Imperdível! Últimos dias de Los Carpinteros em Beagá

De cara, já confesso minha ignorância: nunca tinha ouvido falar do coletivo cubano Los Carpinteros.

Nem mesmo tinha lido na imprensa sobre a exposição que está no CCBB desde o início de fevereiro.

Foi por acaso, ao decidir mostrar o lado turístico de Beagá para a amiga carioca que estava hospedada em casa, que fui parar nesta exposição interessantíssima que mistura carpintaria, arquitetura e design.

Lá, vi violões simulando as fases da lua, vi outros instrumentos musicais derretendo, vi referências políticas, frases bem-humoradas, duas camas de solteiro entrelaçadas como se fossem um viaduto, e mais uma porção de objetos reinventados de maneira, acima de tudo, irreverente. Mas também imaginativa e instigante. Em tempos de tanto mau humor, achei essa exposição cheia de um frescor muito bem-vindo.

Aí estão algumas poucas fotos que fizemos durante o percurso de uma hora: Continuar lendo

Anúncios

Neste Dia dos Namorados, inspire-se com o amor real

Descobri dia desses o trabalho da artista coreana Puuung, que tem mais de 90 mil seguidores no Facebook e 20 mil em sua página. Ela tem uma série chamada “Love is” (o amor é…) em que retrata cenas corriqueiras da vida a dois que ilustram o que é o amor: uma cumplicidade simples, uma admiração, mas nada muito extraordinário. O amor é prosaico, nas cenas ilustradas por Puuung, e pode estar numa conversa, num olhar, num aconchego ou até num conforto durante uma crise de choro.

É realmente lindo esse trabalho e divulgo hoje para inspirar os casais apaixonados que passarem por aqui. São, ao todo, até o momento em que escrevo, 109 ilustrações, que podem ser todas vistas AQUI.

Abaixo, 20 das minhas imagens favoritas:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Leia também:

faceblogttblogPague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!

Galeria com 50 grafites em Belo Horizonte

Há exatamente 15 dias, escrevi um pouco aqui no blog sobre o grafite (ou graffiti, como preferem alguns puristas) produzido em Belo Horizonte. Para fazer o post, contei com a valiosa ajuda de pessoas mais entendidas no assunto, como os grafiteiros Davi de Melo Santos e Maria Raquel Bolinho, além das explicações de Beto Trajano. E prometi, naquele dia, que, logo que eu juntasse um número razoável de fotografias, criaria uma galeria de imagens agrupando vários dos trabalhos espalhados pelas ruas da cidade.

Pois bem, hoje, depois de uma volta pelos bairros Santa Efigênia e Serra, consegui chegar a 50 imagens. Por isso, resolvi dar o pontapé na galeria, que terá um espaço fixo no blog, na abinha vermelha aí em cima. Sempre que eu vir mais algum grafite bonito, vou fotografar (mesmo que só com o celular mesmo) e acrescentar na galeria. Sempre que receber contribuições dos leitores, farei o mesmo. E assim esta categoria será bastante dinâmica e cada vez mais completa e mais rica — como acontece com a arte de rua produzida na nossa terrinha.

Por enquanto, tenho representantes das seguintes regiões da cidade: centro-sul (Funcionários, Savassi, Serra, Mangabeiras, Morro do Papagaio), leste (Santa Efigênia, Pompeia, Santa Tereza), oeste (Barroca, Estrela Dalva) e noroeste (Santo André).

Quer visitar a galeria? Clique AQUI ou vá direto para a abinha “Grafite em BH”, acima. É possível ver em mosaicos, com as imagens pequetitas, ou clicar sobre uma delas e ver em forma de apresentação de slides, com as devidas legendas dando o nome do artista, localização da obra e outros detalhes. Bom divertimento 😉

grafite2

O grafite em BH

Foi-se o tempo em que o grafite era visto com olhos tortos, como se fosse uma pichação. Basta ver como artistas como Os Gêmeos são disputados a tapa (e a grandes fortunas) em exposições mundo afora. Ou ver a idolatria que existe acerca do misterioso Banksy, de que já falei aqui no blog. Em São Paulo, existe o Beco do Batman, com muros totalmente forrados de grafite, que atrai turistas do mundo inteiro. E a Red Bull resolveu adotar o projeto Street Art View, um gigantesco mapa mundial com fotos e localização de grafites ao redor do planeta.

Assim como São Paulo tem seu Cambuci, o bairro onde Os Gêmeos começaram a trabalhar, ainda nos anos 80, e que já foi berço de vários outros grafiteiros talentosos, outras cidades já estão formando redutos particulares. Em Beagá, ainda não existe um bairro onde a arte de rua esteja mais presente, mas já temos nossos grafiteiros renomados, inclusive fora do país. É o caso do Davi de Melo Santos e do André Dalata. Outra que está espalhando sua arte pelas ruas da cidade é a Maria Raquel Bolinho, autora dos simpáticos cupcakes que ilustram o muro da choperia Devassa, na Savassi. Também temos os palhacinhos de Zack, a arte de Hyper e a das Minas de Minas, quatro mulheres que fazem grafite na capital mineira. Esses são alguns dos grafiteiros mais importantes hoje na cidade, que teve como grande incentivador da técnica o artista plástico Rui Santana, que morreu em 2008, aos 48 anos, e idealizou a primeira Bienal Internacional do Grafite, naquele mesmo ano.

Coloco abaixo nove grafites que fotografei nas últimas semanas. Foi com o celular mesmo, sem pensar que iriam ser usadas no blog. Mas vou adicionando aos poucos, sempre que vir um grafite novo que mereça o registro. E aceito duas contribuições dos leitores deste blog: a autoria e localização das imagens abaixo, caso vocês saibam, e o envio de mais fotos de grafite em BH, para eu acrescentar aqui. Minha ideia é tornar este post uma grande galeria de grafites, só produzidos em Belo Horizonte. Ajudem! 😉

Grafite de Marcelo Gud, na rua do Ouro, na Serra.

Grafite de Marcelo Gud, na rua do Ouro, na Serra.

20130127_183707

Foto0152

Grafite do “16”, que fica na rua Santa Rita Durão, bairro Funcionários.

Foto0350

Grafite do MTS, em alguma rua da Savassi.

IMG_20140129_123246

Grafite de Maria Raquel Bolinho. Fica na rua Professor Morais com av. Getúlio Vargas.

IMG_20140129_123254

Grafite na rua Professor Morais com av. Getúlio Vargas.

IMG_20140315_111755

Grafite de Baba Jung, na rua do Ouro, Serra.

IMG_20140315_165018

Grafite de Hyper. Na rua Gonçalves Dias, 1.440, campus Liberdade da UNA.

Grafite na rua Palmira, na Serra.

Grafite na rua Palmira, na Serra.

Grafite de Marcelo Gud, na rua Prof. Estêvão Pinto, Serra.

Grafite de Marcelo Gud, na rua Prof. Estêvão Pinto, Serra.

IMG_20140326_154223

Grafite  do Mosh, na avenida Amazonas, Barroca.

Contribuições enviadas ao blog:

Grafite de Dite e Douglas, na rua San Salvador, no bairro Estrela Dalva. Foto enviada por Beto Trajano. (OBS.: o grafite não está mais lá)

Grafite de Dite e Douglas, na rua San Salvador, no bairro Estrela Dalva. Foto enviada por Beto Trajano. (OBS.: o grafite não está mais lá)

Grafite histórico de BH, debaixo do viaduto de Santa Tereza, enviado por Davi de Melo Santos. Foi feito por ele próprio, com Seth, Hyper, Dalata e MTS.

Grafite histórico de BH, debaixo do viaduto de Santa Tereza, enviado por Davi de Melo Santos. Foi feito por ele próprio, com Seth (da França), Hyper, Dalata e MTS.

Grafite de Davi de Melo Santos e André Dalata. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos.

Grafite de Davi de Melo Santos e André Dalata, na rua Gonçalves Dias, perto da Praça da Liberdade, no muro da UNA. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos.

Grafite de Davi de Melo Santos, na Vila Estrela, Morro do Papagaio. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos

Grafite de Davi de Melo Santos, Hyper e André Dalata, no Viaduto de Santa Tereza.

Grafite de Davi de Melo Santos, Hyper e André Dalata, no Viaduto de Santa Tereza. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos

Grafite de Davi de Melo Santos, André Dalata e Thiago Alvim, no bairro Santo André.

Grafite de Davi de Melo Santos, André Dalata e Thiago Alvim, no bairro Santo André. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos

Grafite de Davi de Melo Santos. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos

Grafite de Davi de Melo Santos, na região hospitalar, onde os fícus tiveram que ser podados. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos

Não percam a exposição de Escher! (E vejam aqui 13 imagens)

Hoje finalmente fomos ver a exposição do gênio holandês Maurits Cornelis Escher, mestre das xilogravuras e litografias e, eu acrescentaria, da matemática e da física. O Palácio das Artes de Beagá recebe o acervo de Escher desde 20 de setembro, mas já está chegando ao fim: só vai até o dia 17 de novembro!

Resumo em uma palavra: é impressionante. De uma inteligência, lógica e perfeccionismo que chegam a ser mágicos. Escher explora o impossível, como ele mesmo diz:

“Às vezes parece-me que ficamos aflitos e possuídos por um desejo pelo impossível. Buscamos o não natural ou o sobrenatural, aquilo que não existe, um milagre.Pode acontecer que, de forma contínua, nos tornemos receptivos ao inexplicável. É o milagre da mesma espacialidade tridimensional na qual andamos ao longo do dia, como em uma esteira. Esse conceito de espacialidade se revela, por vezes, em raros momentos de lucidez, como algo de tirar o fôlego.

Não conhecemos o espaço. Estamos no meio dele, somos parte dele, mas não sabemos nada a seu respeito. O espaço permanece inescrutável. A realidade é inexplicável e misteriosa! Mas não nos satisfazemos com isso e insistimos em brincar com histórias e imagens, a fim de escapar dela.”

O resultado são essas imagens maravilhosas, que estão lá, para quem quiser ver:

Fonte:  www.mcescher.com

Autorretrato. Fonte de todas as imagens: http://www.mcescher.com

02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13As que mais me impressionaram foram essas que exploram a simetria e o padrão geométrico. São praticamente um tabuleiro de xadrez! E essas que colocam os homens subindo e descendo escadas, em círculos, me fizeram viajar por vários minutos. Nunca pensei que quadros tivessem ritmo!

Deixo uma dica a quem tiver horários mais flexíveis: evitem ir no fim de semana e em dia de semana muito cedo ou na parte da tarde. O ideal, o horário em que fica mais vazio, é mais perto da hora do almoço, nos dias úteis. Hoje eu cheguei às 11h e, em menos de meia hora, já estava lá dentro. Acabei de ver tudo, com tranquilidade, às 13h. Quando saí, não tinha ninguém na fila. Mas, segundo funcionários de lá, se eu tivesse chegado na hora que abre, às 9h30, teria pegado uma fila bem mais longa, que chegava até a rua, e teria sido tudo muito mais cansativo e demorado. Muito por causa das várias excursões escolares (mas acho o máximo que as escolas, públicas e particulares, estejam levando seus alunos a esta verdadeira aula!).

O importante é: não deixem de ir! Mais informações sobre endereço e horários AQUI. Lembrando: é gratuito.