10 dicas para ter uma hortinha em casa ou no apê

No vasinho vermelho, hortelã e, no preto, tomatinho!

No vasinho vermelho, hortelã e, no preto, tomatinho!

Continuando o post de ontem, resolvi juntar tudo o que aprendi nesse período de dona-de-horta, para ajudar a incentivar que todos tenham a sua:

  1. VASO – Escolha um vaso retangular, relativamente profundo e comprido (não precisa ser tanto), pra conseguir plantar pelo menos uns três tipos de hortaliça sem que uma fique competindo muito com o espaço da outra.
  2. TERRA – Compre terra em um local especializado, em vez de roubar do canteiro do condomínio, ou algo do tipo. Isso porque o saco já virá com terra adubada, de boa qualidade, e você não precisará se preocupar com o adubo. Compre logo um saco grande, de 25 kg, pra não ter que se preocupar com terra quando tiver que remanejar uma plantinha nova ou aumentar a quantidade de terra num vaso.
  3. SEMENTES – Boas espécies para se plantar em locais pequenos como dentro de casa e do apê: cebolinha (a que cresce mais rápido), manjericão (idem), hortelã, coentro, orégano, salsinha, alho-poró, pimenta, sálvia, alecrim. As sementes você encontra à venda até em supermercado de bairro, dentro de saquinhos. Se a área for um pouco maior, como uma varanda (onde bata sol), pode ter pezinhos maiores, como de limão, pitanga e tomatinho-cereja ou uva.
  4. SOL – Escolha um local arejado e, principalmente, bastante ensolarado para colocar seu vaso. Cada planta tem sua especificidade, mas percebo que, no geral, a maioria gosta de bastante sol.
  5. ÁGUA – Regue todo santo dia. Isso é sério! E, se tiver calor demais, vale molhar mais de uma vez ao dia. A única exceção é se a área for aberta e for dia de chuva, rs.
  6. PRAGAS – Fique atento para ver se não aparecem pulgões e outras pragas, inclusive formiguinhas. Dependendo da praga, é melhor arrancar o galho onde ela estiver, para evitar que contamine todo o pé e os outros vasos. E recebi uma dica, do João Fellet, que o óleo de andiroba também ajuda a combater certas pragas. Outros falam em borrifar alho e álcool nas folhas. Ainda não precisei testar nenhum deles.
  7. RECUPERAÇÃO – Se a plantinha estiver morrendo do nada, veja se o problema não é o tamanho do espaço que ela tem no vaso, se outra planta maior não a está sufocando etc. Às vezes é bom fazer testes: tirar aquele hortelã do vaso que está pequeno demais e passar pra um maior; tirar do sol de dia inteiro e pôr num local onde bata sol só meio horário etc. O importante é fazer esses transplantes a tempo de a plantinha se recuperar.
  8. IDENTIFICAÇÃO – É legal colocar aquelas identificações no vaso, uma plaquinha dizendo o que foi plantado ali. Eu deixei de fazer isso e, no começo, quando a planta está miúda, custei a perceber que planta era. Também já confundi mato com alho-poró, por exemplo, e perdi onde deveria estar o orégano 😉 Essa dica é boa pra hortaliceiro de primeira-viagem.
  9. MATO – A propósito de mato, eles nascem muito. Às vezes vêem até na terra que a gente compra, já adubada. Então é preciso ficar atento e arrancá-los, assim que surgirem, pra evitar que sufoquem as plantinhas da horta.
  10. PARA MELHORAR AINDA MAIS – Se tiver mais espaço, plante também flores! Essas jardineiras vão alegrar seu dia, assim como as hortas. Troque ideias com os amigos que também cultivam hortas em casa, porque eles podem ter dicas preciosas, assim como as que você pode encontrar em comunidades e sites na internet. E não deixe de fotografar quando o primeiro tomatinho nascer ou quando as sementes estiverem começando a brotar. O resultado pode ser um vídeo que vai te alegrar pro resto da vida, como este que eu fiz:

Bom proveito! 😀

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Todo mundo deveria ter uma horta em casa

Há cerca de cinco meses, quando me mudei para um apezinho mais ensolarado, resolvemos começar uma hortinha, um dos sonhos que eu sempre tive para meu lar. Compramos três vasos retangulares e nem tão profundos e plantamos sementinhas, daquelas de saquinho mesmo, que se acha até em supermercado de bairro.

Regamos diariamente, o sol bateu com generosidade, e logo começamos a ver as sementinhas brotarem. Era uma alegria a cada vez que percebíamos que uma delas tinha vingado:

Primeira a nascer: pimenta malagueta! Poucos dias depois de plantada.

Primeira a nascer: pimenta malagueta! Poucos dias depois de plantada.

Depois, em outro vaso que compramos mais tarde, nasceram o manjericão e vários pezinhos de cebolinha!

Depois, em outro vaso que compramos mais tarde, nasceram o manjericão e vários pezinhos de cebolinha!

No vasinho vermelho, hortelã e, no preto, tomatinho!

No vasinho vermelho, hortelã e, no preto, tomatinho!

É como cuidar de um filho (ou um Tamagoshi, rs): a gente tem que dar água todos os dias, acompanhar o crescimento e, se algo der errado, tentar salvar. Nem sempre foi possível: a pimenta e o coentro, primeiros a pegar, também foram os primeiros a morrer, e nunca entendemos por quê. A salsinha, o alecrim e o alho-poró nunca pegaram. Mas o hortelã, que quase morreu no vasinho vermelho acima, conseguiu ser salvo quando o transplantamos para um vaso maior. E o manjericão hoje dá em tanta quantidade, que usamos praticamente todos os dias na salada e chegamos a fazer molho pesto com ele:

salada

Hoje já temos, em um espaço pequeno: dois tipos de manjericão, cebolinha, pimenta (começando a renascer), hortelã, um pezinho de limão, um vaso médio com pé de jabuticaba (que já ganhamos numa idade já produtiva) e um pezinho de tomatinho-uva, que cresceu velozmente e já deu seu primeiro fruto nesta semana!

Quando vimos o tomatinho nascer, foi a maior alegria! Ele virou uma bolinha do tamanho de uma uva e, em uma semana, já ficou maduro. Ontem partimos ele ao meio e experimentamos o primeiro tomate sem agrotóxico da nossa vida 😀

tomatim1tomatim2Também plantamos um vaso só com flores, que já está todo colorido.

***

Recomendo a todos que tenham uma hortinha em casa ou na área do apartamento. Além de ser uma delícia colher os ingredientes do tempero ou da salada direto de casa, na hora que quiser, ainda é um processo muito terapêutico e que traz muitas alegrias. Não requer um super espaço; muito mais importante é haver sol e o empenho de regar todos os dias (às vezes até duas vezes por dia, em épocas de muito calor). O mais legal é ver como as plantas são espertas e conseguem crescer, do “nada”, em tão pouco tempo!

Fiz abaixo, em 11 segundos, um vídeo a partir de 36 fotos de três vasos logo que foram plantados, nas primeiras semanas. Por ele, vocês conseguem ver como o crescimento é rápido e visível de um dia para o outro (recomendo que assistam em tela cheia, para verem bem). Tem coisa melhor do que ver algo crescer ao seu redor e dar resultados de forma tão eficiente? 😉

Que tal começar sua hortinha agora mesmo? Depois conte como foi o resultado!

O saudável que sai caro

saudavel

A moda dos tempos atuais é comer tudo “ligth”. Não só light: integral, orgânico, de soja, com grãos, de peito de peru, sem lactose e/ou com nome difícil. Já ouviu falar na lichia? Aposto que sim, mas na chia ou só fui ouvir falar na última sexta-feira, ao ler a matéria da minha colega Ana Paula Pedrosa. Isso pra não falar da quinoa, outro tipo de grão da moda, junto com a linhaça.

A ditadura do alimento saudável tem um grito de guerra: é preciso emagrecer! E ainda: há que se preservar o colesterol bom!, não podemos nos entupir de açúcar!, devemos perder gordura! Não são alternativas, são mandamentos. Todos com verbo no imperativo. Muitos dos quais ligados às opções vegetarianas, que somam as preocupações humanas com o bem-estar dos animais usados para fazer gordurosas salsichas e mortadelas.

Taria tudo muito bem, tudo muito bom, não fosse por outro tipo de peso: no bolso. Segundo a já citada matéria, que saiu hoje em “O Tempo”, comprar substitutos mais saudáveis para torresmos e danoninhos implica pagar quase o dobro. Os supermercados dizem que é porque a demanda é pequena. Bom, então 99% das pessoas que conheço não frequentam esses supermercados. Para mim, o alto custo está mais associado ao fato de essa moda ter pegado primeiro entre as pessoas de melhor poder aquisitivo, dispostas a pagar o quanto for por uma promessa de vida longa e feliz.

Confiram a tabela publicada junto com a reportagem. As diferenças são impressionantes:

Clique para ver em tamanho real.

Clique para ver em tamanho real.

Para ficar num exemplo bisonho: suco de uva “normal” custa R$ 2,79, mas o “orgânico” sobe para R$ 16,98. Que uva é essa, meu deus!?

Eu já não era muito adepta dessa nova religião, por questões de ponto de vista. Gosto de queijo, amo queijo!, gosto de café, gosto de cerveja, adoro uma farofa amanteigada, e fico muito feliz quando me servem torresmo ou pão de alho num churrasco. Enfim, coisas que fariam um nutricionista moderno ter ânsia de vômito. Agora, ao ler a matéria, me convenci: prefiro morrer mais cedo e mais saciada do que mais tarde e mais pobre, além de comendo — literalmente — como um passarinho.

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