Tragédia em Brumadinho: uma escolha humana

Charge do genial Duke, publicada hoje no jornal “O Tempo”

 

Sem palavras para mais um desastre ambiental em Minas Gerais, pouco mais de 3 anos desde a tragédia em Mariana, agora aqui do ladinho de Beagá, que desta vez deixou cerca de 300 pessoas desaparecidas, republico aqui o poema escrito pelo meu marido, o jornalista Beto Trajano, que participou de toda a cobertura ontem:

ESCOLHA HUMANA

Lama
Que arde
Inflama
Os olhos
As mentes
Os corações
Reclama
A vida
A natureza

Escolha
Humana

Lama
Depravada
Que rasga
Que corta
Transforma
A montanha
Em ferro
E abre
O cofre
Enche
Ganância
Rebate
Na alma
No povo
De minas gerais
Que vive
Em risco
Os rios
Os corpos
Perdidos
De gente
De bicho
De planta
De natureza
Destruída

História
Que se repete
Assassina
Escória
De empresa
Vale
Degola meu povo

Foto de Douglas Magno, repórter-fotográfico do jornal “O Tempo”, que rodou o país.

Leia também:

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A Revolução da Rapadura

Foto: Moacir Ximenes / Wikimedia

Texto escrito por Beto Trajano:

A rapadura é um doce simples, produzida em alguns pontos do interior de Minas, que remete a tradições de séculos atrás, da época da colonização do país. É feita da cana, matéria-prima da tradicional cachaça mineira. Às vezes passa despercebida em lojas, mercados, bares e restaurantes.

Porém, é muito apreciada até hoje, a ponto de ter provocado uma verdadeira revolução. Sim, é isso mesmo o que está acontecendo no mais frequentado self-service na região onde moro: a Revolução da Rapadura.

Até pouco tempo, o restaurante oferecia de cortesia, após o almoço, chá, café e uma deliciosa rapadura. Ficava perto do caixa, bem abaixo de um quadro de sugestões. Todos os clientes, de forma quase que espontânea, antes ou depois de pagar a conta, aproveitavam a iguaria. E o café com rapadura virou tradição, sem que os donos percebessem.

Mas, com o tempo, não só os humanos, mas também outros visitantes indesejados descobriram a vasilha de doces: Continuar lendo

590.148 receitas de papinhas para você fazer para seu bebê: veja vídeo

papinha

Quem me acompanha há mais tempo sabe que não sou nada boa de cozinha; o chef lá em casa é o papai Beto. Mesmo assim, vou compartilhar com vocês um segredo: com a ajuda do marido, sou capaz de preparar nada menos que 590.148 receitas diferentes de papinhas para o Luiz. Você leu direito: quase 600 mil possibilidades de comidinhas para meu bebê!

Neste post, vou ensinar a preparar TODAS elas.

Para fazer essas papinhas, usamos alguns grupos de alimentos, como folhas (couve, repolho, brócolis), raízes (batata, cenoura, beterraba), alimentos ricos em carboidratos, como arroz e macarrão, além de carnes ou ovo. A papinha mais básica, no dia em que a geladeira de casa está maisssss vazia, vai ter pelo menos um item de cada grupo: uma folha, uma carne e uma batata, por exemplo. E a papinha mais rica, quando temos mais opções, leva até 10 ingredientes (por exemplo: arroz, feijão, frango, couve, brócolis, repolho, batata, batata doce, cenoura e beterraba).

Divido esses ingredientes em três grupos:

Grupo 1

Couve
Agrião
Brócolis
Espinafre
Repolho

Grupo 2

Carne moída
Músculo
Frango desfiado
Ovo

Grupo 3

Batata
Batata doce
Mandioca
Baroa
Inhame
Abóbora
Abobrinha
Cenoura
Beterraba
Arroz
Feijão
Ervilha
Macarrão

E colocamos nossos temperinhos em tudo, claro: sal, cebola, alho, alho-poró, cebolinha e/ou salsinha.

MUITO MAIS QUE 1.001 POSSIBILIDADES

Pedi ajuda para meu amigo Bill, que é matemático e também é pai da Julinha, ou seja, especialista em contas difíceis e em papinhas, para me dizer quantas possibilidades de papinhas podem sair dessas combinações de ingredientes. Se usar pelo menos um ingrediente de cada grupo, sem restrições de ingredientes no prato, chegamos a um resultado estratosférico: 3.808.815 maneiras de preparar a papinha! Uau!

Pedi ao Bill para refazer a conta de uma maneira mais próxima da realidade: usar só um item do grupo 2 (nunca colocamos mais de um tipo de carne no prato) e até 10 itens no total, sendo no mínimo 1 item por grupo. É aí que chegamos ao incrível número que dá título a este post: são nada menos que 590.148 possibilidades de papinhas para seu bebê!

Isso facilita muito as coisas, não é verdade? Porque você pode ser como eu, e não saber fazer muito além de cozinhar uma cenoura e uma batata, mas ainda assim conseguir preparar pratos com sabores (e aparências) diversificados para seu pequeno. E ainda com um temperinho caseiro de fundo! 😉

Neste vídeo, reuni fotos de diversas papinhas que já fiz para o Luiz, desde que ele tinha 6 meses de idade. Veja como essas imagens não me deixam mentir: os pratos ficam bonitos, coloridos e deliciosos, e cada um tem uma aparência totalmente diferente da outra, mostrando como é fácil diversificar:

TRÊS DICAS PARA FACILITAR AINDA MAIS A ROTINA

Lá em casa usamos um sistema que é muito prático e facilita muito no preparo das refeições do Luiz:

1- Beto faz arroz e feijão que dura a semana toda, para os três membros da família.

2- E faz carne para o Luiz que costuma durar pelo menos uns 5 dias. Essa carne é congelada em forminha de gelo e a gente usa um quadradinho da forminha a cada refeição.

3- Eu ou ele cozinhamos legumes em quantidade que pode durar pelo menos 4 dias, na geladeira, sempre guardado em vasilha de vidro, que conserva melhor.

Na hora do almoço ou do jantar, fervemos um pouco de água e colocamos o cubinho de carne pronta e congelada e um pouco do legume para cozinhar junto, no fogão. Em coisa de 10 minutinhos, a refeição está prontinha e gostosa como se fosse feita na hora!

Você pode fazer várias opções de legumes – brócolis, batata, baroa, batata doce, beterraba, mandioca, abobrinha, moranga… – e variá-los em cada refeição, para que cada uma tenha um sabor diferente da outra. Ou então dar a mesma papinha durante uma semana e, na semana seguinte, fazer uma carne e legumes diferentes, para o bebê não enjoar de comer sempre o mesmo.

Lembre-se: com poucos ingredientes, já é possível preparar, literalmente, milhaaaaaares de refeições totalmente diferentes! 😀

DICA EXTRA

Minha amiga Bruna Saniele, também jornalista e mãe de dois bebês, criou a página Comidinha de Criança, em que ela compartilha várias dicas para preparar as papinhas. O melhor: assim como o Beto, ela sabe e ama cozinhar! 😉 CLIQUE AQUI para espiar.

O artista que espalha palhacinhos pelas ruas de BH

Palhacinho de Zack, na esquina da av. Francisco Sales, Carandaí e rua Grão Pará, no Santa Efigênia. Fotografado por CMC em 13.4.2014.

Já que falei aqui no blog, no último post, sobre os grafites de Beagá, vale a pena destacar hoje a ótima entrevista que o Beto Trajano (meu marido) fez com um dos meus grafiteiros favoritos: o Nilo Zack, que pinta palhacinhos pela capital mineira. Aí em cima tem uma foto que fiz de um dos lindos palhacinhos do Zack.

O trabalho dele é muito legal e, na entrevista, ele conta como começou a carreira, como é o processo de criação e fala até da picuinha da Prefeitura de BH, que chega a cobrar taxa de quem contrata um grafite, como se fosse uma propaganda de outdoor. Ê, Marcio Lacerda…!

CLIQUE AQUI para ler tudo 😉

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VÍDEO: Homenagem aos dois pais da minha vida

O Dia dos Pais chegou e eu não poderia deixar a data passar em branco aqui no blog, mesmo com a correria em que estou. Então fiz um videozinho para demonstrar meu amor ao meu querido pai-herói, coautor deste blog, e ao meu marido, paizão do meu bebê, que celebra a data pela primeira vez.

Feliz dia dos pais! E também a todos os pais-leitores deste blog 😀

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