‘Coringa’ é um filme de arte, por Douglas Garcia

Neste Dia dos Professores, compartilho o texto de um professor que é colaborador frequente deste blog: o Douglas Garcia, do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Obrigada pela contribuição, professor, e parabéns pelo seu dia e por sua missão de ensinar e fazer refletir! Leia o texto dele logo abaixo:

 

Coringa”, ou Joker, de Todd Philips, ganhou o prêmio de Melhor Filme do Festival de Veneza em 2019. É um filme artisticamente sofisticado, intensamente triste, que dá ao espectador a sensação de mergulhar na mente de uma pessoa solitária e infeliz, seu personagem-título. Do título, gostaria de chamar a atenção para duas coisas: primeiro, o peso definidor dos nomes: o personagem se chama Arthur Fleck (o sobrenome, em inglês, significa mancha, impureza), é chamado pela mãe de “Happy”, feliz, e, finalmente, é nomeado depreciativamente pelo personagem de Murray Franklin, famoso apresentador de televisão, de “Joker”, piadista. Em qual dos nomes ele se encaixa? Essa é uma das questões do filme. E aqui a segunda observação: este filme não é tanto sobre o “Coringa”, o eterno vilão das histórias do Batman, mas sobre o “piadista”, uma pessoa que tenta ser um comediante de sucesso e falha nisso.

Gostaria de ressaltar o aspecto estético do filme, sua complexidade artística, o modo como ele apresenta e organiza elementos de sentido visual, narrativo e simbólico para compor uma obra provocadora e interessante. Em suma, a ideia de que se trata de um filme de arte por “introduzir a dúvida na ordem do visível”, como disse uma vez um autor francês a respeito da força do cinema.

Dentre os signos visuais que marcam o filme destacam-se os sacos de lixo nas ruas (sinal da greve dos lixeiros e da desordem que toma conta da grande cidade), os vagões de trens sujos e sombrios, as telas de televisão em que o personagem revê compulsivamente seu apresentador favorito e, finalmente, as folhas de papel com escritos à mão de Arthur/Happy/Joker , as cartas de sua mãe, e os escritos datilografados de instituições psiquiátricas e assistenciais. Esses escritos são filmados em close, de modo a chamar nossa atenção para o quanto a linguagem tem o poder de determinar os caminhos de nossas vidas.

No que diz respeito ao gênero do filme, trata-se de uma anti-comédia de tons operísticos, uma desconstrução consciente das convenções da comédia. Isso porque o humor seria a linha que daria ao protagonista a possibilidade de integração existencial e psíquica desses diferentes registros: a dureza do mundo social, as ambiguidades e silêncios do universo familiar e a impessoalidade e arbitrariedade das instituições.

O filme nos convida a viver um pouco com o “piadista”, e essa é grande parte de sua realização estética: nós não observamos de longe um “vilão”, e sim entramos na casa e como que assimilamos algo do que é estar no corpo e na mente de uma pessoa/personagem frágil que busca integração. Talvez seja por isso que “Coringa” esteja provocando polêmica por onde passa. Não vou entrar nelas. A questão que se põe é: estamos preparados para sintonizar empaticamente com alguém como Arthur? Alguém que não sabe como se comunicar, que tem poucos recursos materiais, sociais e simbólicos?

Arthur tenta fazer rir, mas só consegue que os outros riam dele. O primeiro processo é ativo e integrador, o segundo é passivo e desintegrador. Arthur, assim, é visto pela maioria dos outros que o cercam como “Fleck”, mancha pequena e sem importância. Ele é assimilado aos montes de sacos de lixo e aos vagões sujos de trens que habitam a tela. Somente um ator excepcional poderia traduzir essa ideia em algo vivo e significativo. É o caso de Joaquin Phoenix. Presente em quase todas as cenas do filme, ele é seu corpo e alma. Sua expressão corporal, facial e vocal é algo espantoso e emocionante. Os versos de Cazuza descrevem algo do que o filme busca aludir: “A esperança tá grudada na carne/ que diferença entre o amor e o escárnio/ cada carinho é o fio de uma navalha”. O ator se transfigura em personagem: diante de nós ele efetivamente é a carne e a navalha, a esperança e o escárnio.

Ainda sobre os recursos estéticos que favorecem essa aproximação com estranhamento do espectador ao personagem, chamo a atenção para os enquadramentos de câmara “errados” (isto é, que não seguem aquilo que a convenção do cinema comercial faz o espectador esperar de um plano), que jogam aquilo que é mostrado num clima de imprevisibilidade e incerteza. Outro aspecto, já mencionado acima, é a câmara muito próxima do corpo do personagem título, sem nenhuma tentativa de diminuir seus aspectos desconcertantes. A magreza excessiva, os dentes irregulares, a pele envelhecida e suja: nada é poupado ao espectador, que faz, com isso, um pouco da experiência de degradação e perda de si com o personagem.

“Coringa” é um filme sobre a perda de si mediada pela perda dos outros. Em outros termos, é um estudo sobre os modos pelos quais o reconhecimento é negado ao eu: nas relações afetivas primárias, como ausência de afeto, nas relações institucionais jurídicas e políticas, como ausência de direitos, e nas relações culturais e sociais, como ausência de respeito. Ao se construir como um filme de arte, ele se torna, assim, um filme filosófico: ele já não fala nem de si, nem dos outros, nem do mal, nem do bem, mas da dinâmica tortuosa das relações que nos constituem como seres humanos.

Assista ao trailer legendado do filme:

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‘Sobre a tirania’, de Thimothy Snyder: uma resenha concisa

Texto escrito por Douglas Garcia, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e colaborador frequente deste blog, sobre o livro ‘Sobre a Tirania’:

1. Quem é o autor?

É o americano Thimothy Snyder, professor de história em Yale, escritor e ensaísta. Autor de diversos livros sobre história contemporânea, incluindo “Terra negra: o Holocausto como história e advertência”, de 2015.

2. De que trata o livro?

O tema e o formato do livro são anunciados em seu subtítulo: vinte lições do século XX para o presente. São vinte capítulos curtos, que trazem em seus títulos recomendações éticas e políticas (mas não partidárias, nem sectárias) de defesa da democracia, tais como “Defenda as instituições” (capítulo 2), “Acredite na verdade” (capítulo 10), e “Preste atenção a palavras perigosas” (capítulo 17) – sempre com o comentário de acontecimentos históricos do século XX que abalaram os princípios mais básicos de convivência democrática (com destaque para o nazismo). O livro foi publicado em 2017, isto é, no início do governo Trump nos Estados Unidos, e ele faz menções ao seu estilo político (especialmente sua relação com a mídia) e ao risco que ele pode representar às instituições democráticas americanas.

3. Por que vale a pena ler?

É um livro bem escrito, com propostas claras, e que pode ser lido como uma espécie de “manual de sobrevivência” em qualquer tempo e lugar onde instituições e práticas democráticas estejam sob assalto. Além disso, ele não é redutível a uma polarização totalizante de esquerda e direita, uma vez que é crítico tanto do nazismo quanto do stalinismo, dirigindo seu foco para pensar um mínimo denominador comum de práticas e instituições que sejam defensáveis por ambos os lados do espectro político, na medida em que se mostrem interessados em evitar a implosão da política democrática por um regime que concentre todo o poder na figura de um líder e de um partido.

4. Quais são as áreas de interesse relacionadas ao livro?

Este livro tem um apelo bastante amplo para diferentes leitores, não só àqueles acostumados à leitura de obras de história, mas também a todos interessados em saber mais sobre tendências antidemocráticas na política dos séculos XX e XXI, não só nos Estados Unidos, mas em nível global.

5. É um livro de leitura acessível?

É uma obra de leitura agradável, que não requer conhecimento especializado. Por reportar acontecimentos recentes, ela oferece um pano de fundo factual acessível. E por ser muito bem escrita, apresenta de modo claro suas ideias centrais.

Sobre a tirania: vinte lições do século XX para o presente
Autor: Thimothy Snyder
Tradução: Donaldson M. Garschagen
Editora: Companhia das Letras
Ano de publicação: 2017
168 páginas
Preço: R$ 29,90

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Como será o Brasil em 2030 se os bolsonaristas continuarem no poder? Leia mais uma distopia

Charge de Jaime Guimarães

Depois que publiquei aquele conto de sábado, “O futuro distópico de um Brasil governado por bolsonaristas e olavistas“, meu amigo Jaime Guimarães, professor em Salvador (BA), ilustrador e blogueiro, disse que ficou inspirado.

E ficou mesmo, viu! Ontem ele publicou o conto “Brasil, 2030: uma distopia“, com direito a muito humor cáustico para aliviar o drama. Porque só rindo para a gente aguentar as notícias diárias com que este governo federal nos presenteia.

Leia a seguir:

 

Brasil, 2030. Fruto de uma ousada e avançada experiência com animação suspensa, um homem desperta após 30 anos em uma câmara de hibernação nos laboratórios secretos do governo. O despertar do voluntário, que identificaremos pelo codinome SILVA, foi bem sucedido. Em um dia frio e luminoso de abril, após breve reconhecimento do tempo e período histórico no qual finalmente “voltou à vida”, Silva foi submetido a exames médicos e psicológicos com o doutor Queiroz. 

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– O Brasil tá bem diferente… o que aconteceu?
– Mudou tudo. A Nova Era, que começou em 2019, trouxe mudanças significativas em poucos anos. Mudanças para melhor, claro.
– Eu acabei de saber que quem manda no Brasil é a família Bolsonaro. Como assim? É aquele Jair Bolsonaro, o mesmo sujeito que vivia falando bobagens e tolices na TV?
– Mais respeito com o grande líder! Como você acordou agora, vou deixar passar. Mas na próxima vou denunciá-lo como Inimigo do Estado e será varrido do país.
– Varrido? Como assim?
– Deportado. Expulso. Ou desaparecerá. Neste assunto, aliás, eu tenho bastante experiência.
– Mas… mas… isso parece uma ditadu…
– Alto! Essa é uma das palavras proibidas da Nova Era para se referir ao Brasil. Olha, eu entendo o impacto que é acordar após 30 anos e ver tudo diferente, mas você não está colaborando. Precisa aceitar e se enquadrar ao nosso tempo.
– E o que preciso fazer para “me enquadrar”?
– Primeiro, matricular-se no Curso de Filosofia de Olavo de Carvalho.
– Mas o Olavo de Carvalho não era um astrólogo, tipo João Bidu?
– Cuidado: acima de Jair, o Messias, só Olavo. E Olavo sempre tem razão! O grande filósofo e guru da Nova Era, o responsável por desmascarar todo o plano globalista com o demônio George Soros em conluio com os comunistas, a ONU e demais idiotas úteis como artistas, ambientalistas e celebridades!
– Que história mais esquisita…
– História! Sim, a verdadeira história! Esqueça tudo o que aprendeu na escola, pois todas aquelas aulas, os livros didáticos e os professores estavam infestados de esquerdismo e comunismo. Você vai aprender a verdade e a pensar corretamente no Curso de Filosofia!
– E onde posso me matricular?
– Em qualquer escola, faculdade ou universidade. Ou, se preferir fazer o curso EAD, recomendo a UNIZAP. Vamos ensiná-lo a mexer com a ferramenta que revolucionou o conhecimento e a verdade em nosso país, o WhatsApp. De qualquer forma, em todos esses espaços a obra do mestre Olavo está disponível em livros, vídeos, áudios, memes e você terá o auxilio de professores de verdade, não daqueles tenebrosos doutrinadores comunistas que idolatravam o farsante e grande responsável pelo caos na Educação antes de Jair I, o terrível Paulo Freire.
– Ei, peraí… Paulo Freire, até onde eu lembro, foi um grande educador e referência muito respeitada na área, e não apenas no Brasil.
– FAKE NEWS! Você precisa passar por estágios avançados de descontaminação ideológica. Você fará um tratamento intenso: além do curso de Filosofia Olavo, ainda assistirá diversos vídeos de pensadores realmente geniais no Youtube.”

CLIQUE AQUI para ler até o fim! Vale a pena 😉


 

Leia também:

  1. O futuro distópico de um Brasil governado por bolsonaristas e olavistas
  2. O fanatismo, o fascista corrupto, as fake news e minha desesperança
  3. Brasil, o ex-país do Carnaval
  4. O fanatismo e o ódio de um país que está doente
  5. Fanatismo é burro, mas perigoso
  6. Para uns, para outros e para mim
  7. Tem certeza absoluta? Que pena
  8. Post especial para quem se acha com o rei na barriga
  9. Reflexão para as pessoas cheias de si
  10. A saudável loucura de cada um de nós
  11. Qual é a sua opinião, cidadão?
  12. Azuis X Verdes: uma alegoria do fanatismo no Brasil contemporâneo
  13. Mais posts sobre fanatismo
  14. Mais posts sobre as eleições
  15. Fanatismo é burro, mas perigoso
  16. O que acontece quando os fanáticos saem da internet para as ruas
  17. Há um Jair Bolsonaro entre meus vizinhos?

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Breviário dos canalhas (II)

O poema abaixo foi enviado pelo poeta Ângelo Novaes, que já tinha publicado por aqui o “Breviário dos Canalhas”, há quase dois anos. Boa leitura!

 

Num país muito distante,
De gente de olhar sombrio,
Canalhas praticam as táticas
Tão gastas, mas tão diretas
Que se diria sua canalhice honesta:

Às mulheres que desejam, apontam o dedo e gritam: “São putas!
Aos artistas que invejam, disparam: “São sujos!”
Aos que falam de ciência, que ignoram, decretam: “São fracos!”
Aos que trabalham em silêncio, assustam: “Vocês custam!”
Aos que contam o que eles fazem, ameaçam: “Não falem!”

Eles mesmos loucos, fracos, lassos e rasos.
Têm muito a ganhar ao agir assim.
Pensam que desviam os olhos
Do pouco que vai em suas entranhas.

Dizem que esse país fica em lugar
Perdido entre a China e a Romênia.
Não sei.
Só assisto à delonga
E tudo que aguarda
O destino dos canalhas.


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Leia também:

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10 pontos positivos das universidades públicas brasileiras

Reitoria da UFMG. Fotos: Wikimedia

O texto abaixo foi escrito por Douglas Garcia, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e colaborador frequente deste blog. Ele tem graduação na USP, mestrado e doutorado na UFMG e pós-doutorado na UERJ.

“Em três Estados diferentes, sou testemunha da seriedade e do tamanho do trabalho das universidades públicas neste país”, afirma o professor. Confira seu texto sobre o assunto do dia – quiçá do ano, ou da década, dependendo do estrago irreversível que este governo Bolsonaro causar sobre a educação no Brasil:

 

Se você tem um filho ou uma filha, provavelmente deseja que, quando crescer, ele ou ela estude em uma universidade pública. Se você mora em Minas Gerais, desejará que faça UFMG, UFOP, ou alguma das outras universidades públicas do Estado. Se mora em São Paulo, vai querer que faça USP, UNICAMP, ou outra das universidades públicas do Estado. O mesmo em todos os outros Estados brasileiros. Está na hora de chamar a atenção para as (muitas) coisas que fazem da universidade pública brasileira um bem público, um patrimônio de todos os brasileiros – e das gerações futuras, também. Aqui vão 10 pontos para a gente se lembrar disso:

#1. Melhor ensino

As universidades públicas brasileiras são, de fato, as melhores no ensino, segundo todos os rankings, como o da Folha de S.Paulo, do Guia do Estudante Editora Abril e do MEC.

#2. Pesquisa científica

As universidades públicas, de fato, fazem a grande maioria da pesquisa científica do país, segundo todos os rankings oficiais.

Biblioteca central da UFMG.

#3. Apoio na produção agropecuária

As universidades públicas, através de suas pós-graduações, vêm há décadas fornecendo apoio decisivo ao aumento de produtividade agrícola brasileira, por meio do excelente trabalho feito pela Universidade Federal de Lavras, pela ESALQ /USP, entre muitas outras.

#4. Pesquisa na saúde

As universidades públicas fazem pesquisa de ponta em áreas decisivas para a saúde da população brasileira, como medicina, farmácia e biotecnologia, com resultados em produtos, e custos muito mais baixos do que os envolvidos em importação de produtos finais similares.

#5. Preservação ambiental do país

As universidades públicas fazem pesquisas que ampliam o conhecimento da fauna e da flora brasileiras, contribuindo decisivamente para a sua preservação, não só através dessas pesquisas, mas também de ações diretas de preservação ambiental.

Portaria da Estação Ecológica da UFMG.

#6. História e cultura brasileiras

As universidades públicas fazem pesquisas que ampliam o conhecimento do passado do Brasil, permitindo entender melhor a forma atual da cultura brasileira, e, assim, uma valorização maior desse legado.

#7. Políticas públicas e desenvolvimento econômico

As universidades públicas fazem pesquisas que mapeiam as carências e as potencialidades das diversas regiões do país, permitindo formular políticas públicas que estimulem o desenvolvimento econômico de cada região.

#8. Hospitais públicos e formação médica

As universidades públicas mantêm grande número de hospitais universitários, os HCs, que realizam milhões de atendimentos por ano, inclusive tratamentos de alta complexidade. Nesses hospitais é feita a formação prática de boa parte dos médicos formados no Brasil.

Hospital das Clínicas da UFMG. Foto: Eber Faioli/UFMG

#9. Parcerias com outros países

As universidades públicas brasileiras realizam grande parte do intercâmbio com pesquisadores das principais universidades do mundo, através de congressos, missões de pesquisa e parcerias com grupos de pesquisa estrangeiros, o que permite que a atualização científica nas diversas áreas seja constantemente mantida.

#10. Ajuda para as comunidades mais carentes

As universidades públicas atendem, de fato, as diversas camadas de renda da população, tornando possível a ampliação de horizontes educacionais, econômicos e sociais tanto para o seu público estudantil, quanto para as comunidades das cidades onde estão instaladas.

 

Em resumo, cidades com universidades públicas têm maiores recursos e oportunidades em saúde, comércio, turismo, educação e desenvolvimento humano.

Se você tem filhos, apoie a universidade pública brasileira. Se não tem, apoie também. As gerações futuras agradecem.

 

Leia também:

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