O dia em que achei que falaria com Boechat

Nunca vi o Boechat pessoalmente, não peguei elevador com ele, ele não ajudou a alavancar minha carreira, não ganhei prêmio de jornalismo junto com ele, não dividi bancadas com ele, nada disso que li em tantos “eubituários” (expressão maravilhosa que pego emprestada de uma amiga) que surgiram ontem, com homenagens mais autoprestadas do que direcionadas ao grande jornalista da vez que o Brasil perde.

A única história pessoal que tenho envolvendo o Boechat é tão prosaica e tão nada a ver, que vou compartilhar só por isso.

Minha irmã Viviane Moreno era foca e eu estava ou no colégio ou no primeiro ano de faculdade. Ela estava cobrindo o “Criança Esperança” e me ligou de lá, toda empolgada. Uma barulheira infernal do outro lado da linha.

– Alô, Cris? Estou aqui com um grande ídolo seu, um cara de quem você é fãzona, por isso falei com ele que tinha que te ligar!
– Que legal! Quem?
– (Barulheira horrível, a resposta é ininteligível)
– QUEM?
– O (barulho) Bo… (barulho indecifrável)
– Quem?!
– (Impaciente) O (barulho parecendo “boche”)!!!!!!
– Boechat? Ricardo Boechat???
– NÃO, CRIS! O GUSTAVO BORGES! O nadador!
– Ah, tá…

A esta altura, quando ela passou o telefone pra eu falar com ele, Gustavo Borges já estava achando que eu não era fã coisa nenhuma, que minha irmã era doida, e ela já estava morrendo de vergonha. E eu sem saber o que falar com meu atleta favorito, que confundi com um jornalista famoso, graças aos ruídos telefônicos e ambientais…

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Agora, falando em depoimentos realmente singelos para o jornalista que morreu de forma tão inesperada, recomendo a leitura deste da Mônica Bergamo, que dividiu a bancada com ele durante mais de 10 anos.

Ela também é famosa, também é uma baita jornalista, mas seu depoimento não é sobre ela própria, e sim sobre o carinho que Boechat despertava em seus ouvintes/telespectadores/leitores. Aí, sim!  😀

 

Leia também:

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Uma pequena amostra da exposição de Escher (vídeo e fotos)

Resolvi criar um pequeno videozinho, de pouco mais de um minuto, para mostrar um pouco do que vi na exposição de Escher, de que já falei ontem.

O quadro gigante que abre a primeira metade do vídeo tem o nome mais que apropriado de Metamorphosis II. Foi feito em 1940 e acho que, com a gravação, é possível perceber as noções de movimento e transformação do quadro, que não é nada estático. Ele se move o tempo todo, se metamorfoseando em mil coisas 😉

A segunda metade do vídeo traz os quadros que mais gostei lá na exposição. Sugiro que assistam em modo “tela cheia” e que pausem a cada quadro, para vê-los melhor. No final, tem um quadro com uma fala do Escher que achei reveladora (eu já tinha colocado um trechinho dela no post de ontem). Também tem que pausar e ver em tela cheia para conseguir ler tudo com calma:

E ontem minha irmã, a jornalista de cultura Viviane Moreno (e uma das minhas ídolas!), nos informou aqui no blog que esta foi a exposição mais visitada de toda a história do Palácio das Artes (e olha que ele foi inaugurado em 1970!). Chegou a 100 mil visitantes no fim de semana retrasado. Quantos já terá recebido desde então?

Você ainda não foi até lá? Tem até o dia 17 para fazer isso. Falta pouco mais de uma semana, corra!

Eu tou pensando em ir de novo 😉

Ó eu aí, brincando com uma das obras da exposição :D

Ó eu aí, brincando com uma das obras da exposição 😀

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A uma semana do Dia dos Namorados…

Na falta do jasmim, vai a rosa do pequeno príncipe mesmo ;)

Na falta do jasmim, vai a rosa do pequeno príncipe mesmo 😉

Falei aqui outro dia do lançamento do novo CD do músico Affonsinho, “Trópico de Peixes“. Uma das músicas que mais tem tocado nas rádios é “Astronauta e Jasmim”, cantada junto com Verônica Ferriani, que fala da mulher que “deu seu ‘aceitei’ pro namorado”.

Ajudei a editar o “clipe” da música, a partir de fotos do casamento do músico com a minha irmã, Viviane Moreno. Ali está o “aceitei” dela, em fotos que eu fiz durante a celebração. No fim, o desenho da filha do casal, retratando toda a família.

Fica como homenagem, a uma semana do 12 de junho, aos namorados, noivos, casados ou bem-intencionados que leem este blog. Também aos enamorados, solteiros ou não, que passarem por aqui:

Que todos os que assim desejarem encontrem o astronauta ou “a” jasmim de suas vidas 🙂

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Para comprar o CD: Acústica CDs (Rua Fernandes Tourinho, 300, Savassi – 3024.6724 e 3281.6720); Discomania (Rua Paraíba, 1378, Savassi – 3227.6696); Discoplay (Rua Tupis, 70, Centro – 3222-0046) – e em poucos dias na Livraria Leitura do Pátio Savassi (3288.3800 e 3287-2002). Pela internet dá para comprar a R$ 23,90 (ou R$ 0,99 por faixa) AQUI.

Leia também:

Cinquentona

Foto do álbum de família de Helô Pinheiro, "musa" que inspirou "Garota de Ipanema", publicada no jornal mineiro "Hoje em Dia" de 1/3/2012.

E eis que “Garota de Ipanema”, a segunda música mais tocada do planeta (perde para “Yesterday”), chega aos 50 anos.

O que fez com que essa música de Tom e Vinícius — justo essa, dentre tantas outras da dupla dinâmica — ganhasse o gosto do mundo e tantas versões em tantas línguas?

Uma reportagem da minha irmã, a jornalista Viviane Moreno, especialista em cobertura de cultura, esclarece o mistério, depois de ouvir gente como a irmã de Tom e a musa inspiradora da música, Helô Pinheiro.

Dá pra ler no site do jornal mineiro “Hoje em Dia” 😉