O que levar na mala da maternidade

Desde a 34ª semana de gravidez, o varal de casa passou a ficar cheio de roupinhas de bebê :)

Desde a 34ª semana de gravidez, o varal de casa passou a ficar cheio de roupinhas de bebê 🙂 Foto: CMC

Aí vai mais um post da editoria #maternidade, que criei há pouco tempo aqui no blog.

Quando o Luiz estava para nascer, eu já tinha lido vários livros e sites com mil dicas que pensava serem extremamente úteis. Montei uma lista gigante de itens para levar na mala da maternidade com base nessas leituras, por exemplo. Na prática, no entanto, descobri que muitas coisas não fazem a menor falta.  Continuar lendo

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+ de 60 conselhos preciosos para quem acabou de ter um filho

Quanto maior a palavra, mais ela foi usada nos conselhos das mães e pais, listados abaixo.

Quanto maior a palavra, mais ela foi usada nos conselhos das mães e pais, listados abaixo. Clique na foto para ver maior.

Recebi tantos conselhos bons naquele post sobre a amamentação que resolvi propor a minhas amigas-mães (e também aos pais!) um desafio maior: pedi que pensassem em UM único conselho que gostariam de ter recebido logo que seus filhos nasceram. Algo que, se tivessem aprendido desde o início, teria poupado estresse ou teria simplesmente ajudado bastante.

Quando viramos mães, acho que desde a gravidez, o que não faltam são palpiteiros brotando ao nosso redor para falar na nossa cabeça. Em muitos casos, até gente que nem conhecemos se intromete o tempo todo. Por isso, sei que nem sempre é útil receber um conselho. Mas, nessa enquete, pedi as dicas que realmente funcionaram para alguma mãe, que foram realmente úteis e valiosas, a ponto de terem sido pinçadas por elas como “o MELHOR conselho”. Como cada bebê é único, pode ser que não ajudem muito no caso de outros papais e mamães, mas sem dúvida estes trazem consigo boas experiências.

Dividi os vários conselhos recebidos em categorias, para facilitar a quem quiser procurar algo que se aplique a uma dúvida do momento. Aí vai:

SAÚDE

  1. “Os hospitais tratam com negligência a ocorrência de icterícia, muito comum. Dão alta para as mães sem fazer exame de bilirrubina nos bebês. Portanto, insista na realização do teste antes da alta. Pode evitar a (re)internação. A avaliação apenas visual engana a gente e pode ser insuficiente.”
  2. “Manter a casa arejada, as janelas abertas pro ar circular e fortalecer a imunidade do bebê.”
  3. “Usar o Colic Calm se o bebê estiver com muita dor de barriga (a pediatra endossou). Impressionante como ele acalma na hora. Mas só uso nos dias em que ele parece estar sofrendo muito mesmo, nos outros eu tento mais o caminho da massagem.”
  4. “Sobre cólica: eu tentei tudo o que me falaram (colocar no sling, travesseiro de ervas na barriguinha do bebê, banho com ervas, banho com camomila, banho de balde, banho de sei-lá-mais-o-quê) e NADA fazia minha filha parar de chorar a não ser ficar 24 horas grudada no meu peito e no meu colo. As pessoas diziam não faça isso, você vai acostumar ela mal. E eu segui meu instinto e a deixei onde ela ficava bem porque isso fazia bem à minha família. Mas até seguir, foram dias e dias de culpa, em que eu achei que não havia nascido para ser mãe.”
  5. “Escolha um pediatra em quem você confie e que seja acessível, que você tenha liberdade para acioná-lo sempre que precisar.”
  6. “Se o pediatra não acreditar em você, no seu leite, na sua capacidade de amamentar, questione e, se for preciso, consulte outros profissionais. PEDIATRA TEM QUE CUIDAR DA MÃE, NÃO SÓ DO BEBÊ.”
  7. “Quando o bebê engasga, é bom, além de virá-lo com a cabeça voltada pra baixo e dar uns tapinhas nas costas, também dar uns soprinhos na cara dele. Impressionante como já vi esses soprinho fazendo mágica! Ele engasga muito mamando, porque tenho leite em excesso.”
  8. “Tomar cuidado com o superaquecimento. A gente fica com medo de o bebê tar com frio e acaba exagerando na quantidade de cobertores e casacos. Já me peguei fazendo isso e, depois de um tempo, vi o bebê totalmente suado, derretendo no berço.”

AMAMENTAÇÃO, MAMADEIRA E PAPINHA

  1. “Se a amamentação está difícil, busque ajuda de profissionais que apoiam o aleitamento. Há consultoras ótimas que vão até a casa da gente para acertar a pega do bebê, para nos apoiar, ensinar como ordenhar, ensinar como aliviar o peito dolorido.”
  2. “Se você tentar tudo, tirar o leite na bomba e dar no copinho, fazer relactação, acordar bebê que dorme demais e mama de menos e ainda assim a amamentação não fluir, NÃO SE COBRE. A maternidade nos ensina que somos capazes de testarmos todos os nossos limites e irmos além. MAS TODAS TEMOS OS NOSSOS PRÓPRIOS LIMITES. Descubra o seu e se achar que vai pirar, simplesmente pare. Se achar que a amamentação está fazendo mais mal do que bem, reavalie. O que está ruim para a mãe certamente estará ruim para o bebê.”
  3. “Não ficar estimulando o bebê a mamar quando ele dá uma pausa entre uma sugada e outra. Ele precisa desse tempinho de descanso, mamar é cansativo pra ele também!”
  4. “Dar peito com livre demanda só nos 10 primeiros dias e depois estabelecer a rotina, pra ajudar tanto a ganhar peso quanto a criar um ritual do sono.”
  5. “Prestar atenção aos sinais de fome ou sede. Então, mesmo com o bebê já adaptado à rotina das 3 horas de frequência de mamadas, às vezes dou o peito antes porque vejo que ele não estava satisfeito.”
  6. “Parar de ficar tão escrava do relógio, porque eu anotava a duração de cada mamada, até em minutos! Não pra tirar o peito, eu sempre deixei o bebê mamar o quanto queria, mas pra saber quanto tempo ele estava gastando. Na mesma noite eu parei de olhar o relógio e isso foi libertador. Comecei a reparar mais nos sinais de saciedade ou fome. Acho que isso importa mais que o tempo que ele gastou sugando.”
  7. “Tomar sol nos peitos desde a gravidez, pra fortalecer e impedir que rachem nas primeiras mamadas.”
  8. “Se racharem, passar Lansinoh, a melhor pomada de lanolina que tem.”
  9. “Nunca esquente a mamadeira. Sempre dê o leite em temperatura ambiente, isso vai te facilitar a vida quando você não estiver em casa ou nas madrugadas.”
  10. “Não esquentar o leite e a papinha pronta. A partir do momento que comecei a esquentar quando ela já tomava leite de vaca e tinha que ser guardado na geladeira, ela só aceita ele quente. Pode estar o maior calor e ela só quer leite quente.”
  11. “Quando for introduzir a papinha, não se desespere se o bebê recusá-la. Minha filha chorava, gritava, vomitava, um horror, depois passou a se alimentar super bem. Crianças saudáveis não morrem porque estão se alimentando mal nessa época de introdução de novos alimentos, elas têm reservas. Apresente as novidades sempre, mas sem insistir ou se descabelar diante de recusas.”
  12. “Vão falar para começar com papa salgada, outros com frutas. Vão dizer que suco é veneno. Vão esculachar você por dar mamadeira. Vão esculachar você por dar o peito a qualquer hora. Vão bater no peito dizendo “eu só compro orgânicos”, “suco de caixinha nunca entra aqui”, “por isso eu nunca dou açúcar pro fulano”. De novo, veja o que dá certo para vocês e não se cobre, você certamente está fazendo o seu melhor e o melhor para seu filho.”

CHUPETA

  1. “Bebê adora sugar, é uma necessidade. Então quase sempre que eu der o peito ele vai pegar, seja pra mamar seja pra só sugar. Por isso às vezes é melhor dar a chupeta, porque ele não tá com fome, só querendo chupetar.”
  2. “Se informar é preciso: chupeta é, de fato, inimiga da amamentação. Existe a confusão de bicos, o bebê pode desmamar de forma precoce. Pode. Se você optar por dar a chupeta, é um risco que vai correr. Mais uma vez, ouça seu coração, seu instinto, e suas necessidades. E se der, não se culpe além do necessário.”

HIGIENE

  1. “Da minha irmã infectologista: não precisa ferver mamadeira e chupeta. Uma boa lavada com água e sabão já basta para tirar todas as bactérias.”
  2. “Usar algodão com água para limpar coco e xixi e, depois, usar MAIZENA para tirar umidade. Em seguida, passar a pomada americana A+D (super leve, transparente e nem um pouco grudenta). Depois do banho, também passe nas dobrinhas. Não assa de jeito nenhum e evita brotoejas.”
  3. “Não pôr luvas no bebê e nem precisa cortar a unha dele logo que nasce, que “é fina como papel de seda” e não vai arranhar e ferir. Fiz o teste e realmente ela só foi começar a engrossar e arranhar no fim do primeiro mês, quando cortamos.”
  4. “Dar um banho divertido, conversando com o bebê, e depois passar cotonete no narizinho pra ajudar a limpar.”

SONO

  1. “Deixar o bebê dormindo no quarto dos pais nos primeiros 3 meses.”
  2. “Deixar o quarto claro de dia e escuro à noite, pra ele diferenciar as duas coisas.”
  3. “Desde cedo o bebê mostra suas preferências musicais e algumas músicas o acalmam imediatamente. Já montei uma playlist do bebê no meu celular. Mas, apesar de ele ter gostado de uns Beatles e Novos Baianos, nenhum CD foi mais eficaz em acalmá-lo do que o “Sonhos de Bebê”, que toca musiquinhas clássicas, tipo “Cai cai balão”, em caixinhas de música. Ele adora e relaxa na hora!”
  4. “Fique o tempo que quiser com seu bebê no colo, não tenha medo de deixá-lo mal acostumado, no tempo certo ele só vai querer ficar no chão.”
  5. “Entre as minhas melhores lembranças da minha filha bebê eram as tardes inteiras com ela dormindo na minha barriga. Se por um lado era escravizante ter que ficar o tempo todo por conta, por outro lado, era mágico tê-la no meu colo, encaixadinha, fazendo carinho no cabelo, nas orelhas, nas mãozinhas, ficar desenhando o rostinho dela mil vezes. Gostoso demais. E passa. Rápido. Bom que aproveitei e ninguém me tira essa lembrança.”
  6. “Há o grupo de mães que defendem que desde o primeiro dia, você coloque o bebê no berço dele, no quarto dele. E outras que falam que bebê deve sentir o calor materno, ficar perto do seio, que é alimento e conforto e o melhor é fazer a cama compartilhada (as adeptas do pediatra Carlos Gonzales, como eu). Uma coisa é certa, só você e seu parceiro podem saber onde é melhor para os três. Sim, para os três, ou quatro, ou cinco, dependendo do número de membros da família. Aqui fazemos uma parte do sono no berço e outra na cama compartilhada. Assim, conseguimos agradar a todos.”

COMUNICAÇÃO

  1. “Conversar com os bebês. Mesmo que não entendam. Se vamos sair eu digo: “vamos na casa da vovó”. Se dorme no meu colo, eu falo baixinho: “agora você vai pro seu bercinho”. Não sei se tem uma utilidade prática, mas, para mim, ajuda a reforçar que é um serzinho, com direito a saber para onde vai, o que vai acontecer, e também ajudou a criar esse hábito de dialogar, de “fazer combinados”, que é tão útil quando crescem um pouquinho. (Conselho da pediatra: além de conversar, converse olhando no olho.)”
  2. “Não saia escondida de casa, se despeça do bebê, explique que vai voltar. E tenha certeza que, se ele chorar, logo vai parar, vc está deixando ele com alguém de sua confiança e ele ficará bem.”
  3. “Não grite com seus filhos.”

OUTROS MACETES

  1. “Tentar sair de casa pelo menos uma vez ao dia durante a licença-maternidade (depois que passarem os primeiros dias mais intensos). Pode ser com o bebê ou não, pode ser só uma ida à padaria, mas não é bom ficar vários dias dentro de casa, acaba sendo muito cansativo.”
  2. “Mil e uma utilidades: piscina inflável, dessas com laterais e fundo macios. Podem ser usadas como cama, banheira, piscina de bolinhas… Levo comigo para o clube, para praças, para viagens…”
  3. “Só pedir fralda M e Pampers verde para o chá de fralda. M é a que você usa por mais tempo e a Pampers sem dúvida é a melhor. Outra coisa que eu aprendi é dar o cupom fiscal junto com a fralda num chá de fraldas, assim a pessoa pode trocar com mais facilidade.”
  4. “Nunca confie nas etiquetas das roupas, elas não são confiáveis e se não for provando as roupas você perde muita coisa.”
  5. “A minha dica é o quanto a rotina ajuda crianças pequenas. O difícil para os pais é não serem tão reféns dela.”
  6. “Estabeleça rotinas, elas ajudam muito.”
  7. “Facilite sua vida: escolha uma escola perto da sua casa ou do seu trabalho ou da casa dos seus pais/sogros. Esse tempo gasto no trânsito pode ser usado para outras coisas mais importantes e menos estressantes, como ir a reuniões com a professora, assistir apresentações especiais, levá-la ao médico etc. Seria uma mãe muito mais ausente se precisasse enfrentar trânsito pra tudo.”

REFLEXÕES PARA MÃES E PAIS

  1. “Não se cobre pela maternagem não ser como você idealizava. E esse conselho serve para muitos perrengues que eu passei nesse começo difícil chamado puerpério. A palavra que resumo tudo é: RESILIÊNCIA.”
  2. “Quando decidir que é a hora de fazer uma coisa, como tirar o bico ou a fralda, seja firme. Se você escolheu aquele momento para fazer aquilo é porque teve seus motivos para acreditar que era a hora certa, e sua segurança ou oscilação fará diferença na reação positiva ou negativa da criança.”
  3. Crie metas factíveis e de curto prazo e, só depois, vá passando para as metas mais difíceis. Por exemplo, você pode decidir que vai tentar amamentar os seis meses recomendados. Se chegar lá, aí pode pensar em tentar chegar aos oito meses, e assim por diante. Não pense de cara que você tem que chegar aos dois anos.
  4. “Pare de encanar com essas ideias de parto perfeito, bebê perfeito, sono perfeito, amamentação perfeita. Se informe muito bem sobre a parte “técnica” do parto, tenha um/a GO/pediatra ponta firme, confie no seu instinto e aproveite. Todos os fracassos e frustrações fazem parte da incomparável felicidade de botar seu bebê no mundo.”
  5. “Relaxa.”
  6. “Pais inseguros ou estressados deixam o bebê também estressado. Manter a calma, falar com o bebê em tom de voz calmo quando ele estiver chorando, pra ele também se acalmar.”
  7. “Faça sempre, sempre, sempre o que você sente que deve fazer sempre. Ignore os palpites. Se você ainda não se sente preparada para alguma coisa, não faça, ainda que todo mundo diga que é a hora. Intuição de mãe não falha e existe por algum motivo, respeite.”
  8. “Divida tudo com a sua companhia! Tudo mesmo!”
  9. “A gente sempre fala dos (muitos) pais que não assumem seu papel na rotina das crianças, mas também tem muitas mães que não deixam isso acontecer, que acham que só elas sabem cuidar corretamente do bebê. Eu sempre penso que o pai (ou a avó ou qualquer outra pessoa) não vai fazer as coisas como eu faço, e isso não é um juízo de valor. A minha maneira é minha, o que não significa que seja a única correta. Confie nas pessoas que você ama e que amam seu bebê.”
  10. “É claro que a mãe sabe o que é melhor para a sua cria. Mas se você não está sozinha, se tem um companheiro/a, conte com a opinião e ajuda dele. Ele conhece você intimamente, vai saber te ajudar a achar esse limite e dar apoio para que você não se cobre muito.”
  11. “Saiba que tudo é uma fase e que passa.”
  12. “Tudo passa… muito rápido. Exercício exaustivo de paciência.”
  13. “Siga seus instintos”
  14. “Siga seu instinto de mãe. Se você acha que o choro é por dor de barriga, por exemplo, acredite: as chances de estar certa são gigantescas. Mesmo sendo mães de primeira viagem, Deus nos dá um dom de interpretação e comunicação com o bebê que é praticamente infalível. Se eu soubesse disso desde o início não teria dado ouvido a tanta asneira, teria ficado mais segura e sofrido tão menos.”
  15. “Não queira fazer tudo sozinha.”
  16. “Ouça todos os conselhos e agradeça, mas siga seu instinto, só quem está 24 horas com um bebê sabe a necessidade a cada hora. E cada bebê é um bebê, alguns choram mais e exigem mais dos pais, outros não, mas isso não quer dizer que tenham problemas.”
  17. “Meu lema é: se tá ruim vai melhorar e se tá bom vai piorar! Então não se desespere e aproveite os momentos bons, porque tudo passa e muito rápido!”
  18. “Não queira ser a mãe perfeita, esqueça a mãe de manual, seja a mãe possível. E também não queira um filho perfeito. Sem o peso da perfeição, você e seu filho serão mais felizes. Vá ajustando as velas conforme a necessidade. Sempre vai faltar alguma coisa e sempre vai ter alguém para apontar o dedo para o que falta (pouca gente vai te elogiar). Não se importe, seja e melhor mãe que você pode ser e isso já será mais do que suficiente.”
  19. “Seja a melhor mãe que você consegue ser e não se espante se os outros lhe fizerem críticas e não reconhecerem seu esforço, incluindo aí os próprios filhos depois de crescidos… Deve bastar a nós mães o sentimento de dever cumprido.”

Agradecimentos especiais a Beto Trajano, Ludmila Pizarro, Letícia Villas, Eduardo Santos, Silvia Dalben, Viviane Moreno, Ivona Moreno, Mônica Moreno, Cristiane Grandi, Bruna Saniele, Cândido Silva e Nath Turcheti, Paula Moreno, Isis Mota, Paola Carvalho, Juliana Moraes, Tatiana Lagôa, Giovanna Balogh, Ana Paula Pedrosa, Fabiana Rewald, Sandrinha Fontana, Luciana Coelho, Vivi Whiteman, Giulliana Bianconi, Natália Gabriel, José Geraldo, Neuza Lima, Vanessa Pessoa e Stéphanie Sapin-lignières.

E você, tem algum conselho valioso para compartilhar? Deixe aí nos comentários e eu vou acrescentando ao post 😉

Se você é da turma que não gosta de conselho de jeito nenhum, nem de graça e bem-intencionado, aí vai um vídeo para descontrair 😀

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6 dicas de um pai de bebê recém-nascida

Foto: Cesar Brustolin/SMCS / Fotos Públicas

Foto: Cesar Brustolin/SMCS / Fotos Públicas

Depois que contei por aqui as 30 coisas que aprendi durante a gravidez e compartilhei os 15 aprendizados da Ana Paula, mãe de segunda viagem, trago hoje as 6 dicas que o leitor Angelo Novaes me enviou. Ele é pai de segunda viagem e está tendo que reaprender um monte de coisas com sua bebê de apenas 12 dias de vida.

Acho que podem ser dicas muito valiosas a todos os papais e mamães de recém-nascidos ou outras grávidas ansiosas que estão no final da gestação — como esta que vos escreve 😉

Vamos ao texto dele:

“Minha filha nasceu há doze dias. Não sou pai de primeira viagem, mas é quase como se fosse. Tenho que reapreender várias coisas. Desejo aqui apenas dar algumas dicas práticas para quem está para dar a luz.

  1. De ladinho: o bebê nos primeiros dias “golfa” muito. Por isso, quando ele ou ela estiver deitado – nunca de bruços – ficará bem melhor se estiver de lado, de forma que, se expelir líquido, este vai escorrer para o lado e não provocará sufocamento no bebê.
  2. Trocador reserva: a minha bebê “adora” fazer xixi justo na hora em que estou trocando suas fraldas. Se eu não tivesse um trocador reserva, daqueles de plástico, não saberia o que fazer.
  3. Fralda RN: comprei várias fraldas P, achando que estaria tudo bem para o bebê. Elas até que servem, mas não ficam tão confortáveis quanto as fraldas RN. Às vezes é difícil achá-las em algumas farmácias.
  4. Bepantol é uma maravilha: a pomada facilmente encontrada nas farmácias de Belo Horizonte é eficaz mesmo contra assaduras.
  5. Nenê-nuvem: o bebê muda muito de situação em poucos minutos. Então é preciso observá-lo com cuidado e aprender a interpretar os seus sinais, isto é, se ele está com fome, ou se precisa arrotar – e é difícil, às vezes diferenciar uma situação de outra.
  6. Marido para-raio: designe seu marido ou namorado como “assessor” para afastar situações desconfortáveis para você e o seu bebê. O primeiro tipo de situação geralmente acontece durante a gravidez, especialmente no final, e é daquelas pessoas que adoram contar casos médicos horríveis. “Treine” o seu marido para ficar a seu lado e interromper a conversa educadamente com algo do tipo: “querida, me desculpe, mas você ficou de ligar para o marceneiro para resolver aquele problema urgente do guarda-roupa”. O segundo tipo de situação é daqueles parentes e amigos que querem visitar você horas depois (sim, isto acontece!) do parto. Acredite: se não for o seu pai, a sua mãe, o seu irmão ou sua irmã, você não vai querer ver estas pessoas neste momento em que você a) está ainda com dores e recuperando a sua saúde, b) tem que dar toda a sua atenção ao seu bebê que acaba de nascer. “Treine” o seu marido para receber os telefonemas dos amigos e parentes um pouco mais afastados e dizer que você terá muito prazer em recebê-los daqui a um mês, em sua casa.

É isso. Foque no básico.”

Você também quer compartilhar um texto aqui no blog? Envie para mim, vou avaliar se tem a ver com nossa proposta e te respondo no mesmo dia! 😉

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+ 15 coisas que aprendi em sete meses de gravidez

Quando eu estava com exatamente quatro meses de gravidez, escrevi um post com as 15 coisas que eu tinha aprendido até então. Foi muito legal descobrir que eu não era a única: dezenas de outras futuras mamães também relataram sentir ou experimentar as mesmíssimas coisas que eu (veja AQUI os comentários delas).

Agora já estou na 29ª semana, quase sete meses, e dentro do terceiro e último trimestre de gestação. Com mais apenas nove semaninhas, meu bebê pode dar as caras sem ser considerado prematuro. Tá chegando!, e já começo a sentir um frio na barriga. Não leio mais só os livros sobre grávidas, mas sobre os cuidados com os bebês. E, claro, aprendi mais uma porção de coisas, que compartilho no post de hoje:


 

luiz21. SABER O SEXO FAZ TODA A DIFERENÇA – Naquele post eu disse que a pergunta que eu mais ouvia era “Já sabe o sexo?” e que as pessoas ficavam intrigadas quando eu respondia que não estava ansiosa para saber. Mas, no mesmo dia, fiz um ultrassom que me contou que eu esperava um menino. E foi impressionante como isso fez toda a diferença para mim! Passei a imaginá-lo de forma mais definida e uma das maiores delícias foi discutir o nome com meu marido. Passamos a comprar (e ganhar) mais coisas para o enxoval e me parece que ficou mais concreta a ideia de um bebê crescendo dentro de mim. Respeito muito os pais que decidem não saber o sexo dos bebês até o nascimento – e imagino que deva ser uma surpresa e tanto! –, mas hoje não sei como conseguem 🙂

2. O NOME – Para escolher o nome do nosso bebê (Luiz), nós buscamos as origens etimológicas da palavra (lutador, guerreiro), pesquisamos se ele estava muito comum (não entrava nem nos top 100 que estão na moda), comparamos com outros de que nós dois gostávamos (Mateus, Lucas, João), tentamos lembrar de conhecidos com o mesmo nome (quase ninguém, ainda mais sem ser composto), depois tentamos lembrar de personalidades com mesmo nome (Luiz Gonzaga, Luís de Camões, Luiz Tatit, Luiz Melodia, os vários reis da França, Lewis Carroll, Louis Armstrong) e até fomos ver de quem São Luís era padroeiro (da juventude e dos estudantes). Foi um papo gostoso de ter, que entrou madrugada adentro. Por isso, uma das coisas que mais me irritaram na vida foi quando falei sobre esse nome, quando ainda estava sendo conjecturado, e ouvi um “Não gosto de Luiz”. Dica a todas as pessoas do universo: não façam isso! Respeitem a escolha cuidadosa e carinhosa feita pelos pais.

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3. POR FALAR EM IRRITAÇÃO – De um mês pra cá eu ando numa impaciência incrível. Pequenas coisas já me tiram do sério, ando irritada com todo mundo (especialmente os conselheiros e palpiteiros sabichões de plantão) e não tenho saco nem pra manter as menores conversas. Ando achando todo mundo muito CHATO também, como contei outro dia aqui no blog (provavelmente, sou eu que estou chata, mas isso também passa). Foi um alívio reunir na minha casa, outro dia, grandes amigos de infância e perceber que com eles eu ainda podia passar horas conversando e me sentir em paz e alegre com isso. Amigas grávidas: quando tudo estiver te tirando do sério, ligue para os amigos que te fazem se sentir mais à vontade e marque um lanche com eles 😉

4. MAS O ASTRAL MELHORA – Apesar da impaciência, outras coisas melhoraram muito no meu humor. No começo da gravidez, eu fiquei para baixo em vários momentos, sem explicação aparente. Ao longo do segundo trimestre, até agora, esse coquetel hormonal das gestantes parou de me afetar tanto. Estou bem mais leve na cabeça, à medida que o corpo vai perdendo a leveza.

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5. O CANSAÇO SÓ AUMENTA – Aprendi que isso não vai melhorar com o tempo de gestação, pelo contrário. Na outra semana (sabatina de Janot, acareação da Lava Jato, eliminações na Copa do Brasil, Lula em BH e mais uma porção de notícias gigantes), pós-plantão, me senti tão exausta e com tanta overdose de informações, que até fiz algo inédito: abandonei este blog por cinco dias inteiros, sem dar qualquer satisfação (vocês notaram, né?). No jornal, mantive meu ritmo de trabalho frenético, mas, em casa, eu só queria dormir. A verdade é que tem dia que dá vontade de jogar tudo pro alto e fugir pras montanhas. Aliás, foi o que fiz há alguns fins de semana, fugindo para o Santuário do Caraça. Recomendo essa viagem a todas as grávidas do planeta.

Tchau, Santuário! Obrigada por lavar minha alma!

6. O SONO NÃO É UM SONHO – É um paradoxo: ao mesmo tempo em que ficamos mais cansadas e com um sono insuportável durante o dia todo, vai aumentando a dificuldade para dormir. Eu sempre preferi dormir de lado, mas foi só me dizerem que as grávidas precisam dormir de lado, que eu comecei a sentir falta de dormir com a barriga pra cima! Ainda não vi vantagem em entulhar a cama de almofadas para supostamente me deixar mais confortável, e também não acho posição só com meu travesseiro de sempre. Pra complicar, a gente continua levantando muito à noite para fazer os constantes xixis, então é comum eu me ver com a velha insônia, ou num sono muito turbulento, o que só prejudica o cansaço do resto do dia. Uma coisa que melhorou muito meu sono no inverno, que ficou uns dois meses sendo interrompido por tosses secas, foi a compra de um umidificador, que deixo ligado a noite toda, bem perto da cama.

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7. MUITO PRAZER, SOU SEUS PÉS – Pela primeira vez, comecei a prestar atenção maior aos meus pés. Eles de vez em quando chamam minha atenção: alô, tou doendo! Não é bem uma dor e os meus nem estão inchados como os de algumas mulheres grávidas (tem até quem mude o tamanho do calçado durante a gravidez), mas às vezes incomodam. Aprendi que, nessas horas, nada melhor que deixar com os pés pra cima, sobre duas almofadas, e ficar nessa posição por alguns minutos, relaxando, ouvindo uma música ou lendo um bom livro.

8. AS PREOCUPAÇÕES MUDAM – Se antes eu ficava preocupada com as milhões de coisas que dizem que podem acometer as grávidas, agora já virei a chavinha: já estou com a cabeça loooonge, pensando em como será a amamentação, se vou conseguir ser uma boa mãe, como será a personalidade do meu bebê, onde vou deixá-lo quando acabar a licença-maternidade etc. E, claro, como será o parto. Já parei de ler livros sobre gestantes e estou lendo alguns sobre cuidados com bebês. Acho que parte do motivo é o fato de eu ter tido uma gestação muito tranquila até agora, sem qualquer tipo de complicação, sem emergências, sem sustos.

9. SOBRE OS SUSTOS – Bom, eu tive um susto. Passei dois dias com uma dor de barriga fortíssima, mas sem nada que a justificasse, como diarreia. Como a barriga é o lugar mais preocupante para uma grávida sentir dor, minha médica me mandou ir imediatamente ao pronto-socorro. No final, descobrimos que não era nada de mais, mas, no caminho para o PS, sozinha no táxi, eu fiquei com o coração na boca, pensando só em coisas ruins, e tentando conter o choro. As bobagens que não me causariam a menor preocupação antes de engravidar agora se tornam pequenos monstrinhos.

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10. SOBRE OS LIVROS – Os livros começam a ficar repetitivos e a gente fica com aquela impressão de que, na prática, tudo será muito diferente da teoria, então é uma perda de tempo lê-los. Fico pensando que, quando meu bebê adoecer, os monstrinhos que me preocuparam naquele dia do susto vão virar verdadeiros monstrengos. E não haverá livro que salve, só a paciência e a coragem. Por isso, tomei grande antipatia de livros que tratam os pais como idiotas e a autora como uma mágica que sabe de tudo e conhece os filhos melhor que seus progenitores. É o caso do terrível “A Encantadora de Bebês”, de uma tal Tracy Hogg, que diz que “resolve todos os seus problemas”. Ela inventa siglas para falar sobre os métodos que os pais devem seguir e repete, a todo momento, coisas como: “As minhas técnicas sobre encantamento de bebês funcionam.” E fala sobre os bebês como se todos fossem robozinhos idênticos. Não consegui passar do primeiro capítulo. Por outro lado, gostei muito do livro “Nasceu, e agora?“, que já recomendei aqui no blog.
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11. SENTINDO O BEBÊ – Lá pela 20ª semana, finalmente comecei a sentir os movimentos do meu bebê. Primeiro, bem suaves, hoje em dia, constantes e bastante fortes (na sexta-feira, pela primeira vez, consegui até mesmo ver a barriga se mexendo com os chutes). É muito legal perceber que o bebê tem até horário favorito para se mexer! E é emocionante, uma grande alegria mesmo, colocar a mão do meu marido na minha barriga e ver o assombro e encantamento dele ao sentir o chutinho, que é algo que só foi acontecer lá pela 25ª semana.

luiz12. VENDO O BEBÊ – O ultrassom sempre foi um momento muito especial da gestação. É quando descobríamos o tamanho e peso do bebê, ouvíamos seu coração bater, e conseguíamos ver os contornos do rosto, a coluna, os pezinhos… Na semana passada, entrei na fase para fazer o ultrassom 3D. O plano de saúde não cobre, é caro, e a médica foi clara: “É só uma ‘perfumaria’, para mim, não faz diferença nenhuma se você não fizer.” Fiquei em dúvida se deveria mesmo pagar para ver aquele bonequinho de barro, ou massinha, que o 3D mostra. Mas não resisti e acabei fazendo. E foi muito legal! Deu para ver direitinho o nariz, a boca, o queixo… O bebê ficou muito mais concreto na tela do computador. Sei que ele ainda vai mudar muito até o nascimento, mas foi muito legal essa experiência neste momento, e está guardada pra sempre num DVD.

13. O MUNDINHO DO BEBÊ – Outra grande alegria dessa fase é começar a comprar as coisas para o quarto do bebê. Hoje, se me perguntarem, sei tudo sobre berços. A gente pesquisa e vai ajeitando as coisas, e dá uma paz danada entrar naquele cômodo que, mesmo ainda sem cara de quarto de bebê, a gente sabe que vai ser um dos nossos recantos mais frequentados nos meses seguintes.

eugravida14. NÃO É MAIS BARRIGA DE CHOPP – Agora não tem jeito: você está publicamente grávida, é preciso ser muito lerdo para uma pessoa olhar para você e não perceber isso imediatamente. Aliás, é muito comum que todos olhem primeiro para sua barriga e depois para seu rosto, ao te verem chegando. O lado bom é que diminuem as desconfianças nas filas preferenciais dos caixas e as pessoas tendem a ser um pouco mais educadas quando sabem que estão falando com uma mulher grávida. A consciência de que existe um pequeno ser humano se desenvolvendo (quase pronto!) dentro de você (e todas as implicações disso), que antes era praticamente só sua, agora passa a ser de todos ao redor: do garçom ao colega de trabalho, do vendedor da loja ao vizinho.


15. PARA NÃO VIRAR BARRIGA DE CHOPP –
À medida que a barriga cresce, a gente vai ficando meio desajeitada, empacada, lenta, uma virada na cama já começa a dar trabalho. Como se estivéssemos num outro corpo, dentro de uma fantasia de bonecão de posto, rs. Imagino que a coisa só Boneco_Biruta_17_piore daqui pra frente (o que me dá um certo medo antecipado). Tenho mantido o mesmo mantra do início da gravidez: não neurar com dieta ou exercícios, mas me alimentar de forma saudável e fazer os exercícios sempre que houver disposição. Só peso na balança quando vou à médica, uma vez por mês. Mas o autocuidado, em geral, aumentou: eu, que nunca fui uma pessoa vaidosa, estou aprendendo a cuidar melhor de mim mesma. Tenho me habituado a passar creme hidratante depois do banho, a passar protetor solar no rosto antes de sair de casa, a tomar o sol indicado para ajudar na amamentação, tomar as vitaminas e vacinas pedidas, e, dentre todas essas coisinhas, também a me alimentar de forma mais saudável. Por enquanto, tenho conseguido manter um peso razoável e fazer atividades físicas com uma frequência OK. Agora que o calor voltou com força, quero voltar a praticar o melhor esporte para as grávidas: a natação. Afinal, é na piscina que nos sentimos mais leves de novo 😀


 

Importante: nada do que escrevi acima é regra geral de nada, nem conselho, nem certeza. São só minhas experiências pessoais, filtradas pela minha percepção. Mas cada mulher é de um jeito! Por isso, amigas grávidas ou ex-grávidas: Comentem aí 😉 O que aprenderam durante a gravidez? Tiveram muitos desejos? A experiência foi ou está sendo parecida com a minha? Vamos compartilhar!

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A rede social dos leitores

goodreads

Foi só muito recentemente que descobri a existência da rede social GoodReads, indicação do meu amigão de faculdade Pedro Abreu. Por enquanto, só acesso a página com a frequência da leitura de um livro: ou seja, ultimamente, a cada 20 ou 40 dias. Entro lá, atualizo que um livro foi terminado, coloco o link para a resenha, e registro qual o novo livro do momento.

(Em junho, cheguei a cadastrar que estava lendo Shataram, que tem 936 páginas, mas interrompi a leitura mais ou menos na altura da página 150…)

Achei a ideia dessa rede social muito boa: você tem acesso a uma infindável lista de recomendações de livros, de seus amigos ou até de escritores famosos, como John Grisham, que tem uma conta lá, com 1.561 amigos (mas só cadastrou três livrinhos, rs). Também me parece que há fóruns de discussão, grupos e afins, mas ainda não explorei muito bem.

Também é uma forma prática de manter um registro das suas leituras, relembrar quando você leu tal romance e o que achou dele. No dia em que entrei na GoodReads, em maio, cadastrei meus livros favoritos na minha “estante”, lidos entre 1997 e 2015. Hoje, minha lista contém 83 livros lidos e o que estou lendo atualmente (o policial “O Bicho-da-Seda”). Quem quiser dar uma espiada nesses meus livros-de-cabeceira-da-vida-toda pode clicar AQUI. Não sei se precisa ser cadastrado no site para ver, mas acho que não.

Fica a dica aos outras fãs da literatura que ainda não conheciam esta rede social 😉

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