Os 20 filmes mais importantes do Oscar 2019: resenhas e trailers

Foi dada a largada!

Hoje a Academia divulgou os “nominees” de 2019, finalmente. Confesso que não gostei muito das indicações deste ano que já vi, principalmente pela moral que o filme “Nasce uma Estela”, que achei bem fraco, ganhou, entrando em 9 categorias. E também porque acho que “Tully” merecia aparecer pelo menos no páreo de melhor atriz. Mas ainda tenho muitos filmes para ver e quero encontrar alguns do nível de “Infiltrado na Klan“, “Green Book” e “Bohemian Rhapsody“, todos nota 10, pela frente 😉

Tenho apenas um mês e dois dias até a cerimônia do Oscar, marcada para 24 de fevereiro, para assistir aos principais filmes, listados abaixo. No meu tradicional desafio, selecionei para ver os oito filmes que concorrem à categoria principal, além dos que concorrem a melhor direção, melhores atores e atrizes e melhores roteiros. São, ao todo, 20 filmes, dos quais, até hoje, só assisti a 5.

Faltam, portanto, 15 filmes para eu ver nos meus raros momentos de folga – média de 1 a cada 2 dias. Tentarei ver antes do dia 24/2 pelo menos os 10 principais que faltam, ou 1 a cada 3 dias. Ai, como ADORO esta época do ano…! 😀

Será que vou dar conta neste ano mais uma vez? Espero que sim, porque isso vai fazer aumentarem minhas chances de acertar os sorteados. No ano passado, acertei 15 de 16 categorias, só as principais. Vocês acompanharão tudinho neste post, porque vou acrescentando as resenhas em forma de link na lista abaixo, à medida que for assistindo.

Veja abaixo as resenhas e trailers dos filmes que já vi:

PRINCIPAIS FILMES DO OSCAR 2019:

  1. Roma (10 indicações), nota 9
  2. A Favorita (10 indicações), nota 7
  3. Nasce uma Estrela (9 indicações), nota 6
  4. Vice (8 indicações), nota 6
  5. Pantera Negra (7 indicações)
  6. Infiltrado na Klan (6 indicações), nota 10
  7. Bohemian Rhapsody (5 indicações), nota 10
  8. Green Book – O Guia (5 indicações), nota 10
  9. O Primeiro homem (4 indicações), nota 7
  10. O Retorno de Mary Poppins (4 indicações), nota 8
  11. Poderia Me Perdoar? (3 indicações), nota 7
  12. Guerra Fria (3 indicações), nota 8
  13. Se a rua Beale falasse (3 indicações)
  14. A balada de Buster Scruggs (3 indicações), nota 8

VEREI TAMBÉM SE SOBRAR TEMPO:

  1. Duas Rainhas (2 indicações, figurino e maquiagem)
  2. No Portal da Eternidade (1 indicação, a melhor ator)
  3. A Esposa (1 indicação, a melhor atriz), nota 8
  4. No coração da escuridão (1 indicação, de melhor roteiro)
  5. O Incríveis 2 (1 indicação, melhor animação)
  6. Christopher Robin (1 indicação, efeitos visuais), nota 7

Começa a contagem regressiva! Tic-tac, tic-tac…

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Os 15 filmes mais importantes do Oscar 2017: resenhas e trailers

Oscar

Como já é tradição desde que fundei este blog, ocupo quase todo o mês de fevereiro com os comentários dos filmes que concorrem ao Oscar do ano.

osar2017

Vou agrupar neste post todas as resenhas dos filmes que eu conseguir ver. Minha meta original era assistir a estes 20 filmes acima, mas já percebi que não vai dar tempo até a cerimônia, já que só faltam DEZ DIAS (!!), então reduzi minha ambição para os 15 mais importantes, em termos de quantidade de indicações e categorias.

Antes da entrega do prêmio (26 de fevereiro), colocarei aqui meu bolão, com as apostas que faço sempre, e adoro. Ai, que emoção! 😀

Vou linkando à medida que for cumprindo o desafio, combinado?

Aí vai, em ordem de preferência (post atualizado em 26/2/2017):

  1. La La Land, nota 10 (concorre com 14 indicações)
  2. Estrelas Além do Tempo, nota 10 (concorre com 3)
  3. Lion: Uma jornada para casa, nota 10 (concorre em 6)
  4. Manchester à Beira-Mar, nota 10 (concorre em 6)
  5. Moonlight, nota 9 (concorre em 8 categorias)
  6. Capitão Fantástico, nota 8 (concorre em 1)
  7. Animais Fantásticos e Onde Habitam, nota 8 (concorre em 2)
  8. A Chegada, nota 7 (concorre a 8 categorias)
  9. Sully: O Herói do Rio Hudson, nota 7 (concorre em 1)
  10. Até o Último Homem, nota 7 (concorre em 6)
  11. A Qualquer Custo, nota 6 (concorre em 4)
  12. Florence: Quem é essa mulher?, nota 6 (concorre em 2)
  13. Passageiros, nota 6 (concorre em 2)
  14. Cercas, nota 2 (concorre em 4)
  15. Jackie, nota 1 (concorre em 3)

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Minhas apostas para o Oscar 2016

oscar2016

Neste ano consegui assistir a 16 filmes indicados ao Oscar. Foram praticamente todos os mais importantes, contemplados pelas principais categorias, como melhor direção, roteiro, atrizes e atores e melhor filme. Ficou faltando “Trumbo”, “Creed”, curtas, documentário e estrangeiros.

Mesmo faltando dois importantes para a avaliação, vou manter mais uma tradição do blog e fazer as apostas do meu bolão do Oscar — que não levam em conta o meu gosto pessoal, traduzido nas notas que dei para cada filme, mas o que considero que a academia vai preferir. No ano passado acertei 11 de 15 categorias (73%), será que neste ano consigo acertar o mesmo tanto? 😀

Vamos lá!

  1. Melhor ator: Leonardo DiCaprio, de “O Regresso“. Esta é a quinta vez que o ator é indicado ao Oscar e, desta vez, acho que ele finalmente deve levar o prêmio. Como será o discurso de Leo? Estou curiosa! 😉
  2. Melhor atriz: Brie Larson, de “O Quarto de Jack“. Ela já levou o Globo de Ouro e o Bafta e acho que deve ficar também com a estatueta do Oscar.
  3. Ator coadjuvante: Sylvester Stallone. Mesmo sem ter visto “Creed“, vou apostar minhas fichinhas nele. Aí vai ser na base da sorte mesmo, como no ano passado, ao apostar em Julianne Moore.
  4. Atriz coadjuvante: Esta foi a mais difícil para mim. Fiquei entre três atrizes: Rooney Mara, que achei que trabalhou até melhor que Cate Blachett em “Carol“, Jennifer Jason Leigh, que foi sensacional em “Os Oito Odiados“, e Alicia Vikander, que foi minha favorita e quase ofuscou o incrível Eddie Redmayne em “A Garota Dinamarquesa“. Quem levou todos os prêmios até agora não foi nenhuma delas, mas Kate Winslet, por seu papel em “Steve Jobs“. Mesmo assim, vou pelo meu gosto: aposto em Alicia.
  5. Melhor fotografia: Vou apostar que a academia premia “O Regresso” nesta categoria. Seria a terceira premiação consecutiva a Emmanuel Lubezki, após Gravidade e Birdman, mas eles gostam mesmo do cara.
  6. Figurino: Mad Max.
  7. Edição: A Grande Aposta. A edição contribuiu muito com o didatismo do roteiro. Vamos ver.
  8. Maquiagem e cabelo: Mad Max.
  9. Trilha sonora original: Os Oito Odiados.
  10. Efeitos visuais: O único que eu não vi nesta categoria foi Star Wars, mas vou arriscar justamente a vitória dele, que parece ser o favorito, com vários prêmios da Visual Effects Society na gaveta. No ano passado a academia já premiou um filme de astronauta (Interestelar); Ex Machina não me impressionou; Mad Max muito menos; e O Regresso já está em outras apostas minhas, e apesar da cena do urso, acho que não deve levar nesta.
  11. Melhor animação:Divertida Mente“. Só vi ele e o brasileiro “O Menino e o Mundo“, mas vou torcer pelo da Disney, que concorre até ao Oscar de melhor roteiro, tão boa é sua história.
  12. Roteiro adaptado: Estou entre A Grande Aposta e O Quarto de Jack, mas vou chutar o primeiro dos dois.
  13. Roteiro original: Vou arriscar com Spotlight, que teve um roteiro muito bem amarrado, que elogiei desde a resenha.
  14. Melhor diretor: Alejandro G. Iñárritu, por “O Regresso“. Já ganhou Bafta, Globo de Ouro e prêmio do sindicato dos diretores, e é o favorito neste ano de novo. A ver.
  15. Melhor filme: Não é meu favorito, como vocês viram na listinha que montei. Mas acho que a academia vai escolher “O Regresso”, que também já levou o Bafta e o Globo de Ouro deste ano.

Não vou arriscar em outras categorias, por não ter assistido à maioria dos filmes nelas.

É isso! Os dados estão lançados! Hoje à noite será a cerimônia de premiação e vou ver quantos acertos terei feito. Concordam com minha avaliação? Como votariam? 😀

CLIQUE AQUI para ler as resenhas dos 16 filmes a que assisti.

Leia também:

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Resenhas dos indicados ao Oscar 2015

Oscar Escrevo este post no dia 15, quinta-feira, minutos depois de a academia divulgar os indicados ao Oscar 2015. A esta altura, quando o post entra no ar, vocês já estão carecas de saber quem está no páreo. Mas é que a intenção do blog não é dar a notícia em primeira mão, mas tentar agregar um olhar diferente a ela, certo? Por isso, eu peguei os indicados ao Oscar e fiz uma listinha dos filmes, dentre todos os que concorrem, que quero ver (tirei principalmente algumas animações, curtas e documentários, inclusive o brasileiro “Sal da Terra”). E me proponho a assistir a todos eles e escrever uma resenha, como fiz no ano passado. À medida que as resenhas forem ficando prontas, vou acrescentando o link delas a este post. Assim, este aqui será nossa âncora e referência para tudo o que for dito a respeito do Oscar 2015 no blog desta cinéfila que vos fala. Tenho até 21 de fevereiro, véspera da cerimônia de premiação, para completar o desafio de ver mais 13 filmes. Se eu conseguir ver ainda outros indicados além destes 13, acrescento aqui também. Vamos à lista (cada link leva à resenha com mais detalhes do filme):

  1. Birdman (concorre a melhor filme, ator, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, fotografia, direção, edição de som, mixagem de som e roteiro original)
  2. O Jogo da Imitação (concorre a melhor filme, ator, atriz coadjuvante, direção, edição, música, direção de arte e roteiro adaptado)
  3. O Grande Hotel Budapeste (concorre a melhor filme, fotografia, figurino, direção, edição, maquiagem, música, direção de arte e roteiro original)
  4. A Teoria de Tudo (concorre a melhor filme, ator, atriz, música e roteiro adaptado)
  5. Whiplash (concorre a melhor filme, ator coadjuvante, edição, mixagem de som e roteiro adaptado)
  6. Selma (concorre a melhor filme e música)
  7. O Abutre (melhor roteiro original)
  8. Sniper Americano (concorre a melhor filme, ator, edição, edição de som, mixagem de som e roteiro adaptado)
  9. Foxcatcher (concorre a melhor ator, ator coadjuvante, direção, maquiagem e roteiro original)
  10. Vício Inerente (melhor roteiro e figurino)
  11. Livre (melhor atriz e atriz coadjuvante)
  12. Para Sempre Alice (melhor atriz)
  13. Interstellar (melhor música, direção de arte, edição de som, mixagem de som e efeitos visuais)
  14. Boyhood (concorre a melhor filme, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, direção, edição e roteiro original)
  15. Garota Exemplar (concorre a melhor atriz)
  16. O Juiz (melhor ator coadjuvante)
  17. Relatos Selvagens (melhor filme estrangeiro)

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Professor universitário precisa de mestrado? (parte 3)

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Esta é a terceira e última parte do debate que resolvi promover aqui no blog nesta semana, depois que dois excelentes professores da PUC Minas foram demitidos apenas por não terem título de mestres (embora sejam os mestres das centenas de alunos que protestaram contra a demissão).

Na primeira parte, contei o episódio dos professores e dividi o texto que meu pai escreveu homenageando um deles, que também trouxe uma bela reflexão sobre o assunto.

Na segunda parte, eu trouxe minha opinião e a experiência que eu tive na universidade. Falei também sobre como meus melhores professores não foram os que acumulam títulos acadêmicos.

Hoje, quero trazer as opiniões dos leitores, que foram muito boas e vão enriquecer demais este debate. Alguns concordaram, outros discordaram, mas todos trouxeram argumentos muito legais — que é o que importa nos debates, né? Bom proveito!


 

Ricardo Faria, historiador:

“Olha, fui professor universitário durante 18 anos. Até que tentei fazer um mestrado, mas coincidiu que eu era chefe do departamento e o pró-reitor inventava de fazer reuniões sempre na semana que havia aulas. Resultado, desisti depois da terceira disciplina. E depois fiquei pensando se valia a pena participar da verdadeira palhaçada que são as defesas de dissertação que pude presenciar. Cartas marcadas, a sua dissertação só vai ser defendida quando o seu orientador achar que está boa. E a banca não vai te dar bomba porque isso equivale a dar bomba no orientador. O resultado é que qualquer coisa passa e o sujeito vira mestre.

Claro, existem os mestrados mais sérios, os orientadores mais sérios. E os mestres mais sérios também.

Mas, sem querer me vangloriar, nos 18 anos em que dei aula, assisti a 36 formaturas (2 por ano). Em mais de 15 eu fui escolhido paraninfo e em umas vinte fui homenageado.

Vi professores com mestrado escreverem palavras erradas no quadro, vi professores sem qualquer didática. Vi doutores encerrando seu curso com duas semanas de aula, porque só sabiam falar da sua tese e depois não tinham ideia do que fazer na sala.

Entrevistei professora com mestrado e doutorado na Sorbonne (é, isso mesmo), que, quando foi apresentada ao programa da disciplina, confessou que não sabia nada daquilo, pois só entendia o assunto da sua dissertação e tese.

Conheci mestres e doutores para quem tiro o chapeu até hoje e me pergunto se caso eles não tivessem seus mestrados, doutorados e pós-doutorados seriam melhores ou piores.

Escrevi mais de 70 livros didáticos, alguns dos quais ficaram conhecidos como revolucionários (no sentido de propor mudanças pedagógicas no ensino de história). Milhões de brasileiros estudaram em meus livros. Só em Minas Gerais, uma coleção vendeu 750.000 exemplares. Isso me granjeou respeito entre os professores de ensino fundamental e médio, e também doutores e mestres. E um mal disfarçado desprezo por parte de alguns mestres e doutores.

Eu ainda poderia fazer um mestrado, tenho ideias interessantes para pesquisar. Mas me pergunto: pra quê?”

 

 


Leonardo Kenji:

“Eu respeito profundamente os títulos acadêmicos, talvez até mais do que eles realmente mereçam 🙂 então me sinto dividido para responder.

Eu realmente acho que, na média, mestrado e doutorado atestam sim uma pessoa mais capacitada, sobretudo quando falamos sobre orientar alunos a fazer pesquisa científica.

Por outro lado, eu já lecionei em cursos de extensão para concluir que sou um péssimo professor :-).

Da mesma forma, muitos ótimos professores não tem título e péssimos professores ostentam belos títulos. De forma que eu sinceramente acho que a atividade de ensino superior devia ser repensada quanto aos critérios de ensino.

Acho que o problema passa por outra linha: para ser professor, as habilidades necessárias são muito maiores do que atestam um mero título. Talvez o mundo acadêmico, da forma como historicamente evoluiu, tenha escapado da discussão das habilidades necessárias para ser professor de curso superior.

A impressão que tenho é que muitos bons professores ficam limitados pelas instituições em que trabalham, ao mesmo tempo em que maus professores são protegidos por colegas e instituições de ensino sob o discurso do “o aluno que se vire para aprender”.

No fim das contas, acho que a discussão é mais profunda que a exigência ou não de título, mas neste aspecto específico, confesso que não tenho opinião formada.”


 

Talis Andrade, poeta e jornalista:

“Para ser professor universitário basta o notório saber. Falo como ex-professor de ginásio, vestibular, Escola Normal (Filosofia), de curso internacional de doutores em Odontologia (Cultura) e faculdades de RP, Jornalismo e Turismo. E basta de chamar reitor de magnífico.”


 

Bruna Saniele, jornalista, graduada em jornalismo e em direito:

“Eu acho que um professor não deveria ser obrigado a ter mestrado. Inclusive me incomodei muito quando tive aula com professores que tinham acabado de entrar no mestrado e que, ao meu ver, estavam aptos ao mestrado, mas inaptos para dar aulas, pelo menos naquele momento. Tive ótimos professores, especialmente na faculdade de direito, sem título, e péssimos professores com toda a titulação exigida. Ensinar é uma arte e com mestrado ou sem mestrado nem todos têm o dom.”


 

Pedro Abreu, graduado em publicidade e graduando em engenharia, pela UFMG:

“Os ‘fora de série’ e já reconhecidos talvez não precisem, mas e os novos professores que ainda não possuem experiência profissional nem reconhecimento notório? Nesse caso, um mestrado ou um doutorado é diferencial determinante entre dois candidatos à vaga, sendo um titulado e o outro não.
Outra questão é que talvez não faça muito sentido um doutorado em publicidade mas um doutorado em mecânica quântica pode ser fundamental.

Sem contar que o número de mestres e doutores conta e muito na avaliação de uma instituição pelos renomados rankings de excelência. Pode não ser a melhor forma de avaliação, mas é um fator quantitativo que está relacionado, de forma geral, a um bom desempenho da instituição. A discutir.”


 

Luana Macieira:

“Para um professor da pós-graduação strictu sensu, acho que é necessário sim. Afinal, como um professor vai orientar um aluno a escrever uma dissertação ou tese se ele nunca escreveu uma? Acho que um professor que tenha experiência com pesquisa esteja mais qualificado pra orientar uma pesquisa. Agora, no caso da graduação, que é algo muito mais técnico, talvez o título não devesse ser o mais importante.

Mas entendo o lado da PUC porque as universidades são avaliadas pelo número de professores mestres e doutores. Então dá pra entender o porquê de ela estar buscando isso nos seus professores (se esse modo de avaliação é bom ou ruim, aí já são outros quinhentos….)”


 

Marcelo Soares, jornalista:

“Eu acho assim: se a disciplina for de teoria do blablablá (e tem tantas em faculdade de jornalismo!), quanto mais canudos na parede melhor. Se a disciplina for de arregaçar a manga, quanto mais calos nas mãos melhor e canudo é secundário.”


 

José de Souza Castro, jornalista (e meu pai!):

“Eu não tive professores doutores na UFMG – ou, se tive, eles não ficavam por aí se chamando de professores doutores, como faz hoje uma colega minha de faculdade que se tornou sócia proprietária de uma dessas escolas superiores privadas que pululam por aí cheia de professores doutores, e por isso não sabia que eles eram doutores. Mas tive bons professores com ampla experiência em suas áreas, inclusive no jornalismo. Entre esses últimos, posso citar os jornalistas Jacques do Prado Brandão, Plínio Carneiro e José Mendonça. Tive também bons colegas que se tornaram bons jornalistas, como José Silvestre Gorgulho, Thais de Mendonça Jorge, Leonardo Mendonça Brito, José Alves de Lima, Elma Heloísa de Almeida, Maria Genoveva Ruisdias Fonseca, Roberto Drummond Mello Silva, Raquel Moraes de Mattos, Pedro Luiz Lobato, Eustáquio Trindade Neto e Amauri Fraga,

Muito pudemos aprender, uns com outros. E principalmente na excelente biblioteca da Fafich, rica em livros sobre sociologia, filosofia, política, história e literatura. Muitos deles escritos por mestres e doutores brasileiros e estrangeiros, mas também por quem nunca fizera universidade, como Machado de Assis. Ou que foram bons jornalistas sem nunca terem estudado comunicação social, como Ruy Barbosa (que se considerava antes de tudo um jornalista, sabia? Nem eu, foi seu tio Antônio, um advogado e grande conhecedor desse colega baiano, quem me disse, nesta semana).

Para o jornalista, mais que a faculdade e seus professores doutores, a melhor escola é a vida. Sobretudo a vida dos outros, pois é nela, geralmente, que, sabendo olhar e perguntar, é onde mais aprendemos a arte de viver e escrever.”


 

Gabriel, do blog O Albergueiro:

“De fato, de fato não é necessário. O importante é o conhecimento, embora presume-se que com esses diplomas (mestrado e doutorado) você demonstra ter “oficialmente” o conhecimento tão necessário para se vencer na vida social e capital, mas de fato não é necessário não. Mas penso ainda que essa questão pode gerar uma discussão bem interessante.”


 

Elisa, leitora do blog:

“Sou formada em Direito e super concordo com você. Alguns professores na faculdade abordavam a matéria de modo tão abstrato que, ao final de um semestre, se me fizessem qualquer questão simplíssima sobre o assunto, eu não sabia responder.

Sem contar que, para alunos da UFMG (meu caso e seu), há tantos e tantos e tantos professores substitutos recém egressos da graduação que chega a ser meio hipócrita essa exigência do mestrado e doutorado – de que adianta ter o corpo docente tão qualificado se quem de fato ministra aulas são os substitutos? (atenção: não estou criticando os professores substitutos que, acima de tudo, são heróis por assumirem inúmeras turmas e matérias com uma remuneração simbólica. Estou apenas mostrando a incoerência.)”


 

Tenerifegalo, leitor do blog:

“Acho que a parte técnica ou teórica, qual seja, mestrado, doutorado etc…para um aspirante é muito importante, mas o traquejo real com a coisa, a hora de correr atrás e fazer a coisa acontecer, tem de vir da soma de fatores como: a aptidão natural que corre na veia do sujeito, o aprendizado adquirido, e a experiencia, de preferência referenciada por uma cobra já criada, juramentada e sacramentada, que muitas vezes, não tem títulos, mas é imprescindível para fazer a coisa funcionar e ensinar os meandros de como a coisa realmente funciona.”


 

Sincero Silva, leitor do blog:

“O que está acontecendo é que as Universidades e Faculdades estão priorizando a área científica em detrimento ao magistério, os professores têm que ter mestrado, doutorado e produção intelectual… Agora, o magistério, aquele negócio de ensinar, prender a atenção dos alunos e, quem sabe, formar novos professores não é o que as universidades pretendem. Fiz dois cursos superiores e sei que os melhores professores destes cursos não tinham mestrado ou doutorado. Eram simplesmente professores por dom divino.”


Wander Veroni Maia, jornalista, blogueiro e professor:

Eu acredito que o Jornalismo, como parte da Comunicação, precisa ter em sua grade elementos teóricos e técnicos, de forma equilibrada que permita o graduando sair da faculdade sabendo a técnica, mas que também possa pensar sobre esta técnica e, quem sabe, ir para um programa de pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado, pós-doutorado).

O que percebo hoje é que o jornalismo está mudando. Cursei a faculdade entre 2003/2007 e falo sem sombra de dúvida que aquela realidade que estudei ou vivenciei no mercado está completamente diferente da de hoje. Os veículos tradicionais estão cada vez mais enxutos, enquanto numa outra ponta, mais tímida, a Comunicação está mais empreendedora.

Aos poucos, o Jornalista está se apoderando do Jornalismo, no sentido de que ele hoje não precisa só ir para assessoria de imprensa ou redação. Existem outras possibilidades profissionais, muitas delas ligadas ao empreendedorismo e à internet. Eu, por exemplo, se não estivesse me dedicando aos estudos, adoraria ter uma bolsa da Agência Pública para trabalhar a temática do Jornalismo Investigativo. Acho isso um barato!

Vejo colegas jornalistas se unindo e criando experiências empreendedoras por meio de crowdfunding, da criação de blogs, sites, revistas, jornais de bairro, livros, livro-reportagem, cursos de curta duração, etc. Tem muita coisa que ainda não foi explorada ou que precisa ser melhor explorada!

Desde 2011, atuo como professor de curso de extensão ligado a gestão e produção de conteúdo na web. Apesar de ser pós-graduado em “Rádio e TV” e graduando em “Comunicação e Saúde”, ainda não tenho mestrado e atuo como professor. Pretendo fazer mestrado, não só pelo título, mas sobretudo pelo conhecimento adquirido.

Penso que, por mais que tenhamos a tecnologia a nossa mão, o modo de fazer do jornalismo ainda não mudou. Ainda temos que ligar para a nossa fonte, apurar, entrevistar, investigar, editar, reportar, opinar, enfim, o que muda hoje é a plataforma.

Me incomoda muito a visão dos veículos que ainda encaram a internet como rival, quando na verdade deveria ser um apoio importante para dar visibilidade ao trabalho jornalístico e, mais do que isso, que possamos cumprir com ética e discernimento a nossa função essencial que é prestar serviço à sociedade. Particularmente, fiquei com “vergonha alheia” de alguns veículos de comunicação na cobertura eleitoral. Mas, enfim…rs

Como jornalista e professor, fiquei sensibilizado com o que os alunos da PUC fizeram. E este coordenador da PUC deveria repensar isso. O que adianta um professor com Mestrado e Doutorado se ele não tem prática ou não quer dar prática aos alunos? Um professor vale muito mais pelo seu repertório do que pelos seus títulos. Nesse sentido, a PUC deu um tiro no pé. Pena que as outras universidades de BH dormiram no ponto e não contrataram esses professores… Seria uma resposta importante ao mercado e ao mundo acadêmico.

Ultimamente, estou muito pessimista com a nossa imprensa em BH. Pouquíssimos investimentos. sucateamento, salários defasados, muita agressão moral, verbal, e um foco quase que exclusivo a cobertura policial. Espero que isso mude um dia. Mas esta mudança tem que começar de nós, jornalistas, nos apropriando do Jornalismo e dizendo mais “NÃO” do que sim para o mercado.


 

E você, pensa o que da questão? Envie seu comentário e eu acrescento aqui ao post 😉

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