Veja os trailers e resenhas dos 16 filmes mais importantes do Oscar 2016

oscar2016

Quem acompanha este blog desde sempre sabe que eu adoro cinema. E, como não poderia deixar de ser, também adoro assistir aos filmes da maior premiação do cinema mundial, o Oscar. Gosto de ver todos eles às cegas, sem saber nada a seu respeito previamente, e depois dar notas para eles e comentar as categorias em que disputam uma estatueta. Depois, no dia da cerimônia, faço minhas apostas aqui no blog, assisto à entrega dos prêmios e, no dia seguinte, comparo meu bolão com o resultado. No ano passado, por exemplo, acertei 11 de 15 categorias, ou 73% do total.

Neste ano, consegui ver os 16 filmes mais importantes do Oscar 2016. Por “mais importantes” quero dizer os que concorrem a mais categorias e às principais delas — melhor filme, melhor direção, melhores atores e atrizes, roteiro e fotografia. De um modo geral, achei a qualidade dos filmes bem inferior ao de Oscars passados. Nenhum nota 10 — mas há alguns com nota 9 e 8, que merecem especialmente ser vistos.

No próximo domingo (28), dia da premiação, vou publicar aqui minhas apostas bem cedinho. Até lá, que tal vocês verem as resenhas, compararem com suas próprias impressões e fazerem também suas apostas aqui no blog? 😉

Segue abaixo a lista com links que levam a todas as resenhas e trailers desses 16 principais filmes do ano, começando pelos meus favoritos e terminando pelo que mais detestei:

  1. Spotlightnota 9 – concorre a 6 categorias: melhor ator coadjuvante, melhor atriz coadjuvante, edição, direção, roteiro original e melhor filme.
  2. O Quarto de Jacknota 9 – concorre a 4 categorias: melhor atriz principal, direção, roteiro adaptado e melhor filme.
  3. A Grande Apostanota 9 – concorre a 5 categorias: melhor filme, melhor direção, melhor ator coadjuvante, melhor edição e roteiro adaptado.
  4. Ponte dos Espiõesnota 8 – concorre a 6 categorias: melhor roteiro original, ator coadjuvante, design de produção, mixagem de som, música original e melhor filme.
  5. O Regressonota 8 – concorre a 12 categorias: melhor ator principal, ator coadjuvante, direção, fotografia, edição, design de produção, figurino, maquiagem, edição de som, mixagem de som, efeitos visuais e melhor filme.
  6. Perdido em Martenota 8 – concorre a 7 categorias: melhor ator principal, roteiro adaptado, mixagem de som, edição de som, efeitos visuais, design de produção e melhor filme.
  7. Divertida Mentenota 8 – concorre a 2 categorias: melhor roteiro original e animação.
  8. Brooklynnota 7 – concorre a 3 categorias: melhor filme, melhor atriz principal e melhor roteiro adaptado.
  9. Os Oito Odiadosnota 7 – concorre a 3 categorias: melhor atriz coadjuvante, fotografia e trilha sonora original.
  10. Ex Machinanota 7 – concorre a 2 categorias: melhor roteiro original e efeitos visuais.
  11. A Garota Dinamarquesa nota 7 – concorre a 4 categorias: melhor ator principal, atriz coadjuvante, figurino e design de produção.
  12. Joynota 6 – concorre a 1 categoria: melhor atriz principal.
  13. O Menino e o Mundonota 6 – concorre a 1 categoria: melhor animação. É o representante brasileiro da vez.
  14. Carolnota 5 – concorre a 6 categorias: melhor atriz principal, melhor atriz coadjuvante, fotografia, roteiro adaptado, figurino e música original.
  15. Steve Jobsnota 5 – concorre a 2 categorias: melhor ator e melhor atriz coadjuvante.
  16. Mad Max: Estrada da Fúrianota 3 – concorre a 10 categorias: melhor filme, direção, fotografia, edição, edição de som, mixagem de som, efeitos visuais, figurino, design de produção e maquiagem.

E aí, concorda comigo? Que nota daria para cada um desses filmes e por quê? 🙂

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Só a Joy da vida real segura o filme

Para ver se tiver tempo: JOY: O NOME DO SUCESSO (Joy)
Nota 6

joy

Trata-se de um filme sobre uma personagem real interessantíssima, uma norte-americana chamada Joy Mangano que, graças a sua criatividade excepcional, conseguiu sair de uma vida de grande dificuldade financeira para se tornar uma megaempresária de sucesso. Inventora, ela tem mais de 100 patentes de produtos que facilitam a lida das donas e donos de casa.

O problema é que a ótima atriz Jennifer Lawrence não convenceu no papel de mãe-trabalhadora-que-sustenta-a-família-toda-inclusive-o-ex, que é Joy. Não sei se porque a atriz encarnou muito bem seu papel em “O Lado Bom da Vida“, que lhe rendeu um contestado Oscar, mas acho que ela ainda não desencarnou a ponto de virar uma Joy. Mesmo assim, a academia a indicou mais uma vez para a estatueta de melhor atriz da edição 2016 do Oscar. Vai entender.

Desta vez, no entanto, a academia deixou de lado a direção e roteiro de David O. Russell, que trabalhou com Jennifer também em “O Lado Bom da Vida” e em “Trapaça”. E Bradley Cooper, que completa a trinca de parceiros, também não foi lembrado por seu papel insosso como ator coadjuvante. O filme ficou de fora em todas as outras categorias.

Talvez os críticos tenham ficado com a mesma impressão que eu: que Russell desperdiçou uma grande história, de uma baita personagem, e não soube contá-la muito bem. Entregou a narrativa para a avó de Joy, que tem papel quase insignificante no filme, gastou tempo demais desenhando o perfil dos outros personagens, que são insuportáveis e caricatos (com destaque para a madrasta e para a mãe de Joy, dois tipos humanos muito inverossímeis), e fez tudo se resolver muito rapidamente no final, como se Russell tivesse pensado em fazer um filme de 3 horas de duração, desistido da ideia e, em vez de editar tudo, resolvido “cortar pelo pé”, como nos textos ruins.

A nota que dou, no entanto, é acima da média, porque, ao fim e ao cabo, a história de Joy segura o entretenimento. Poucas vezes vejo filmes sobre empreendedores desconhecidos do grande público (pode ser que Joy seja famosa para alguns telespectadores norte-americanos, mas, ao menos no Brasil, é uma anônima). Se é pra falar de empreendedor, o filme será sobre um Steve Jobs da vida, ou sobre algum grande inventor que ficou pra história. Não sobre a mulher que criou um produto de limpeza revolucionário ou um cabide inovador para pendurar as roupas. Saber que existe esta mulher com tamanha capacidade de imaginação e invenção, e conhecer um pouquinho da história dela, mesmo que numa narrativa não muito bem amarrada, já vale as duas horas de filme. Mas por favor, academia, não entreguem a estatueta para Jennifer desta vez.

(Ah, a trilha sonora também é ótima!)

Assista ao trailer do filme:

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