Google ensina sobre marketing digital: conheça 8 ferramentas gratuitas para bombar na web

 

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Ontem estive no evento gratuito Cresça com o Google, que aconteceu (e ainda acontece hoje) no Expominas, em Belo Horizonte. Assisti ao treinamento de marketing digital, oferecido pelos especialistas do Google na área Fábio Celeri e Fernanda Santamarina.

O curso, que começou às 9h20 e acabou por volta de 12h, trouxe alguns dados interessantes sobre a presença da tecnologia no mundo hoje e algumas dicas úteis principalmente para pequenos empreendedores que querem ver seu negócio bombando na internet. O que vale também, é claro, para pequenos blogueiros, como eu, já que muita gente já consegue viver apenas com remuneração de blog, canal de Youtube e afins.

Primeiro vou listar alguns dados interessantes que eles mostraram:

  • 96% das pessoas pesquisam online antes de escolher uma empresa.
  • 66% dos consumidores consideram essencial que uma empresa tenha site.
  • 80% dos usuários fazem pesquisas para obter informação sobre o comércio local (próximo a onde vivem).
  • 95% do tempo do usuário na web é gasto navegando, não fazendo buscas.

A maior parte do treinamento foi focada nos próprios produtos e plataformas oferecidos pelo Google para otimizar o marketing digital das empresas e sites. Por isso, em vez de reproduzir aqui tudo o que foi falado no #crescacomogoogle, decidi listar de uma vez estas ferramentas, que podem ser úteis a muita gente:

#1 Gmail e GSuite

O e-mail do Google, gratuito. No caso do GSuite, que é uma plataforma pensada especialmente para empresas, é possível criar conta de e-mail personalizada (ex.: seunome@nomedasuaempresa.com.br). A criação de um e-mail foi apontada como primeiro passo fundamental para quem abre um negócio e quer iniciar a presença online, para gerar demanda ao produto ou serviço oferecido.

Como acessar: www.gmail.com e g.co/gsuite

#2 Google Drive

Ferramentas para ajudar a realizar tarefas, como planilhas, documentos e apresentações, que podem ser acessados por todos da empresa, ao mesmo tempo, e modificados em tempo real. Gratuito.

Como acessar: www.google.com.br/drive.

#3 Google Meu Negócio

Gerencia a presença da empresa no universo online. Permite criar site para sua empresa gratuitamente (ao criar seu site, é importante pensar na versão para smartphone e visitar outros sites para ter ideias). Tem painel de informações mostrando, por exemplo, picos de fluxo no seu site. É uma rede social, que permite aos usuários avaliar e comentar sobre seu serviço. Também é possível criar ofertas e promoções para os clientes, usando a plataforma gratuita.

  • O que os clientes mais olham nos sites: avaliações e comentários, descontos e promoções e endereços da loja.
  • O que ajuda a engajar os clientes: postagens regulares, responder aos comentários e avaliações e ativar o envio de mensagens do aplicativo.

Como acessar: google.com.br/meunegocio (disponível em app para smartphone)

#4 Google Trends

Mostra o que as pessoas procuram na internet. Nesse site é possível fazer comparativos e ver palavras-chave úteis para escrever sobre seu negócio. Por exemplo, se você tem uma casa de bolos, pode colocar a palavra “bolo” lá e ver se o que as pessoas mais buscam no Google é, por exemplo, “bolo de fubá”. Se for, você pode destacar o bolo de fubá bastante ao montar seu site.

Como acessar: g.co/trends

#5 Google Teste Meu Site

É importante que seu site seja simples e rápido de carregar, porque as pessoas começam a perder a paciência e desistir de acessar o site quando ele leva mais de 2,5 segundos para abrir. Com esta ferramenta, é possível ver a velocidade do seu site para o usuário médio e até comparar com a velocidade de sites concorrentes. (Este meu blog, por exemplo, tem velocidade de 2.9 segundos, segundo o teste.) Ele também traz ideias para melhorar essa velocidade.

Como acessar: g.co/testemeusite

#6 Google Academy for Ads e Primer

São programas gratuitos e em português que ensinam várias dicas de marketing digital no Google e também aprofundam conceitos de SEO e SEM. Este último é voltado para otimizar os anúncios que aparecem no alto das buscas do Google, e que você cria, pagando por isso, via Google Ads. Assim como o SEO, que são as técnicas para você aparecer nos primeiros lugares da busca orgânica do Google, o SEM é para que os anúncios também apareçam da melhor forma possível para o público que você quer que veja seus anúncios.

Como acessar: g.co/academyforads e app Primer

#7 Youtube

O segundo maior mecanismo de busca usado no planeta, depois do próprio Google, é o Youtube. A maioria das pessoas faz buscas lá sobre “como fazer tal coisa”. Ou seja, querem ver tutoriais. 98 milhões acessam o Youtube no Brasil, 68% buscam vídeos sobre culinária, 82% consomem música, outro monte consome vídeos de futebol, videogames e moda e beleza. É grátis, basta ter um Gmail para montar seu canal. A sugestão é que, se você tem uma loja de bolos, por exemplo, faça vídeos mostrando receitas sendo produzidas. Não é preciso ter uma super câmera nem super edição, porque o usuário, em geral, quer ver cenas mais realistas com que possa se identificar.

Como acessar: www.youtube.com

#8 Google Analytics

Mede a audiência (fluxo de visitantes, origem deles, diversos dados a respeito) e o engajamento (páginas mais visitadas, taxas de rejeição etc). Muito útil para você ver o que está dando leitura no seu site, por exemplo, e o que não está. No caso de sites de lojas, mostra também os dados das vendas e se você está tendo retorno financeiro.

Como acessar: google.com.br/analytics 


 

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Vou terminar o post com duas observações de coisas que não gostei no evento, para que os organizadores revejam nos próximos:

1) A desorganização, que deixou formar filas muito extensas e atrasou o início, que informaram que seria às 8h, para 9h20. Não sei se a responsabilidade por isso foi do Google ou do Expominas, mas só havia UMA catraca de estacionamento funcionando, fizeram filas para entrada separando homens e mulheres, de forma muito desnecessária, havia poucos vigilantes para fazer a revista, o que piorou a retenção das filas e, no final, só três guichês para pagar o estacionamento, o que gerou mais espera. Ao todo, gastei 10 minutos na fila do carro, outros 50 minutos na fila debaixo de sol, outros 10 na fila do credenciamento, e mais uns 20 na fila para pagar o estacionamento. Total: uma hora e meia de peleja.

2) O excesso de autopromoção do Google, que acabou dando uma cara de mera ação publicitária a um evento que tinha tudo para ser um curso incrível de marketing digital, com dicas mais abrangentes, e não só focadas nos produtos do Google.

 

Leia também:

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Entenda a política partidária no Brasil com a ‘Família Dinossauros’ dos anos 90

Ando tão desencantada com a política no Brasil (para não dizer que com muitas outras coisas), que hoje só me ocorreu postar por aqui esta paródia feita pela série “Família Dinossauros”. Essa sátira foi feita no início da década de 1990 e se referia à sociedade norte-americana. Mas como se encaixa bem com o que vivemos ainda hoje e em outro país…!

Vejam se não é verdade: Continuar lendo

13 desenhos animados lindos e educativos para crianças de 0 a 2 anos

A quem interessar possa: aquele vício que meu filho parecia ter em relação à Galinha Pintadinha não durou nem 1 mês. Isso mesmo: um mês! Hoje ele não só não é mais fissurado na galinha como não quer vê-la nem pintada em sua frente. Aquela minha preocupação entrou no topo da lista de dilemas inúteis que a gente enfrenta na maternidade, hehehe. Desde então, o desenho que ele mais quer assistir (e de que, aliás, sempre gostou), é o russo “Masha e o Urso”. Ele chega da escolinha já pedindo: “Urso! Urso!”. Quanto tempo durará esta nova moda? Outro mês? E depois, que virá? Peppa tem alta cotação na bolsa de valores aqui em casa! 😀

Bom, dado que mandei para as cucuias a recomendação das cartilhas de especialistas de alienar completamente meu filho das telas, telinhas e telonas antes dos 2 anos, e que isso já se tornou uma realidade inexorável aqui em casa, resolvi compartilhar com vocês aqueles desenhos que achei mais legais e que o Luiz também gostou de assistir em algum momento (nem que fosse por um mês apenas). Desenhos que acho que acrescentam algo de positivo, não apenas hipnotizam. Não vou colocar nem Galinha Pintadinha na lista nem aqueles desenhos que sei que são legais, beleza, mas que ainda não atraíram meu pimpolho de 1 ano e 7 meses (tipo Beat Bugs e Show da Luna). Mais tarde, se for o caso, repito a lista para uma faixa etária mais ampla 😉

Aí vai: Continuar lendo

Descoberta musical da semana

sara

O amigo Leonardo Kenji que deu a dica da vez: o vozeirão dessa moça aí em cima, Sara Niemietz, está a apenas um Youtube de distância. O canal dela, que tem só 22 aninhos de idade, já conta com mais de 100 mil inscritos e alguns vídeos dela têm MILHÕES de visualizações (como este cover de Adele, com 8 milhões).

Passei uma manhã navegando pelo canal, conhecendo o trabalho da moça, que, além de cantar, também toca guitarra, baixo e piano. Pelo que vi, ela praticamente só faz cover de grandes hits. E não gostei de toda a seleção musical de Sara: tem muito popzinho que não curto muito. Mas também tem alguns clássicos de gente como Etta James (At Last), Billie Holiday (God Bless the Child), Screamin’ Jay Hawkins (I Put a Spell on You), Beatles (Because, Blackbird e Eleanor Rigby), Nina Simone (Feeling Good), entre outros.

E também descobri que ela tem algumas composições próprias: “Go to Bed“, “World of my Own“, e “Evening“.

Enfim, fica a dica! Cliquem nos links e bom proveito 😉

Outras descobertas musicais deste blog:

Qi Gong, um exercício diferente

Alguns exercícios de Qi Gong

Alguns exercícios de Qi Gong

1. A DESCOBERTA

Eu nunca tinha ouvido falar do Qi Gong (ou Chi Kung) até ler “O Herói Discreto“, de Mario Vargas Llosa, que indiquei aqui no blog no começo do mês.

Logo no primeiro parágrafo do romance, somos apresentados ao peculiar Felícito Yanaqué, que “saiu de casa naquela manhã, como todos os dias de segunda a sábado, às sete e meia em ponto, depois de fazer meia hora de Qi Gong, tomar banho frio e preparar o desjejum de costume”.

Fiquei sem saber o que era Qi Gong e imaginando que fosse tipo um Sudoku. Já na página 12, descubro, no entanto, que era uma espécie de “esporte”, com “movimentos em câmera lenta que eram, acima de tudo, mais que exercício para os músculos, uma maneira diferente e sábia de respirar”. Pronto, atiçou minha curiosidade.

O exercício é citado outras nove vezes nas 342 páginas do livro, sendo parte importante da personalidade de Felícito.

Mais adiante, Llosa detalha melhor:

“A posição da árvore que balança para a frente e para trás, da esquerda para a direita e em círculo, movida pelo vento. Com os pés bem firmes no chão e tentando esvaziar a mente, ele se balançava, procurando o centro. Procurar o centro. Não perder o centro. Levantar os braços e abaixá-los bem devagar, uma chuvinha que caía do céu refrescando seu corpo e sua alma, serenando os nervos e os músculos. Manter o céu e a terra em seus lugares e impedir que se juntem, com os braços — um no alto, segurando o céu, e o outro embaixo, segurando a terra — e, depois, massagear os braços, o rosto, os rins, as pernas, para soltar as tensões acumuladas em todas as partes do corpo. Abrir as águas com as mãos e depois juntá-las. Aquecer a região lombar com uma massagem suave e demorada. Estender os braços como uma borboleta abre as asas. No começo, ele ficava impaciente com a extraordinária lentidão dos movimentos, com a respiração em câmara lenta para levar o ar a todos os recantos do seu organismo; mas com o tempo foi se acostumando. Agora entendia que era na lentidão que consistia o benefício, para o seu corpo e sua mente, dessa delicada e profunda inspiração e expiração, desses movimentos com os quais, levantando uma das mãos e estendendo a outra para o chão, com os joelhos ligeiramente dobrados, ele mantinha os astros do firmamento em seus lugares e conjurava o apocalipse. Quando, afinal, fechava os olhos e ficava imóvel por alguns minutos, de mãos postas como se estivesse rezando, havia transcorrido meia hora. Já se via nas janelas a luz clara e branca das madrugadas piuranas.”

A mim, ficou claro que Llosa também é um adepto do Qi Gong, assim como seu personagem fictício. Depois descobri que não me enganei.

Talvez pela descrição tão bonita e poética de um escritor tão talentoso como Mario Vargas Llosa, talvez pelo fato de eu associar o Qi Gong — uma descoberta! — a um livro que se tornou um de meus favoritos na vida, o fato é que fiquei curiosíssima para conhecer melhor esse exercício-esporte-meditação-dança-arte-religião, que é o Qi Gong.

2. PRIMEIRAS TENTATIVAS

Assim que terminei de ler, procurei algum exercício no Youtube. Encontrei ESTE. Comecei a fazer, acompanhando os gestos do chinês, os 12 minutos por dia. No começo, senti dificuldade em algumas posições, em alguns alongamentos. Senti dores nas costas (ou as que eu estava sentindo na época pareceram piorar). E também me senti meio ridícula imitando os gestos de uma pessoa no Youtube, desengonçada como sou.

Mas insisti.

Depois, procurei nas lojas virtuais para ver se encontrava algum livro com exercícios de Qi Gong. Comprei um mais barato, “Qi Gong para a Mulher”, de Dominique Ferraro (a partir de R$ 17,91).

Eu já estava acostumada com o chinesinho do Youtube, então, nos primeiros dias com o livro, também senti dificuldades e fiquei com a impressão de estar fazendo tudo errado. Aos poucos, no entanto, fui conseguindo decorar os movimentos. Depois, me forcei a prestar atenção à respiração, inspirando e expirando nos momentos que a autora mandava. Minhas costas doíam, eu estava numa fase de muita dor de coluna. Também andava ansiosa, estressada, excessivamente ligada/conectada o dia inteiro.

O livro também traz algumas dicas de massagens e acupressão. Um exercício particularmente me agradou mais, de pressionar as pontas dos dedos várias vezes, inspirando e expirando ritmadamente. Eu apelei para ele quando tive dificuldade de dormir, cheia de pensamentos, prenunciando uma das minhas longas insônias. Funcionou: nas três vezes que fiz esse exercício, deitada, apaguei antes de acabar todos os dedos da segunda mão.

3. UM MÊS DEPOIS

Na última segunda-feira, completei um mês fazendo exercícios de Qi Gong, diariamente, inclusive nos finais de semana. Tiro 15 a 20 minutos por dia para fazer os exercícios. Em apenas um mês, já notei os seguintes progressos: decorei os seis primeiros exercícios, e hoje os pratico com naturalidade, prestando atenção à respiração; as dores nas costas desapareceram; me sinto mais relaxada e tranquila; consigo fazer todos os alongamentos, mesmo os que antes me pareciam impossíveis. Mas acho que ainda tenho muito a melhorar.

Segundo a autora, o Qi Gong é aliado da medicina oriental, capaz de ajudar na cura de várias doenças. Quanto a isso, eu não sei. Sou meio cética com a medicina, oriental ou ocidental. Mas uma coisa é certa: o exercício me provoca um bem estar muito grande, um relaxamento. É o momento do dia em que fico perto da minha hortinha, sozinha, sem som de TV ou rádio, concentrada apenas em alongar, dobrar, esticar e respirar. Os movimentos, além de lentos, são fáceis, sem grandes dificuldades que eu vejo no yoga, tai chi chuan e outros exercícios orientais. Com toda a minha agitação natural, é o máximo que consigo atingir de quietude, serenidade e “meditação”. Mas tem me feito muito bem.

Resolvi compartilhar a experiência no blog, porque acho que o Qi Gong pode ser praticado por qualquer pessoa, de qualquer idade e, assim como fez bem a Felícito Yanaqué, a Mario Vargas Llosa e a mim, pode também fazer bem a outras pessoas que tiverem paciência para tentar. Que tal começar com o chinesinho do Youtube? Se você superar a fase de se achar meio ridículo e insistir, poderá chegar à fase, um mês depois, de se sentir satisfeito consigo mesmo no exercício (“gong”) de sua energia vital (“qi”).

Como escreveu o prêmio Nobel: “Atrevo-me a sonhar que se os bilhões de bípedes deste planeta dedicassem meia hora a cada manhã ao Qi Gong talvez houvesse menos guerras, miséria e sofrimento, e comunidades mais sensíveis à razão que à paixão”.

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