15 coisas que aprendi em quatro meses de gravidez

Uma das coisas mais legais de ser mãe é que a gente aprende muita coisa nova, que nunca passou pela nossa cabeça. Falo isso porque, com míseras 17 semanas de gravidez, já aprendi taaaaanta coisa com essa maçãzinha que está dentro da minha barriga, que tenho certeza que aprenderei muito mais quando ele ou ela tiver 17 semanas de vida, e outras coisas incontáveis quando tiver 17 anos. E por aí vai.

E são coisas que eu nunca tinha nem ouvido falar, mesmo com irmãs e amigas que já tinham engravidado aos montes antes de mim. Que acho que só experimentando mesmo para descobrir. O post de hoje é sobre isso, e recomendo a leitura não só pelas gestantes e ex-gestantes, mas também pelos homens e mulheres que convivem com gestantes e que talvez se tornem mais pacientes com elas depois 😉


1. O BEBÊ QUE MANDA – Minha descoberta da semana é que, mesmo que os livros falem que você pode sentir o bebê a partir das 16 semanas de gravidez, é o bebê que sabe quando vai mexer mais forte, ele que manda! E você pode se roer de expectativa, porque a primeira mexida pode acontecer só lá pelas 20 semanas. Conforme-se.

2. O BEBÊ QUE MANDA MESMO Aliás, cada bebê é de um jeito. Esqueça os livros e os palpiteiros. Tem gente que sabe o sexo do bebê com 12 semanas, mas, no ultrassom, o meu estava sentado, de pernas cruzadas, numa postura zen e feliz, e não me deixou saber nem as chances. Tem amiga minha com o bebê “encaixado” desde as 37 semanas, e outra com o bebê quietinho, ainda sem muita vontade de sair, mesmo com 39 semanas.

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Tem que passar protetor solar MEEEEESMO, ou a pele fica toda manchada!

3. PREOCUPAÇÃO COM A SAÚDE – Aprendi, em apenas quatro meses de gestação, que a grávida precisa se preocupar com TUDO. Antes eu achava que era só uma questão de não poder beber cerveja. Agora sei que sua imunidade vai pro brejo (pelo bem da imunidade do bebê!) e você tem que se preocupar com coisas como gengivite, diabetes gestacional, hipertensão, candidíase, gripe, manchas permanentes na pele, a volta das espinhas, infecção urinária, intoxicação alimentar, toxoplasmose, varizes, estrias, problemas de visão, tonturas, infecções em geral, gastrite, dor de coluna etc. A lista é tão grande que vivo me esquecendo algum item com que devo me preocupar. E a cada dia leio sobre um novo para agregar ao restante.

4. VIVENDO COM RESSACA – Aprendi que sou uma sortuda das grandes. Muita gente tem enjoos diários durante a gravidez, com direito a vomitar o café da manhã todos os dias. O máximo que tive foi uma “ressaquinha” ocasional nos três primeiros meses, mas sem vômito.

5. VIVENDO SEM RESSACA – Aprendi que é muito fácil parar de beber. Eu sempre fui cervejeira e cheguei a ter saudades de tomar um chopp geladinho nas duas ou três primeiras semanas, mas hoje não sinto a menor falta. Outro dia decidi tomar um copo com meu marido, num domingo de sol, mas desceu ruim e eu nem terminei de tomar. Não acho que eu vá parar pra sempre, mas talvez que uma consciência sobre o bem que isso faz ao bebê esteja me dando uma forcinha para perder o gosto por cerveja ou vinho. Espero que a mesma força domine as fumantes!

E eu bebia bastante!

E eu bebia bastante! Foto da janela do apê onde eu morava

6. VONTADE DE USAR FRALDÃO – Aprendi que não há limites para as idas ao banheiro para fazer xixi. E que, às vezes, a gente está suuuuuper apertada e, quando chega ao banheiro, só saem três gotinhas. Chego a acordar quatro vezes por noite para fazer xixi, às vezes. Dica: se tiver uma grávida na fila do banheiro do shopping ou do restaurante, deixe ela passar na sua frente!

7. ME DEIXA DORMIR!!! – Aprendi que não há limites para o sono. Você pode dormir 10 horas por noite e ainda ter uma vontade incontrolável de deitar a cabeça no teclado depois do almoço, e já no trabalho. O problema é quando o sono bate no caminho do trabalho, dirigindo…

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8. FIXAR EM UMA SÓ FONTE – Aprendi que o desencontro de informações é muuuuuito grande. Você pode ouvir coisas diametralmente opostas de duas fontes que considera confiáveis. Às vezes leio coisas opostas até na mesma fonte! Por isso, o melhor é se guiar só por uma pessoa mesmo (seu médico, de preferência) e não dar muita importância aos sabichões que pululam ao redor com dúzias de conselhos.

9. CURIOSIDADE PÚBLICA – Aprendi que as pessoas geralmente nos abordam com mil perguntas sobre a gravidez e, nesta fase em que estou, a favorita é: “Já sabe o sexo???”. “Está ansiosa pra saber o sexo??”. Geralmente não acreditam quando digo que não estou nem um pouco ansiosa com isso. E também observei que nossa barriga vira automaticamente pública, com todas as mãos alheias livres para pousar nela. E me dei conta de que eu fazia a mesma coisa com amigas grávidas (antes de ficar grávida) e decidi começar a me policiar 😉

10. GRIPE CRÔNICA – Aprendi que, pior do que adoecer, é adoecer grávida. Você não pode tomar nenhum remédio por conta própria quando está grávida, nem passar pomadinhas, nem nada (pode — e deve — tomar vacina contra a gripe). Tudo tem que ser consultado com o médico. E eu tive a infelicidade de pegar uma sinusite em plenas férias, que me deixou prostrada por uma semana, e tive que tomar antibiótico. Também estou com um tosse de mais de um mês, mas tenho que ficar no (arg) chazinho (detesto chá!). Mas já ouvi amigas grávidas dizendo que passaram os nove meses com nariz entupido ou com tosse. Dizem que é normal (entra naquela lista…).

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11. SEM O MESMO PIQUE – Aprendi que a gente se cansa muito mais facilmente. Eu sempre fui uma pessoa muito ativa. Sempre andei a pé para ir a todos os lugares, sempre subi os andares usando escadas, sempre pratiquei exercícios físicos (pelo menos caminhadas), e já fui atleta na adolescência. Mas, desde que adoeci em maio, estou praticamente sedentária. Eu até tento caminhar de vez em quando, mas não tenho o mesmo pique que tinha antes, de jeito nenhum. E olha que minha barriga ainda está pequena, meio com cara de barriga de chopp. O esforço que tenho que fazer para praticar uma atividade física — que foi algo que sempre me deu prazer — é muito maior. E o pior é que exercícios são muito recomendados para grávidas, por vários motivos, inclusive para ajudar na hora do parto. Dois fins de semana seguidos de plantão me deixaram totalmente exausta nos últimos dias, e antes eram algo corriqueiro. Durante as férias, passei perrengue pra fazer caminhadinhas leves na praia e não tinha pique para muitos programas, mesmo de lazer. E, nos fins de semana, o que eu mais quero é ficar em casa, vendo um filme. Zero ânimo de ir pra um barzinho, eu que sempre fui butequeira.

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12. FILA PRIORITÁRIA E FALTA DE RESPEITO – Aprendi que as filas prioritárias nos supermercados, bancos e afins não estão lá só para enfeite. As grávidas realmente se cansam mais ao ficarem em pé por muito tempo, querem fazer xixi a toda hora, não podem carregar peso etc. São N motivos para termos prioridade, assim como pessoas com deficiência e idosos. Mas não adianta: o povo te olha torto quando você entra nessa fila, inclusive — pasme! — os caixas! A menos que você esteja com um barrigão de 40 semanas, prestes a parir, muita gente não dá a mínima para sua condição especial.

13. SEM PAPARICOS – Aprendi que essa história de grávida ser paparicada é ilusão. Bom, pelo menos comigo tem sido assim. Voltarei a esse tópico em posts futuros.

14. SAÚDE MENTAL – Aprendi que a gente também tem que se preocupar com depressão gestacional e que nosso humor flutua como nos piores dias de TPM. Tem dia em que estou me achando horrorosa, com baixa autoestima, que estou carente ou muito preocupada. Tem dia em que estou tão tranquila que até me “esqueço” que estou grávida. Às vezes me pego muito pra baixo e preciso me policiar. Não tenho conversado muito sobre a gravidez com ninguém (no começo, eu falava muito com uma amiga que também está grávida, mas parei de uns tempos pra cá, com medo de estar amolando ela demais) e acho que isso pode ser um problema. É claro que na maioria dos dias estou felizona, mas não fico o tempo todo naquele encantamento das grávidas de propaganda. Se você convive com grávidas, seja paciente e tente paparicá-las de vez em quando, tá? 😉

Bifaland, A Cidade Maldita

Ilustração de Allan Sieber

15. DESEJOS: VERDADE OU LENDA? – Me disseram que a história de grávida ter desejos (principalmente com comidas) é lenda. Mas também já vi muita gente desmentindo isso fervorosamente. Eu mesma já tive algumas vontades de comidas, mas nada muito “nossa, como PRECISO disso!”, nem nada muito esquisitão. Só, sei lá, “poxa, queria tanto comer lasanha hoje!” ou então: “Nossa, podíamos comprar morangos e comer com aquele creme de leite que sobrou!”. Uma coisa é certa: o apetite aumenta! E se tem uma coisa que não vou fazer durante a gravidez é regime, nem vou ficar neurando com peso. Tenho procurado me alimentar de forma saudável e tenho tentado comer alguns alimentos que dizem ser bons para grávidas.


Importante: nada do que escrevi acima é regra geral de nada, nem conselho, nem certeza. São só minhas experiências pessoais, filtradas pela minha percepção. Mas cada mulher é de um jeito! Por isso, amigas grávidas ou ex-grávidas: Comentem aí 😉 O que aprenderam durante a gravidez? Tiveram muitos desejos? A experiência foi ou está sendo parecida com a minha? Vamos compartilhar!

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25 ideias de presentes CRIATIVOS

Toda vez que datas comemorativas comerciais se aproximam, como o Dia dos Namorados, o Dia das Mães e o Dia das Mulheres, começam a surgir aquelas matérias clássicas nos portais de todo o Brasil: “X sugestões de presentes para sua namorada”. Mas já repararam como os presentes sugeridos são sempre os mesmos? Flores, chocolates, maquiagem, roupa… Se for homem, falam em relógios, meias, gravatas, canetas.

Quanta falta de criatividade!

Foi por isso que resolvi fazer um esforcinho e pensar em sugestões de presentes mais criativos, inusitados ou úteis, para homens e mulheres, com todas as faixas de preços. Não vou colocar aqui lojas ou marcas que vendam esses presentes, porque a ideia deste post é ser um brainstorm para todo mundo que estiver sem ideias de presentes para comprar — inclusive nos aniversários ao longo do ano. Mas ponho os links de buscadores, que levarão a várias opções de lojas, preços e marcas.

Vamos às minhas ideias:

FAIXA DE ATÉ R$ 20

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  1. Meia de dedinhos – é um presente divertido, ainda mais para essa época de inverno. Encontrei meias dessas a partir de R$ 6 na internet, mas o melhor é dar pelo menos uns três pares de cores diferentes, né?
  2. Luz para leitura – essa lanterninha portátil é super útil, principalmente para quem gosta de ler na cama, antes de dormir, ou gosta de ler em ônibus e aviões sem incomodar ninguém. A luz fica bastante direcionada para a página e não atrapalha nem quem dorme ao lado, na mesma cama. É possível encontrar a partir de R$ 11 na internet.

R$ 21 A R$ 50

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  1. Porta-garrafas do time do coração – dá para encontrar a partir de R$ 23 na internet, como AQUI e AQUI. Tem também umas em formatos diferentes, mais criativos.
  2. Livro de colorir para adultos – a modinha chegou com força e já encontrei seis opções diferentes em uma livraria de BH. É divertido mesmo e pode ser achado por cerca de R$ 25, fora os lápis de colorir.
  3. Livros de receitas – também encontrados por todos os preços, mas a faixa principal é esta. Dá para ser ainda mais criativo e comprar um livro que tenha mais a ver com o presenteado: só com receitas de chocolate ou só com receitas veganas ou só receitas light, por exemplo. Só saladas, só churrascos, só drinks… Tem de tudo!
  4. Livro com exercícios – este também é um presente original, porque você pode dar a alguém um livro com exercícios totalmente diferentes, de que a pessoa nunca ouviu falar, como o Qi Gong. Poderá incentivá-la a conhecer algo novo, que pode fazer um bem danado à saúde e à cabeça.
  5. Quadro para avisos – é um presente muito legal! Serve para deixar lembretes num lugar de fácil acesso ou para deixar recadinhos carinhosos para outros membros da família. Tem de todos os preços; minha sugestão é comprar os voltados para crianças, que costumam ter a mesma função e ser bem mais baratos.
  6. Namoradeira – vai para algum interior de Minas? Ou alguma cidade histórica qualquer do Brasil? Compre uma namoradeira! É um presente muito bonito, típico do nosso artesanato, e ótimo enfeite para casa. Dá para achar com todas as faixas de preço, mas AQUI eu vi a partir de R$ 25.
  7. Pout-pourri de flores secas – são muito legais para aromatizar a casa, e podem ser colocadas, por exemplo, em vasinhos no banheiro, ou na sala. Não achei fácil de encontrar na internet, mas vi AQUI, a R$ 29,90. Alguns sites ensinam a fazer, como ESTE e ESTE.
  8. Quadro dos Beatles (ou de outra banda favorita) – fáceis de encontrar por cerca de R$ 29 na internet.
  9. Quadros personalizados – ou que tal montar você mesmo um quadro com várias fotos de bandas, escritores e atores favoritos do seu presenteado e pedir para as lojas de revelação de fotos imprimirem já no formato de quadro? Fiz um para mim e, na época, custou R$ 30 a impressão. Outra opção é transformar as imagens em ímãs de geladeira ou porta-corpos em sites como ESTE.
  10. Fichinhas para poker – é um presente divertido, que incentiva a pessoa a convidar os amigos ou reunir a família para uma partida de baralho. Pode ser encontrado a partir de uns R$ 35.
  11. Jogo de dardos com alvo – tem de todos os preços, mas dá pra achar na faixa de R$ 35. É divertido para pendurar na parede de casa e brincar, sozinho ou em dupla, inclusive com crianças.
  12. Caixa de ferramentas – é um presente muito útil, tanto para homens como para mulheres. Pode ser encontrado a partir de R$ 35 na internet, com as principais peças.
  13. Cofre camuflado como livro – além de ser um presente divertido, é um lugar legal para se guardar alguns pequenos bens valiosos sem chamar muito a atenção. Dá pra encontrar a partir de R$ 37 na internet.
  14. Porta-calcinhas – um desses organizadores muito úteis, especialmente para quem viaja muito. Ele tem uma divisória para pôr as calcinhas limpas e outra para as usadas. Algumas lojas que vendem pela internet: 1, 2 e 3.
  15. Pantufas divertidas – dá para encontrar a partir de R$ 35, com todos os formatos, desenhos, estampas, tecidos e gostos. Ideal para o inverno.
  16. Caixas de memórias – caixas decorativas, geralmente de aço ou madeira, para guardar cartões, fotos ou outras coisas que nos faça lembrar do passado. Você pode dar até a caixa já com alguns itens dentro, que lembrem a história que você tem com o presenteado da vez 😉 Encontrada em todas as papelarias, livrarias e afins, em preços diversos.

R$ 51 A R$ 75

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  1. Arquivo para guardar documentos – é muito útil para todo mundo ter um lugar organizado de colocar recibos de contas, notas fiscais, diplomas, certificados, certidões e outros documentos importantes sem ocupar muito espaço. Dá pra achar a partir de R$ 37, mas a maioria está na faixa dos R$ 60.
  2. Licor – é uma bebida legal para dar de presente, por causa de sua durabilidade. Se você der uma cerveja artesanal gostosa, vai ser ótimo, mas a pessoa vai acabar com o presente em uma sentada. O mesmo com um vinho. Mas o licor é para tomar aos pouquinhos, em copinhos — depois do almoço, por exemplo. Então é um presente que vai estar sempre lá, sendo consumido e lembrado. Dá pra comprar uns artesanais gostosos a partir de R$ 20, mas a faixa de preço no supermercado ou na internet está em uns R$ 50.
  3. Licoreira – a licoreira é um incentivo para o presenteado querer fazer seu próprio licor! Se for para comprar uma bem boa, de cristal e tal, fica na faixa dos R$ 70. Mas é possível achar umas de vidro comum bem bonitas e muuuito mais baratas, em qualquer lojinha de bairro. Para tornar o presente mais caprichado e pessoal, que tal fazer um caderninho com receitas de licor, escritas a mão, e entregar junto? Ontem divulguei quatro dessas receitas, veja AQUI.
  4. Caixinha de música a manivela – é um presente singelo, mas que costuma custar muito caro no Brasil, na faixa de R$ 70, como AQUI. Dizem que em Paris isso custa 5 euros… :/
  5. Jogo de tabuleiro – Imagem&Ação, Jogo da Vida, Banco Imobiliário, Detetive, Scotland Yard, Cara a Cara… São tantos jogos legais, para 2, 4, 6 pessoas…! Acho um presente e tanto e dá pra encontrar a partir de uns R$ 50, dependendo do jogo.

MAIS DE R$ 75

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  1. Balança – é um presente útil para todos, nessa era da saúde que estamos vivendo. Algumas balanças indicam, além do peso, coisas como o nível de gordura e de líquido do corpo, a massa muscular e óssea e o IMC. Outras permitem você gravar o peso na memória, para ir acompanhando a evolução ao longo de um tempo. Essas são mais caras, com preços muito variados, embora haja balanças simples por bem menos.
  2. Pufe – é o presente mais gostoso do mundo! Pro presenteado se esbaldar depois de um dia cansativo. É melhor comprar desses grandões em feiras de artesanato, que costumam vender a um preço melhor do que pela internet.

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  1. 15 dicas para criar seu próprio blog
  2. 10 dicas para ter uma hortinha em casa ou no apê
  3. Dicas para montar um portfólio online
  4. Dicas para perder peso sem perder a cabeça
  5. Dicas de livros
  6. Dicas de filmes
  7. Dicas de viagens

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15 dicas para criar seu próprio blog

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Amanhã vou comemorar 12 anos de blogueira. Vou contar um pouquinho de como entrei neste mundo mágico da blogosfera e falar sobre os blogs que já editei. Também estou aberta a responder às eventuais perguntas que algum leitor tenha sobre qualquer coisa que queiram fazer: até pensei em fazer no estilo “eu nunca”, que o Samuel Costa fez dia desses (sugestão da minha amiga Paty), com vídeo, pileque e tudo o mais, mas não encontrei tempo para gravar, editar etc. Então vou fazer do jeito tradicional mesmo… Ou seja, se tiver dúvidas, deixe aí no comentário ou envie por email e eu respondo no post de amanhã.

Enquanto isso, nesta véspera de efeméride, queria compartilhar um post que fiz em 2010, quando ainda tinha apenas cinco anos de blogosfera, para o Novo em Folha, blog da editoria de Treinamento da “Folha de S.Paulo” que eu ajudava a editar. Nele, eu dava sugestões bem práticas sobre como manter um blog e fazê-lo seguir em frente, sem morrer na praia. Eu estava relendo o post agora e não mudaria nem uma vírgula do que listei ali.

E, como acho que tem dado certo para mim, compartilho com aqueles de vocês que tiverem interesse em criar o próprio blog 😉

CLIQUE AQUI para ler o post original.

Abaixo, listo as 15 principais dicas:

  1. Escolha um tema para seu blog, algo que tenha a ver com sua especialidade ou com sua paixão pessoal. Blogs muito genéricos têm a desvantagem de não formar leitores cativos, embora possam atrair muitos leitores de passagem. Sendo apaixonado pelo tema, você terá facilidade em encontrar tempo para alimentar seu blog, mesmo nos fins de semana ou madrugada adentro. A ideia é que seu blog dure muito, né?
  2. Pense em atrair esses leitores fiéis, que vão sempre acrescentar informações úteis na troca de comentários com você. Eles não são os que entram para esculhambar e nem se dão ao trabalho de ler sua resposta; são os que entram, criticam, comentam, opinam, dividem e voltam várias vezes para continuar o processo.
  3. Uma das formas de atrair esses leitores é aproveitar muito o que eles oferecem, interagir muito com eles, mostrar que seu blog é um espaço coletivo (que é a ideia central de todo blog) e não um diário voltado para seu umbigo (como eram os primeiros blogs, lá de 2001/2002, felizmente em extinção).
  4. Pensando no item anterior: responda a TODOS os comentários dos leitores, tentando agregar mais informação à informação que eles trazem. Publique posts com as ideias trazidas por eles, sempre que couberem na proposta do blog.
  5. Vale a pena moderar os comentários, para evitar ofensas gratuitas, estar sempre ciente de quando há novos comentários e possibilitar que sua resposta a eles venha sempre junto, caso o leitor volte para conferir.
  6. Nunca, jamais, apele com um leitor. Em tempos de fla-flu político, tem sido cada vez mais comum a existência de leitores de passagem, movidos por interesses ideológicos (ou financeiro$, porque muitos são pagos para isso), que não acrescentam, só esculhambam. Em blogs sobre política ou futebol, isso é mais comum ainda. Às vezes é difícil, mas respire fundo e responda sempre com educação, elevando o debate. E aprenda com as críticas.
  7. Tente outras formas de interação com o leitor, além dos comentários: enquetes, pedido de sugestão de posts, debates e provocações, envio de exercícios para que eles façam (num blog como o Novo em Folha) etc.
  8. Não tem tempo para atualizar seu blog todos os dias? Então nem precisa começar.
  9. Seus leitores precisam de satisfações a todo momento. Então, se você não puder atualizar o blog por uns dias, avise isso a eles. Tente sempre achar um jeito para liberar os comentários, mesmo nos fins de semana.
  10. Blog comporta fotos, vídeos, artes animadas e outra porção de ferramentas, todas fáceis de inserir. Não desperdice a chance.
  11. Crie uma pasta em algum lugar, chamada “pautas para o blog”, e coloque suas ideias para posts futuros lá. É bom não publicar taaaantos posts por dia, porque os leitores não lêem só seu blog. Tente criar ganchos entre os posts, mas também diversificar os assuntos (dentro da proposta geral).
  12. Evite posts longos demais. Se não der, divida-os em tópicos ou ponha subtítulos (ok, sei que não cumpro muito isso…).
  13. Divulgue seus posts pelo twitter, facebook e outras redes sociais. Divulgue por e-mail apenas aos que quiserem receber seus e-mails. Não coloque o post inteiro no e-mail, apenas uma chamada e o link para o blog. Vale até fazer cartão com o endereço do blog para entregar aos amigos e novos conhecidos, se for levar o projeto a sério. E comprar um domínio pra que o endereço do seu blog, impresso nesses cartões, fique mais curtinho e fácil de memorizar (é barato, coisa de R$ 30 por ano).
  14. Escreva posts didáticos, sem linguagem muito rebuscada, dirigindo-se ao seu público-leitor, como se numa conversa. E viva o bom humor 😀
  15. Torne seu blog atraente, com vários links espalhados no texto, remissões a outros blogs, fotos, um perfil dizendo quem você é, histórico do blog, formas de contato, visual sem muitas firulas, endereço fácil de memorizar.

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Como perdi 7 kg sem perder a cabeça

Já falei várias vezes aqui no blog: sou contra pessoas bitoladas por causa de peso, sou contra excesso de magreza, sou contra pessoas que abdicam de comida de verdade para comerem grãos, igual passarinho, ou vitaminas e suplementos artificiais, sou contra o preconceito exacerbado que existe contra os gordos, sou contra forçação de barra para se encaixar em um padrão de beleza — magra, cabelo liso, unhas feitas, pernão etc. Acho que as mulheres precisam tomar ainda mais cuidado para não cair nessa armadilha moderna.

Mas acho importante a gente procurar ter uma vida saudável, praticar exercícios regularmente e cuidar para que o colesterol e as outras coisas fiquem nos níveis recomendáveis.

Havia pelo menos dois anos que eu estava numa dieta 100% livre. Por livre, entenda descontrolada, esbórnia total. Eu comia torresmo e barriga como quem toma água, me esbaldava em churrascos de sexta a domingo, comia pipoca lotada de manteiga derretida por cima, fazia panelas de brigadeiro, comia chips à vontade, essas coisas. Nunca me importei muito em ser uma beldade, então dava de ombros para qualquer tipo de restrição na dieta. Mesmo assim, sempre pratiquei caminhadas ou corridas e, de um ano pra cá, voltei a nadar com alguma frequência.

Essa longa introdução foi para que vocês entendessem melhor como funciona minha cabeça e, aos que não me conhecem pessoalmente, compreenderem melhor este post. Se você se identificou, recomendo que passe ao próximo capítulo 😉

Mudanças de comportamento

O máximo de peso que atingi na vida foi nas minhas férias deste ano, em maio: 76 kg. Depois que voltei das viagens, perdi um pouco do excesso acumulado nas aventuras e, em julho, estava com 74 kg. Foi quando uma das minhas irmãs me procurou para dizer que achava que eu estava descontrolada demais, e se eu não deveria repensar meus hábitos de alimentação. E, junto com o toque, me passou o telefone de um médico endocrinologista que é amigo dela.

Fui até ele e fiquei muito satisfeita com a forma como ele me explicou as coisas, bem didaticamente. Fiquei ainda mais satisfeita por ele ter prescrito uma dieta possível e não ter indicado nenhum remédio (detesto remédio!), e por ele ser daquele tipo de médico em extinção: atencioso, que reserva um tempo grande à consulta e procura entender o problema específico do paciente da vez.

Saí de lá meio apavorada pela perspectiva de ter de abrir mão de várias coisas que amo comer (como queijo minas à vontade), mas decidida a tentar, pelo menos nos primeiros dois meses, quando eu teria que voltar para o acompanhamento do médico. Eu queria ver os efeitos que essa decisão teria na minha saúde, inclusive nos exames de sangue e tudo o mais.

Posso dizer que as primeiras duas semanas foram muito difíceis, mas que em nenhum momento eu passei fome (pelo contrário: às vezes até comi sem fome, como vocês verão mais abaixo). Perdi, de cara, em dois meses, 4,5 kg. E, nos dois meses e meio seguintes, num ritmo mais estável e abrindo algumas concessões, outros 2,5 kg. Nesse meio-tempo, fui a festinhas de crianças, a um casamento, à praia, a aniversários, a botecos — enfim, fiz muita coisa normal, com as cervejas, queijos e doces esperados nos programas de fins de semana.

Ainda vou continuar o acompanhamento, de dois em dois meses, com este ótimo médico, mas o mais importante é que, nesses quase cinco meses, mudei meus hábitos alimentares, perdi 7 kg, voltei a um IMC recomendado (de 27 para 24), baixei meus níveis de triglicérides, e fiz tudo isso sem nenhum grande sacrifício, sem abrir mão de coisas de que gosto muuuuito e sem fazer loucuras que muita gente faz pra emagrecer. Enfim, sem perder a cabeça. Por isso, como deu certo para mim, acho que pode dar certo para outras pessoas que queiram apenas uma vida mais saudável. É para elas que preparei as 10 dicas abaixo:

1. Procure um bom médico

Estou falando um médico bom mesmo, não esses mil picaretas que existem por aí. Evite aqueles que te mandam parar de comer e substituir tudo por suplementos. Evite aqueles que te entopem de remédios. Evite aqueles que te cobram como se você estivesse no Exército. O bom médico tem que entender o que é possível para você, entender do que você não abre mão de jeito nenhum, e recomendar uma dieta que altere seus hábitos, mas não te faça morrer de fome. (Passo os contatos do meu médico por mensagem privada, mas não vou colocar aqui no post, porque não pedi essa autorização a ele). Acho importante esse acompanhamento médico, porque cada pessoa é de um jeito e o bom médico saberá dar as orientações condizentes com o seu perfil.

2. Conte a todo mundo que você está de dieta

Logo que comecei o acompanhamento médico, avisei a todos os meus colegas de trabalho, à família, ao amigos. Quanto mais as pessoas souberem que você está de dieta, mais elas vão evitar que você caia em tentações desnecessárias. Isso não significa que você não possa experimentar o delicioso bolo de churros que uma colega levou ao trabalho um dia, mas eles não vão te oferecer pão de queijo quentinho todas as tardes. Mais importante ainda é fazer o marido/namorado/companheiro compreender bem o que você quer, porque ele também passará a te acompanhar na alimentação mais saudável do almoço e fins de semana, nas caminhadas em dupla, e vai te incentivar, além de também mudar os próprios hábitos.

3. Não precisa cortar o que você mais ama

Ok, o médico falou que eu devo trocar o queijo minas padrão, que sempre amei, por um frescal. Não gosto de frescal, mas achei possível fazer, então fiz. Já a cervejinha de fim de semana e a pipoca na hora do filme, uma vez por semana, eu não ia conseguir cortar — nem tentei. E tudo bem. Se a gente tem que sacrificar o que mais dá prazer, a dieta passa a ficar insuportável e a gente desiste no meio do caminho. Se a gente mantém, cortando só o que for possível, tudo fica mais fácil e podemos preservar aquele bom hábito para sempre.

Algumas trocas que fiz em julho e que continuo fazendo até hoje, e, provavelmente, para sempre:

  • Açúcar por adoçante (não gosto de aspartame, então fiquei feliz ao descobrir o stevia, que não tem o mesmo gosto ruim);
  • Queijo minas padrão e outros deliciosos por queijo frescal (ou pelo padrão light, mas é bem mais caro, então só de vez em quando);
  • Leite integral por desnatado;
  • Suco de caixinha por suco natural;
  • Pão de sal por pão de forma integral ou 4 biscoitos de água e sal

(Vou acrescentando à medida que me lembrar de mais coisas)

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(O queijo, o pão de queijo e a cerveja foram exagero/brincadeira, mas já mostra o espírito da coisa 😀 )

4. A quantidade é o segredo da felicidade

Perguntei ao meu médico se eu tinha que abrir mão da pipoca e da farofa e ele respondeu: “De vez em quando e com moderação quase tudo pode, ok?” Esta frase foi a salvação da pátria. Foi assim que pude manter a vida normal, as idas a pizzarias e eventos, sem ficar salivando e sem desistir. Não tem problema comer brigadeiro, só não podem ser dez. Em vez de comer três fatias de pizza, como uma e meia. E assim por diante. No lugar do queijo frescal, também posso passar requeijão no pão, mas em vez de lotar o pão de creme, transbordando, ponho só uma colher de chá, suficiente pra “sujar” a superfície do pão. É gostoso do mesmo jeito, só não é exagerado. E hoje nem sinto mais falta dos excessos que eu cometia antes.

5. Por outro lado, tem que comer mais

É isso mesmo que você leu: comer mais, pelo menos em termos de frequência. Eu nunca tomava café da manhã, almoçava pra danar e depois ficava o resto do dia comendo quase nada, pelo menos de segunda a sexta. Resultado: o corpo acumulava mais gordura, para suportar a privação que eu, descontrolada, impunha e ele nas várias horas sem nada para comer. Agora acordo e tomo café, mesmo sem fome. Pão, requeijão ou queijo, café com leite. No meio da manhã, como uma banana ou três biscoitos. Almoço menos do que almoçava antes, porque estou com muito menos fome (3 colheres de arroz, 2 de feijão, 3 de batata cozida, um bife médio de carne, salada — coisas assim, que o médico saberá te recomendar em detalhes). Mas vale ressaltar que passei a comer arroz e feijão, que eu nunca comia antes. No meio da tarde, mais uma fruta ou três biscoitos. À noite, sanduíche ou jantar do estilo do almoço. Como eu disse na introdução, não senti fome com a dieta: pelo contrário, em alguns momentos, comi quando estava sem fome, para forçar o hábito. E isso foi ótimo, porque fez com que o sacrifício por não me encher de batatas fritas todos os dias fosse menor. Lembre-se: não é preciso passar fome quando se faz uma dieta alimentar saudável. No máximo, passar vontade 😉

6. Exercícios físicos são essenciais

Sei que esta é a parte mais difícil pra muita gente, mas foi a mais tranquila pra mim, porque sempre pratiquei caminhadas. Continuei na mesma toada, mas me esforçando mais para fazer pelo menos 3km por dia, mesmo naqueles dias de soooono ou quando eu estava com aquela preguiiiiça. O fato de ser diário é que era bom, mesmo que durasse só meia horinha. Repare bem: eu odeio academia, então me neguei veementemente a ir para uma delas e estou fazendo as caminhadas na rua, como sempre preferi. Isso é importante: você precisa descobrir o exercício que vai te fazer melhor, que não seja só obrigação. Que tal andar de bike? Nadar? Fazer boxe? Peteca? Dança do ventre? Judô? Musculação mesmo? Descubra qual esporte te dá mais prazer e invista!

Um dos poucos registros que tenho como nadadora, aos 14 anos

Um dos poucos registros que tenho como nadadora, aos 14 anos

7. Cuidado com fim de semana; crie rotina

Confesso que me esbaldei em todos ou praticamente todos os fins de semana de julho pra cá. Mas procurava fazer essa festa só em um dos dois dias, mantendo a rotina mais ou menos conservada no sábado ou domingo. Rotina é uma coisa muito boa para quem quer criar um hábito, seja ele bom ou ruim. No meu caso, tentei estabelecer um horário para as caminhadas e procurei me lembrar de comer no intervalo entre duas grandes refeições, mesmo sem muita fome. Não cheguei ao cúmulo de colocar despertador para comer, como já vi gente fazendo, mas me pautava pelo relógio mesmo. Tipo assim: tomei café às 6h e vou almoçar às 13h, então, lá pelas 9h30, eu tentava comer uma banana. A rotina ajuda até mesmo para as idas ao banheiro, que são um problema para muitas mulheres (e homens também, claro).

8. Cuidado com a balança

Balança é um troço meio frustrante para muitas pessoas. Você não vê resultados nela como numa planilha de contador. Nem sempre ela faz sentido. Por isso, não se descabele muito. Eu sugiro pesar no máximo uma vez por semana (máximo MESMO) e só nas sextas-feiras, quando o esforço acumulado dos dias úteis é mais visível. Se você pesa numa segunda-feira depois de um churrascão de domingo, vai achar que foi tudo em vão. E mais: se sua balança for como a minha, desista. Melhor nem pesar. A minha é tão maluca que, num dia, me dá 68 kg e, poucas horas depois, registra 65 kg. Por isso, agora só peso na balança do médico, uma vez por bimestre, e tá bom demais.

9. Tenha paciência e dê tempo ao tempo

Se você queria uma receita mirabolante para perder 7 kg em uma semana, entrou no blog errado. Sou contra tudo o que é mirabolante demais, antinatural demais, como coloquei logo no primeiro parágrafo do post. O que estamos falando aqui é de mudança de hábitos — ou seja, de algo gradual, mas permanente. E, como não quis perder a cabeça junto com a pança, esse método foi lento, na base da paciência. Perde-se muito no primeiro mês, porque era o excesso do excesso. Depois perde-se num ritmo menor no segundo mês. E assim por diante: a curva vai suavizando com o tempo, mas continua caindo (até chegar a um limite natural), como no gráfico abaixo. Como vou continuar com minha nova rotina, imagino que eu ainda chegue a uns 64 kg sem muito esforço, ao longo dos próximos meses. E, chegando nesse patamar, já acho que nem preciso de perder mais nada, estará bom demais.

peso

10. Lembre-se: não é uma dieta, é uma mudança de hábitos

Já falei isso mil vezes, mas acho que merece um capítulo à parte. Porque quando entramos num acompanhamento como esse tendemos a querer nos submeter a um esforço de pouco tempo, e depois voltar tudo a como era antes, quando a meta individual tiver sido atingida. Mas não pode ser assim. Quando saí do consultório do meu médico pela primeira vez, quase chorei de tristeza pela vida de adoçantes, queijos frescais e poucas pipocas que eu via pela frente. Pensei: vou me esforçar, ver se me sinto melhor e, depois de dois meses, paro. Mas logo no primeiro dia já percebi que não seria impossível – já se passaram quase cinco meses e já guardei muitos dos hábitos. Acho só que precisamos renovar as restrições de tempos em tempos, quando começamos a ficar muito condescendentes com nossas exceções. Dar uma relembrada nas informações passadas pelo médico, dar uma reexaminada no sangue etc. Mas não precisa haver estresse. Se você realmente mudar os hábitos, o processo será suave — e, mais importante, não haverá efeito-sanfona, como nas dietas de capa de revista.

É importante perceber que, nesse caso específico (o meu, e imagino que o de quem chegou até aqui neste post imenso), o mais importante não é perder peso. É buscar uma vida mais saudável, mas sem neuras idiotas e sem abdicar totalmente do que nos dá prazer. Não é uma mera questão estética — embora ela surja, de alguma maneira. Nos últimos seis meses, desde a volta das minhas férias, perdi 9 kg. Mas também ganhei um pique enorme para os exercícios físicos, estou dormindo igual a uma pedra à noite, estou trabalhando igual a uma doida de manhã e até este blog ficou mais produtivo. Sentindo-me mais feliz, também me sinto mais bonita. Ou vice-versa. Não é isso o que realmente importa, esse bem estar? 🙂

Arquivo pessoal / Foto de agosto de 2013, quando eu ainda estava na fase dos torresmos ;)

Arquivo pessoal / Foto de agosto de 2013, quando eu ainda estava na fase dos torresmos 😉

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Se você resolveu experimentar minhas dicas, não deixe de voltar aqui daqui a alguns meses e me contar como foi, viu? Quero coletar depoimentos bacanas para inspirar as milhares de moças que ainda recorrem a fórmulas mágicas e precisam de um empurrãozinho para encarar algo mais permanente. E se você já passou por experiência parecida, conta pra gente também, aí nos comentários 😉

Leia também:

10 dicas para ter uma hortinha em casa ou no apê

No vasinho vermelho, hortelã e, no preto, tomatinho!

No vasinho vermelho, hortelã e, no preto, tomatinho!

Continuando o post de ontem, resolvi juntar tudo o que aprendi nesse período de dona-de-horta, para ajudar a incentivar que todos tenham a sua:

  1. VASO – Escolha um vaso retangular, relativamente profundo e comprido (não precisa ser tanto), pra conseguir plantar pelo menos uns três tipos de hortaliça sem que uma fique competindo muito com o espaço da outra.
  2. TERRA – Compre terra em um local especializado, em vez de roubar do canteiro do condomínio, ou algo do tipo. Isso porque o saco já virá com terra adubada, de boa qualidade, e você não precisará se preocupar com o adubo. Compre logo um saco grande, de 25 kg, pra não ter que se preocupar com terra quando tiver que remanejar uma plantinha nova ou aumentar a quantidade de terra num vaso.
  3. SEMENTES – Boas espécies para se plantar em locais pequenos como dentro de casa e do apê: cebolinha (a que cresce mais rápido), manjericão (idem), hortelã, coentro, orégano, salsinha, alho-poró, pimenta, sálvia, alecrim. As sementes você encontra à venda até em supermercado de bairro, dentro de saquinhos. Se a área for um pouco maior, como uma varanda (onde bata sol), pode ter pezinhos maiores, como de limão, pitanga e tomatinho-cereja ou uva.
  4. SOL – Escolha um local arejado e, principalmente, bastante ensolarado para colocar seu vaso. Cada planta tem sua especificidade, mas percebo que, no geral, a maioria gosta de bastante sol.
  5. ÁGUA – Regue todo santo dia. Isso é sério! E, se tiver calor demais, vale molhar mais de uma vez ao dia. A única exceção é se a área for aberta e for dia de chuva, rs.
  6. PRAGAS – Fique atento para ver se não aparecem pulgões e outras pragas, inclusive formiguinhas. Dependendo da praga, é melhor arrancar o galho onde ela estiver, para evitar que contamine todo o pé e os outros vasos. E recebi uma dica, do João Fellet, que o óleo de andiroba também ajuda a combater certas pragas. Outros falam em borrifar alho e álcool nas folhas. Ainda não precisei testar nenhum deles.
  7. RECUPERAÇÃO – Se a plantinha estiver morrendo do nada, veja se o problema não é o tamanho do espaço que ela tem no vaso, se outra planta maior não a está sufocando etc. Às vezes é bom fazer testes: tirar aquele hortelã do vaso que está pequeno demais e passar pra um maior; tirar do sol de dia inteiro e pôr num local onde bata sol só meio horário etc. O importante é fazer esses transplantes a tempo de a plantinha se recuperar.
  8. IDENTIFICAÇÃO – É legal colocar aquelas identificações no vaso, uma plaquinha dizendo o que foi plantado ali. Eu deixei de fazer isso e, no começo, quando a planta está miúda, custei a perceber que planta era. Também já confundi mato com alho-poró, por exemplo, e perdi onde deveria estar o orégano 😉 Essa dica é boa pra hortaliceiro de primeira-viagem.
  9. MATO – A propósito de mato, eles nascem muito. Às vezes vêem até na terra que a gente compra, já adubada. Então é preciso ficar atento e arrancá-los, assim que surgirem, pra evitar que sufoquem as plantinhas da horta.
  10. PARA MELHORAR AINDA MAIS – Se tiver mais espaço, plante também flores! Essas jardineiras vão alegrar seu dia, assim como as hortas. Troque ideias com os amigos que também cultivam hortas em casa, porque eles podem ter dicas preciosas, assim como as que você pode encontrar em comunidades e sites na internet. E não deixe de fotografar quando o primeiro tomatinho nascer ou quando as sementes estiverem começando a brotar. O resultado pode ser um vídeo que vai te alegrar pro resto da vida, como este que eu fiz:

Bom proveito! 😀