15 resenhas de filmes sobre mulheres fortes ou inspiradoras

Para começar a ver no Dia Internacional da Mulher e terminar de ver no fim deste mês de março, dedicado a nós. Em ordem cronológica:

  1. Mary Poppins (1964)
  2. Adoráveis mulheres (1994)
  3. Minha vida sem mim (2003)
  4. Há tanto tempo que te amo (2008)
  5. Histórias Cruzadas (2011)
  6. Philomena (2013)
  7. Livre (2014)
  8. Para sempre Alice (2014) – tem na Netflix
  9. Um Momento Pode Mudar Tudo (2014)
  10. Cake (2014)
  11. A Garota Dinamarquesa (2015) – tem na Netflix
  12. Estrelas Além do Tempo (2016)
  13. Três Anúncios para um Crime (2017)
  14. The Post (2017)
  15. Eu, Tonya (2017)

Que pena, só dois dos meus 15 filmes selecionados estão na Netflix!

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25 ideias de presentes CRIATIVOS

Toda vez que datas comemorativas comerciais se aproximam, como o Dia dos Namorados, o Dia das Mães e o Dia das Mulheres, começam a surgir aquelas matérias clássicas nos portais de todo o Brasil: “X sugestões de presentes para sua namorada”. Mas já repararam como os presentes sugeridos são sempre os mesmos? Flores, chocolates, maquiagem, roupa… Se for homem, falam em relógios, meias, gravatas, canetas.

Quanta falta de criatividade!

Foi por isso que resolvi fazer um esforcinho e pensar em sugestões de presentes mais criativos, inusitados ou úteis, para homens e mulheres, com todas as faixas de preços. Não vou colocar aqui lojas ou marcas que vendam esses presentes, porque a ideia deste post é ser um brainstorm para todo mundo que estiver sem ideias de presentes para comprar — inclusive nos aniversários ao longo do ano. Mas ponho os links de buscadores, que levarão a várias opções de lojas, preços e marcas.

Vamos às minhas ideias:

FAIXA DE ATÉ R$ 20

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  1. Meia de dedinhos – é um presente divertido, ainda mais para essa época de inverno. Encontrei meias dessas a partir de R$ 6 na internet, mas o melhor é dar pelo menos uns três pares de cores diferentes, né?
  2. Luz para leitura – essa lanterninha portátil é super útil, principalmente para quem gosta de ler na cama, antes de dormir, ou gosta de ler em ônibus e aviões sem incomodar ninguém. A luz fica bastante direcionada para a página e não atrapalha nem quem dorme ao lado, na mesma cama. É possível encontrar a partir de R$ 11 na internet.

R$ 21 A R$ 50

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  1. Porta-garrafas do time do coração – dá para encontrar a partir de R$ 23 na internet, como AQUI e AQUI. Tem também umas em formatos diferentes, mais criativos.
  2. Livro de colorir para adultos – a modinha chegou com força e já encontrei seis opções diferentes em uma livraria de BH. É divertido mesmo e pode ser achado por cerca de R$ 25, fora os lápis de colorir.
  3. Livros de receitas – também encontrados por todos os preços, mas a faixa principal é esta. Dá para ser ainda mais criativo e comprar um livro que tenha mais a ver com o presenteado: só com receitas de chocolate ou só com receitas veganas ou só receitas light, por exemplo. Só saladas, só churrascos, só drinks… Tem de tudo!
  4. Livro com exercícios – este também é um presente original, porque você pode dar a alguém um livro com exercícios totalmente diferentes, de que a pessoa nunca ouviu falar, como o Qi Gong. Poderá incentivá-la a conhecer algo novo, que pode fazer um bem danado à saúde e à cabeça.
  5. Quadro para avisos – é um presente muito legal! Serve para deixar lembretes num lugar de fácil acesso ou para deixar recadinhos carinhosos para outros membros da família. Tem de todos os preços; minha sugestão é comprar os voltados para crianças, que costumam ter a mesma função e ser bem mais baratos.
  6. Namoradeira – vai para algum interior de Minas? Ou alguma cidade histórica qualquer do Brasil? Compre uma namoradeira! É um presente muito bonito, típico do nosso artesanato, e ótimo enfeite para casa. Dá para achar com todas as faixas de preço, mas AQUI eu vi a partir de R$ 25.
  7. Pout-pourri de flores secas – são muito legais para aromatizar a casa, e podem ser colocadas, por exemplo, em vasinhos no banheiro, ou na sala. Não achei fácil de encontrar na internet, mas vi AQUI, a R$ 29,90. Alguns sites ensinam a fazer, como ESTE e ESTE.
  8. Quadro dos Beatles (ou de outra banda favorita) – fáceis de encontrar por cerca de R$ 29 na internet.
  9. Quadros personalizados – ou que tal montar você mesmo um quadro com várias fotos de bandas, escritores e atores favoritos do seu presenteado e pedir para as lojas de revelação de fotos imprimirem já no formato de quadro? Fiz um para mim e, na época, custou R$ 30 a impressão. Outra opção é transformar as imagens em ímãs de geladeira ou porta-corpos em sites como ESTE.
  10. Fichinhas para poker – é um presente divertido, que incentiva a pessoa a convidar os amigos ou reunir a família para uma partida de baralho. Pode ser encontrado a partir de uns R$ 35.
  11. Jogo de dardos com alvo – tem de todos os preços, mas dá pra achar na faixa de R$ 35. É divertido para pendurar na parede de casa e brincar, sozinho ou em dupla, inclusive com crianças.
  12. Caixa de ferramentas – é um presente muito útil, tanto para homens como para mulheres. Pode ser encontrado a partir de R$ 35 na internet, com as principais peças.
  13. Cofre camuflado como livro – além de ser um presente divertido, é um lugar legal para se guardar alguns pequenos bens valiosos sem chamar muito a atenção. Dá pra encontrar a partir de R$ 37 na internet.
  14. Porta-calcinhas – um desses organizadores muito úteis, especialmente para quem viaja muito. Ele tem uma divisória para pôr as calcinhas limpas e outra para as usadas. Algumas lojas que vendem pela internet: 1, 2 e 3.
  15. Pantufas divertidas – dá para encontrar a partir de R$ 35, com todos os formatos, desenhos, estampas, tecidos e gostos. Ideal para o inverno.
  16. Caixas de memórias – caixas decorativas, geralmente de aço ou madeira, para guardar cartões, fotos ou outras coisas que nos faça lembrar do passado. Você pode dar até a caixa já com alguns itens dentro, que lembrem a história que você tem com o presenteado da vez 😉 Encontrada em todas as papelarias, livrarias e afins, em preços diversos.

R$ 51 A R$ 75

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  1. Arquivo para guardar documentos – é muito útil para todo mundo ter um lugar organizado de colocar recibos de contas, notas fiscais, diplomas, certificados, certidões e outros documentos importantes sem ocupar muito espaço. Dá pra achar a partir de R$ 37, mas a maioria está na faixa dos R$ 60.
  2. Licor – é uma bebida legal para dar de presente, por causa de sua durabilidade. Se você der uma cerveja artesanal gostosa, vai ser ótimo, mas a pessoa vai acabar com o presente em uma sentada. O mesmo com um vinho. Mas o licor é para tomar aos pouquinhos, em copinhos — depois do almoço, por exemplo. Então é um presente que vai estar sempre lá, sendo consumido e lembrado. Dá pra comprar uns artesanais gostosos a partir de R$ 20, mas a faixa de preço no supermercado ou na internet está em uns R$ 50.
  3. Licoreira – a licoreira é um incentivo para o presenteado querer fazer seu próprio licor! Se for para comprar uma bem boa, de cristal e tal, fica na faixa dos R$ 70. Mas é possível achar umas de vidro comum bem bonitas e muuuito mais baratas, em qualquer lojinha de bairro. Para tornar o presente mais caprichado e pessoal, que tal fazer um caderninho com receitas de licor, escritas a mão, e entregar junto? Ontem divulguei quatro dessas receitas, veja AQUI.
  4. Caixinha de música a manivela – é um presente singelo, mas que costuma custar muito caro no Brasil, na faixa de R$ 70, como AQUI. Dizem que em Paris isso custa 5 euros… :/
  5. Jogo de tabuleiro – Imagem&Ação, Jogo da Vida, Banco Imobiliário, Detetive, Scotland Yard, Cara a Cara… São tantos jogos legais, para 2, 4, 6 pessoas…! Acho um presente e tanto e dá pra encontrar a partir de uns R$ 50, dependendo do jogo.

MAIS DE R$ 75

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  1. Balança – é um presente útil para todos, nessa era da saúde que estamos vivendo. Algumas balanças indicam, além do peso, coisas como o nível de gordura e de líquido do corpo, a massa muscular e óssea e o IMC. Outras permitem você gravar o peso na memória, para ir acompanhando a evolução ao longo de um tempo. Essas são mais caras, com preços muito variados, embora haja balanças simples por bem menos.
  2. Pufe – é o presente mais gostoso do mundo! Pro presenteado se esbaldar depois de um dia cansativo. É melhor comprar desses grandões em feiras de artesanato, que costumam vender a um preço melhor do que pela internet.

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Mulheres guerreiras e, finalmente, livres

Imagem de alunos da Fafich em 1980. Foto: Arquivo Pessoal/ Ana Rita Trajano

Imagem de alunos da Fafich em 1980. Acima, a pichação feita por Ana Rita Trajano e seu amigo “Guimba”, divulgando a chapa “Reconstrução e Luta”, para o DCE da UFMG. Foto: Marcelo Pinheiro / Arquivo Pessoal

Em 2007, Ana Rita Castro Trajano foi tirar um novo documento de identidade, depois de perder o RG anterior. Dirigiu-se ao posto dentro da Câmara Municipal de Belo Horizonte, que também faz emissão de documentos, via convênio, há vários anos. Pegou a senha, esperou na fila e, quando chegou sua vez de ser atendida, foi surpreendida com um aviso: “A senhora não pode tirar RG aqui. Tem um alerta dizendo que só pode tirar diretamente na Polícia Civil.”

O funcionário não sabia explicar por quê, mas ela entendeu na hora: um fantasma de exatos 30 anos de idade voltava para assombrá-la. O fantasma da ditadura militar.

Naquela semana, assustada e irritada com o que havia acontecido, ela resolveu espanar aquele fantasma de vez. Procurou se informar e deu entrada com o processo para pedir anistia do Estado brasileiro – e um pedido de desculpas oficial por ter passado por vários apertos na vida pela única razão de ter lutado pela democracia em que acreditava e ter sido punida por um governo autoritário.

***

Na véspera do Dia Internacional da Mulher de 2014, sete anos depois de ter entrado com o processo, Ana Rita foi anistiada, obteve um pedido de desculpas formal do Estado brasileiro e receberá uma indenização, ainda sem valor estipulado. No dia 8 de março, ontem, ela postou em sua página de Facebook: “Estou me sentindo livre”.

Assim como ela, outras nove mulheres de várias partes do Brasil também foram anistiadas pela Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, criada em 2001 para reparar as famílias prejudicadas diretamente pelo golpe militar. Foi uma sessão especial para as mulheres lutadoras deste Brasil. Ana Rita, que é minha sogra, ficara sabendo à 0h de sexta que seu caso iria a julgamento naquele dia, às 9h30. A expectativa era grande.

***

Seu “crime”, de ter atentado contra a segurança nacional, jamais tinha ido a julgamento. Ana Rita passou vários anos tendo que comparecer à delegacia da polícia da ditadura para prestar depoimentos e era ameaçada constantemente de ter seu inquérito militar levado a julgamento. A pressão de amigos e familiares e o início da abertura política do país fizeram com que as ameaças nunca fossem cumpridas.

Ana se interessou por política e pela luta contra a ditadura quando tinha apenas 18 anos de idade. Ela diz que vivia uma ditadura dentro de casa, com o pai, bancário, bastante autoritário. Ele queria que ela fosse freira: quando ela passou no vestibular, aos 17 anos de idade, para cursar psicologia, em vez de ganhar os parabéns, levou uma surra.

Ela estudava psicologia na Fafich, a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, que funcionava em um prédio no bairro Santo Antônio, Centro-Sul da capital mineira. Lá, participava de palestras e rodas de conversa com os alunos de psicologia, filosofia, sociologia, história, jornalismo. Respirava-se política. Colegas eram presos e as prisões mobilizavam os demais alunos. Autores eram banidos da grade curricular das escolas, e eram lidos pelos grupos de alunos, às escondidas. A vida acadêmica era agitada, com várias chapas concorrendo aos diretórios acadêmicos e ao DCE.

Em 1975, ela se vinculou ao grupo Liberdade, que também existia em outras partes do país, formou uma chapa para o diretório acadêmico da Fafich e ganhou. O grupo depois teve a dissidência trostkista Liberdade e Luta (Libelu), e Ana se tornou uma das lideranças dessa tendência na Fafich. “Não defendíamos a luta armada e a guerrilha, defendíamos a democracia, as liberdades democráticas e o socialismo.”

Em 1977, os estudantes se uniram para tentar reconstruir a UNE, que tinha sido desmantelada. Um encontro nacional foi marcado no DA da escola de medicina, mas foi proibido. Apesar disso, cerca de 350 estudantes compareceram mesmo assim, Ana Rita entre eles. As discussões políticas entraram madrugada adentro e, quando o dia amanheceu, a escola já estava toda cercada pela polícia. Os estudantes receberam a ordem de sair, passando pelo corredor polonês, e foram colocados em ônibus, que os levaram a um galpão da polícia na Gameleira.

Lá, alguns estudantes foram pinçados para serem fotografados, fichados e responderem a inquérito policial militar. E a Ana também foi escolhida.

Mesmo sob a constante ameaça de ser levada a julgamento e tendo que depor de tempos em tempos, ela continuou no movimento estudantil. Chegou até a concorrer na chapa “Reconstrução e Luta”, para o DCE da UFMG, mas não ganhou. Em 1979, formou-se em psicologia.

***

Foi a partir da vida de formada que ela começou a sentir na pele as consequências da vida política estudantil. Na Mendes Júnior, onde foi trabalhar, os funcionários eram investigados e, por conta de seu passado “subversivo”, ela foi barrada no departamento de psicologia. Conseguiu, por indicação, uma vaga no departamento de recrutamento, que era de nível médio. Anos depois, quando ela já tinha o primeiro filho, de 4 anos de idade, o SNI (Serviço Nacional de Informação) ordenou que ela fosse demitida da Fundação Educar (Mobral), onde trabalhava. Ela conseguiu ficar, bancada pela chefe, “com a condição de ficar mais discreta”. Depois, por apoiar o movimento estudantil, foi demitida e barrada de uma universidade particular onde dava aulas. Vivia uma insegurança trabalhista, até conseguir se firmar profissionalmente, trabalhando mais junto a sindicatos e na academia. Mas, “uma vez criminoso, sempre criminoso”. Trinta anos depois de ser fichada, ela ainda teria restrições para tirar uma simples segunda via de RG.

***

As outras mulheres anistiadas agora tiveram problemas tão ou mais graves, pelo único fato de terem lutado de alguma forma contra a ditadura.

Segundo reportagem da Agência Brasil, a professora universitária Maria do Rosário da Cunha Peixoto, da USP, trabalhava na Secretaria de Educação de Minas Gerais, em 1969, “quando foi presa, em 15 de junho do mesmo ano, e só ganhou a liberdade em maio de 1970, tendo sofrido torturas durante o período em que esteve detida.” A psicanalista Lúcia Maria de Cerqueira Antunes Borges Rodrigues perdeu o emprego no Senac de Pernambuco e teve que se refugiar com o marido no Paraguai. A jornalista Lúcia Leão passou 30 dias detida no DOI-Codi, sob o comando do coronel Ustra, onde chegou a ser agredida. A professora Suzana Van Haute foi condenada a 12 meses de prisão à revelia e obrigada a pedir demissão para fugir do Brasil. Na cerimônia da Comissão da Anistia, Suzana ganhou, além do pedido de desculpas e da indenização (com valores ainda a calcular), o direito de concluir o curso de letras na USP, que foi interrompido na época da fuga.

Essas outras histórias podem ser lidas na reportagem da Agência Brasil, AQUI e AQUI e da repórter Mariana Haubert, da “Folha de São Paulo”, AQUI. Já a história da Ana Rita, mineira de Jequeri, eu coletei ontem, em entrevista gravada.

Ana Rita na época de estudante / Arquivo pessoal

Ana Rita na época de estudante / Arquivo pessoal

As dez mulheres anistiadas são:

  1. Maria do Rosário da Cunha Peixoto, de 72 anos
  2. Suzana Van Haute, 65
  3. Aglaete Nunes Martins, 70
  4. Ana Rita Castro Trajano, 57
  5. Lúcia do Amaral Lopes, 65
  6. Walkiria Dutra de Oliveira, 69
  7. Lótus Dutra de Oliveira, 68
  8. Lúcia Maria Lopes de Miranda Leão, 59
  9. Margarida Portella Sollero, 70
  10. Lúcia Maria de Cerqueira Antunes Borges Rodrigues, 79

Seus nomes constam em publicação no “Diário Oficial da União” de sexta-feira. E merecem ser registrados e lembrados, mesmo tantos anos depois.

Que bom que também tivemos mulheres guerreiras no período mais terrível da história recente do Brasil. Que bom que agora, tantos anos depois, elas estão sendo reparadas pela perseguição que sofreram. O Dia das Mulheres ganhou um significado novo neste ano 🙂

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