A fábula do menino de 10 anos que aprendeu a andar de bicicleta

Foto ilustrativa. Crédito: Pixabay.

 

Luiz está com 2 anos e 10 meses. Há uns seis meses, começou a ir para a pracinha com o pai, pela manhã, levando uma bicicleta de equilíbrio que ganhou no aniversário de 2 anos. A bicicleta de equilíbrio é sem pedal e dizem os entendidos que as crianças que aprendem a andar com ela pegam o jeito rapidinho, passando direto para a bike tradicional, sem precisar usar rodinhas.

Nas primeiras duas vezes que o Luiz andou, foi quase arrastando. Não é nem que ele caía, simplesmente saía pouco do lugar. É como se estivesse tentando caminhar com uma bicicleta no meio.

Na terceira vez, já estava desenvolvendo mais, colocando menos o pé no chão.

E assim foi: a cada ida à pracinha, a evolução era maior. Começou a descer morrinhos, ganhando mais agilidade e autoconfiança. Hoje, ele anda pra lá e pra cá, na maior felicidade.

Na semana passada, num desses passeios, um pai que estava com seu filho de 10 anos observou o Luiz e ficou impressionado: como um garotinho de menos de 3 anos estava andando tão bem de bicicleta e o filho dele, de 10 anos, ainda estava usando rodinhas?

Foi até o carro, buscou umas ferramentas, tirou as rodinhas e começou a ensinar o filho a andar de bike também, a exemplo do Luiz, 7 anos mais novo.

Não precisou de muito tempo: logo o garoto tinha aprendido.

A história acima é real, foi relatada pelo meu marido. Mas é das histórias reais que podemos tirar as melhores reflexões. Qual é a “moral da história”? Pensei de imediato em três:

  1. As pessoas podem até não ter nascido com um dom ou talento especial, mas tudo é aprendido com a prática e a persistência.
  2. Se ninguém ensinar algo ao seu filho, vai ser bem mais difícil de ele aprender sozinho.
  3. Nunca é tarde demais para se aprender algo novo, por mais difícil que pareça.

E isso vale para tudo. Ensine seu filho, desde cedo, a interpretar textos corretamente. Isso será fundamental para ele na vida toda. Ensine seu filho, desde cedo, a ter empatia. Ensine seu filho, desde cedo, a respeitar quem é diferente dele. Ensine seu filho, desde cedo, que a violência não é a melhor resposta nunca. Ensine seu filho, desde cedo, que mulheres têm os mesmos direitos que os homens.

Se você não ensinar, ele pode até aprender de outras formas, mas sempre haverá pessoas tentando ensinar o contrário também. Lembre-se disso 😉

Leia também:

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Crônica de Eduardo Augusto: ‘Os filhos. E nós.’

Meu filhote Luiz e seu sorriso espontâneo

Hoje compartilho aqui no blog o texto do escritor, mineiro de Ouro Preto, Eduardo Augusto. Casado com a Ana e pai da Clara, de 10 anos, Eduardo é escritor e cronista, com diversos textos publicados em sites, jornais e revistas. Em 2014 lançou seu primeiro livro infantil, Marioleia, a pulguinha que gostava de ler (editora Impressões de Minas). Prepara um livro de crônicas para 2018.

Aí vai o texto dele:

OS FILHOS. E NÓS.

Desde que minha filha nasceu, fui percebendo pouco a pouco como é dinâmico o processo de educar uma criança. Quando você acha que já sabe alguma coisa, o processo muda. Já não é mais você quem ensina ao seu filho, e sim, ele. Quando você acredita que chegou a um denominador comum sobre algumas questões, eis que o inusitado surge: uma explosão de raiva, uma pirraça por causa de algo banal, uma teimosia das grandes.

Filhos nos ensinam o que não sabemos ainda de nós. Sequer suspeitamos. Mas acredito também que o amor é o melhor combustível dessa relação. Com amor, o sono se dissipa, a preguiça dá lugar a uma ida ao parquinho, a chateação pode virar nada, diante de um sorriso meigo e feliz.

Então, você se vê diante da necessidade de se melhorar, de encontrar mais tempo para o seu filho, de tentar compreendê-lo mais, de cativar, de acolher. E isso, não tem hora para terminar.

Por isso, esteja por perto quando o seu filho quiser brincar! E há de querer centenas de vezes. Néctar da atenção. Escute, fale. Descubra junto com ele que existe beleza nas coisas pequenas e grandes. E que o tempo guarda seus mistérios! Pule, corra, role! Distenda os seus músculos, relaxe a cabeça; esqueça as preocupações. Depois, deixe caber tudo num abraço. Olho no olho, de coração pra coração! Estamos aqui!

590.148 receitas de papinhas para você fazer para seu bebê: veja vídeo

papinha

Quem me acompanha há mais tempo sabe que não sou nada boa de cozinha; o chef lá em casa é o papai Beto. Mesmo assim, vou compartilhar com vocês um segredo: com a ajuda do marido, sou capaz de preparar nada menos que 590.148 receitas diferentes de papinhas para o Luiz. Você leu direito: quase 600 mil possibilidades de comidinhas para meu bebê!

Neste post, vou ensinar a preparar TODAS elas.

Para fazer essas papinhas, usamos alguns grupos de alimentos, como folhas (couve, repolho, brócolis), raízes (batata, cenoura, beterraba), alimentos ricos em carboidratos, como arroz e macarrão, além de carnes ou ovo. A papinha mais básica, no dia em que a geladeira de casa está maisssss vazia, vai ter pelo menos um item de cada grupo: uma folha, uma carne e uma batata, por exemplo. E a papinha mais rica, quando temos mais opções, leva até 10 ingredientes (por exemplo: arroz, feijão, frango, couve, brócolis, repolho, batata, batata doce, cenoura e beterraba).

Divido esses ingredientes em três grupos:

Grupo 1

Couve
Agrião
Brócolis
Espinafre
Repolho

Grupo 2

Carne moída
Músculo
Frango desfiado
Ovo

Grupo 3

Batata
Batata doce
Mandioca
Baroa
Inhame
Abóbora
Abobrinha
Cenoura
Beterraba
Arroz
Feijão
Ervilha
Macarrão

E colocamos nossos temperinhos em tudo, claro: sal, cebola, alho, alho-poró, cebolinha e/ou salsinha.

MUITO MAIS QUE 1.001 POSSIBILIDADES

Pedi ajuda para meu amigo Bill, que é matemático e também é pai da Julinha, ou seja, especialista em contas difíceis e em papinhas, para me dizer quantas possibilidades de papinhas podem sair dessas combinações de ingredientes. Se usar pelo menos um ingrediente de cada grupo, sem restrições de ingredientes no prato, chegamos a um resultado estratosférico: 3.808.815 maneiras de preparar a papinha! Uau!

Pedi ao Bill para refazer a conta de uma maneira mais próxima da realidade: usar só um item do grupo 2 (nunca colocamos mais de um tipo de carne no prato) e até 10 itens no total, sendo no mínimo 1 item por grupo. É aí que chegamos ao incrível número que dá título a este post: são nada menos que 590.148 possibilidades de papinhas para seu bebê!

Isso facilita muito as coisas, não é verdade? Porque você pode ser como eu, e não saber fazer muito além de cozinhar uma cenoura e uma batata, mas ainda assim conseguir preparar pratos com sabores (e aparências) diversificados para seu pequeno. E ainda com um temperinho caseiro de fundo! 😉

Neste vídeo, reuni fotos de diversas papinhas que já fiz para o Luiz, desde que ele tinha 6 meses de idade. Veja como essas imagens não me deixam mentir: os pratos ficam bonitos, coloridos e deliciosos, e cada um tem uma aparência totalmente diferente da outra, mostrando como é fácil diversificar:

TRÊS DICAS PARA FACILITAR AINDA MAIS A ROTINA

Lá em casa usamos um sistema que é muito prático e facilita muito no preparo das refeições do Luiz:

1- Beto faz arroz e feijão que dura a semana toda, para os três membros da família.

2- E faz carne para o Luiz que costuma durar pelo menos uns 5 dias. Essa carne é congelada em forminha de gelo e a gente usa um quadradinho da forminha a cada refeição.

3- Eu ou ele cozinhamos legumes em quantidade que pode durar pelo menos 4 dias, na geladeira, sempre guardado em vasilha de vidro, que conserva melhor.

Na hora do almoço ou do jantar, fervemos um pouco de água e colocamos o cubinho de carne pronta e congelada e um pouco do legume para cozinhar junto, no fogão. Em coisa de 10 minutinhos, a refeição está prontinha e gostosa como se fosse feita na hora!

Você pode fazer várias opções de legumes – brócolis, batata, baroa, batata doce, beterraba, mandioca, abobrinha, moranga… – e variá-los em cada refeição, para que cada uma tenha um sabor diferente da outra. Ou então dar a mesma papinha durante uma semana e, na semana seguinte, fazer uma carne e legumes diferentes, para o bebê não enjoar de comer sempre o mesmo.

Lembre-se: com poucos ingredientes, já é possível preparar, literalmente, milhaaaaaares de refeições totalmente diferentes! 😀

DICA EXTRA

Minha amiga Bruna Saniele, também jornalista e mãe de dois bebês, criou a página Comidinha de Criança, em que ela compartilha várias dicas para preparar as papinhas. O melhor: assim como o Beto, ela sabe e ama cozinhar! 😉 CLIQUE AQUI para espiar.

17 dicas de Luiza Fiorini para que seu filho se alimente melhor

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

No último sábado, assisti à palestra da gastrônoma especializada em alimentação infantil Luiza Fiorini, pela revista “Canguru”.

Luiza deu diversas dicas muito valiosas para os pais que passam por problemas na alimentação dos filhos (99% do total?). Seja porque os filhos comem mal, porque enrolam demais para comer, porque não ganham peso, porque ficam obesos etc.

Fiz um resumo da palestra para o site da “Canguru” e hoje me dei conta de que essas dicas merecem mais alcance, porque podem ajudar muitos pais e mães Brasilzão afora. Então resolvi trazer aqui para o blog também.

  1. Uma dica que eu já adotava: “Demonstrar prazer em comer, comer com a boca boa diante do seu filho.”
  2. Uma que achei muito interessante e vai mudar meu modo de agir: “Não usar comida como suborno ou recompensa. Nunca falar, por exemplo, que seu filho só vai ganhar sobremesa se comer tudo: assim, a refeição vira vilã e a sobremesa passa a ser o grande triunfo.”
  3. A dica que achei mais legal e universal: “Não rotular seu filho. Dizer na frente dele e de outras pessoas que ele “não come nada”, por exemplo. Ele vai acreditar nesse rótulo e se fiar nele.”

CLIQUE AQUI para ler todas as preciosidades de Luiza.

Aliás, vale a pena acompanhar o blog que ela mantém no mesmo site, com postagens quinzenais, às sextas-feiras. Alguns posts recentes:

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VÍDEO: Homenagem aos dois pais da minha vida

O Dia dos Pais chegou e eu não poderia deixar a data passar em branco aqui no blog, mesmo com a correria em que estou. Então fiz um videozinho para demonstrar meu amor ao meu querido pai-herói, coautor deste blog, e ao meu marido, paizão do meu bebê, que celebra a data pela primeira vez.

Feliz dia dos pais! E também a todos os pais-leitores deste blog 😀

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