Paul Klee no CCBB: por que vale a pena ver (e uma amostra com 21 obras)

Dica importantíssima para quem mora em Belo Horizonte: depois de mais de dois meses em cartaz, a exposição com mais de 100 obra do suíço Paul Klee está quase chegando ao fim! Ela termina no dia 18 de novembro: portanto, você tem apenas mais duas semanas e meia para vê-la ou revê-la!

Eu não conhecia Paul Klee, confesso sem qualquer vergonha. Mas saí do CCBB com a impressão de que estive diante de um gênio. Um sujeito que, ainda aos 4 anos de idade, desenhava com razoável desenvoltura. Aos 11, já fazia desenhos incríveis. Que começou no campo mais “fácil” do desenho perfeccionista da natureza e do corpo humano (ele fazia até os músculos dos braços e das pernas como se fossem ilustrações científicas, de tão detalhadas), e prosseguiu na seara experimentalista, vanguardista, que naquela época era também uma escolha política (lembrando que os hitleristas baniram a arte dos modernistas).

Ele usou inúmeras técnicas e tinha um domínio impressionante sobre as cores, sobre as sombras, as luzes, e também sobre as formas. Falo isso sem nenhum conhecimento de artes plásticas, apenas com o que ele suscitou em mim, e depois do que aprendi na exposição.

E mais: ele era extremamente produtivo! Em 1939, um ano antes de morrer, quando já estava com a saúde bastante debilitada, a exposição nos informa que ele produziu, só naquele ano, mais de 1.200 obras. E elas estão entre as melhores, como vocês podem ver abaixo.

Segue uma pequena amostra da exposição, com os quadros que eu mais curti, com seus respectivos títulos e datas:

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Quer saber mais sobre a obra de Paul Klee? CLIQUE AQUI e acesse o livro oficial da exposição “Equilíbrio Instável”, com várias informações importantes. Mas, se você mora em BH, o melhor mesmo é ir até o CCBB e viver a experiência completa 😉

Serviço:

Exposição PAUL KLEE – Equilíbrio Instável
Até 18 de novembro
De quarta a segunda, das 10h às 22h
No CCBB BH: Praça da Liberdade, 450.
Mais informações: (31) 3431-9400 ou no site do CCBB
Gratuito

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Exposição da DreamWorks no CCBB: por que ela é imperdível

Exposição da DreamWorks no CCBB-BH. Fotos: CMC

No último fim de semana – o primeiro da exposição Dreamworks Animations no CCBB de Belo Horizonte –, as filas para entrar no Centro Cultural Banco do Brasil estavam tão grandes que davam a volta no quarteirão. Fazia tempo que eu não via uma exposição assim tão popular em Beagá. Acho que desde o Escher, que lotou o Palácio das Artes.

Por isso, aproveitei a folga que tive hoje pelo fim de semana de plantão dobrado e fomos para lá. Em plena quarta-feira, às 10h, mesmo com excursão de estudantes, estava tranquilo o movimento, praticamente com zero filas, e foi possível curtir bastante.

E, olha, já vimos muita exposição bacana no CCBB – Kandinsky, Mondrian, a sensacional Patricia Piccinini, Los Carpinteros, Ai Weiwei, e muitas outras –, mas esta da Dreamworks com certeza está entre as melhores.

Não se engane pensando se tratar de um evento para crianças. Elas se divertem também, é claro, mas são os adultos que percebem melhor a maravilha que é esse trabalho de concepção, ilustração, animação, roteirização e sonorização desses filmaços que agradam a públicos de todas as idades. Estou falando de Shrek, Madagascar, Croods, Como Treinar Seu Dragão, Kung Fu Panda e outros.

Na exposição, vemos os esboços para criar personagens, as esculturas e moldes de cada um, brincamos um pouco com a animação em computadores interativos, assistimos a uma aula de roteiro, conhecemos os craques por trás dessas histórias, nos inserimos em paisagens estonteantes, vemos muita-muita arte. E, no fim, somos presenteados com um filmete de 3 minutos em 180 graus que nos coloca voando em cima de um dragão. Também tem um espaço educativo para fazer teatro de sombras, que meu filhote Luiz adorou – foi juntando gente para assistir à pecinha dele, sem ele saber e, quando ele saiu lá de trás, todo mundo aplaudiu (umas 15 pessoas!) e o bichinho ficou morrendo de vergonha, rs.

São mais de 400 itens, e levamos cerca de uma hora para visitá-los todos, mais rápido do que gostaríamos. A exposição já passou por sete países e, antes de chegar a Beagá, esteve no CCBB do Rio, onde foi vista por 600 mil pessoas. Por aqui, deve bater o recorde da ComCiência, que recebeu 312 mil visitantes.

Enfim, a diversão é garantida para todos que se interessem minimamente por animação e cinema. Meu celular não faz fotos muito boas, mas coloco algumas como degustação [clique sobre qualquer foto para ver todas em tamanho real]:

SERVIÇO

O quê: Exposição Dreamworks Animation
Onde: CCBB BH – Praça da Liberdade, 450
Quando: até 29 de julho, de quarta a segunda, das 10h às 22h
Quanto: gratuito
Sugestão: Se possível, vá durante a semana, que é mais vazio!


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3 frases de Ai Weiwei para estes tempos sombrios de bolsonarismo no Brasil

Um bote salva-vidas há de nos salvar? Fotos: CMC. Obras: Ai Weiwei

Estive no domingo na maravilhosa exposição gratuita, no CCBB de Belo Horizonte, com obras inéditas e outras já consagradas do artista e ativista chinês Ai Weiwei. Gostei muito de várias das esculturas, fotografias e pinturas de Weiwei, mas o que mais me chamou a atenção foram as frases.

Não sei se ele escreveu aquelas frases pensando no Brasil, já que esteve imerso na nossa cultura por um ano, para esta exposição. Muitos daqueles pensamentos têm validade universal. Mas o fato é que alguns se encaixam perfeitamente no momento político sombrio que o Brasil está vivendo.

Pincei três destas frases, para nossa reflexão:

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Sobre a primeira delas, aproveito para dizer algo que me traz muito alívio neste início de 2019: posso dormir todas as noites, com a consciência tranquila, sabendo que estou do lado certo da história. Bem distante do lado daqueles que idolatram torturadores e que querem tirar direitos consagrados (conquistados a duras penas) dos mais pobres e dos trabalhadores.

De brinde, mais três belas frases, de caráter mais universal, que também me encantaram durante a visita ao CCBB:

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Das obras em si, fiz poucas fotos, mas é possível encontrá-las à exaustão no Google. Aí uma degustação, para quem não pôde ir ao CCBB, já que o último dia de exposição foi anteontem (clique sobre qualquer imagem para ver todas em tamanho real):

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Imperdível! Últimos dias de Los Carpinteros em Beagá

De cara, já confesso minha ignorância: nunca tinha ouvido falar do coletivo cubano Los Carpinteros.

Nem mesmo tinha lido na imprensa sobre a exposição que está no CCBB desde o início de fevereiro.

Foi por acaso, ao decidir mostrar o lado turístico de Beagá para a amiga carioca que estava hospedada em casa, que fui parar nesta exposição interessantíssima que mistura carpintaria, arquitetura e design.

Lá, vi violões simulando as fases da lua, vi outros instrumentos musicais derretendo, vi referências políticas, frases bem-humoradas, duas camas de solteiro entrelaçadas como se fossem um viaduto, e mais uma porção de objetos reinventados de maneira, acima de tudo, irreverente. Mas também imaginativa e instigante. Em tempos de tanto mau humor, achei essa exposição cheia de um frescor muito bem-vindo.

Aí estão algumas poucas fotos que fizemos durante o percurso de uma hora: Continuar lendo

Esta é a exposição MAIS INCRÍVEL que você vai ver na sua vida!

Bom, pelo menos foi assim que me senti quando vi a exposição ComCiência, da australiana Patricia Piccinini, que está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil. Entrei no espaço meio sem saber o que ia ver, trafeguei pelas salas completamente embasbacada e saí de lá exclamando:

– Putz! Esta foi a melhor exposição que já vi na vida!

E o que isso tem a ver com um blog sobre maternidade?

É que, embora os “monstrinhos” criados por Patricia pareçam, à primeira vista, meio assustadores, eles deixam as crianças completamente alucinadas. Até meu pequeno Luiz, de 11 meses, ficou impressionado e querendo tocar em tudo o que via (mas eu não deixei, obviamente).

Luiz encantado com a obra de arte. Foto: CMC

Luiz encantado com a obra de arte. Foto: CMC

Além disso, a exposição traz uma reflexão muito interessante sobre como as crianças nascem desprovidas de preconceito e aceitam – inclusive acolhem, confortam e abraçam – os seres mais diferentes. Ao contrário dos adultos, que já desenvolveram a repulsa, o rancor, a intolerância, o medo ou o asco pelo que não compreendem bem.

(Donde surgem as agressões, as guerras e os conflitos urbanos – mas isso já é outro assunto…)

Qual é nosso parcela de culpa para que nossos filhos percam essa capacidade de ter empatia e simpatia à medida que crescem?

Não deixe de conferir ao vivo as obras de arte PERFEITAS (e, ao mesmo tempo, tão imperfeitas) criadas por Patricia. De ver com calma, ler os textos que as acompanham e, se possível, levar seu pequeno junto! A experiência será enriquecedora para todos, eu garanto 😉

Uma pequena amostra na galeria de fotos abaixo:

Serviço:

Exposição ComCiência, de Patricia Piccinini
Em cartaz até 9 de janeiro
De quarta a segunda, de 9h às 20h
CCBB, na Praça da Liberdade, 450
Gratuito
Mais informações: 3431-9400 ou no site

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