Sem esforço, perdi 24 kg depois que meu bebê nasceu: veja as 6 possíveis causas

rostao

Quando eu estava grávida, o que mais ouvia, de todas as fontes possíveis, era que eu engordaria os tubos e jamais recuperaria meu corpo antigo (que já não era lá essas coisas) – ou que esse processo iria demorar muuuuito. Já não bastassem todas as preocupações que aparecem quando decidimos ter um filho, o terrorismo em torno da boa forma é uma verdadeira amolação.

Por isso, quando engravidei, decidi deixar para me preocupar com isso depois. Comi tudo o que podia e não podia, fiz exercícios físicos só até quando consegui e… engordei 17 kg, cinco a mais do que minha médica havia recomendado para meu IMC.

O que eu não imaginava é que, apenas oito meses depois que meu bebê nasceu, eu já teria perdido não só os 17 kg como outros 7 kg de lambuja. Agora mãe, esta – que nunca foi minha maior preocupação – caiu para o último lugar no ranking de prioridades da minha vida. Tanto que custei a visitar uma balança para descobrir a queda drástica de peso. Mas fui percebendo as calças caindo pelas pernas, o rosto mais fino nas fotos e roupas que eu usava aos 20 anos de idade, e estavam guardadas no fundo do armário, agora voltando a servir.

Depois de muito pensar, decidi fazer este post falando sobre as possíveis causas dessa perda de peso sem esforço. É que é irritante o tanto de notícias ruins que bombardeiam as grávidas e mães o tempo todo, principalmente nos sites especializados. “Você nunca mais vai dormir uma noite inteira!” “Você nunca mais vai ter tempo para si mesma!” “Você mal vai conseguir tomar um banho em paz de novo!” “Você e seu marido nunca mais vão namorar de novo!” E, claro: “Você vai demorar pelo menos um ano para servir em suas roupas de antes da gravidez!”

Resolvi aliviar uma dessas pragas e mostrar que não é impossível emagrecer depois da gravidez. Pelo contrário: pode até acontecer sem que você faça nenhum esforço extra e nem esteja esperando por isso, nem esta seja sua prioridade. E mais: você pode até ficar melhor e mais bonita do que antes da gravidez. Porque a maternidade tem dessas coisas. Claro que traz dificuldades, mas, até agora, estou achando as felicidades conquistadas muito maiores que qualquer gritaria histérica que inunda a internet me fazia pensar.

Vamos às causas possíveis para a gente poder emagrecer tão fácil depois que o bebê nasce:

1- Antes de mais nada, tem que ser com saúde.

Quando comentei com minha médica que eu tinha perdido 24 kg em oito meses, a primeira reação dela foi ficar assustada. Ela me pediu para fazer vários exames de sangue para descartar que o emagrecimento tenha sido em decorrência de alguma doença. Felizmente, os resultados dos exames estavam muito bons. Na verdade, nunca tive os triglicérides tão baixos em toda a minha vida! Mas achei importante esse monitoramento.

2- A maior parte vai embora naturalmente.

Com 38 semanas de gravidez.

Com 38 semanas de gravidez.

Logo de cara, algumas semanas depois que o bebê nasce, você já vai perder uns 8 kg a 12 kg. Veja estas contas do site Baby Center: são os 3 kg do peso do bebê que estava dentro de você + uns 900 g do peso do seu útero que aumenta + uns 700 g do peso da placenta + uns 400 g a mais nos seus seios + 1,2 kg de peso que seu corpo ganha com volume extra de sangue circulando + uns 2 kg de líquido acumulado na gravidez, contando o líquido amniótico + uns 4 kg de gordura extra que acumulamos para dar energia para a amentação.

3- Amamentar emagrece?

Essa questão é polêmica, mas a maioria esmagadora das mães que amamentam acreditam que, sim, amamentar ajuda na perda de peso. Isso porque o corpo gasta cerca de 700 calorias a cada litro de leite produzido. Então, enquanto eu estava ajudando meu bebê a crescer mais forte e saudável, eu também estava gerando um benefício extra para mim mesma.

4- Alimentação saudável.

Pouco antes de engravidar, eu tinha feito uma reeducação alimentar que me levou a perder 7 kg (sem perder a cabeça), como já contei aqui no blog. Embora eu tenha chutado o balde depois da gravidez, alguns hábitos foram mantidos: por exemplo, tomar café sem açúcar, usar adoçante stévia no suco, tomar menos refri etc. Agora, preparando as papinhas para meu bebê desde que ele completou seis meses, fui redescobrindo alguns legumes que há tempos não faziam parte do meu cardápio. Só um hábito está difícil de sumir desde a gestação, até hoje: eu, que sempre preferi comida salgada às doces, estou achando impossível passar sem um docinho (de preferência chocolate) por dia. Assim como na época da gravidez, decidi não esquentar muito a cabeça com isso. Afinal, precisamos de energia para produzir leite e aguentar o tranco, então não acho que o momento do puerpério seja o mais indicado para dietas alimentares restritivas…

5- Zero álcool.

Antes de engravidar, eu sempre tomava cerveja nos finais de semana. Cerveja, além de engordar, traz a tiracolo um monte de petiscos deliciosos com que eu adorava me empanturrar. Desde que engravidei, praticamente cortei o álcool a zero. Quando dá vontade de tomar cerveja, tomo uma latinha de cerveja sem álcool, com a qual já me acostumei. Isso com certeza contribuiu para aquela taxa baixinha de triglicérides que constatei no exame de sangue… Afinal, foi o fim dos torresminhos.

6. Fazemos exercícios mesmo sem querer.

Eu sempre fui muito ativa: nado, caminho, corro. Mas, desde o fim da gravidez, praticamente não tenho feito nenhum exercício físico programado. Ou seja, há mais de nove meses estou fazendo só exercícios físicos esporádicos. Mesmo assim, a gente faz muuuuuito exercício depois que ganha um bebê. Carrega peso (do bebê), abaixa, levanta, põe no berço, tira, engatinha atrás, arruma os brinquedos, desce com o carrinho um lance de escadas, sobe com o carrinho dois lances de escada, a correria no dia a dia para dar conta de cuidar de tudo… Cheguei à conclusão de que eu faço, sim, MUITO exercício físico! E, desde agosto, ainda faço uma caminhadinha extra, indo e voltando a pé para o trabalho.


É importante lembrar que cada caso é um caso, cada mulher tem um metabolismo próprio, e pode haver N outras razões para a pessoa perder ou ganhar peso. O que eu acho é que já temos coisas demais para nos preocuparmos para que essa seja mais uma delas. E, como em outros posts deste blog, achei importante trazer uma notícia boa, nesse mundaréu de informações alarmantes que chegam até nós o tempo todo 😉

Agora eu queria ouvir das outras mães, como fiz em outros posts: como foi com vocês? Engordaram muito na gravidez, como eu? Perderam com facilidade depois? Ficaram enlouquecidas com tanto terrorismo que ouviram durante todo o período de gestação, acerca de tudo? Compartilhem as experiências aí nos comentários 😉

Leia também:

faceblogttblogPague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!

Anúncios

O que levar na mala da maternidade

Desde a 34ª semana de gravidez, o varal de casa passou a ficar cheio de roupinhas de bebê :)

Desde a 34ª semana de gravidez, o varal de casa passou a ficar cheio de roupinhas de bebê 🙂 Foto: CMC

Aí vai mais um post da editoria #maternidade, que criei há pouco tempo aqui no blog.

Quando o Luiz estava para nascer, eu já tinha lido vários livros e sites com mil dicas que pensava serem extremamente úteis. Montei uma lista gigante de itens para levar na mala da maternidade com base nessas leituras, por exemplo. Na prática, no entanto, descobri que muitas coisas não fazem a menor falta.  Continuar lendo

Aviso aos leitores: pausa no blog por tempo indeterminado

O Luiz ainda não nasceu (e espero que só nasça no finalzinho do mês!), mas já estou tendo um trabalhão danado para administrar este barrigão de final de gestação:

(Que saudades dos meus pés…! 😀 )

Por isso, resolvi iniciar meu repouso pré-parto, a começar por este querido trabalho-hobby. Vou me desconectar e suspender as publicações no blog, todas elas, por tempo indeterminado. Agora minha prioridade será outra e pode ser que eu deixe o “boteco” fechado por muitos meses ainda. (Pode ser também que eu sinta aquela coceira de escritora e venha aqui despejar umas ideias ao longo da licença-maternidade. Vamos ver 🙂 )

Deixo aos leitores um arquivo com mais de 1.500 posts, sobre filmes, livros, músicas, sobre o noticiário, com contos e crônicas, poemas, divagações, fotografias, dicas de gastronomia, de viagem, um superguia turístico de BH (dentre outros livros para download gratuito) e até algumas receitas! Acho que a releitura vai preencher muito bem esse tempo de ausência.

E, depois que o furacão passar, volto aqui para deixar minhas primeiras impressões sobre as novas aventuras que estarei vivendo 😀

Até mais!

MUITA barriga pra uma pessoa só! :D

MUITA barriga pra uma pessoa só! 😀

Leia também:

faceblogttblogPague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!

+ 15 coisas que aprendi em sete meses de gravidez

Quando eu estava com exatamente quatro meses de gravidez, escrevi um post com as 15 coisas que eu tinha aprendido até então. Foi muito legal descobrir que eu não era a única: dezenas de outras futuras mamães também relataram sentir ou experimentar as mesmíssimas coisas que eu (veja AQUI os comentários delas).

Agora já estou na 29ª semana, quase sete meses, e dentro do terceiro e último trimestre de gestação. Com mais apenas nove semaninhas, meu bebê pode dar as caras sem ser considerado prematuro. Tá chegando!, e já começo a sentir um frio na barriga. Não leio mais só os livros sobre grávidas, mas sobre os cuidados com os bebês. E, claro, aprendi mais uma porção de coisas, que compartilho no post de hoje:


 

luiz21. SABER O SEXO FAZ TODA A DIFERENÇA – Naquele post eu disse que a pergunta que eu mais ouvia era “Já sabe o sexo?” e que as pessoas ficavam intrigadas quando eu respondia que não estava ansiosa para saber. Mas, no mesmo dia, fiz um ultrassom que me contou que eu esperava um menino. E foi impressionante como isso fez toda a diferença para mim! Passei a imaginá-lo de forma mais definida e uma das maiores delícias foi discutir o nome com meu marido. Passamos a comprar (e ganhar) mais coisas para o enxoval e me parece que ficou mais concreta a ideia de um bebê crescendo dentro de mim. Respeito muito os pais que decidem não saber o sexo dos bebês até o nascimento – e imagino que deva ser uma surpresa e tanto! –, mas hoje não sei como conseguem 🙂

2. O NOME – Para escolher o nome do nosso bebê (Luiz), nós buscamos as origens etimológicas da palavra (lutador, guerreiro), pesquisamos se ele estava muito comum (não entrava nem nos top 100 que estão na moda), comparamos com outros de que nós dois gostávamos (Mateus, Lucas, João), tentamos lembrar de conhecidos com o mesmo nome (quase ninguém, ainda mais sem ser composto), depois tentamos lembrar de personalidades com mesmo nome (Luiz Gonzaga, Luís de Camões, Luiz Tatit, Luiz Melodia, os vários reis da França, Lewis Carroll, Louis Armstrong) e até fomos ver de quem São Luís era padroeiro (da juventude e dos estudantes). Foi um papo gostoso de ter, que entrou madrugada adentro. Por isso, uma das coisas que mais me irritaram na vida foi quando falei sobre esse nome, quando ainda estava sendo conjecturado, e ouvi um “Não gosto de Luiz”. Dica a todas as pessoas do universo: não façam isso! Respeitem a escolha cuidadosa e carinhosa feita pelos pais.

louis-armstrong3

3. POR FALAR EM IRRITAÇÃO – De um mês pra cá eu ando numa impaciência incrível. Pequenas coisas já me tiram do sério, ando irritada com todo mundo (especialmente os conselheiros e palpiteiros sabichões de plantão) e não tenho saco nem pra manter as menores conversas. Ando achando todo mundo muito CHATO também, como contei outro dia aqui no blog (provavelmente, sou eu que estou chata, mas isso também passa). Foi um alívio reunir na minha casa, outro dia, grandes amigos de infância e perceber que com eles eu ainda podia passar horas conversando e me sentir em paz e alegre com isso. Amigas grávidas: quando tudo estiver te tirando do sério, ligue para os amigos que te fazem se sentir mais à vontade e marque um lanche com eles 😉

4. MAS O ASTRAL MELHORA – Apesar da impaciência, outras coisas melhoraram muito no meu humor. No começo da gravidez, eu fiquei para baixo em vários momentos, sem explicação aparente. Ao longo do segundo trimestre, até agora, esse coquetel hormonal das gestantes parou de me afetar tanto. Estou bem mais leve na cabeça, à medida que o corpo vai perdendo a leveza.

tumblr_mz8u76EYQQ1qdx2t3o1_500

5. O CANSAÇO SÓ AUMENTA – Aprendi que isso não vai melhorar com o tempo de gestação, pelo contrário. Na outra semana (sabatina de Janot, acareação da Lava Jato, eliminações na Copa do Brasil, Lula em BH e mais uma porção de notícias gigantes), pós-plantão, me senti tão exausta e com tanta overdose de informações, que até fiz algo inédito: abandonei este blog por cinco dias inteiros, sem dar qualquer satisfação (vocês notaram, né?). No jornal, mantive meu ritmo de trabalho frenético, mas, em casa, eu só queria dormir. A verdade é que tem dia que dá vontade de jogar tudo pro alto e fugir pras montanhas. Aliás, foi o que fiz há alguns fins de semana, fugindo para o Santuário do Caraça. Recomendo essa viagem a todas as grávidas do planeta.

Tchau, Santuário! Obrigada por lavar minha alma!

6. O SONO NÃO É UM SONHO – É um paradoxo: ao mesmo tempo em que ficamos mais cansadas e com um sono insuportável durante o dia todo, vai aumentando a dificuldade para dormir. Eu sempre preferi dormir de lado, mas foi só me dizerem que as grávidas precisam dormir de lado, que eu comecei a sentir falta de dormir com a barriga pra cima! Ainda não vi vantagem em entulhar a cama de almofadas para supostamente me deixar mais confortável, e também não acho posição só com meu travesseiro de sempre. Pra complicar, a gente continua levantando muito à noite para fazer os constantes xixis, então é comum eu me ver com a velha insônia, ou num sono muito turbulento, o que só prejudica o cansaço do resto do dia. Uma coisa que melhorou muito meu sono no inverno, que ficou uns dois meses sendo interrompido por tosses secas, foi a compra de um umidificador, que deixo ligado a noite toda, bem perto da cama.

tumblr_lgoajkaiIA1qz6f9yo1_500

7. MUITO PRAZER, SOU SEUS PÉS – Pela primeira vez, comecei a prestar atenção maior aos meus pés. Eles de vez em quando chamam minha atenção: alô, tou doendo! Não é bem uma dor e os meus nem estão inchados como os de algumas mulheres grávidas (tem até quem mude o tamanho do calçado durante a gravidez), mas às vezes incomodam. Aprendi que, nessas horas, nada melhor que deixar com os pés pra cima, sobre duas almofadas, e ficar nessa posição por alguns minutos, relaxando, ouvindo uma música ou lendo um bom livro.

8. AS PREOCUPAÇÕES MUDAM – Se antes eu ficava preocupada com as milhões de coisas que dizem que podem acometer as grávidas, agora já virei a chavinha: já estou com a cabeça loooonge, pensando em como será a amamentação, se vou conseguir ser uma boa mãe, como será a personalidade do meu bebê, onde vou deixá-lo quando acabar a licença-maternidade etc. E, claro, como será o parto. Já parei de ler livros sobre gestantes e estou lendo alguns sobre cuidados com bebês. Acho que parte do motivo é o fato de eu ter tido uma gestação muito tranquila até agora, sem qualquer tipo de complicação, sem emergências, sem sustos.

9. SOBRE OS SUSTOS – Bom, eu tive um susto. Passei dois dias com uma dor de barriga fortíssima, mas sem nada que a justificasse, como diarreia. Como a barriga é o lugar mais preocupante para uma grávida sentir dor, minha médica me mandou ir imediatamente ao pronto-socorro. No final, descobrimos que não era nada de mais, mas, no caminho para o PS, sozinha no táxi, eu fiquei com o coração na boca, pensando só em coisas ruins, e tentando conter o choro. As bobagens que não me causariam a menor preocupação antes de engravidar agora se tornam pequenos monstrinhos.

freddy_krueger

10. SOBRE OS LIVROS – Os livros começam a ficar repetitivos e a gente fica com aquela impressão de que, na prática, tudo será muito diferente da teoria, então é uma perda de tempo lê-los. Fico pensando que, quando meu bebê adoecer, os monstrinhos que me preocuparam naquele dia do susto vão virar verdadeiros monstrengos. E não haverá livro que salve, só a paciência e a coragem. Por isso, tomei grande antipatia de livros que tratam os pais como idiotas e a autora como uma mágica que sabe de tudo e conhece os filhos melhor que seus progenitores. É o caso do terrível “A Encantadora de Bebês”, de uma tal Tracy Hogg, que diz que “resolve todos os seus problemas”. Ela inventa siglas para falar sobre os métodos que os pais devem seguir e repete, a todo momento, coisas como: “As minhas técnicas sobre encantamento de bebês funcionam.” E fala sobre os bebês como se todos fossem robozinhos idênticos. Não consegui passar do primeiro capítulo. Por outro lado, gostei muito do livro “Nasceu, e agora?“, que já recomendei aqui no blog.
livro-A-encantadoranasceueagora

11. SENTINDO O BEBÊ – Lá pela 20ª semana, finalmente comecei a sentir os movimentos do meu bebê. Primeiro, bem suaves, hoje em dia, constantes e bastante fortes (na sexta-feira, pela primeira vez, consegui até mesmo ver a barriga se mexendo com os chutes). É muito legal perceber que o bebê tem até horário favorito para se mexer! E é emocionante, uma grande alegria mesmo, colocar a mão do meu marido na minha barriga e ver o assombro e encantamento dele ao sentir o chutinho, que é algo que só foi acontecer lá pela 25ª semana.

luiz12. VENDO O BEBÊ – O ultrassom sempre foi um momento muito especial da gestação. É quando descobríamos o tamanho e peso do bebê, ouvíamos seu coração bater, e conseguíamos ver os contornos do rosto, a coluna, os pezinhos… Na semana passada, entrei na fase para fazer o ultrassom 3D. O plano de saúde não cobre, é caro, e a médica foi clara: “É só uma ‘perfumaria’, para mim, não faz diferença nenhuma se você não fizer.” Fiquei em dúvida se deveria mesmo pagar para ver aquele bonequinho de barro, ou massinha, que o 3D mostra. Mas não resisti e acabei fazendo. E foi muito legal! Deu para ver direitinho o nariz, a boca, o queixo… O bebê ficou muito mais concreto na tela do computador. Sei que ele ainda vai mudar muito até o nascimento, mas foi muito legal essa experiência neste momento, e está guardada pra sempre num DVD.

13. O MUNDINHO DO BEBÊ – Outra grande alegria dessa fase é começar a comprar as coisas para o quarto do bebê. Hoje, se me perguntarem, sei tudo sobre berços. A gente pesquisa e vai ajeitando as coisas, e dá uma paz danada entrar naquele cômodo que, mesmo ainda sem cara de quarto de bebê, a gente sabe que vai ser um dos nossos recantos mais frequentados nos meses seguintes.

eugravida14. NÃO É MAIS BARRIGA DE CHOPP – Agora não tem jeito: você está publicamente grávida, é preciso ser muito lerdo para uma pessoa olhar para você e não perceber isso imediatamente. Aliás, é muito comum que todos olhem primeiro para sua barriga e depois para seu rosto, ao te verem chegando. O lado bom é que diminuem as desconfianças nas filas preferenciais dos caixas e as pessoas tendem a ser um pouco mais educadas quando sabem que estão falando com uma mulher grávida. A consciência de que existe um pequeno ser humano se desenvolvendo (quase pronto!) dentro de você (e todas as implicações disso), que antes era praticamente só sua, agora passa a ser de todos ao redor: do garçom ao colega de trabalho, do vendedor da loja ao vizinho.


15. PARA NÃO VIRAR BARRIGA DE CHOPP –
À medida que a barriga cresce, a gente vai ficando meio desajeitada, empacada, lenta, uma virada na cama já começa a dar trabalho. Como se estivéssemos num outro corpo, dentro de uma fantasia de bonecão de posto, rs. Imagino que a coisa só Boneco_Biruta_17_piore daqui pra frente (o que me dá um certo medo antecipado). Tenho mantido o mesmo mantra do início da gravidez: não neurar com dieta ou exercícios, mas me alimentar de forma saudável e fazer os exercícios sempre que houver disposição. Só peso na balança quando vou à médica, uma vez por mês. Mas o autocuidado, em geral, aumentou: eu, que nunca fui uma pessoa vaidosa, estou aprendendo a cuidar melhor de mim mesma. Tenho me habituado a passar creme hidratante depois do banho, a passar protetor solar no rosto antes de sair de casa, a tomar o sol indicado para ajudar na amamentação, tomar as vitaminas e vacinas pedidas, e, dentre todas essas coisinhas, também a me alimentar de forma mais saudável. Por enquanto, tenho conseguido manter um peso razoável e fazer atividades físicas com uma frequência OK. Agora que o calor voltou com força, quero voltar a praticar o melhor esporte para as grávidas: a natação. Afinal, é na piscina que nos sentimos mais leves de novo 😀


 

Importante: nada do que escrevi acima é regra geral de nada, nem conselho, nem certeza. São só minhas experiências pessoais, filtradas pela minha percepção. Mas cada mulher é de um jeito! Por isso, amigas grávidas ou ex-grávidas: Comentem aí 😉 O que aprenderam durante a gravidez? Tiveram muitos desejos? A experiência foi ou está sendo parecida com a minha? Vamos compartilhar!

Leia também:

faceblogttblogPague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!

Desde julho, um subsídio para as grávidas

Tem coisas que só quando a gente fica grávida é que vai descobrir que existem. Afinal, não temos obrigação de ficar acompanhando o noticiário das gestantes quando ainda nem pensamos em ter filhos. Por isso, muitas vezes ficamos perdidas quando entramos nesse universo e temos que correr atrás das informações, aprendendo tudo de uma vez só.

Foi assim que só outro dia mesmo fui ouvir falar pela primeira vez que eu poderia pedir ao meu plano de saúde para informar a taxa de partos normais e de cesáreas que minha médica fez. Já devo ter noticiado isso, mas provavelmente passou batido por mim, porque não me dizia respeito.

Por isso, e como foi um procedimento muito simples, resolvi compartilhar aqui no blog, para que mais gestantes tomem conhecimento.

Em julho deste ano, entrou em vigor uma resolução da ANS que obriga os planos de saúde a darem essa informação. Qual é a importância de saber a taxa de cesáreas e de partos normais do seu médico ou do hospital onde pretende ter seu bebê? Bom, é uma informação a mais para você tomar sua decisão com segurança. Por exemplo, se você quer evitar a cesárea a qualquer custo, pode não gostar de saber que seu médico fez cesáreas em 100% dos atendimentos que ele prestou. E pode desconfiar se ele começar a te dizer, lá pelo finzinho da gestação, que seria melhor marcar um dia e uma hora, que a cesariana é mais segura, que o parto normal tem muitos inconvenientes etc. Enfim, é um subsídio a mais para a futura mãe poder fazer suas escolhas da melhor maneira possível.

O que diz a resolução? Que você pode pedir ao seu plano de saúde por qualquer meio de comunicação e que ele é obrigado a te responder em até 15 dias corridos, podendo ser inclusive por email, se você preferir. Você só precisa informar o nome do médico (se informar o CRM, também pode ajudar). Se te pedirem coisas absurdas, como o CPF do médico, você pode denunciar à ANS. Ou se descumprirem o prazo ou a resolução de qualquer forma, o que acarreta em multa de R$ 25 mil para o plano de saúde.

Você pode perguntar sobre quantos médicos ou hospitais quiser, mas tem que ter em mente que o plano de saúde só saberá informar sobre os partos realizados naquela operadora de saúde (se o médico atende em várias operadoras, você teria que perguntar a cada uma delas para ver a taxa total).

A resolução pode ser lida AQUI e, NESTE LINK, você pode acessar perguntas e respostas bem didáticas a respeito da norma.

Resolvi testar assim que soube, na semana passada. Meu plano, a Unimed-BH, cumpriu a resolução direitinho. No site deles, já há informações sobre como pedir o relatório. Entrei em contato pelo chat e fui atendida prontamente, em uma conversa que levou uns 2 minutos. Recebi um número de protocolo e a informação, correta, de que teria a resposta em até 15 dias corridos. Isso foi no dia 31 de julho e já recebi a resposta em 7 de agosto, bem antes do prazo.

Enfim, se você está grávida, faça o teste também 😉

Abaixo, compartilho um gráfico que encontrei no site Vila Mamífera que traz as taxas de partos por maternidade de Belo Horizonte, em 2012. AQUI, você pode ver as taxas por operadora de plano de saúde.

Maternidades-BH

Leia também:

faceblogttblogPague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!