Dicionário atualizado de paulistanês, com tradução direta do mineirês

À esquerda, BH nublada (e ainda linda); à direita, São Paulo naqueles dias em que não dá pra ver nem o contorno das nuvens, de tão cinza 😉

Depois do post de ontem, que trouxe vários comentários muito enriquecedores, acrescentei mais 21 verbetes* ao nosso Dicionário Atualizado de Paulistanês!

Clique nele para ver maior.

(Com a devida correção, apontada pelo @romani83, do sanduíche Bauru.)

Vou manter este post sempre atualizado com a última versão do dicionário, a partir das sugestões dadas por vocês 😉

Aproveito pra dividir mais coisas a partir dos comentários:

  • a sugestão do @dcabello de usar o site http://www.cruzalinhas.com para ajudar a definir as melhores rotas na cidade;
  • das amigas mineiras do Thiago Meller sobre andar de carro SEMPRE com GPS;
  • a dica da Talita de comer no restaurante Cantin di Minas;
  • o alerta da Flavinha de que NUNCA se deve pedir catchup pra comer com a pizza e de que nem todas vêm necessariamente com queijo.

P.S. Troquei a foto em homenagem ao Alexandre Giesbrecht, pra ele ver por que São Paulo é Terra Cinza 😉

Mas fecho o post com a foto abaixo, tirada também na terra da garoa, pra mostrar que pra toda regra há exceção (e que esta “guerrinha” é do bem, porque nós nos adoramos, como bem disse a Flavinha) 😀

Parque do Ibirapuera em dia de sol e céu azul. (Fotos: CMC)

* Só deixei de fora os que foram muito contestados por outros paulistanos.
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25 comentários sobre “Dicionário atualizado de paulistanês, com tradução direta do mineirês

  1. Eu não sei se é porque eu sempre li muito GIBI da Turma da Mônica, mas acho que uso mais palavras do Paulistanês do que do Mineirês, rs. Algumas coisas como “holerite”, “salgadinho”, “empresa” e “lavar louça” eu sempre ouvi por aqui e “casaco/agasalho” nunca. Será que varia de bairro pra bairro tb? rs. Tem o café com leite, que aí é “média”, né? Aliás, isso me custou três reais e dez centavos aí em SP, acompanhado por um único pão de queijo. Repensei minha vida depois desse valor.

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    • hehehe, pode ser: adoro os baianos também! 😉
      e o ritmo dos mineiros, pelo menos lá em Minas, é bem menos apressado e estressado que o dos paulistanos. Mas, uma vez aqui, até os baianos tb se tornam mais apressados e estressados, todos entram na engrenagem da cidade!

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      • Aliás, acho injusto dizerem que os paulistas trabalham mais. Acho que a galera de fora que vem pra SP acaba trabalhando mais, porque, pelo menos num primeiro momento, é a única coisa que temos pra fazer. Não temos namorado, família, amigos, nada. Só o trabalho. Depois, aos poucos, vamos conseguindo essas outras coisas boas da vida, mas até lá já estamos acostumados a trabalhar 10/12h por dia e não recuamos 😕

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  2. Algumas são mesmo coisas de São Paulo, mas outras… Por exemplo, uso e ouço muito mais “casaco” do que “blusa”. O mesmo vale para:
    • “empresa” — nunca falo “firma”;
    • “praça” — para cada Largo do Paissandú você tem inúmeras Praças Oswaldo Cruz;
    • “puteiro” — se alguém me chamar para ir a uma “boate”, eu assumo que posso levar a Mel;
    • “sanduíche” — “lanche” até uso, mas para generalizar, e não fica limitado a sanduíche;
    • “chips” — nem uso muito, mas, quando uso, uso da forma correta, relativa apenas às batatinhas;
    • “sinal” — nesse caso, sou exceção e sei disso.

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    • Mas vc não é parâmetro pro que a gente ouve vários outros paulistas dizerem, uai. Tem termos que são unânimes entre alguns grupos, bairros, regiões, camadas sociais etc.
      O que eu já ouvi da expressão “festa da firma” não tá no gibi.
      Salgadinho e lanche todas as moças que vendem comida no carrinho da Redação falam.
      Farol nem comento.
      Largo não existe em BH, simplesmente. Custei a entender que era igual a praça. É expressão de uma época e BH é uma cidade mais jovem.
      Blusa é muito comum entre vários colegas paulistas aqui do jornal.
      E tenho medo de falar “Boate” em SP, pq vários me alertaram sobre não ser a mesma conotação que sempre usamos em BH…

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  3. Bom, a definição de Bauru continua errado. Na primeira versão dizia que Bauru era “pão com presunto e queijo”. Na verdade, isso seria “misto”, que geralmente é quente (misto quente), mas também pode ser frio. Agora está dizendo que Bauru é “pão com queijo e tomate”. Na verdade, Bauru é pão com presunto, queijo e tomate, que seria algo como um misto com tomate. De resto, dou minha contribuição, embora não saiba se em Minas é diferente ou não:

    Café com Leite = Média (dose pequena) ou pingado (dose grande)
    Pão com manteiga na chapa sem miolo = Canoa na chapa

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  4. Largo não é exatamente igual a praça, não. É uma praça, mas uma praça seca: totalmente aberta com circulação massiva de pedestres (eventualmente tem tb um caráter histórico, retendo denominação antiga). Uma área ajardinada de dimensão menor é chamada de praça.

    A Praça da Sé é um largo.

    E não é uma expressão paulistana ou paulista. No Rio tem e até em Minas: Em Ouro Preto tem, p.e., o Largo Frei Vicente Botelho, que é mais uma pracinha do que exatamente um largo. (http://maps.google.com/maps?q=Largo+Frei+Vicente+Botelho+&hl=en&ll=-20.388883,-43.501418&spn=0.001048,0.001725&vpsrc=6&t=h&z=19)

    []s,

    Roberto Takata

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    • Eu acho que tem mais a ver com a antiguidade da praça/cidade do que com essa definição que vc deu, já que a Praça da Liberdade e tantas outras de BH seriam largos, por essa lógica. Ouro Preto é do tempo de São Paulo, daí porque também tem largos. Mas como eu sou de BH, estranhei quando vi tantos largos em São Paulo e acho que muitos outros mineiros de cidades não-históricas também vão estranhar.

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  5. Muito bacana!
    Lembrei de mais uma: o “brigada eu”. Quando em BH alguém agradece e a gente vai agradecer de volta, a gente diz: “obrigada você”. Aqui eles dizem: “obrigada eu”. Acho que é uma mistura do “eu que agradeço” e o nosso.
    Tô repassando para a paulistanada que tá achando “da hora”! =)

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  6. O q eu acho foda aí em SP são as pizzas sem queijo. Uma vez eu pedi uma de calabresa e veio massa e calabresa, só! Chamei o garçom e ele disse que se eu quisesse queijo tinha que ter pedido com queijo.
    Nunca comi uma pizza boa em SP, apesar de os paulistas ficarem tirando onda de “fazemos a pizza mais gostosa do mundo”.

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  7. Cris, a do “queijo minas” é a melhor. Apesar de paulistano nunca entendi isto de generalizar o queijo minas. Nunca cai nessa, minha vó é mineira e fazia queijo em casa, por isso aprendi desde cedo a diferença.

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  8. Dessa lista toda, a única que eu comecei a falar depois q vim pra SP foi “travessa”, pq acho mais fácil do q explicar “é a rua que corta…”. E “é nois” eu já falava antes, acho que só aumentou

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  9. Acho que o sanduíche e o lanche tem mais coisa nessa história, porque lembro que eu falei: vou tomar café da tarde, e eles não falam isso, falam sanduíche, ou alguma coisa assim meio trocada.

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