Bolão do Oscar 2016: acertei 11 de 15 categorias

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Pelo segundo ano seguido, acertei 11 de 15 categorias em que resolvi arriscar neste tradicional Bolão do Oscar do blog. Achei respeitável chegar a 73% de acerto 😀

Para conferir, os acertos foram:

  1. Melhor ator: Leonardo DiCaprio
  2. Melhor atriz: Brie Larson
  3. Melhor atriz coadjuvante: Alicia Vikander
  4. Melhor fotografia: O Regresso
  5. Melhor figurino: Mad Max
  6. Melhor maquiagem: Mad Max
  7. Melhor trilha: Os Oito Odiados
  8. Melhor animação: Divertida Mente
  9. Melhor roteiro adaptado: A Grande Aposta
  10. Melhor roteiro original: Spotlight
  11. Melhor diretor: Alejandro G. Iñárritu

E os erros:

  1. Apostei às cegas (porque não consegui ver “Creed”) em Stallone para melhor ator coadjuvante. Me surpreendeu a escolha de Mark Rylance, mas faz sentido premiar “Ponte dos Espiões” em ao menos uma categoria, e ele realmente foi sensacional no filme.
  2. Apostei na montagem de “A Grande Aposta“, mas Mad Max também levou este prêmio mais técnico.
  3. Apostei às cegas nos efeitos visuais de Star Wars e “Ex Machina” levou. Isso que dá apostar às cegas 😉
  4. E apostei que “O Regresso” agradaria mais à academia, levando o prêmio de melhor filme. Mas fiquei satisfeitíssima com a escolha de “Spotlight“, que foi o MEU filme favorito, e o que teve maior nota na minha listinha aqui do blog.

Comentário à parte: um monte de leitor do Brasil Post tinha ficado indignado comigo por ter dado nota 3 a “Mad Max“. Eu teria dado zero, mas dei 3 pontos justamente pela parte técnica do filme, que foi a que elogiei em minha resenha e que acabou vitoriosa no Oscar (eles também levaram edição e mixagem de som). Torno a dizer que o roteiro é péssimo — tanto que o longa nem concorria nessa categoria. As notas que eu dei pelo meu gosto e as que apostei pensando no gosto da academia acabaram coerentes com o resultado final da premiação 😀

As outras premiações podem ser vistas AQUI.

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Minhas apostas para o Oscar 2016

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Neste ano consegui assistir a 16 filmes indicados ao Oscar. Foram praticamente todos os mais importantes, contemplados pelas principais categorias, como melhor direção, roteiro, atrizes e atores e melhor filme. Ficou faltando “Trumbo”, “Creed”, curtas, documentário e estrangeiros.

Mesmo faltando dois importantes para a avaliação, vou manter mais uma tradição do blog e fazer as apostas do meu bolão do Oscar — que não levam em conta o meu gosto pessoal, traduzido nas notas que dei para cada filme, mas o que considero que a academia vai preferir. No ano passado acertei 11 de 15 categorias (73%), será que neste ano consigo acertar o mesmo tanto? 😀

Vamos lá!

  1. Melhor ator: Leonardo DiCaprio, de “O Regresso“. Esta é a quinta vez que o ator é indicado ao Oscar e, desta vez, acho que ele finalmente deve levar o prêmio. Como será o discurso de Leo? Estou curiosa! 😉
  2. Melhor atriz: Brie Larson, de “O Quarto de Jack“. Ela já levou o Globo de Ouro e o Bafta e acho que deve ficar também com a estatueta do Oscar.
  3. Ator coadjuvante: Sylvester Stallone. Mesmo sem ter visto “Creed“, vou apostar minhas fichinhas nele. Aí vai ser na base da sorte mesmo, como no ano passado, ao apostar em Julianne Moore.
  4. Atriz coadjuvante: Esta foi a mais difícil para mim. Fiquei entre três atrizes: Rooney Mara, que achei que trabalhou até melhor que Cate Blachett em “Carol“, Jennifer Jason Leigh, que foi sensacional em “Os Oito Odiados“, e Alicia Vikander, que foi minha favorita e quase ofuscou o incrível Eddie Redmayne em “A Garota Dinamarquesa“. Quem levou todos os prêmios até agora não foi nenhuma delas, mas Kate Winslet, por seu papel em “Steve Jobs“. Mesmo assim, vou pelo meu gosto: aposto em Alicia.
  5. Melhor fotografia: Vou apostar que a academia premia “O Regresso” nesta categoria. Seria a terceira premiação consecutiva a Emmanuel Lubezki, após Gravidade e Birdman, mas eles gostam mesmo do cara.
  6. Figurino: Mad Max.
  7. Edição: A Grande Aposta. A edição contribuiu muito com o didatismo do roteiro. Vamos ver.
  8. Maquiagem e cabelo: Mad Max.
  9. Trilha sonora original: Os Oito Odiados.
  10. Efeitos visuais: O único que eu não vi nesta categoria foi Star Wars, mas vou arriscar justamente a vitória dele, que parece ser o favorito, com vários prêmios da Visual Effects Society na gaveta. No ano passado a academia já premiou um filme de astronauta (Interestelar); Ex Machina não me impressionou; Mad Max muito menos; e O Regresso já está em outras apostas minhas, e apesar da cena do urso, acho que não deve levar nesta.
  11. Melhor animação:Divertida Mente“. Só vi ele e o brasileiro “O Menino e o Mundo“, mas vou torcer pelo da Disney, que concorre até ao Oscar de melhor roteiro, tão boa é sua história.
  12. Roteiro adaptado: Estou entre A Grande Aposta e O Quarto de Jack, mas vou chutar o primeiro dos dois.
  13. Roteiro original: Vou arriscar com Spotlight, que teve um roteiro muito bem amarrado, que elogiei desde a resenha.
  14. Melhor diretor: Alejandro G. Iñárritu, por “O Regresso“. Já ganhou Bafta, Globo de Ouro e prêmio do sindicato dos diretores, e é o favorito neste ano de novo. A ver.
  15. Melhor filme: Não é meu favorito, como vocês viram na listinha que montei. Mas acho que a academia vai escolher “O Regresso”, que também já levou o Bafta e o Globo de Ouro deste ano.

Não vou arriscar em outras categorias, por não ter assistido à maioria dos filmes nelas.

É isso! Os dados estão lançados! Hoje à noite será a cerimônia de premiação e vou ver quantos acertos terei feito. Concordam com minha avaliação? Como votariam? 😀

CLIQUE AQUI para ler as resenhas dos 16 filmes a que assisti.

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Veja os trailers e resenhas dos 16 filmes mais importantes do Oscar 2016

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Quem acompanha este blog desde sempre sabe que eu adoro cinema. E, como não poderia deixar de ser, também adoro assistir aos filmes da maior premiação do cinema mundial, o Oscar. Gosto de ver todos eles às cegas, sem saber nada a seu respeito previamente, e depois dar notas para eles e comentar as categorias em que disputam uma estatueta. Depois, no dia da cerimônia, faço minhas apostas aqui no blog, assisto à entrega dos prêmios e, no dia seguinte, comparo meu bolão com o resultado. No ano passado, por exemplo, acertei 11 de 15 categorias, ou 73% do total.

Neste ano, consegui ver os 16 filmes mais importantes do Oscar 2016. Por “mais importantes” quero dizer os que concorrem a mais categorias e às principais delas — melhor filme, melhor direção, melhores atores e atrizes, roteiro e fotografia. De um modo geral, achei a qualidade dos filmes bem inferior ao de Oscars passados. Nenhum nota 10 — mas há alguns com nota 9 e 8, que merecem especialmente ser vistos.

No próximo domingo (28), dia da premiação, vou publicar aqui minhas apostas bem cedinho. Até lá, que tal vocês verem as resenhas, compararem com suas próprias impressões e fazerem também suas apostas aqui no blog? 😉

Segue abaixo a lista com links que levam a todas as resenhas e trailers desses 16 principais filmes do ano, começando pelos meus favoritos e terminando pelo que mais detestei:

  1. Spotlightnota 9 – concorre a 6 categorias: melhor ator coadjuvante, melhor atriz coadjuvante, edição, direção, roteiro original e melhor filme.
  2. O Quarto de Jacknota 9 – concorre a 4 categorias: melhor atriz principal, direção, roteiro adaptado e melhor filme.
  3. A Grande Apostanota 9 – concorre a 5 categorias: melhor filme, melhor direção, melhor ator coadjuvante, melhor edição e roteiro adaptado.
  4. Ponte dos Espiõesnota 8 – concorre a 6 categorias: melhor roteiro original, ator coadjuvante, design de produção, mixagem de som, música original e melhor filme.
  5. O Regressonota 8 – concorre a 12 categorias: melhor ator principal, ator coadjuvante, direção, fotografia, edição, design de produção, figurino, maquiagem, edição de som, mixagem de som, efeitos visuais e melhor filme.
  6. Perdido em Martenota 8 – concorre a 7 categorias: melhor ator principal, roteiro adaptado, mixagem de som, edição de som, efeitos visuais, design de produção e melhor filme.
  7. Divertida Mentenota 8 – concorre a 2 categorias: melhor roteiro original e animação.
  8. Brooklynnota 7 – concorre a 3 categorias: melhor filme, melhor atriz principal e melhor roteiro adaptado.
  9. Os Oito Odiadosnota 7 – concorre a 3 categorias: melhor atriz coadjuvante, fotografia e trilha sonora original.
  10. Ex Machinanota 7 – concorre a 2 categorias: melhor roteiro original e efeitos visuais.
  11. A Garota Dinamarquesa nota 7 – concorre a 4 categorias: melhor ator principal, atriz coadjuvante, figurino e design de produção.
  12. Joynota 6 – concorre a 1 categoria: melhor atriz principal.
  13. O Menino e o Mundonota 6 – concorre a 1 categoria: melhor animação. É o representante brasileiro da vez.
  14. Carolnota 5 – concorre a 6 categorias: melhor atriz principal, melhor atriz coadjuvante, fotografia, roteiro adaptado, figurino e música original.
  15. Steve Jobsnota 5 – concorre a 2 categorias: melhor ator e melhor atriz coadjuvante.
  16. Mad Max: Estrada da Fúrianota 3 – concorre a 10 categorias: melhor filme, direção, fotografia, edição, edição de som, mixagem de som, efeitos visuais, figurino, design de produção e maquiagem.

E aí, concorda comigo? Que nota daria para cada um desses filmes e por quê? 🙂

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O lar é onde a gente quer que seja

Não deixe de assistir: BROOKLYN
Nota 7

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É possível mudar de país completamente, começando do zero, onde ninguém te conhece, e conseguir se sentir ainda mais em casa do que na terra natal?

“Brooklyn” fala da imigração irlandesa para Nova York, na década de 50, e é muito bonito ao costurar uma história de amor em meio ao drama da saudade. “Homesick”, a palavra inglesa muito usada no filme, passa a fazer mais sentido do que nossa palavra brasileiríssima, a “saudade”. Porque o que a personagem principal, Eilis (interpretada pela jovem Saoirse Ronan), sente é como uma dor — ou uma doença — pela falta de seu lar. A sensação de deslocamento que só quem já morou em outro país sabe como é.

Se o filme fosse só sobre a história de amor que acaba surgindo entre Eilis e o também imigrante Tony seria muito superficial. Também cheio de momentos clichês, como critiquei no filme “Carol“, “Brooklyn” é assumidamente água-com-açúcar. Mas o conflito interno de Eilis, que surge na terceira parte da história, agrega muito ao roteiro. Passa a ser um filme sobre pertencimento. Sobre a definição de lar. E de felicidade.

Mais do que isso, acho que não posso falar, ou eu estragaria bastante o final. Final, aliás, que foi alterado pelo escritor Nick Hornby, que escreveu o roteiro adaptado de uma novela de Colm Tóibín. O roteiro — bem costurado — concorre ao Oscar na categoria. O filme também concorre na categoria de melhor atriz, pela atuação convincente da descendente de irlandeses Saoirse Ronan, e concorre a melhor filme do ano.

Acho que também merecia concorrer a melhor fotografia, que é um dos pontos fortes do longa, além de design de produção e figurino. Somos transportados aos anos 50, e muito pelo tom envelhecido das imagens, que vai se tornando mais vibrante à medida que Eilis vai adquirindo maior confiança sobre sua nova vida. É como se a fotografia conversasse diretamente com os sentimentos da personagem retratada. E nos transportasse também para seu próprio estado de pertencimento.

Assista ao trailer:

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Um filme para os fãs, e só para os fãs

Não vale a pena assistir: MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA (Mad Max: Fury Road)
Nota 3

madmax

Suponha que você nunca tenha visto nenhum dos três filmes da franquia “Mad Max” estrelados por Mel Gibson entre 1979 e 1985. E que você nem sequer saiba do que se trata a história. Na verdade, você tem o hábito de ir ao cinema às cegas, sem ver nem o trailer do filme antes, para poder se surpreender mais com as cenas e avaliar melhor a qualidade do roteiro, da contação da história propriamente dita.

Foi o meu caso. Nunca tinha visto nenhum “Mad Max” e fui assistir ao quarto filme da franquia, agora estrelado por Tom Hardy, apenas porque ele foi indicado a espantosas DEZ estatuetas do Oscar.

E o que descobri é que este é um filme tipicamente feito para fãs, especialmente os muito nostálgicos, que depois escrevem em suas críticas que o filme é uma “obra prima” e coisas afins. Se você não é fã, você se estrepa. Em algumas partes do filme, boia mesmo. Isso porque a história é muito mal contada, e você precisa ficar o tempo todo adivinhando quem são aquelas figuras estranhas e por que agem daquela forma bizarra. Que vozes são aquelas? Quem são aquelas pessoas? Muito simplesmente nunca é explicado para nós, os que não somos fãs.

Além disso, me perdoem os fãs, mas o longa é cheio daquelas cenas absurdamente inverossímeis e exageradas, típicas dos filmes de ação da pior qualidade. Tipo o cara que está doentíssimo, quase morrendo, mas que consegue fazer coisas que exigiriam uma força descomunal. Ou a mulher que dirige com uma mão só, ainda consegue segurar, com a outra mão, um homem que tem o dobro do tamanho dela, e fazer mil manobras malucas — tudo ao mesmo tempo. Sabe, se o filme é de super-heróis, a gente até engole esse tipo de coisa. Mas, até onde eu fui informada pelo roteiro de “Mad Max”, eles não eram super-heróis, nem tinham poderes especiais.

Dito tudo isso, fiquei abismada com essa quantidade desproporcional de indicações de “Mad Max” ao Oscar. Melhor edição, mixagem de som, edição de som e efeitos visuais, vá lá. São categorias mais técnicas, e o filme realmente tem grande qualidade em todas elas. Ainda vem melhor figurino, design de produção e maquiagem: OK, especialmente para a última destas. Mas melhor direção? Fotografia? E, principalmente: MELHOR FILME DO ANO?! Nah…

Como eu já adiantei, o filme é estrelado por Tom Hardy, baita ator que concorre ao Oscar por sua participação em “O Regresso”. E também pela ótima Charlize Theron, que raspou os cabelo para fazer a Furiosa. Mas nem consegui apreciar muito bem as atuações dos dois e dos demais, que são escondidos por máscaras horrendas e rostos transfigurados.

madmax2

O cenário também é sempre o mesmo: um deserto sem fim, uma estrada de areia. Tudo com aquele tom cansativo de marrom e cinza, num ritmo frenético de fuga e perseguição sem pausa. É uma overdose de poeira, de bizarrices e explosões. Como se eu estivesse vendo não um filme, mas um jogo de videogame misturado a um clipe dos Smashing Pumpkins. Se a música fosse tão boa quanto a do Billy Corgan, talvez valesse a pena assistir — mas, infelizmente, nem isso era o caso. Então restou apelar: game over, pelamordideus!!

Assista ao trailer do filme:

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