Um guia turístico para Tiradentes e região: mais de 50 fotos e várias dicas preciosas para quem vai viajar com criança

Tiradentes, São João, Santa Cruz de Minas (entre as duas), Resende Costa e Lagoa Dourada. A bolinha vermelha é o local aproximado da Cabana do Rei.

Se tem um lugar que eu amo neste mundo, como já falei por aqui, é a região de Tiradentes. Ô lugar bonito, sô!

Sempre que temos oportunidade, meu marido, meu filho e eu vamos para lá para recarregar as baterias. É muita natureza, comida gostosa, artesanato lindo e história de Minas num lugar só. O resultado é que voltamos descansados de corpo e alma, mesmo quando a gente só consegue ir por dois dias, e mais ainda quando ficamos num feriadão de quatro dias seguidos.

Neste post, reúno algumas breves dicas para quem for àquele cantinho especial de Minas:

ESTRADAS

O melhor caminho é, sem dúvida, via BR-040 e BR-383, passando por Entre Rios de Minas e Lagoa Dourada. A viagem gira em torno de 2h30 a 3h30, dependendo do trânsito e da parada. Depois que sai da BR-040, a paisagem fica ainda mais simpática no caminho. Tem um pedágio de R$ 5,30 no trecho. Estrada em boas condições em julho/2019.

Paradas recomendáveis nesse percurso: Legítimo Rocambole de Lagoa Dourada; no sentido Tiradentes: Charm Country, em São Brás do Suaçuí (tem uma fazendinha muito fofa pra já ir entrando no clima); e, no sentido BH: Café com Prosa, em Entre Rios (vale levar pra casa o café deles).

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Mas tem gente que gosta de ir via BR-040 até Barbacena, pegando a 265 depois. A viagem fica em pelo menos 3h30, mas há quem prefira render mais pela 040. Nesse caso, a parada obrigatória é no Roselanche.

Na volta para BH, se você estiver com tempo, também vale esticar rapidinho em Congonhas para visitar o Santuário do Bom Jesus do Matosinhos, onde ficam os 12 profetas de Aleijadinho, patrimônio da humanidade.

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HOSPEDAGEM

A gente gosta de ficar em um lugar que fica entre São João e Tiradentes, chamado Cabana do Rei. Para quem tem criança, então, lá é perfeito. Já fomos seis vezes entre 2016 e 2019. Normalmente, viajamos por três dias e separamos um dos três para passear pela região, curtindo a infraestrutura da Cabana do Rei, que tem bom custo-benefício, no restante do tempo. Nas férias de julho, pagamos R$ 380 a diária com as três refeições. Em baixa temporada, foi R$ 300. O mesmo valor seja para quarto ou para chalé. CLIQUE AQUI para ler minha avaliação completa de lá, com muitos detalhes e os prós e contras.

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REFEIÇÕES

Nas últimas vezes que fomos a Tiradentes, almoçamos no Biroska Santo Reis. A comida é deliciosa (melhor torresmo de barriga do mundo), cerveja gelada, preço justo e atendimento ótimo. O restaurante é do jornalista Fernando Lacerda e de sua esposa Luísa.

Também sempre paramos no Picolé Amado (que existe desde 1965) para tomar um picolé artesanal de laranja ou outro dos vários sabores que eles têm por lá.

PASSEIOS

Vale muito a pena fazer o passeio de maria-fumaça entre São João Del-rey e Tiradentes. Dura cerca de 50 minutos, ao longo de lindas paisagens rurais (sente-se do lado esquerdo do trem de estiver indo para Tiradentes e do lado direito se estiver voltando. Tem paisagens mais bonitas). Sem contar que é uma aventura para crianças e adultos! Nós pegamos a saída de SJ ao meio dia e o retorno às 17h, aproveitando o meio-tempo na cidade. O ideal é fazer como fizemos, porque é muito mais fácil estacionar o carro em São João que em Tiradentes hoje em dia.

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Não vou nem falar dos museus e igrejas porque acho que é chover no molhado, né?

Uma coisa que é muito bacana da região é a grande quantidade de festivais. De cinema, de gastronomia, de cachaça, de blues e jazz etc. Cada hora inventam um, tente ir numa data de evento cultural também.

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ARTESANATO

Esta região é riquíssima em artesanato, principalmente de madeira e ferro. Os móveis de madeira de demolição são maravilhosos e já enchem nossos olhos desde a estrada, na passagem por Lagoa Dourada. Vale demais passear com calma por Tiradentes para comprar souvenires.

Em Santa Cruz de Minas, cidadezinha que você vai cruzar entre a Cabana do Rei e o centro de Tiradentes, o forte é o artesanato de ferro. Foi lá que compramos dois lindos lustres para a sala da nossa casa ao custo total de R$ 150. (Em BH, só o menor deles já sairia a esse valor.) Também compramos um lindo escorredor de pratos de ferro.

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Já Resende Costa é a terra das redes. São muitas e muitas lojas com redes, tapetinhos, colchas, toalhas de mesa. Artesanatos riquíssimos! E tem muitos móveis também, assim como Santa Cruz e todas as demais cidades. Minha dica é comprarem na loja HGM Artesanato, que fica próximo à prefeitura (rua dos Expedicionários, 635), e fornece redes para as lojas mais próximas da entrada da cidade. Tem fartura de opções lá e o preço é ótimo. Pagamos um total de R$ 140 por uma lindíssima rede de casal queen, duas colchas de casal, três tapetinhos de banheiro, um jogo de porta-copos e uma peteca. (Em BH, só a rede de casal sai a mais de R$ 150.)

Lembrando que lá perto tem Bichinho, famosa por seu artesanato, e Prados, que é muito lindinha e também merece visita.


Bom, acho que o principal é isto! Se eu me lembrar de mais alguma dica, acrescento aqui depois. Ficou com alguma dúvida? Me pergunte! 😉

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Envie sua foto de ipê para entrar na galeria do blog!

No início do mês, dei a largada para a tradicional caça aos ipês do inverno!

Em apenas 15 dias, recebi várias fotos, fiz outros cliques e a galeria está, até agora, com 61 imagens. Ela será atualizada até o fim do inverno, então ainda temos muitas semanas para incrementar com árvores de flores rosas, roxas, amarelas e brancas!

E olha que bacana: a Carolina Pinheiro não enviou uma foto, mas um lindo quadro que ela pintou, em aquarela, para homenagear os ipês de BH:

Pintura em aquarela de Carolina Pinheiro para homenagear os ipês de BH. Enviada para mim em 13.7.2019.

Até agora, já recebi cliques de Minas, São Paulo, Rio, Brasília e Porto Alegre.

Quer ver sua fotografia na galeria? Envie para mim! Basta informar o nome de quem fez a foto, endereço onde estava a árvore (pelo menos a cidade, tá?) e data em que foi tirada.

Você pode me mandar a foto por e-mail, pela página do blog no Facebook, pelo Twitter do blog, ou pode marcar o blog no Instagram (@blogdakikacastro). Não precisa ser nenhum profissional, o importante é demonstrar seu amor por esta beleza da natureza! ❤

CLIQUE AQUI para ver a galeria atualizada até agora.

 

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Ouro Preto em 21 fotos + uma dica de hospedagem e uma de refeição

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Aqui em casa a gente ama Ouro Preto e, sempre que temos uma folguinha de dois dias juntos (o que é raro), damos um jeito de escapar para lá.

O turista que vai a Ouro Preto encontra dez milhões de sites com informações preciosas e, lá chegando, também acha guias turísticos aos montes, dispostíssimos a mostrarem todas as maravilhas históricas desse patrimônio da humanidade, que muitas vezes é mais valorizado pelos gringos do que pelos próprios mineiros, infelizmente.

Por isso, não serei mais uma a dedicar um post só para os museus e igrejas sensacionais que podem ser visitados na antiga Vila Rica.

Quero, aqui, compartilhar apenas algumas fotos que fizemos em nosso mais recente passeio. E aproveitar para trazer duas dicas de brinde: uma de hospedagem e outra de refeição.


#1 HOSPEDAGEM

Não deixe de experimentar a pousada do Sesc, Estalagem de Minas Gerais. Fica fora da cidade de Ouro Preto, então, se sua intenção for apenas bater perna por lá, talvez o mais indicado seja uma hospedaria de centro. Mas se quiser unir o turismo cultural e as compras ao descanso em meio a muito verde, o Sesc é uma ótima pedida.

Tem o melhor custo-benefício da cidade, principalmente se você for comerciário e tiver a carteirinha do Sesc. A diária em período de férias, que é o mais caro, sai a R$ 200 de sábado para domingo, no quarto do prédio novo (com aquecedor e varanda com linda vista para as montanhas), incluindo café da manhã e jantar fartíssimos. De domingo pra segunda, R$ 160, com café. Tem também o chalé, que tem dois andares, comportando dois casais ou uma família maior, por exemplo. O almoço e demais refeições que você quiser fazer são cobrados à parte, mas em valor bastante justo. O frigobar do quarto é limpo, para você ficar à vontade para colocar o que quiser lá dentro.

O Sesc promove atividades para as criança e o restante da família e tem trilhas muito agradáveis para fazer caminhadas em meio à natureza, com esquilos, jacus e passarinhos. À noite, é uma delícia tomar um vinho na lareira comunitária ou na varanda do quarto mesmo. Se não estiver tão frio, a melhor pedida é ir lá para o alto ver o sol se pondo. Só a piscina de lá que deixa a desejar, porque é muito-muito gelada, mesmo para o verão. Eles podiam aproveitar e estender o aquecimento solar para as piscinas (fica a sugestão!).

Outra coisa legal é que eles têm vans gratuitas que vão e voltam do Sesc até o centro de Ouro Preto em vários momentos do dia. Assim, podemos ir passear na cidade, almoçar por lá e até tomar umas cervejas, sem termos que nos preocupar em pegar no volante depois. Mais informações AQUI.


#2 ALIMENTAÇÃO

Em nossa primeira viagem em família para Ouro Preto, descobrimos por acaso um restaurante que começa numa portinha na rua, ao som de um piano bem tocado, continua escada abaixo num ambiente bastante escuro, parecendo um pub, e termina num quintal iluminado ao fundo, sempre com um jazzinho tocando no ambiente. É o Escadabaixo.

Viramos fãs de lá e, desde aquela primeira vez, sempre que vamos a Ouro Preto damos um jeito de almoçar ali. O cardápio tem várias opções deliciosas e também uma carta de cervejas artesanais diversificada (mas a gente sempre acaba optando pela Ouropretana, pra prestigiar a marca da cidade). O atendimento também é excelente. Nossa mesa favorita é a que fica bem no corredor, entre a parte escura e o quintal dos fundos, em frente à cozinha. Ali é claro, bate um solzinho agradável, e a música ambiente é sempre da melhor qualidade.

Fica na rua Direita, 122. Mais informações AQUI.

 

No mais, boa viagem! Não deixe de voltar aqui depois para contar como foi sua experiência nesta cidade mágica 😉


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Começou a caça aos ipês de 2019!

O inverno tinha começado havia apenas uma semana quando resolvi aproveitar minha folga, na última sexta-feira, para fazer alguns flagrantes de ipês maravilhosos espalhados pela cidade. Naquele dia, eu tinha ido ao Parque das Mangabeiras para um piquenique em família e fiquei triste por ter perdido a oportunidade de fotografar os lindos ipês que enchiam a Praça do Papa de rosa e roxo. Mas acabei escolhendo a região da Savassi para os cliques que fiz depois do almoço. Eles foram flagrados na avenida do Contorno, na Cristóvão Colombo, na Praça da Liberdade (em sua maioria) e na rua da Bahia. O destaque maior vai para o ipê roxo absolutamente DESLUMBRANTE que estava em seu auge na praça, bem na esquina com a rua Gonçalves Dias. Vocês verão que, só dele, fiz nada menos que seis fotos.

Ao todo, foram 32 fotografias (número atualizado para 106 fotos e uma pintura até 18.8.2019) das minhas árvores favoritas, espalhadas ao longo de apenas 2 km de percurso. Com elas, dou início à caça aos ipês deste ano!

Não sabe o que é isso? Explico: é uma tradição deste blog desde o inverno de 2014, quando recebi 70 fotos de ipês, enviadas por leitores de todas as partes do Brasil. Em 2015, recebi 56 fotos. E, em 2017, foram 84 cliques. Repito o desafio neste ano: você viu algum ipê dando sopa por aí? Roxo, rosa, amarelo, branco? Envie a foto com o nome de quem fez o clique, a data da foto e o endereço onde ela foi clicada (pelo menos a cidade, OK?). Ela vai ajudar a colorir a galeria definitiva do blog, que já tem mais de 200 fotos e é uma das páginas mais acessadas deste blog 😉

Você pode me mandar a foto por e-mail, pela página do blog no Facebook, pelo Twitter do blog, ou pode marcar o blog no Instagram (@blogdakikacastro). Não precisa ser nenhum profissional, o importante é demonstrar seu amor por esta beleza da natureza! ❤

Agora vamos ao que interessa:

P.S. Meus favoritos são os ipês amarelos, mas eles sempre florescem mais tarde. Vou atualizar esta galeria à medida que as fotos chegarem e, no início da primavera, vou postar aqui o resultado, ok? Espero que com muito mais cores e endereços! 😉

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A magia dos parques de diversões (e como ela permanece inalterada há décadas)

Dia desses escrevi sobre a magia do circo e sobre como uma das coisas mais charmosas nos circos é justamente seu clima de passado, suas tradições conservadas apesar de todas as mudanças tecnológicas, seu ar nostálgico. Escrevi:

Nos circos, parece que estamos em antigamente. Entramos naquelas tendas e é como se tivéssemos sido transportados para o passado. Lá estão as maçãs-do-amor, as pipocas e algodões-doces. Lá está o “respeitável público!”. E os palhaços, acrobatas, equilibristas, trapezistas e malabaristas. O figurino brilhante e colorido.

Se você olha fotos antigas de circos, no Brasil e no resto do mundo, e as compara com apresentações atuais, verá que quase nada mudou. E ainda tem esse caráter universal do circo: ele é quase igual seja no sertão do Ceará ou em um parque da Califórnia. É como se fosse mesmo um universo paralelo, um mundo mágico, um portal para a felicidade e a admiração, que percorre o mundo e, de vez em quando, estaciona em algum lugar para provocar aplausos e “uaus!” do público da vez.

Pois bem, isso não é privilégio dos circos. Os parques de diversões também têm a mesma atmosfera, sem contar que muitos deles também são itinerantes. Por mais que os brinquedos tenham se modernizado, um bom parque sempre terá uma roda gigante, um trem-fantasma, uma casa dos espelhos, um carrossel e um carrinho bate-bate. Algodão-doce e pipoca. Luzes invadindo a noite. Você assiste a filmes como “Roda Gigante“, de Woody Allen, e o terror “Nós“, de Jordan Peele, e, por mais distantes que sejam, inclusive nos gêneros, os parques de diversões mostrados neles têm a mesma cara. Mudam os tamanhos dos parques, as cidades e os países em que estão, mas todos carregam uma atmosfera parecida – e isso é muito legal!

Neste post, trago algumas fotos que fiz em minha mais recente ida a um dos parques mais tradicionais de Belo Horizonte, o Guanabara (que foi fundado em 1951 como parque itinerante, chegou a BH em 1964 e fixou-se na Pampulha em 1970).

Clique sobre qualquer foto da galeria para ver todas em tamanho real:

SERVIÇO:
Parque Guanabara
Endereço: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 3333, Pampulha
Contato: 31-3439 7300
Funcionamento: Varia; o melhor é conferir o calendário atualizado no site
Preços: Para entrar, R$ 2 e gratuito em muitos casos (dias úteis, idosos e crianças pequenas). Valor dos brinquedos varia de R$ 4 a R$ 8.


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