60 músicas de Rita Lee comentadas por ela própria

Rita Lee, a rainha do rock’n’roll brasileiro. Show em outubro de 2008, em Nova Lima. Foto: CMC

Todo mundo já escreveu sobre a autobiografia de Rita Lee, eu acho. Há os que a amaram (como eu!) e os que a odiaram, geralmente o pessoal que achou que ela foi injusta com os Mutantes, etc e tal. Paciência, não vou entrar nesse mérito.

O que me parece incontestável, seja de qual time você for, é que Rita é nossa rainha do rock, uma mulher incrível, criativa, grande compositora e letrista, totalmente porra-louca, e que muito contribuiu para a música brasileira, para a quebra de diversos tabus e para abrir caminhos para outras mulheres fazerem o que lhes desse/der na telha.

É sobre as músicas dela que vou falar neste post, não sobre sua biografia contestadíssima. Porque, sim, dentro dessa autobiografia de histórias conturbadas, que passam pela ditadura militar, pelas drogas, pelos E.T.s, pelos casamentos e até por uma cena de abuso sexual infantil grotesca, há muitas informações sobre as músicas incríveis criadas pela fazedora-de-hits Rita Lee — contadas por ela própria, tem coisa melhor que isso? Explicações, comentários, bastidores, inspirações…

Super recomendo a leitura integral do livro, mas, se você quiser saber especialmente sobre as canções, este post dá um gostinho. Separei algumas dessas partes na biografia em que Rita Lee fala sobre suas composições e transcrevo abaixo, entre aspas, na ordem de aparição no livro. Bom divertimento! Continuar lendo

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5 ideias para ensinar musicalização ao seu bebê dentro de casa

Eu adoro música e quero muito que o Luiz também cresça cercado pelas maravilhas proporcionadas pela música. Acho que toda escola deveria ter aulas de música e acho muito bacanas os cursos de musicalização infantil. Este, da UFMG, por exemplo, é para bebês a partir dos 6 meses de idade. Há outros cursos para bebês de 8 meses ou crianças a partir dos 4 ou 5 anos. Não são baratos: somam de R$ 108 a R$ 259 às despesas mensais com a educação do seu filho.

Se você, assim como eu, ainda não tem ou não está disposta a gastar esse dinheiro, talvez goste de algumas ideias que a gente aplica aqui em casa com nosso Luiz desde que ele era bem pequeno e até hoje, aos 16 meses de vida:

1. Ambiente musical

O rádio fica sempre ligado aqui em casa. Ou CD, ou vinil na vitrola, ou spotify. É muito difícil estarmos totalmente em silêncio, pelo menos durante o dia. E, desde pequenininho, Luiz adora brinca de tirar os CDs do encaixe e esparramá-los pelo chão. Agora que ele está mais crescidinho, transformo essa brincadeira em um teste sonoro: “Escolhe um CD para a mamãe colocar no som, filho”. Ele me estende um CD e eu mostro a ele que aquela escolha gera um resultado que a gente pode escutar na hora. O mesmo com os vinis…

2. Cantar e dançar

Desde quando ele era pequetito, sempre cantei muitas musiquinhas para o Luiz, para quase tudo. A maioria delas inventadas por mim (depois transformadas em álbum, lembram?). Mas também cantamos bastante o “parabéns” e “pintinho amarelinho”, que ele aprendeu a dançar e acompanhar com as palminhas. Luiz adora dançar, e acho que muito por ver a felicidade com que reagimos quando ele começa. Hoje é só tocar uma musiquinha, mesmo que seja só uma vinheta na televisão, e ele já começa a dançar. Ou dança logo que pedimos: “Dança, filho!”. Com a dança e as palmas, ele treina o ritmo.

Luiz e o livrinho dos 45 instrumentos musicais.

3. Conhecer os instrumentos

Luiz tem um livro muito legal que chama “No ritmo da bicharada“, que reúne 45 sons de instrumentos musicais (foto). Como este, há diversos outros livros que exploram os sons de instrumentos musicais. Há também alguns programas musicais. Da minha infância, guardo com carinho os episódios de “Castelo Rá-Tim-Bum” em que o passarinho respondia “que som é esse?”…

4. Experimentar os instrumentos

Se for possível, compre instrumentos de brinquedo para seu filho experimentar os sons também.

Você vai se surpreender com o que ele é capaz de fazer, muitas vezes de primeira! Eu fiquei de queixo caído quando Luiz tocou um xilofone e uma gaita pela primeira vez, como registrei neste vídeo:

5. Ver alguém (que sabe) tocar algum instrumento

Eu adoro música, como já disse, mas sou uma negação na hora de tentar tocar algum instrumento. Já meu marido e papai do Luiz sabe tocar violão. E acho que uma das maneiras de deixar a criança mais entretida com a música é tocar o instrumento para ela ver de pertinho e acompanhar com as palminhas etc, assim como faz quando cantamos. Não tem nenhum instrumentista em casa? Vale colocar um DVD de show ao vivo 😉

***

Quando Luiz for um pouco mais velho, e der para perceber alguma preferência mais clara, vamos colocá-lo em alguma aulinha para aprender a tocar um instrumento de verdade. Tomara que ele goste tanto de música quanto nós gostamos aqui em casa!

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Um CD para ouvir mil vezes: Tritono Blues plays Ray Charles

Já escrevi sobre o Tritono Blues em post de 2012. Volto hoje para dar uma superdica: eles estão com um CD novinho em folha, recém-lançado, só com músicas de Ray Charles.

Desde que ganhei o álbum, que é o terceiro da banda, ele ainda não saiu do meu som. Fico ouvindo, toda feliz, a clássicos como Hit the Road Jack, I Got a Woman e Hallelujah I Love Her So.

Você pode ouvir todo o CD no Soundcloud: Continuar lendo