#PérolasdoLuiz – Leitinho para o neném

Dia desses, Luiz me perguntou intrigado:

– Mamãe, quando eu era neném, você tinha que tomar muito leite?

– Por quê?

– Pro leite que você tomava sair da sua barriga e ir para o seu peito pra eu poder mamar?

– Não, filho, quando a gente tem um bebê, o corpo da mamãe consegue fazer leite. Eu não precisava tomar leite pra ter leite pra você.

– Então tinha uma bolinha dentro do seu peito que fazia leite pra eu poder mamar?

 


Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

Anúncios

‘Uma dica infalível que aprendi para desmamar minha filha de 2 anos’, por Ana Paula Pedrosa

Foto: Pixabay

Minha amiga Ana Paula Pedrosa, mãe da Beatriz e da Heleninha, que já citei aqui no blog várias vezes, compartilha uma dica muito preciosa que ela ouviu da pediatra da caçula e colocou em prática, com sucesso.

Aí vai: Continuar lendo

Este dia chegou! 4 coisas que aprendi sobre o desmame

Quem acompanha este blog há mais tempo, sabe que, no primeiro mês depois do nascimento do Luiz, passei aperto com a amamentação. Achava todo o processo um verdadeiro saco. Aos poucos, foi ficando mais fácil. As mamadas passaram a acontecer em horários mais definidos (mais ou menos ao fim do primeiro mês), meu filho começou a interagir comigo enquanto mamava (aos 3 meses), minha dor insuportável parou de acontecer (4 meses), ele parou de mamar de madrugada (entre os 4 e os 6 meses), ficou menos dependente ao começar a ingerir outros alimentos (aos 6 meses) etc.

Sem que eu me desse conta, comecei a gostar de amamentar.

Todas as imagens: Pixabay

Tinha, enfim, pegado o jeito. E me sentia bem por alimentar meu filho com uma seiva que eu mesma produzia. Me sentia feliz vendo Luiz crescendo a olhos vistos e ficando forte, e sem nunca ter adoecido. Decidi que continuaria amamentando até que uma destas duas coisas acontecesse primeiro: 1) Luiz completar os 2 anos recomendados pelo Ministério da Saúde e OMS ou 2) até ele não querer mais.

Acabou acontecendo a segunda coisa primeiro, e o desmame se deu naturalmente, quando meu filho estava com 1 ano e 4 meses.

Eu me dei conta de que, quando somos mães de primeira viagem, encontramos toneladas de informações sobre a amamentação, mas muito pouca coisa sobre o desmame. E eu tinha várias dúvidas a respeito do desmame, como, por exemplo:

  • Meu leite ia demorar a secar?
  • Meu peito poderia empedrar, por causa do leite que nunca sai?
  • Meu filho poderia “se arrepender” de não querer mais mamar?
  • Meu leite ia começar a vazar na roupa o tempo todo?
  • Eu sentiria alguma dor?
  • Eu sentiria algum sofrimento por parar de mamar?
  • Seria um processo tranquilo para meu bebê?

Agora que o processo já está devidamente concluído — mais uma pequena etapa vivida, mais um ciclo fechado neste aprendizado diário da maternidade! –, posso compartilhar o que aprendi aqui no blog, como faço uma vez por semana: Continuar lendo

Um incentivo à amamentação, em clima de Outubro Rosa

laco_rosaNeste mês de outubro você vai ouvir falar várias vezes sobre o câncer de mama. Isso porque reservaram o mês inteiro para se falar sobre prevenção e tratamento desse tipo de câncer que é o segundo tipo mais comum entre as mulheres. O Outubro Rosa foi uma maneira de criar debate sobre o assunto, na tentativa de conscientizar as pessoas.

Uma das formas de prevenção do câncer de mama é a amamentação. E esta é a única contribuição que posso dar, com a minha experiência pessoal, para o debate.

Quando comecei a amamentar, achei esse negócio um pé no saco. Meu bebê tinha um mês e meio de vida quando escrevi meu desabafo sobre as dificuldades do aleitamento. Na época, recebi várias respostas encorajadoras, com os relatos de amigas que também são mães e também tinham passado pelo mesmo perrengue. Essa troca de experiências me ajudou a persistir.

Ontem meu Luiz completou 10 meses de vida. E agora sou uma grande defensora da amamentação. Nesses 10 meses, ele só teve um dia de febre, que passou só com paracetamol, e até hoje não sei o que era, porque ela foi embora bem rápido. Dizem que era só o dentinho nascendo, vai saber. Nunca mais adoeceu. Está forte e desenvolvido. Saudável. Claro que é possível que uma criança cresça forte e saudável sem o leite materno, não é esse tipo de ilação que eu quero construir. Só que fico feliz em ver que meus anticorpos, transmitidos pelo leite, trabalharam direitinho com o meu bebê 🙂

Como sei que não é fácil e que muita mãe desiste de amamentar logo no começo, muito por causa da falta de incentivo (e de questões pessoais, que só dizem respeito a elas e não cabe a ninguém julgar!), resolvi compartilhar mais uma vez aqui, neste post sobre o Outubro Rosa, quatro textos que servem como um estímulo à amamentação:

  1. Mais de 30 respostas encorajadoras ao meu desabafo sobre as dificuldades de amamentar;
  2. Doze conselhos sobre amamentação para quem acabou de ter um filho;
  3. Dez coisas que tornam a amentação muito mais fácil (e em quanto tempo, exatamente, elas costumam acontecer);
  4. Sem esforço, perdi 24 kg depois que meu bebê nasceu.

Se você tem uma amiga que acabou de virar mãe, não deixe de compartilhar este post com ela. Talvez ela nem fale muito a respeito disso, mas é bem possível que ela esteja experimentando dificuldades para amamentar, porque elas são comuns e frequentes, principalmente entre as mães de primeira viagem. Quem sabe assim ela não ganha um empurrãozinho para seguir tentando? Comigo os vários empurrõezinhos funcionaram, e fico muito feliz por ter insistido. Não só pelo Luiz, mas também pela minha própria saúde.00

Leia também:

faceblogttblogPague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!

Sem esforço, perdi 24 kg depois que meu bebê nasceu: veja as 6 possíveis causas

rostao

Quando eu estava grávida, o que mais ouvia, de todas as fontes possíveis, era que eu engordaria os tubos e jamais recuperaria meu corpo antigo (que já não era lá essas coisas) – ou que esse processo iria demorar muuuuito. Já não bastassem todas as preocupações que aparecem quando decidimos ter um filho, o terrorismo em torno da boa forma é uma verdadeira amolação.

Por isso, quando engravidei, decidi deixar para me preocupar com isso depois. Comi tudo o que podia e não podia, fiz exercícios físicos só até quando consegui e… engordei 17 kg, cinco a mais do que minha médica havia recomendado para meu IMC.

O que eu não imaginava é que, apenas oito meses depois que meu bebê nasceu, eu já teria perdido não só os 17 kg como outros 7 kg de lambuja. Agora mãe, esta – que nunca foi minha maior preocupação – caiu para o último lugar no ranking de prioridades da minha vida. Tanto que custei a visitar uma balança para descobrir a queda drástica de peso. Mas fui percebendo as calças caindo pelas pernas, o rosto mais fino nas fotos e roupas que eu usava aos 20 anos de idade, e estavam guardadas no fundo do armário, agora voltando a servir.

Depois de muito pensar, decidi fazer este post falando sobre as possíveis causas dessa perda de peso sem esforço. É que é irritante o tanto de notícias ruins que bombardeiam as grávidas e mães o tempo todo, principalmente nos sites especializados. “Você nunca mais vai dormir uma noite inteira!” “Você nunca mais vai ter tempo para si mesma!” “Você mal vai conseguir tomar um banho em paz de novo!” “Você e seu marido nunca mais vão namorar de novo!” E, claro: “Você vai demorar pelo menos um ano para servir em suas roupas de antes da gravidez!”

Resolvi aliviar uma dessas pragas e mostrar que não é impossível emagrecer depois da gravidez. Pelo contrário: pode até acontecer sem que você faça nenhum esforço extra e nem esteja esperando por isso, nem esta seja sua prioridade. E mais: você pode até ficar melhor e mais bonita do que antes da gravidez. Porque a maternidade tem dessas coisas. Claro que traz dificuldades, mas, até agora, estou achando as felicidades conquistadas muito maiores que qualquer gritaria histérica que inunda a internet me fazia pensar.

Vamos às causas possíveis para a gente poder emagrecer tão fácil depois que o bebê nasce:

1- Antes de mais nada, tem que ser com saúde.

Quando comentei com minha médica que eu tinha perdido 24 kg em oito meses, a primeira reação dela foi ficar assustada. Ela me pediu para fazer vários exames de sangue para descartar que o emagrecimento tenha sido em decorrência de alguma doença. Felizmente, os resultados dos exames estavam muito bons. Na verdade, nunca tive os triglicérides tão baixos em toda a minha vida! Mas achei importante esse monitoramento.

2- A maior parte vai embora naturalmente.

Com 38 semanas de gravidez.

Com 38 semanas de gravidez.

Logo de cara, algumas semanas depois que o bebê nasce, você já vai perder uns 8 kg a 12 kg. Veja estas contas do site Baby Center: são os 3 kg do peso do bebê que estava dentro de você + uns 900 g do peso do seu útero que aumenta + uns 700 g do peso da placenta + uns 400 g a mais nos seus seios + 1,2 kg de peso que seu corpo ganha com volume extra de sangue circulando + uns 2 kg de líquido acumulado na gravidez, contando o líquido amniótico + uns 4 kg de gordura extra que acumulamos para dar energia para a amentação.

3- Amamentar emagrece?

Essa questão é polêmica, mas a maioria esmagadora das mães que amamentam acreditam que, sim, amamentar ajuda na perda de peso. Isso porque o corpo gasta cerca de 700 calorias a cada litro de leite produzido. Então, enquanto eu estava ajudando meu bebê a crescer mais forte e saudável, eu também estava gerando um benefício extra para mim mesma.

4- Alimentação saudável.

Pouco antes de engravidar, eu tinha feito uma reeducação alimentar que me levou a perder 7 kg (sem perder a cabeça), como já contei aqui no blog. Embora eu tenha chutado o balde depois da gravidez, alguns hábitos foram mantidos: por exemplo, tomar café sem açúcar, usar adoçante stévia no suco, tomar menos refri etc. Agora, preparando as papinhas para meu bebê desde que ele completou seis meses, fui redescobrindo alguns legumes que há tempos não faziam parte do meu cardápio. Só um hábito está difícil de sumir desde a gestação, até hoje: eu, que sempre preferi comida salgada às doces, estou achando impossível passar sem um docinho (de preferência chocolate) por dia. Assim como na época da gravidez, decidi não esquentar muito a cabeça com isso. Afinal, precisamos de energia para produzir leite e aguentar o tranco, então não acho que o momento do puerpério seja o mais indicado para dietas alimentares restritivas…

5- Zero álcool.

Antes de engravidar, eu sempre tomava cerveja nos finais de semana. Cerveja, além de engordar, traz a tiracolo um monte de petiscos deliciosos com que eu adorava me empanturrar. Desde que engravidei, praticamente cortei o álcool a zero. Quando dá vontade de tomar cerveja, tomo uma latinha de cerveja sem álcool, com a qual já me acostumei. Isso com certeza contribuiu para aquela taxa baixinha de triglicérides que constatei no exame de sangue… Afinal, foi o fim dos torresminhos.

6. Fazemos exercícios mesmo sem querer.

Eu sempre fui muito ativa: nado, caminho, corro. Mas, desde o fim da gravidez, praticamente não tenho feito nenhum exercício físico programado. Ou seja, há mais de nove meses estou fazendo só exercícios físicos esporádicos. Mesmo assim, a gente faz muuuuuito exercício depois que ganha um bebê. Carrega peso (do bebê), abaixa, levanta, põe no berço, tira, engatinha atrás, arruma os brinquedos, desce com o carrinho um lance de escadas, sobe com o carrinho dois lances de escada, a correria no dia a dia para dar conta de cuidar de tudo… Cheguei à conclusão de que eu faço, sim, MUITO exercício físico! E, desde agosto, ainda faço uma caminhadinha extra, indo e voltando a pé para o trabalho.


É importante lembrar que cada caso é um caso, cada mulher tem um metabolismo próprio, e pode haver N outras razões para a pessoa perder ou ganhar peso. O que eu acho é que já temos coisas demais para nos preocuparmos para que essa seja mais uma delas. E, como em outros posts deste blog, achei importante trazer uma notícia boa, nesse mundaréu de informações alarmantes que chegam até nós o tempo todo 😉

Agora eu queria ouvir das outras mães, como fiz em outros posts: como foi com vocês? Engordaram muito na gravidez, como eu? Perderam com facilidade depois? Ficaram enlouquecidas com tanto terrorismo que ouviram durante todo o período de gestação, acerca de tudo? Compartilhem as experiências aí nos comentários 😉

Leia também:

faceblogttblogPague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!