Grupos de WhatsApp: 10 dicas de BOM SENSO para seus participantes

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O post que entrou hoje no blog da Flexis merece ser compartilhado por aqui, porque é um assunto que eu queria abordar há séculos!

Confira as dicas de convivência e bom senso:

 

1. Não conversar especificamente com uma pessoa, sobre um assunto que só interessa a vocês dois, por meio de um grupo.

Se você está num grupo de trabalho, por exemplo, que tem uma equipe com dez pessoas, pense que, a cada mensagem que você enviar, estará fazendo com que outras nove pessoas pensem no trabalho mesmo fora do horário do expediente. Use esse grupo apenas para compartilhar o que pode interessar a todos! Você tem uma dúvida que diz respeito a apenas uma pessoa e não interessa a mais ninguém? Mande para o WhatsApp DAQUELA pessoa, e não para o grupo.

2. Evitar a formação de “panelinhas” dentro do grupo.

Imagine um grupo de amigos de infância que tem pessoas hoje morando em várias partes do Brasil. Metade delas está em São Paulo, o restante em outros Estados. E essas pessoas de São Paulo ficam o tempo todo marcando saídas para os botecos locais ou falando de situações locais que apenas interessam a elas. Ou um grupo de dez mulheres com três que já são mães e ficam falando sobre maternidade o tempo todo, assunto que não interessa às demais. Que tal formar outro grupo, menor, só para tratar desses interesses específicos? Assim você evita que uma porção de amigos se aborreça e perca tempo recebendo mensagens desinteressantes a toda hora.

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3. Não falar de política (futebol e religião) em grupos de trabalho.

Se nos grupos da família e dos amigos já é melhor evitar discussões, por ser o WhatsApp tão pouco adequado para um debate tranquilo, esta vira uma regra de ouro em grupos de trabalho. A tensão pode prejudicar toda a equipe e até criar problemas para a empresa. Se alguém tocar nos assuntos espinhosos, vale a pena desconversar ou responder de forma neutra.

4. Não compartilhar informações sigilosas pelo WhatsApp.

Já reparou que a coisa mais fácil do mundo é compartilhar uma mensagem do WhatsApp para outros usuários, né? Basta pressionar e apertar uma simples setinha para que os textos ou imagens vão parar em outra conta. Isso sem mencionar as capturas de imagem das telas do celular. Não se comprometa. Segredos, informações delicadas, fofocas, nada disso combina com esta rede social (ou com nenhuma rede social, podemos dizer).

CLIQUE AQUI para ler todas as dicas no post original.

 

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Carta à vizinha que usa saltos altos

Reprodução / Tumblr

Reprodução / Tumblr

Cara vizinha do andar de cima,

Não tive a oportunidade de te conhecer ainda, não sei seu rosto ou idade. Então você tampouco me conhece. Mas tomo a liberdade de te escrever para falar sobre seus saltos altos.

Não se preocupe: eles não me incomodam realmente. Não sou daquele tipo que fica irritada com barulho de vizinho. (Até porque já fui vítima de vizinhos malucos, que me acusavam de estar arrastando móveis de madrugada, quando eu já estava em meu quinto sono.) Ainda mais o barulho inocente de um sapato.

O toc-toc-toc entediante até dá sono. Lembra o tic-tac daqueles relógios antigos da casa dos avós.  Continuar lendo

#PorUmaComemoraçãoSemBombas

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Eu adoro fogos de artifício, daqueles que enchem o céu de luzes coloridas, indispensáveis nas viradas de ano. Mas já não curto os fogos que são apenas bombas, que só fazem barulho, como se estivéssemos num campo de guerra.

Esperei meu Galo ganhar a Copa do Brasil para abordar o assunto, porque o que vou defender a seguir diz respeito a todos os times de futebol, está longe de ser exclusividade de uma torcida ou outra.

O negócio é o seguinte: é mais que normal haver alegria, festa e comemoração no dia que nosso time vence um título importante, como a Libertadores, o Brasileirão e a Copa do Brasil. Tudo bem soltarem uns foguinhos logo que o jogo termina, passarem pelas avenidas (não ruas de bairro) buzinando logo que o jogo termina, vizinhos gritarem um “Viva o Time Tal!” ou “Perdeu, Time Qual!” nas janelas logo que o jogo termina. Mas tudo tem limite — o limite do bom senso.

Ficar a noite toda soltando bombas de dez em dez minutos extrapola qualquer limite. Temos que lembrar que um terço da população de Beagá não torce para time nenhum — ou seja, está totalmente alheia ao que motiva a alegria que atleticanos e cruzeirenses viveram nesta semana. Provavelmente só querem uma boa noite de sono antes de encarar a labuta do dia seguinte.

Temos ainda cerca de 60 mil bebês com até 2 anos vivendo na capital mineira. Esses bebês ainda não sabem para que time torcem, querem apenas comer, fazer suas necessidades e dormir — querem sossego, enfim. Imagina como se sentem quando são bombardeados durante o sono? E os pais desses bebês, que precisam acordar de madrugada para acalmá-los, aos berros?

Considerando as crianças com até 4 anos, são 132 mil. Elas ainda não entendem por que diabos estão sendo acordadas com tanto estardalhaço durante a noite, por que algumas pessoas estão fazendo tanto barulho, por que alguns estão gritando de felicidade e outros, de tristeza. O que entendem é que estão com sono e querem dormir.

Existem ainda pelo menos 17 mil grávidas na cidade, que também já sofrem com várias dificuldades próprias do período de gestação, que estão mais suscetíveis ao cansaço e ao estresse, que ainda precisam trabalhar, e certamente querem sossego na hora do sono.

E a população idosa? Cerca de 300 mil pessoas que moram em Beagá têm mais de 60 anos — dessas, 137 mil têm mais de 70 e 45 mil têm mais de 80 anos. São pessoas com mais sensibilidade auditiva e, em muitos casos, com a saúde mais frágil. Também é razoável supor que eles queiram uma boa noite de sono, sem sustos durante a madrugada.

Além disso, são 275 mil cães e 55 mil gatos vivendo em Belo Horizonte. Ao ouvirem os estrondos das bombas, esses pets sofrem com perda auditiva, ansiedade, tremores, taquicardia e, em alguns casos, podem até, literalmente, morrer de medo. Imagine a dor dos donos desses bichinhos que não param de ganir e chorar durante todo o alvoroço? Já me aperta o coração ouvir o cachorro do vizinho chorando, que dirá se fosse o meu.

Minha pergunta é: é indispensável mesmo soltar fogos e bombas para comemorar uma alegria no futebol? Sem os fogos, os rivais já não se sentirão devidamente provocados pela derrota sofrida?Será que não é possível comemorar sem provocar transtornos a milhares de trabalhadores que apenas não gostam de futebol, além de bebês, crianças pequenas, pais de crianças pequenas, grávidas, idosos e donos de pets pela cidade afora? No seu círculo de amigos, quantas pessoas se encaixam em todas essas categorias? Você já conversou com elas sobre isso, para ver o que pensam?

Eu falo por mim. Adoro futebol, acompanho, torço, vibro, comemoro muito quando o Galo vence um jogo ou um campeonato. Mas me incomodo quando vejo que as bombas continuam a estourar durante toda a madrugada, porque lembro das minhas irmãs, com filhas pequenas e com cachorrinhos, reclamando do quanto são afetadas por isso. Tive o azar de estar em São Paulo, a poucos metros do Minhocão, quando o Corinthians foi campeão do Brasileiro, da Libertadores e do Mundial e posso dizer: foi um INFERNO. Por não ter nenhum interesse no time em questão, foi ainda mais insuportável para mim, e entendi melhor o ponto de vista daquele um terço que não está nem aí para futebol: a festa durou a noite inteirinha, e eu acordava tremendo, morrendo de susto, coração na boca com o som dos rojões, às 2h… 3h… 4h… 5h… 6h da madrugada. Podem me chamar de mal-humorada, mas não acho isso certo. E mais: acho desnecessário.

Por tudo isso, lanço agora uma campanha. Se concordar, embarque nela comigo, ajudando a divulgar por aí e compartilhando com seus amigos que não pararam de reclamar da barulheira dos rojões na última semana: #PorUmaComemoraçãoSemBombas. De quebra, ainda estaremos contribuindo com a tão necessária paz no futebol 😉

Leia também:

(Con)vivências

Temos que ser Cirilos convivendo com Marias Joaquinas a todo momento.

Temos que ser Cirilos convivendo com Marias Joaquinas a todo momento.

Minha sobrinha de 6 anos acaba de ver um coleguinha da escola, passando ao longe, e comenta comigo.

— Ele é seu amigo?, pergunto.

— Não, é só meu colega. E ele é o chefe dos meninos.

— Como assim “chefe dos meninos”?

— É ele que decide quando vão jogar bola e quando vão brincar de pega-pega.

— Mas por que ele decide? Por que é o chefe?

— Porque sim.

— E quem é a chefe das meninas?

— É a fulana.

— Por que ela é a chefe?

— Porque todos os meninos querem se casar com ela. E ela conta as histórias de Carrossel e Chiquititas e todas as meninas gostam dela.

— Você também?

— Não. E eu não vejo Carrossel e Chiquititas.

— Não tem problema você não gostar da novelinha que as outras gostam, viu?

— Mas eu não sei se eu não gosto. Eu nunca assisti pra saber.

***

Duas senhoras, aparentando uns 90 anos, entram no banheiro, conversando.

— Mas você é alegre, cheia de gente na família! Tem filhos, netos, bisnetos…, tagarela uma delas.

— Você também tem netos, comenta a outra.

— E também vou ganhar um bisneto. Mas minha neta não fala comigo, então nem vou conhecê-lo. Minha neta é de uma metideza…! Outro dia ouvi uma conversa de que ela estava esperando um bebê, mas eu nem quis saber, então acho que vou ter um bisneto, mas não tenho certeza.

***

Estou atravessando a rua. É domingo, estou na Savassi, uma região com excesso de faixas de pedestre e de pedestres. É domingo, eu já disse, quando em tese as pessoas estão com menos pressa.

Paro numa faixa de pedestres, à espera do fim do eterno fluxo de carros ou da boa educação de um motorista — o que vier primeiro.

Uma motorista para e faz o sinal para que eu atravesse na faixa. Ela vai me esperar, sorri. Começo a atravessar, respondendo com um joinha.

Eis que o carro atrás dela, sem querer esperar pela minha travessia, desvia pela direita e acelera em minha direção, passando a centímetros de mim.

***

Dizem que viver é difícil, mas conviver é muito mais. Porque vivemos num mundo de chefes, de megeras e de espertalhões. Ou de panelinhas, de desentendimentos e de mal-educados. E, entre minha sobrinha de 6 anos e a senhora de 90, haverá muitas travessias perigosas.

13 gentilezas para todas as horas

Gentileza

Já escrevi aqui antes sobre a importância da “gentileza urbana”, termo popularizado pelo “Jornal do Ônibus”, de Beagá (leia AQUI e AQUI).

Em tempos de brigas fatais entre vizinhos, o assunto se impõe ainda mais.

Por isso, a revista “sãopaulo”, encartada na “Folha de S.Paulo” de hoje, trouxe um “manual da gentileza”, com orientações sobre como agir, da melhor maneira possível, nas ruas, com os vizinhos, em restaurantes, no escritório, no cinema, na internet.

Algumas dicas são fracas, porque inverossímeis (ex.: acho difícil um morador de um grande prédio sair distribuindo bombons aos vizinhos para se desculpar pelo barulho de uma reforma), mas há algumas que, embora aparentemente óbvias, são bastante importantes. Selecionei minhas 13 favoritas abaixo e fiz algumas observações sobre cada uma delas:

1- Por que dar seta se não há nenhum carro atrás do meu?
A seta é uma orientação também para pedestres e ciclistas. Não custa nada e evita atropelamentos. [Nota da Cris: Realmente, não dá pra entender a relutância de alguns motoristas em fazer uma coisa tão fácil, simples e automática, além de eficaz]

2- Devo ter uma arma para me proteger em casa?
Nunca. O risco de seu filho encontrá-la, de perdê-la para o bandido ou de você perder a cabeça em uma briga não compensa. [Nota da Cris: Essa dica é importante, mas não se encaixa bem no que entendo como “gentileza”. Enfim…]

3- Vizinhos podem reclamar do que eu faço na varanda?
Sim. Embora faça parte da sua casa, qualquer um tem visão do que acontece ali. Ninguém é obrigado a ver você fazendo sexo ou sentir o cheiro do que quer que você esteja fumando.

4- Não lembro o nome da pessoa que está me cumprimentando
Não prolongue a conversa para ela não perceber. Ou simplesmente diga: “Desculpe, seu nome me fugiu”.

5- Não quero papo com o taxista
Sorria e dê respostas monossilábicas. Ou peça licença e coloque fone de ouvido. Não seja grosso, ele vai perceber que você quer ficar em paz.

6- O que digo para um colega de trabalho que foi demitido?

Fale “sinto muito” e se ofereça para ajudar em algo. Não fale mal do chefe nem peça detalhes sobre a situação.

7- Um amigo pediu indicação no trabalho, mas não acho que ele mereça 
Indicar alguém inapropriado pode comprometê-lo [Nota da Cris: Te comprometer, e não o indicado]. Diga que não tem muita influência na escolha, que o processo é rígido e dê uma resposta vaga: “Vou ver o que posso fazer…”.

8- Fiquei sozinho com o CEO no elevador
Um bom dia é suficiente. Não tente vender uma ideia, pedir feedback ou puxar o saco em 30 segundos. [Nota da Cris: Detesto puxa-sacos. Especialmente puxa-sacos de chefes]

9- Quando devo bloquear uma pessoa na rede social?
Se a pessoa estiver incomodando. Ela não vai mais poder contatá-lo pelas redes sociais. Se quiser só limitar o que ela pode ver, coloque-a no grupo de restritos no Facebook. O Twitter não tem essa opção. [Nota da Cris: Se tiver sido bloqueado, dê de ombros. É só uma rede social. Talvez você incomode o outro na rede social, mesmo ainda sendo um ótimo amigo fora dela. Supere! Realmente não entendo como tanta gente se sente ofendida por ter sido bloqueado virtualmente ou algo do gênero]

10- Posso responder mensagens pelo celular no cinema?
Durante os trailers, tudo bem. Mas nada de ficar trocando mensagem o tempo todo ou sacar o aparelho no auge do filme. [Nota da Cris: É óbvio, mas valeria dizer que falar ao celular durante um filme é inadmissível. Infelizmente, vejo muito isso.]

11- Como chamar o garçom?
Pergunte o nome dele e chame-o pelo nome. Você pode levantar a mão, dizer ‘por favor’ ou ‘garçom’. Mas jamais assobie, estale os dedos ou diga ‘amigão’, ‘chefe’ ou ‘querido’. [Nota da Cris: Discordo do “amigão” e afins, imortalizado na música do Skank, em caso dos garçons de butecos. Ao menos aqui em Beagá, eles aceitam isso muito bem. Mas sempre-sempre prefiro aprender o nome ou apelido do garçom e chamá-lo dessa forma. É melhor para ele e para mim]

12- Um conhecido janta sozinho. Devo chamá-lo para a mesa?
Só se for alguém que você realmente queira como companhia. Não pergunte se a pessoa está esperando alguém – ela pode estar só querendo sossego.

13- Posso deixar o celular em cima da mesa num encontro?
Só se quiser deixar claro que um amigo, seu chefe, um desconhecido que está ligando por engano ou qualquer um que tente contatá-lo são mais importantes do que a pessoa que está na sua frente. [Nota da Cris: Sobre isso, vale ler ESTE post].

Leia todas as dicas AQUI e nos textos correlatos. Abaixo, uma ilustração legal que veio junto da reportagem (clique nela para ver maior):

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E viva a convivência gentil em sociedade! 😀