Os 7 melhores CDs para crianças de 0 a 3 anos

Comentei no último post desta seção Maternidade que o Luiz tem uma pequena biblioteca e que nela estão 12 CDs que ele foi ganhando ao longo de seus 2 anos e meio de vida. Sete deles são muito especiais, e eu resolvi divulgá-los por aqui, inclusive porque alguns são bem underground 😉

#1 Sonhos de Bebê – Marcus Viana

Este é um CD especial para os bebês miudinhos, recém-nascidos mesmo. Ajudou muito a embalar os sonos do Luiz em seus primeiros meses de vida, como já falei aqui no blog. É um belo trabalho do músico Marcus Viana, que transformou músicas consagradas, como “Serenô”, em cantigas suaves de caixinha de música. R$ 23,90 no link

#2 Casa de Brinquedos – Toquinho

CD clássico, com músicas já consagradas, como “A Bailarina” e “O Caderno”, em interpretações de Chico Buarque, Tom Zé, Moraes Moreira, Baby Consuelo, MPB-4, dentre outros. Bom gosto musical para “aplicar” no filhote desde cedo. R$ 14,90

 

#3 MPB Pras Crianças – Banda de Boca

Versões simpáticas de músicas como “João e Maria” (Chico), “Leãozinho” (Caetano) e “Biquíni de Bolinha Amarelinha”. R$ 30,45

 

 

#4 Qualquer um do Palavra Cantada

Luiz adora Palavra Cantada, que a gente ouve principalmente na Netflix (Destaque pra Pauleco e Sandreca e Vem Dançar com a Gente). Mas o que a gente mais escuta é o DVD “Canções do Brasil“, que é um trabalho maravilhoso, com participação de crianças de várias partes do país, e grandes sucessos da dupla, como “Criança Não Trabalha”, “Sopa”, “Ciranda” e “Eu”. R$ 49,90

#5 Rádio Osquindô – Só Sucessos – Clube Osquindô

Este é bem underground, tanto que não achei lugar que vende este CD nem mesmo no site oficial do Osquindô. Mas é um álbum sensacional, com resgate de músicas folclóricas, num arranjo alegre, e intercaladas por muita conversa, como se estivéssemos ouvindo um programa de rádio ao vivo. A favorita do Luiz é “Palma, palma, palma, pé, pé, pé, roda, roda, roda, caranguejo peixe é“, que de repente fica agitadíssima, e ele, super feliz, começa a gritar: ROCK’N’ROLL! ROCK’N’ROLL!! 😀

#6 Mafagafolândia – Os Mafagafos 

Este CD me foi enviado pela própria banda, via assessoria de imprensa, e foi uma grata surpresa. Que arranjos! Eles transformaram a musiquinha “Pela Estrada”, da Chapeuzinho Vermelho, em um reggae digno de Bob Marley. E tem também rock, baladinha, músicas bem infantis em vozes de crianças e outros ritmos, tanto em composições autorais como em clássicos como “O Sapo Não Lava o Pé” – a favorita do Luiz. Vale a pena conhecer o trabalho tocado principalmente por Pedro Caldas e Lia Vicente. R$ 30

#7 Ricardo Herz Para Crianças – Ricardo Herz

Resolvi encerrar a lista com o CD favorito do Luiz, disparado. Eu já tinha conhecido o trabalho do violinista Ricardo Herz no fim de 2012 e até escrevi sobre ele aqui no blog na época. Mas nunca imaginei que meu filho iria se apaixonar por um CD todo instrumental, com a base no violino, como foi este, presente da amiga Clara Machado. Agora, todo santo dia temos que ouvir esse CD, que começa com músicas mais alegres e agitadas – Samba Lelê, O Sapo Não Lava o Pé, Marcha Soldado, e outras versões muito legais – e termina com melodias mais calmas, justamente pra levar a criança ao soninho – como a favoritíssima do Luiz, Boi da Cara Preta. R$ 15

Outro dia gravei o Luiz pedindo ao Ricardo Herz que fizesse um volume 2 para esse CD, e listando inclusive o repertório que ele queria que fosse incluído. Foi um dos vídeos mais fofos que fiz do meu filhote nos últimos tempos, já caindo de sono, mas alegríssimo com as músicas favoritas, que ele mesmo tira da caixinha, coloca no som, liga, muda de faixa, e desliga, todo sabichão:

E seus filhos, gostam de quais CDs? Compartilhe aí nos comentários!

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Não é brincadeira

Tem coisa melhor que brincar com água e lama? Foto: CMC

 

O Luiz, assim como todas as crianças, fica completamente hipnotizado diante de uma tela. Já decorou os episódios de Peppa Pig e Masha e o Urso e aprendeu a falar “Youtube” antes do próprio nome – e olha que nem eu nem meu marido deixamos que ele fique com smartphone nas mãos por muito tempo.

Mas basta eu falar uma palavrinha mágica e o Luiz larga as telas sem pensar duas vezes: “BRINCAR“.

Pode ser que algum dia, provavelmente quando ele for uma “criança grande”, ou adolescente, nenhuma palavra, mágica ou não, faça com que ele desgrude do celular ou do videogame ou de qualquer que seja a moda da época. Aposto que isso vai me dar um aperto danado no coração também. Mas hoje, com seus 2 aninhos de vida, basta eu chamar pra brincar uma única vez e ele fica na maior alegria. Isso quando não é ele que me chama: “Bincar, mamãe!” Bonitinho demais.

Nada é melhor do que brincar com a mamãe ou o papai!

Não precisa ser nenhuma especialista para saber que nossas melhores memórias afetivas são criadas nesses momentos de brincadeira, lazer, passeios ou viagens. Escrevi sobre isso na semana passada. Basta qualquer um de nós fechar os olhos e se lembrar: nossas próprias lembranças confirmam a teoria. As mais doces envolvem brincadeiras.

Sabem como eu aprendi a ler e a escrever? Brincando de escolinha com minhas irmãs. Lembro direitinho da felicidade da minha mãe num dia em que ela pegou um envelope já usado, que estava sobre seu criado-mudo, e começou a escrever várias palavrinhas nele, enquanto fui lendo uma a uma. “Olha, a Cris já sabe ler!”, ela dizia, eufórica. Depois, ouvi a mesma história sendo repetida para várias pessoas: “Ela aprendeu a ler de tanto brincar com as irmãs, que fingiam ser as professoras e escreviam no quadro-negro de brinquedo”. Eu tinha 5 anos e lembro disso como se tivesse sido ontem. Olha o poder que esta memória tem! Continuar lendo

Carta ao Luiz, 2 anos

Vamos em frente!

— Quer ajuda da mamãe?

— Não! Sozinho!

É assim que você chega aos 2 anos hoje, Luiz: um garotinho independente, que gosta de fazer as coisas sozinho. Colocar os sapatos, principalmente. E abrir o portão da garagem. Mas que também pede “colo! colo! colo!” (sempre repetindo três vezes e com a ênfase dos pontos de exclamação) e ainda chora num lamentoso “mamãããe” quando saio para ir ao trabalho (o que ainda parte meu coração como acontecia há 1 ano e 7 meses atrás, logo que acabou minha licença-maternidade).

Ou seja, é um garotinho independente mas agarradinho, que quer aprender e fazer as coisas sozinho, mas que sempre dá uma espiada para ver se estamos perto, olhando.

Você gosta tanto de ficar conosco, comigo e com seu pai, que podemos deixá-lo brincando em plena praça da Savassi, ou em um restaurante lotado, sem mãos dadas, e sabemos que você não irá muito longe. Gosta de explorar o mundo — especialmente as coisas miúdas, como caixinhas, entradas de fios, interruptores etc –, mas explora com cuidado e concentração, menino compenetrado, o oposto do estabanado, e nunca nos perde de vista — assim como nunca te perdemos também.

Ah, meu Luiz! Você chega aos 2 anos com tanta esperteza! Já desisti de anotar as palavrinhas que solta, algumas de um jeito que só a gente entende (fafá é sofá, sasson é Mucilon, pep é Peppa, mico é Mickey, mas tem urso, boi, youtube, e outras pronunciadas com precisão). Já sabe os nomes do pai, da mãe, o seu próprio, os dos avós. Na semana passada, quase caí da cadeira quando mostrei um livrinho da “popopó” com as vogais e você saiu lendo: A… E… I… O… U. Não só lia: lia e olhava pra mim, sorridente, pra ver minha reação. Minha reação, óbvio, foi gravar um vídeo pra mandar pro pai, pros avós, pra pediatra, pra diretora da escola, pra deus e o mundo, rs.

Até que você gosta de ser filmado, mas fazer uma foto sua com seu sorriso lindo, que ilumina o rosto todo, é a coisa mais difícil do mundo. Não raro coloca a mão na frente dos olhos, cobrindo, como se estivesse com sono — como faz toda vez que encontra um desconhecido na rua que resolve puxar papo com você. “Ele está com sono, né?” E tenho que explicar: Continuar lendo