Entenda a política partidária no Brasil com a ‘Família Dinossauros’ dos anos 90

Ando tão desencantada com a política no Brasil (para não dizer que com muitas outras coisas), que hoje só me ocorreu postar por aqui esta paródia feita pela série “Família Dinossauros”. Essa sátira foi feita no início da década de 1990 e se referia à sociedade norte-americana. Mas como se encaixa bem com o que vivemos ainda hoje e em outro país…!

Vejam se não é verdade: Continuar lendo

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13 desenhos animados lindos e educativos para crianças de 0 a 2 anos

A quem interessar possa: aquele vício que meu filho parecia ter em relação à Galinha Pintadinha não durou nem 1 mês. Isso mesmo: um mês! Hoje ele não só não é mais fissurado na galinha como não quer vê-la nem pintada em sua frente. Aquela minha preocupação entrou no topo da lista de dilemas inúteis que a gente enfrenta na maternidade, hehehe. Desde então, o desenho que ele mais quer assistir (e de que, aliás, sempre gostou), é o russo “Masha e o Urso”. Ele chega da escolinha já pedindo: “Urso! Urso!”. Quanto tempo durará esta nova moda? Outro mês? E depois, que virá? Peppa tem alta cotação na bolsa de valores aqui em casa! 😀

Bom, dado que mandei para as cucuias a recomendação das cartilhas de especialistas de alienar completamente meu filho das telas, telinhas e telonas antes dos 2 anos, e que isso já se tornou uma realidade inexorável aqui em casa, resolvi compartilhar com vocês aqueles desenhos que achei mais legais e que o Luiz também gostou de assistir em algum momento (nem que fosse por um mês apenas). Desenhos que acho que acrescentam algo de positivo, não apenas hipnotizam. Não vou colocar nem Galinha Pintadinha na lista nem aqueles desenhos que sei que são legais, beleza, mas que ainda não atraíram meu pimpolho de 1 ano e 7 meses (tipo Beat Bugs e Show da Luna). Mais tarde, se for o caso, repito a lista para uma faixa etária mais ampla 😉

Aí vai: Continuar lendo

Descoberta musical da semana

sara

O amigo Leonardo Kenji que deu a dica da vez: o vozeirão dessa moça aí em cima, Sara Niemietz, está a apenas um Youtube de distância. O canal dela, que tem só 22 aninhos de idade, já conta com mais de 100 mil inscritos e alguns vídeos dela têm MILHÕES de visualizações (como este cover de Adele, com 8 milhões).

Passei uma manhã navegando pelo canal, conhecendo o trabalho da moça, que, além de cantar, também toca guitarra, baixo e piano. Pelo que vi, ela praticamente só faz cover de grandes hits. E não gostei de toda a seleção musical de Sara: tem muito popzinho que não curto muito. Mas também tem alguns clássicos de gente como Etta James (At Last), Billie Holiday (God Bless the Child), Screamin’ Jay Hawkins (I Put a Spell on You), Beatles (Because, Blackbird e Eleanor Rigby), Nina Simone (Feeling Good), entre outros.

E também descobri que ela tem algumas composições próprias: “Go to Bed“, “World of my Own“, e “Evening“.

Enfim, fica a dica! Cliquem nos links e bom proveito 😉

Outras descobertas musicais deste blog:

Qi Gong, um exercício diferente

Alguns exercícios de Qi Gong

Alguns exercícios de Qi Gong

1. A DESCOBERTA

Eu nunca tinha ouvido falar do Qi Gong (ou Chi Kung) até ler “O Herói Discreto“, de Mario Vargas Llosa, que indiquei aqui no blog no começo do mês.

Logo no primeiro parágrafo do romance, somos apresentados ao peculiar Felícito Yanaqué, que “saiu de casa naquela manhã, como todos os dias de segunda a sábado, às sete e meia em ponto, depois de fazer meia hora de Qi Gong, tomar banho frio e preparar o desjejum de costume”.

Fiquei sem saber o que era Qi Gong e imaginando que fosse tipo um Sudoku. Já na página 12, descubro, no entanto, que era uma espécie de “esporte”, com “movimentos em câmera lenta que eram, acima de tudo, mais que exercício para os músculos, uma maneira diferente e sábia de respirar”. Pronto, atiçou minha curiosidade.

O exercício é citado outras nove vezes nas 342 páginas do livro, sendo parte importante da personalidade de Felícito.

Mais adiante, Llosa detalha melhor:

“A posição da árvore que balança para a frente e para trás, da esquerda para a direita e em círculo, movida pelo vento. Com os pés bem firmes no chão e tentando esvaziar a mente, ele se balançava, procurando o centro. Procurar o centro. Não perder o centro. Levantar os braços e abaixá-los bem devagar, uma chuvinha que caía do céu refrescando seu corpo e sua alma, serenando os nervos e os músculos. Manter o céu e a terra em seus lugares e impedir que se juntem, com os braços — um no alto, segurando o céu, e o outro embaixo, segurando a terra — e, depois, massagear os braços, o rosto, os rins, as pernas, para soltar as tensões acumuladas em todas as partes do corpo. Abrir as águas com as mãos e depois juntá-las. Aquecer a região lombar com uma massagem suave e demorada. Estender os braços como uma borboleta abre as asas. No começo, ele ficava impaciente com a extraordinária lentidão dos movimentos, com a respiração em câmara lenta para levar o ar a todos os recantos do seu organismo; mas com o tempo foi se acostumando. Agora entendia que era na lentidão que consistia o benefício, para o seu corpo e sua mente, dessa delicada e profunda inspiração e expiração, desses movimentos com os quais, levantando uma das mãos e estendendo a outra para o chão, com os joelhos ligeiramente dobrados, ele mantinha os astros do firmamento em seus lugares e conjurava o apocalipse. Quando, afinal, fechava os olhos e ficava imóvel por alguns minutos, de mãos postas como se estivesse rezando, havia transcorrido meia hora. Já se via nas janelas a luz clara e branca das madrugadas piuranas.”

A mim, ficou claro que Llosa também é um adepto do Qi Gong, assim como seu personagem fictício. Depois descobri que não me enganei.

Talvez pela descrição tão bonita e poética de um escritor tão talentoso como Mario Vargas Llosa, talvez pelo fato de eu associar o Qi Gong — uma descoberta! — a um livro que se tornou um de meus favoritos na vida, o fato é que fiquei curiosíssima para conhecer melhor esse exercício-esporte-meditação-dança-arte-religião, que é o Qi Gong.

2. PRIMEIRAS TENTATIVAS

Assim que terminei de ler, procurei algum exercício no Youtube. Encontrei ESTE. Comecei a fazer, acompanhando os gestos do chinês, os 12 minutos por dia. No começo, senti dificuldade em algumas posições, em alguns alongamentos. Senti dores nas costas (ou as que eu estava sentindo na época pareceram piorar). E também me senti meio ridícula imitando os gestos de uma pessoa no Youtube, desengonçada como sou.

Mas insisti.

Depois, procurei nas lojas virtuais para ver se encontrava algum livro com exercícios de Qi Gong. Comprei um mais barato, “Qi Gong para a Mulher”, de Dominique Ferraro (a partir de R$ 17,91).

Eu já estava acostumada com o chinesinho do Youtube, então, nos primeiros dias com o livro, também senti dificuldades e fiquei com a impressão de estar fazendo tudo errado. Aos poucos, no entanto, fui conseguindo decorar os movimentos. Depois, me forcei a prestar atenção à respiração, inspirando e expirando nos momentos que a autora mandava. Minhas costas doíam, eu estava numa fase de muita dor de coluna. Também andava ansiosa, estressada, excessivamente ligada/conectada o dia inteiro.

O livro também traz algumas dicas de massagens e acupressão. Um exercício particularmente me agradou mais, de pressionar as pontas dos dedos várias vezes, inspirando e expirando ritmadamente. Eu apelei para ele quando tive dificuldade de dormir, cheia de pensamentos, prenunciando uma das minhas longas insônias. Funcionou: nas três vezes que fiz esse exercício, deitada, apaguei antes de acabar todos os dedos da segunda mão.

3. UM MÊS DEPOIS

Na última segunda-feira, completei um mês fazendo exercícios de Qi Gong, diariamente, inclusive nos finais de semana. Tiro 15 a 20 minutos por dia para fazer os exercícios. Em apenas um mês, já notei os seguintes progressos: decorei os seis primeiros exercícios, e hoje os pratico com naturalidade, prestando atenção à respiração; as dores nas costas desapareceram; me sinto mais relaxada e tranquila; consigo fazer todos os alongamentos, mesmo os que antes me pareciam impossíveis. Mas acho que ainda tenho muito a melhorar.

Segundo a autora, o Qi Gong é aliado da medicina oriental, capaz de ajudar na cura de várias doenças. Quanto a isso, eu não sei. Sou meio cética com a medicina, oriental ou ocidental. Mas uma coisa é certa: o exercício me provoca um bem estar muito grande, um relaxamento. É o momento do dia em que fico perto da minha hortinha, sozinha, sem som de TV ou rádio, concentrada apenas em alongar, dobrar, esticar e respirar. Os movimentos, além de lentos, são fáceis, sem grandes dificuldades que eu vejo no yoga, tai chi chuan e outros exercícios orientais. Com toda a minha agitação natural, é o máximo que consigo atingir de quietude, serenidade e “meditação”. Mas tem me feito muito bem.

Resolvi compartilhar a experiência no blog, porque acho que o Qi Gong pode ser praticado por qualquer pessoa, de qualquer idade e, assim como fez bem a Felícito Yanaqué, a Mario Vargas Llosa e a mim, pode também fazer bem a outras pessoas que tiverem paciência para tentar. Que tal começar com o chinesinho do Youtube? Se você superar a fase de se achar meio ridículo e insistir, poderá chegar à fase, um mês depois, de se sentir satisfeito consigo mesmo no exercício (“gong”) de sua energia vital (“qi”).

Como escreveu o prêmio Nobel: “Atrevo-me a sonhar que se os bilhões de bípedes deste planeta dedicassem meia hora a cada manhã ao Qi Gong talvez houvesse menos guerras, miséria e sofrimento, e comunidades mais sensíveis à razão que à paixão”.

Leia também:

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1.000 minutos com o síndico

Foto: reprodução do site http://timmaia.com.br

Foto: reprodução do site http://timmaia.com.br

Hoje é 30 de novembro, Dia do Síndico. Então deixo aqui uma homenagem ao único sujeito que já foi conhecido como “síndico do Brasil”: Tim Maia!

Você sabe como o apelido pegou, né? Foi graças a um dos meus maiores ídolos, o Jorge Benjor, que resolveu apelidá-lo assim no super hit W/Brasil. Agora, e por que Jorge Ben fez isso? De onde tirou? Bom, não encontrei nenhuma explicação muito plausível, e acho que Jorge bem que poderia vir a público esclarecer. Aliás, achei por aí até algumas teorias conspiratórias de que a música é uma referência a cocaína e síndico seria o “chefe da boca do tráfico”. Afe! Este blog AQUI fala de outro episódio interessante que poderia ter inspirado o apelido. E a biografia consagradíssima que Nelson Motta escreveu sobre Tim Maia só fala o seguinte, na página 294:

“O homenageado contava que a escada se referia à tentativa de assalto a seu apartamento na Gávea, uma hipótese tão verossímil quanto ele ser síndico de algum edifício. Mas, todo mundo concordou, o Brasil de Collor, com confisco da poupança, inflação disparada, incompetência e ladroeira generalizados, precisava e merecia um síndico como Tim Maia.”

Foi só o que achei.

Mas tenho que fazer uma confissão: ganhei esta biografia há anos e até hoje não li. Para me redimir, coloquei ela na fila da leitura, e vou me debruçar sobre a vida do síndico assim que acabar de ler aquele do Oscar Wilde (depois faço um post, tá?).

Enquanto isso, para comemorar o Dia do Síndico, que bem poderia ser o Dia de Tim Maia, separei mil minutos de músicas e entrevistas sensacionais, verdadeiras pérolas, que encontrei numa fuçada no YouTube. Afinal, independente de sua história de vida conturbadíssima, que mereceu até virar filme, Tim Maia é, sobretudo, um fazedor de hits e um vozeirão sem equivalentes.

Então, bom proveito neste domingão:

Álbum de 1970, o primeiro de estúdio, com direito à música “Cristina” (30 minutos):

Álbum Tim Maia 1972 (35 minutos):

Álbum Tim Maia, de 1973, na íntegra (38 minutos):

Álbum Tim Maia 1976 na íntegra (29 minutos):

Tim Maia 1977 (32 minutos):

Álbum Reencontro (1979), na íntegra (44 minutos):

Coletânea (1974-1986), com 33 minutos:

Coletânea com mais de 50 sucessos de Tim Maia (3h37):

Show completo de Tim Maia, na virada de 1997 para 1998 (1h31):

Os discos Racional, volumes 1 e 2, na íntegra (1h15):

Especial O Melhor de Tim Maia (1h02):

Especial da Globo (33 minutos):

Programa em homenagem a Tim Maia, de 2007 (1h04):

Tim Maia Ao Vivo 2 (1h13):

Tim Maia em programa da TV Cultura exibido em 1992 (57 minutos):

Tim Maia em show ao ar livre transmitido pelo programa Bem Brasil em 1996 (1h24):

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