15 filmes para assistirmos e refletirmos neste Dia da Consciência Negra

Se o Dia da Consciência e Negra serve para alguma coisa certamente é para nos fazer refletir sobre o racismo, que existe até hoje em todo o mundo. Uma das coisas que mais me fazem refletir sobre as tragédias da vida é o cinema. É por isso que, neste post, resolvi selecionar alguns filmes que vi e que me marcaram muito. O primeiro critério que usei para escolhê-los foi a abordagem do racismo — seja como temática principal do filme ou como questão secundária, que inevitavelmente aparece nas experiências desses inspiradores protagonistas negros. O segundo critério foi bem simples: meu gosto pessoal. Só coloquei abaixo filmes que realmente me comoveram, deixando de lado, por exemplo, a recente produção “Um Limite Entre Nós“, que achei chatíssimo, apesar das atuações de Denzel Washington e Viola Davis.

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Uma observação aos leitores com crianças em casa: como racismo é um crime, e que muitas vezes gera violências graves para a vítima, físicas e/ou emocionais, é difícil encontrar uma produção que adocique o tema a ponto de entrar para a classificação indicativa livre. Por isso é muito comum que os filmes abaixo sejam indicados apenas para maiores de 16 ou 18 anos. Mas ninguém melhor do que os próprios pais para avaliarem o nível de maturidade que os filhotes têm para entenderem tamanha tragédia social que se perpetua até hoje. A partir de quantos anos as crianças devem saber que existe racismo no mundo, uma vez que, na minha opinião, crianças não nascem racistas? Só você, pai ou mãe, saberá avaliar o caso do seu filho. O que eu acho é que este mês deveria propiciar a reflexão em toda a família, daí porque estou colocando filmes de todos os tipos aí embaixo.

Segue minha relação, em ordem de classificação indicativa: Continuar lendo

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Um filme sobre qualquer família

Para ver na Netflix: OS MEYEROWITZ: FAMÍLIA NÃO SE ESCOLHE (The Meyerowitz Stories (New and Selected))
Nota 8

Vou listar com calma para ficar bem registrado: Dustin HoffmanAdam SandlerBen Stiller. Emma ThompsonElizabeth Marvel. Candice Bergen.

Com um elenco desses, fica difícil um filme dar errado. Bom, poderia dar muito errado se o roteiro e a direção fossem um lixo. Aqueles filmes longos sobre famílias desajustadas (qual família é ajustada?), que não chegam a lugar algum. Mas o roteiro e a direção são de Noah Baumbach, que já tinha abordado o espinhoso assunto “família” em “A Lula e a Baleia” (2005), único filme que eu já tinha visto dele, que concorreu ao Oscar justamente por seu excelente roteiro.

Não tinha como dar errado mesmo.

Estou falando de um filme de 1 hora e 52 minutos que eu tive que interromper em duas partes e assistir em dias diferentes, porque meu filhote acordou e, excepcionalmente, não quis mais saber de voltar a dormir. E, ainda assim, com esse corte abrupto, não perdi o fio da meada. Mérito das boas histórias.

É a história de três irmãos e de um pai, que é um artista aparentemente esquecido/desvalorizado ou realmente de menor importância. É um filme sobre egos inflados, famílias desestruturadas, crianças abandonadas pelos pais, irmãos que vão se afastando com a vida, rancores que se acumulam.

Mas sabe o que achei mais legal nesse filme? Continuar lendo

Um contraponto sobre o filme ‘Mãe!’

No post de ontem, escrevi como achei o filme “Mãe!” sofrível, apesar de ter seus méritos. Recebi um e-mail do leitor Angelo Novaes, poeta e filósofo que já escreveu várias vezes aqui no blog, trazendo um contraponto interessante. Por isso, com a devida autorização dele, decidi reproduzir aqui no blog, ainda mais levando em conta que este é um dos filmes mais polêmicos dos últimos tempos. Antes de lerem o texto do Douglas, um alerta: contém spoilers! Não muitos, mas contém, porque ele já traz a interpretação que ele fez da alegoria de Darren Aronofsky.

Aí vai:

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