o dia no Museu Casa da Xilogravura, que bem poderia ser chamado de Museu da Impressão, porque aborda várias técnicas de impressão, chegando até a máquinas de datilografia. Fomos recebidos na porta pelo próprio fundador, o artista Antonio Costella, que esperava a chegada de uma excursão escolar. Vale a visita! (R$ 5 o ingresso, ou R$ 2,50 a meia-entrada). Clique em qualquer foto para ver todas em tamanho real:

E assim terminamos nossa aventura. Na volta para Beagá, passando pela BR-456 e pela Fernão Dias, cruzamos cidades que se dizem a Terra da Fogueira ou se atribuem outras especialidades, com várias igrejinhas, paralelepípedos e vendedores de redes ou de doces na beira do caminho. Paramos para um almoço no Graal de Ribeirão Vermelho/Perdões, e chegamos em Beagá ainda às 16h, a tempo de pegar um céu estonteante que parecia um vulcão:

Céu de Beagá! Foto: CMC

Céu de Beagá! Foto: CMC

Conclusão: é uma delícia viajar e conhecer mil lugares incríveis, mas o melhor lugar do mundo ainda é nossa casa, na terrinha que mais deixa saudades, então também é sempre bom estar de volta 😀

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Cenas das férias: Barra Velha (SC)

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A parada seguinte, após São Paulo, foi em Barra Velha, no litoral norte de Santa Catarina:

 

Seguimos por uma Régis Bittencourt bastante lenta por causa de um protesto. Fomos recebidos em Curitiba por um sol maravilhoso. E, em Barra Velha, por uma lua linda, baixa, redonda e vermelha, recém-saída de dentro do mar. Aliás, uma das coisas mais legais de se viajar de carro é poder observar paisagens maravilhosas pelo caminho, além de conhecer cidadezinhas que nem suspeitávamos que existiam. Abaixo, uma amostra do que vimos nas estradas (clique sobre qualquer foto para ver todas em tamanho real):

***

Barra Velha é uma cidade de 25 mil habitantes que se ergueu com a pesca de baleias e já foi refúgio de piratas. Hoje, a pesca ainda é destaque na economia local.

O turismo, por sua vez, ainda não é o forte da cidade, pelo menos no que diz respeito a atrair turistas de todo o país. E não é por falta de cartões postais: a cidade possui uma paisagem rara, que mistura a presença do mar (azul-azul), com uma lagoa de dez quilômetros de extensão, e o rio Itapocu.

Há tanto as praias próprias para a pesca, como a do Grant, onde é possível comprar pescados diretamente com os barqueiros, como as praias de ondas fortes, muito procuradas por surfistas. Também há ilhas bonitas, algumas a apenas 800 metros de distância, podendo ser alcançadas a nado pelos mais atletas. O lugar também é muito procurado por mergulhadores, praticantes de stand-up, caiaque e jet-ski (muito praticado na lagoa). O meio de transporte mais usado na cidade é a bicicleta, e é possível usá-la para ir, via estradinha de terra, até a Boca da Barra, onde há o belo encontro do rio, da lagoa e do mar.

Além disso, há o clima: no verão, o calor é comparável ao do Rio de Janeiro. E, em pleno outono de maio, quando estivemos lá, há sempre uma semana de veranico (e demos a sorte de encontrá-la!), com temperaturas de cerca de 25 graus. O mar de verão é quentinho, o do outono já estava mais frio, mas ainda agradável. Depois, no inverno, a temperatura cai bastante.

Além disso, a cidade é extensa e com boa infra-estrutura de restaurantes, bares, hospedagens, rede bancária e comércio em geral. Na entrada, uma estátua da Liberdade nos saúda desde a Havan Lojas de Departamentos. No centro, um mirante com duas réplicas do Cristo Redentor mostra bem a paisagem de águas azuis e transparentes abaixo.

Se a infra-estrutura local não bastar, cidades maiores como Blumenau, Joinville, Itajaí e Brusque estão a poucos quilômetros de distância.

Na galeria de fotos abaixo, é possível ter uma ideia de como vale a pena conhecer Barra Velha:

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No próximo post, dicas de roteiros turísticos na Serra da Mantiqueira!

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