#Playlist: 10 canções para Belo Horizonte

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Hoje é aniversário da minha cidade do coração, Beagá, Belo Horizonte, Belô.

Por isso, fiz uma playlist especial, com canções que remetem a BH, muitas delas de artistas locais, como Affonsinho, Skank e Graveola.

Bom proveito!

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Aos 102 anos, o coronel Affonso Heliodoro escapou de nova ditadura no Brasil

Texto escrito por José de Souza Castro:

Coronel Affonso em foto de 1958. Crédito: Fundo Agência Nacional.

Tarde de domingo, 21 de outubro de 2018. Desapareceu ali, no crematório do Parque da Colina, em Belo Horizonte, o corpo do coronel PM Affonso Heliodoro dos Santos, que fez história no Brasil ao lado do amigo Juscelino Kubitschek, seu conterrâneo de Diamantina. Havia completado no sábado, ao morrer de enfarto, 102 anos e 186 dias de vida bem vivida. Trabalhou até os 99 anos, quando deixou Brasília, para vir morar na capital mineira e ficar mais perto dos filhos e netos.

Não queria viver mais do que isso. Nos últimos dias, conforme o filho caçula, Affonsinho – o conhecido compositor e cantor, pai de duas de minhas netas –, já se mostrava desinteressado de tudo. Não se animava nem quando o filho lhe falava de JK.

Fico me perguntando se a causa do desinteresse vinha da idade, dos problemas de saúde, da lembrança de tantos amigos e parentes já mortos, ou da perspectiva de ter de viver mais uma vez numa ditadura. A última levou o amigo JK ao desterro em Paris (e ao assassinato, quando retornou ao Brasil e participava de um movimento pela volta da democracia). De Paris, JK escreveu a Affonso, no dia 18 de julho de 1964, a seguinte carta manuscrita:

“Meu caro Afonso,

JK e seu amigo Affonso. Foto: arquivo pessoal

Todas as manhãs, ao despertar, penso que ainda vou encontrá-lo no meu quarto e no meu banheiro para os primeiros comentários do dia. Hábito velho que trouxemos de Minas, levamos para o Rio, transportamos para Brasília e novamente nos acompanhou para o Rio, ficou de tal modo integrado na minha lembrança que dele não posso esquecer. Não quero fazer poesia em torno de exílio. Não sou Gonzaga e a minha lira se partiu no fragor das lutas que travamos. O econômico predominou e passamos a olhar as cousas e o Brasil sob o prisma de nossos deveres. Mas não posso deixar de confessar que viver fora do país, sem saber quando será possível o regresso, é o castigo mais cruel imposto a um homem que só pensava no Brasil, só estudava Brasil, só viajava pelo Brasil e em torno de si reunira uma equipe só para adorar o Brasil. Você, meu caro Afonso, não pode perder a experiência que adquiriu. Notável. Autodidata, aprendeu consigo mesmo cousas que me deixavam surpreso. É preciso ainda aproveitar para o Brasil a sua experiência. Não sei quando irei encontrá-lo. Creia, porque os três mosqueteiros ou, por outra, os três coronéis e mais o 4º mosqueteiro que é o João Luiz, são peças que compõem, hoje, a própria estrutura do meu sentimento.”

Capa do oitavo CD do Affonsinho.

O coronel Affonso Heliodoro transcreveu a carta na abertura de um de seus livros (“JK Exemplo e Desafio”), lançado em 2005. Três anos depois, presenteou-nos, minha mulher Ivona e eu, com um exemplar, numa reunião de família. Já então, nos considerávamos parte da família do coronel. Ao escrever o livro, ele tinha três filhos, nove netos e cinco bisnetos. Cresceu mais um pouco, com a chegada das duas filhas de Affonsinho e Viviane: Laura e Rafaela.

Para as quais Affonsinho compôs e gravou duas músicas. Estamos à espera da que ele vai dedicar ao pai, seu maior fã. Por ter dono, a letra não pode começar com “Naquela mesa ele sentava sempre”.

A saudade dele (já) está doendo em mim.

Reprodução / TV Globo

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Ouça as canções do novo álbum de Affonsinho: ‘Certeza?’

O músico mineiro Affonsinho vai lançar seu novo álbum, “Certeza?”, nos dias 3, 4 e 5 de agosto, no Palácio das Artes. Até agora, se não me engano, ele já pingou cinco canções desse novo CD, uma delas com videoclipe.

É a minha favorita, pela letra e pela música, e a que dá nome do álbum. Para abrir o post:

Minha segunda favorita é “O meu pai tava triste”, que ele compôs para minha sobrinha querida, a Laurinha, de 9 anos (!). Ele explica: Continuar lendo

Novo CD de blues do Affonsinho para download + showzaço com Kenny Brown em BH

Vários leitores chegam até meu blog por causa do blues. Posts como ESTE, ESTE e ESTE, com coletâneas de blues (muitos raríssimos) atraem os outros fãs do gênero. Isso sem falar nos 64 programas de rádio que eu fiz e deixo para quem quiser baixar, à vontade, aí na coluna fixa do blog.

Hoje divulgo mais um presente a esses queridos leitores de bom gosto musical: o músico mineiro Affonsinho, que apareceu no post de ontem tocando Clube da Esquina/Jimi Hendrix, vai lançar um novo álbum, 100% de blues, ainda neste ano. Chama “Bluesing” e está praticamente pronto, com capa e tudo:

bluesing

Eu já divulguei a primeira música do álbum, uma linda homenagem a B.B. King. Hoje trago mais: TODAS AS 11 MÚSICAS estão disponíveis para download gratuito no Soundcloud do Affonsinho. Mas só nesta semana!

Vou facilitar a vida dos leitores e colocar todas elas aí embaixo. É só clicar no ícone de download (cantinho superior direito) e baixar todas elas e já ir curtindo a guitarrona 😉

Aproveito para dar uma dica muito boa para o próximo fim de semana: no sábado, dia 19, o guitarrista de blues Kenny Brown, de New Orleans (EUA) toca junto com Affonsinho e com Gustavo Andrade, outro fera aqui de Beagá. O BH Jazz & Blues de Primavera vai ser na praça da Savassi, às 16h, e é gratuito. Mais informações no site da Sympla.

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Cena da Virada Cultural em Belo Horizonte

Artistas homenageiam Fernando Brant na praça da Estação, em 12.9.2015

Artistas homenageiam Fernando Brant na praça da Estação, em 12.9.2015. Foto: CMC

Todo mundo que vi, até agora, curtiu bastante a Virada Cultural de Beagá nesta edição de 2015. A programação foi muito variada, os palcos estavam todos cheios, não houve confusão.

Eu estive no show de abertura, na praça da Estação, em que vários artistas mineiros, da velha e da jovem guarda, se reuniram para prestar uma homenagem ao compositor Fernando Brant. Foi muito legal! Abaixo, a melhor música de todas, “Para Lennon e McCartney”, interpretada por Affonsinho, que jogou um solo de guitarra de Jimi Hendrix no meio e até levantou os fãs de Sepultura (os “camisas-pretas”), que estavam ouvindo meio desanimados até então, no fundo da praça.

Pena que eu estava perto demais da caixa de som e o áudio no meu celular não ficou muito limpo, mas acho que já dá para sentir o clima:

E você, esteve em algum show da Virada Cultural? O que achou? Qual foi seu favorito? Compartilhe suas impressões, fotos e vídeos conosco 😉

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