Vamos abraçar o Outubro Rosa?

Micelle, em foto de Gustavo Andrade para a revista “Canguru” de outubro.

Acho que todo mundo conhece alguém que já teve câncer de mama. É impressionante a incidência desse tipo de câncer em mulheres de meia-idade — e é o segundo tipo mais comum entre mulheres no Brasil e em todo o mundo. Estima-se quase 60 mil novos casos ao ano.

No entanto, as pessoas só falam a respeito neste mês de outubro, quando a campanha do Outubro Rosa desperta o tema nos noticiários e redes sociais. Afinal, câncer é tabu. É aquela doença que só acontece com os outros.

Uma pena que seja assim, porque o diagnóstico precoce — em qualquer  tipo de câncer — aumenta consideravelmente as chances de cura. Cura mesmo. Já falei sobre isso ao trazer para o blog o árduo assunto do câncer em crianças (lembram do Setembro Dourado?). No caso do câncer de mama (que também acomete homens, sabia?), mais de um terço dos pacientes podem ser curados se o tumor for descoberto logo no início.

Comecei o post falando que todo mundo conhece alguém que teve câncer de mama. Eu conheço um caso emblemático: minha mãe. Ela é um exemplo de como o diagnóstico precoce leva à cura. Seu depoimento foi compartilhado aqui no blog no ano passado, se você ainda não leu.

Também fiquei conhecendo mais duas mulheres guerreiras, em tratamento contra o câncer de mama, na reportagem que saiu neste mês na revista “Canguru”, apurada e escrita pela ótima repórter Rafaela Matias.

Micelle, de 39 anos, que soltou as seguintes frases: Continuar lendo

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Depoimento da minha mãe sobre o câncer de mama: ‘Me senti sem chão’

laco_rosaEm meu último post sobre maternidade, falei sobre a importância da amamentação para prevenir o câncer de mama. Afinal, estamos em pleno Outubro Rosa, quando deveríamos nos conscientizar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, para aumentar as chances de cura deste que é o segundo tipo mais comum de câncer entre as mulheres.

Mas meu contato com o câncer de mama foi mais próximo: no ano passado, minha mãe foi diagnosticada com essa doença. A família toda ficou muito triste e preocupada, mas, felizmente, por ser sempre precavida, minha mãe pôde ser diagnosticada bem no início, quando o nódulo nem era apalpável, foi tratada rapidamente e hoje está curada. Mesmo assim, a experiência para ela foi muito intensa, com baterias de exames, cirurgia, remédios e o medo em torno de cada um desses procedimentos.

Pedi que escrevesse um relato para o blog, na esperança de que, assim, ela pudesse inspirar outras mulheres a cuidarem da própria saúde com bastante atenção e não se abaterem diante de uma grave doença.

Fiquem agora com o depoimento da minha mãe, Ivona Moreno de Castro: Continuar lendo

Um incentivo à amamentação, em clima de Outubro Rosa

laco_rosaNeste mês de outubro você vai ouvir falar várias vezes sobre o câncer de mama. Isso porque reservaram o mês inteiro para se falar sobre prevenção e tratamento desse tipo de câncer que é o segundo tipo mais comum entre as mulheres. O Outubro Rosa foi uma maneira de criar debate sobre o assunto, na tentativa de conscientizar as pessoas.

Uma das formas de prevenção do câncer de mama é a amamentação. E esta é a única contribuição que posso dar, com a minha experiência pessoal, para o debate.

Quando comecei a amamentar, achei esse negócio um pé no saco. Meu bebê tinha um mês e meio de vida quando escrevi meu desabafo sobre as dificuldades do aleitamento. Na época, recebi várias respostas encorajadoras, com os relatos de amigas que também são mães e também tinham passado pelo mesmo perrengue. Essa troca de experiências me ajudou a persistir.

Ontem meu Luiz completou 10 meses de vida. E agora sou uma grande defensora da amamentação. Nesses 10 meses, ele só teve um dia de febre, que passou só com paracetamol, e até hoje não sei o que era, porque ela foi embora bem rápido. Dizem que era só o dentinho nascendo, vai saber. Nunca mais adoeceu. Está forte e desenvolvido. Saudável. Claro que é possível que uma criança cresça forte e saudável sem o leite materno, não é esse tipo de ilação que eu quero construir. Só que fico feliz em ver que meus anticorpos, transmitidos pelo leite, trabalharam direitinho com o meu bebê 🙂

Como sei que não é fácil e que muita mãe desiste de amamentar logo no começo, muito por causa da falta de incentivo (e de questões pessoais, que só dizem respeito a elas e não cabe a ninguém julgar!), resolvi compartilhar mais uma vez aqui, neste post sobre o Outubro Rosa, quatro textos que servem como um estímulo à amamentação:

  1. Mais de 30 respostas encorajadoras ao meu desabafo sobre as dificuldades de amamentar;
  2. Doze conselhos sobre amamentação para quem acabou de ter um filho;
  3. Dez coisas que tornam a amentação muito mais fácil (e em quanto tempo, exatamente, elas costumam acontecer);
  4. Sem esforço, perdi 24 kg depois que meu bebê nasceu.

Se você tem uma amiga que acabou de virar mãe, não deixe de compartilhar este post com ela. Talvez ela nem fale muito a respeito disso, mas é bem possível que ela esteja experimentando dificuldades para amamentar, porque elas são comuns e frequentes, principalmente entre as mães de primeira viagem. Quem sabe assim ela não ganha um empurrãozinho para seguir tentando? Comigo os vários empurrõezinhos funcionaram, e fico muito feliz por ter insistido. Não só pelo Luiz, mas também pela minha própria saúde.00

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