Não é brincadeira

Tem coisa melhor que brincar com água e lama? Foto: CMC

 

O Luiz, assim como todas as crianças, fica completamente hipnotizado diante de uma tela. Já decorou os episódios de Peppa Pig e Masha e o Urso e aprendeu a falar “Youtube” antes do próprio nome – e olha que nem eu nem meu marido deixamos que ele fique com smartphone nas mãos por muito tempo.

Mas basta eu falar uma palavrinha mágica e o Luiz larga as telas sem pensar duas vezes: “BRINCAR“.

Pode ser que algum dia, provavelmente quando ele for uma “criança grande”, ou adolescente, nenhuma palavra, mágica ou não, faça com que ele desgrude do celular ou do videogame ou de qualquer que seja a moda da época. Aposto que isso vai me dar um aperto danado no coração também. Mas hoje, com seus 2 aninhos de vida, basta eu chamar pra brincar uma única vez e ele fica na maior alegria. Isso quando não é ele que me chama: “Bincar, mamãe!” Bonitinho demais.

Nada é melhor do que brincar com a mamãe ou o papai!

Não precisa ser nenhuma especialista para saber que nossas melhores memórias afetivas são criadas nesses momentos de brincadeira, lazer, passeios ou viagens. Escrevi sobre isso na semana passada. Basta qualquer um de nós fechar os olhos e se lembrar: nossas próprias lembranças confirmam a teoria. As mais doces envolvem brincadeiras.

Sabem como eu aprendi a ler e a escrever? Brincando de escolinha com minhas irmãs. Lembro direitinho da felicidade da minha mãe num dia em que ela pegou um envelope já usado, que estava sobre seu criado-mudo, e começou a escrever várias palavrinhas nele, enquanto fui lendo uma a uma. “Olha, a Cris já sabe ler!”, ela dizia, eufórica. Depois, ouvi a mesma história sendo repetida para várias pessoas: “Ela aprendeu a ler de tanto brincar com as irmãs, que fingiam ser as professoras e escreviam no quadro-negro de brinquedo”. Eu tinha 5 anos e lembro disso como se tivesse sido ontem. Olha o poder que esta memória tem! Continuar lendo

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Vamos abraçar o Outubro Rosa?

Micelle, em foto de Gustavo Andrade para a revista “Canguru” de outubro.

Acho que todo mundo conhece alguém que já teve câncer de mama. É impressionante a incidência desse tipo de câncer em mulheres de meia-idade — e é o segundo tipo mais comum entre mulheres no Brasil e em todo o mundo. Estima-se quase 60 mil novos casos ao ano.

No entanto, as pessoas só falam a respeito neste mês de outubro, quando a campanha do Outubro Rosa desperta o tema nos noticiários e redes sociais. Afinal, câncer é tabu. É aquela doença que só acontece com os outros.

Uma pena que seja assim, porque o diagnóstico precoce — em qualquer  tipo de câncer — aumenta consideravelmente as chances de cura. Cura mesmo. Já falei sobre isso ao trazer para o blog o árduo assunto do câncer em crianças (lembram do Setembro Dourado?). No caso do câncer de mama (que também acomete homens, sabia?), mais de um terço dos pacientes podem ser curados se o tumor for descoberto logo no início.

Comecei o post falando que todo mundo conhece alguém que teve câncer de mama. Eu conheço um caso emblemático: minha mãe. Ela é um exemplo de como o diagnóstico precoce leva à cura. Seu depoimento foi compartilhado aqui no blog no ano passado, se você ainda não leu.

Também fiquei conhecendo mais duas mulheres guerreiras, em tratamento contra o câncer de mama, na reportagem que saiu neste mês na revista “Canguru”, apurada e escrita pela ótima repórter Rafaela Matias.

Micelle, de 39 anos, que soltou as seguintes frases: Continuar lendo

Vamos abraçar o Setembro Dourado?

A pequena Sophia, de 3 anos, foi prejudicada pelo diagnóstico tardio, por culpa de médicos despreparados. Por isso a campanha Setembro Dourado é tão importante: até a comunidade médica não dá a devida atenção aos sintomas do câncer infantojuvenil! Foto: Gustavo Andrade / Canguru

Pra quem não sabe, começou hoje o mês para se falar sobre as crianças com câncer.

São muitos os meses “coloridos” que criaram para tudo quanto é causa, o que acho que enfraquece as campanhas que realmente importam, mas o Setembro Dourado, o Outubro Rosa e o Novembro Azul têm toda a minha atenção.

Você quer ler uma reportagem sobre o câncer infantojuvenil que vai realmente te sensibilizar para o assunto? Recomendo a leitura da revista “Canguru” deste mês, que foi a que mais gostei de editar desde que comecei a trabalhar lá, há um ano e um mês. A reportagem de capa, assinada pela excelente Rafaela Matias, está emocionante. De quebra, nos mostra como podemos ajudar — são muitas as formas!

CLIQUE AQUI e boa leitura 😉 ❤ Ah, não se esqueça de compartilhar.

Minha seleção pessoal de notícias boas que ajudei a divulgar

Foto: Nidin Sanches / Canguru

 

Na semana passada, compartilhei aqui minha exasperação ao ler apenas notícias tenebrosas no noticiário em geral. Crimes e outros relatos, principalmente nas editorias de Cidades, de fazer a gente perder a fé na humanidade. Tipo tatuagem na testa de garoto e afins.

Instei os leitores a procurarem notícias boas nos sites e jornais e me ajudarem a formar uma coleção de histórias bacanas e inspiradoras aqui no blog – mas recebi pouquíssimo retorno, porque a maioria só encontrou notícias péssimas mesmo.

Por fim, meu pai escreveu ontem um contraponto a essas divagações, em que contou do esforço dos governos, desde sempre, em comprarem a imprensa para apenas noticiarem coisas boas sobre o país/Estado/cidade e sobre o interesse maior dos leitores em lerem noticias ruins do que boas.

Pra fechar o assunto, que já está rendendo demais, quero apenas deixar claro que as notícias boas que eu defendo no noticiário não são aquelas pagas ou encomendadas pelo governante-anunciante da vez, mas as várias histórias incríveis que pululam ao nosso redor, e que cabe ao repórter com alguma sensibilidade conseguir descobrir e recontar.

Felizmente, tive a oportunidade de tomar conhecimento de algumas dessas histórias, nos veículos onde trabalhei, e sempre gostei de valorizá-las em minhas sugestões em pauta. Em meio ao negativismo majoritário, dos acidentes, crimes, desvios e cagadas em geral dos governantes, acho que cabe um respiro de humanidade.

Compartilho aqui 20 reportagens que gostei de ter feito e que, mesmo quando não se tratam 100% de “notícias boas”, muitas vezes carregam histórias curiosas que fazem os olhos da gente brilharem um tiquinho: Continuar lendo

Como é bom passear com o filhote no Parque Municipal!

Alguns dias atrás, fomos com o Luiz, de 1 ano e meio, passear no Parque Municipal de Belo Horizonte.

Ele se esbaldou.

Brincou no carrossel, nos barquinhos, no parquinho, andou de trenzinho, desceu de escorrega, correu pela terra, correu atrás dos pombos e demais passarinhos (ele adora!), comeu pipoca, tomou água de coco, viu os burrinhos… Gastamos, todos, um punhado de energia. E gastamos, no máximo, uns R$ 10.

Era um sábado de sol, agradável, mas um pouquinho frio, o que deixou o parque mais vazio, embora ainda alegre.

FOTOS DAQUELE DIA: Continuar lendo