O dia em que nosso bebê adoece pela primeira vez

Meu filhote chegou aos 15 meses de idade sem nunca ter tomado antibiótico. Sempre foi muito saudável, e isso sempre foi motivo de alívio para nós.

Mas, com a escolinha, chegou junto o primeiro resfriado, que, sei-lá-se-tem-a-ver, logo virou uma baita sinusite com tosse catarrenta por um mês seguido.

Como sou da turma que detesta tomar remédio, também fui adiando o momento de levar Luiz ao médico. Ele ficava bom durante o dia, e eu sempre me enchia de esperança de que ele já estava sarando sozinho, só com os próprios anticorpos e tal. Mas à noite voltava a tosse, até o dia em que tivemos mesmo que levá-lo à pediatra.

No meio disso tudo, ele teve que tomar as quatro vacinas próprias da idade. Quase sempre que Luiz toma vacinas, fica meio “chatinho” até o dia seguinte, sentindo dor no local da injeção e até com uma febre baixinha. Mas desta vez foi punk: Continuar lendo

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O que aprendi no primeiro mês do meu bebê na escolinha

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Foto: Pixabay

Consegui segurar até Luiz ter 1 ano e 1 mês para colocá-lo na escolinha (graças à ajuda do meu pai, que cuidou dele quando eu ou meu marido não podíamos). Não queríamos colocá-lo pequetito demais, nem esperar muito também. Porque sempre ouvi duas coisas sobre bebê na escolinha:

  1. Ele dá um salto de desenvolvimento, fica mais sociável etc.
  2. Ele adoece com muito mais frequência, principalmente no começo.

O fato 1 e o 2 se contrabalançavam e dançavam nas nossas cabeças no momento em que precisávamos tomar uma decisão.

Mas lá foi Luiz para a escolinha, no começo de janeiro deste ano.

Meu mantra neste blog é que “cada caso é um caso”, “cada criança é de um jeito” etc. Mas também repito com frequência a frase seguinte: “Vou compartilhar minha experiência porque ela pode ajudar alguns pais e mães que estejam passando ou prestes a passar pela mesma situação”.

Então aqui vou eu, de novo, fazer isso.

O que aprendi nessas quatro primeiras semanas do meu bebê na escolinha: Continuar lendo

590.148 receitas de papinhas para você fazer para seu bebê: veja vídeo

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Quem me acompanha há mais tempo sabe que não sou nada boa de cozinha; o chef lá em casa é o papai Beto. Mesmo assim, vou compartilhar com vocês um segredo: com a ajuda do marido, sou capaz de preparar nada menos que 590.148 receitas diferentes de papinhas para o Luiz. Você leu direito: quase 600 mil possibilidades de comidinhas para meu bebê!

Neste post, vou ensinar a preparar TODAS elas.

Para fazer essas papinhas, usamos alguns grupos de alimentos, como folhas (couve, repolho, brócolis), raízes (batata, cenoura, beterraba), alimentos ricos em carboidratos, como arroz e macarrão, além de carnes ou ovo. A papinha mais básica, no dia em que a geladeira de casa está maisssss vazia, vai ter pelo menos um item de cada grupo: uma folha, uma carne e uma batata, por exemplo. E a papinha mais rica, quando temos mais opções, leva até 10 ingredientes (por exemplo: arroz, feijão, frango, couve, brócolis, repolho, batata, batata doce, cenoura e beterraba).

Divido esses ingredientes em três grupos:

Grupo 1

Couve
Agrião
Brócolis
Espinafre
Repolho

Grupo 2

Carne moída
Músculo
Frango desfiado
Ovo

Grupo 3

Batata
Batata doce
Mandioca
Baroa
Inhame
Abóbora
Abobrinha
Cenoura
Beterraba
Arroz
Feijão
Ervilha
Macarrão

E colocamos nossos temperinhos em tudo, claro: sal, cebola, alho, alho-poró, cebolinha e/ou salsinha.

MUITO MAIS QUE 1.001 POSSIBILIDADES

Pedi ajuda para meu amigo Bill, que é matemático e também é pai da Julinha, ou seja, especialista em contas difíceis e em papinhas, para me dizer quantas possibilidades de papinhas podem sair dessas combinações de ingredientes. Se usar pelo menos um ingrediente de cada grupo, sem restrições de ingredientes no prato, chegamos a um resultado estratosférico: 3.808.815 maneiras de preparar a papinha! Uau!

Pedi ao Bill para refazer a conta de uma maneira mais próxima da realidade: usar só um item do grupo 2 (nunca colocamos mais de um tipo de carne no prato) e até 10 itens no total, sendo no mínimo 1 item por grupo. É aí que chegamos ao incrível número que dá título a este post: são nada menos que 590.148 possibilidades de papinhas para seu bebê!

Isso facilita muito as coisas, não é verdade? Porque você pode ser como eu, e não saber fazer muito além de cozinhar uma cenoura e uma batata, mas ainda assim conseguir preparar pratos com sabores (e aparências) diversificados para seu pequeno. E ainda com um temperinho caseiro de fundo! 😉

Neste vídeo, reuni fotos de diversas papinhas que já fiz para o Luiz, desde que ele tinha 6 meses de idade. Veja como essas imagens não me deixam mentir: os pratos ficam bonitos, coloridos e deliciosos, e cada um tem uma aparência totalmente diferente da outra, mostrando como é fácil diversificar:

TRÊS DICAS PARA FACILITAR AINDA MAIS A ROTINA

Lá em casa usamos um sistema que é muito prático e facilita muito no preparo das refeições do Luiz:

1- Beto faz arroz e feijão que dura a semana toda, para os três membros da família.

2- E faz carne para o Luiz que costuma durar pelo menos uns 5 dias. Essa carne é congelada em forminha de gelo e a gente usa um quadradinho da forminha a cada refeição.

3- Eu ou ele cozinhamos legumes em quantidade que pode durar pelo menos 4 dias, na geladeira, sempre guardado em vasilha de vidro, que conserva melhor.

Na hora do almoço ou do jantar, fervemos um pouco de água e colocamos o cubinho de carne pronta e congelada e um pouco do legume para cozinhar junto, no fogão. Em coisa de 10 minutinhos, a refeição está prontinha e gostosa como se fosse feita na hora!

Você pode fazer várias opções de legumes – brócolis, batata, baroa, batata doce, beterraba, mandioca, abobrinha, moranga… – e variá-los em cada refeição, para que cada uma tenha um sabor diferente da outra. Ou então dar a mesma papinha durante uma semana e, na semana seguinte, fazer uma carne e legumes diferentes, para o bebê não enjoar de comer sempre o mesmo.

Lembre-se: com poucos ingredientes, já é possível preparar, literalmente, milhaaaaaares de refeições totalmente diferentes! 😀

DICA EXTRA

Minha amiga Bruna Saniele, também jornalista e mãe de dois bebês, criou a página Comidinha de Criança, em que ela compartilha várias dicas para preparar as papinhas. O melhor: assim como o Beto, ela sabe e ama cozinhar! 😉 CLIQUE AQUI para espiar.

Um incentivo à amamentação, em clima de Outubro Rosa

laco_rosaNeste mês de outubro você vai ouvir falar várias vezes sobre o câncer de mama. Isso porque reservaram o mês inteiro para se falar sobre prevenção e tratamento desse tipo de câncer que é o segundo tipo mais comum entre as mulheres. O Outubro Rosa foi uma maneira de criar debate sobre o assunto, na tentativa de conscientizar as pessoas.

Uma das formas de prevenção do câncer de mama é a amamentação. E esta é a única contribuição que posso dar, com a minha experiência pessoal, para o debate.

Quando comecei a amamentar, achei esse negócio um pé no saco. Meu bebê tinha um mês e meio de vida quando escrevi meu desabafo sobre as dificuldades do aleitamento. Na época, recebi várias respostas encorajadoras, com os relatos de amigas que também são mães e também tinham passado pelo mesmo perrengue. Essa troca de experiências me ajudou a persistir.

Ontem meu Luiz completou 10 meses de vida. E agora sou uma grande defensora da amamentação. Nesses 10 meses, ele só teve um dia de febre, que passou só com paracetamol, e até hoje não sei o que era, porque ela foi embora bem rápido. Dizem que era só o dentinho nascendo, vai saber. Nunca mais adoeceu. Está forte e desenvolvido. Saudável. Claro que é possível que uma criança cresça forte e saudável sem o leite materno, não é esse tipo de ilação que eu quero construir. Só que fico feliz em ver que meus anticorpos, transmitidos pelo leite, trabalharam direitinho com o meu bebê 🙂

Como sei que não é fácil e que muita mãe desiste de amamentar logo no começo, muito por causa da falta de incentivo (e de questões pessoais, que só dizem respeito a elas e não cabe a ninguém julgar!), resolvi compartilhar mais uma vez aqui, neste post sobre o Outubro Rosa, quatro textos que servem como um estímulo à amamentação:

  1. Mais de 30 respostas encorajadoras ao meu desabafo sobre as dificuldades de amamentar;
  2. Doze conselhos sobre amamentação para quem acabou de ter um filho;
  3. Dez coisas que tornam a amentação muito mais fácil (e em quanto tempo, exatamente, elas costumam acontecer);
  4. Sem esforço, perdi 24 kg depois que meu bebê nasceu.

Se você tem uma amiga que acabou de virar mãe, não deixe de compartilhar este post com ela. Talvez ela nem fale muito a respeito disso, mas é bem possível que ela esteja experimentando dificuldades para amamentar, porque elas são comuns e frequentes, principalmente entre as mães de primeira viagem. Quem sabe assim ela não ganha um empurrãozinho para seguir tentando? Comigo os vários empurrõezinhos funcionaram, e fico muito feliz por ter insistido. Não só pelo Luiz, mas também pela minha própria saúde.00

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Toda mãe acredita em bicho-papão. Você não?

monstro

Antes de virar mãe, eu achava que só algumas crianças pequenas acreditavam em bicho-papão. Aquele ser abominável e monstruoso que se esconde debaixo da cama, ou dentro do armário, para assustar os pimpolhos durante a noite.

Mas, uma vez mãe, descobri que ele não ataca as criancinhas: seu alvo preferencial somos nós.

Ou melhor: ele ataca NOSSAS criancinhas, mas para NOS assustar.

E se disfarça de várias aparências abomináveis e monstruosas, dependendo da época do ano. Por exemplo, na época das chuvas de verão, Continuar lendo