6 dicas de um pai de bebê recém-nascida

Foto: Cesar Brustolin/SMCS / Fotos Públicas

Foto: Cesar Brustolin/SMCS / Fotos Públicas

Depois que contei por aqui as 30 coisas que aprendi durante a gravidez e compartilhei os 15 aprendizados da Ana Paula, mãe de segunda viagem, trago hoje as 6 dicas que o leitor Angelo Novaes me enviou. Ele é pai de segunda viagem e está tendo que reaprender um monte de coisas com sua bebê de apenas 12 dias de vida.

Acho que podem ser dicas muito valiosas a todos os papais e mamães de recém-nascidos ou outras grávidas ansiosas que estão no final da gestação — como esta que vos escreve 😉

Vamos ao texto dele:

“Minha filha nasceu há doze dias. Não sou pai de primeira viagem, mas é quase como se fosse. Tenho que reapreender várias coisas. Desejo aqui apenas dar algumas dicas práticas para quem está para dar a luz.

  1. De ladinho: o bebê nos primeiros dias “golfa” muito. Por isso, quando ele ou ela estiver deitado – nunca de bruços – ficará bem melhor se estiver de lado, de forma que, se expelir líquido, este vai escorrer para o lado e não provocará sufocamento no bebê.
  2. Trocador reserva: a minha bebê “adora” fazer xixi justo na hora em que estou trocando suas fraldas. Se eu não tivesse um trocador reserva, daqueles de plástico, não saberia o que fazer.
  3. Fralda RN: comprei várias fraldas P, achando que estaria tudo bem para o bebê. Elas até que servem, mas não ficam tão confortáveis quanto as fraldas RN. Às vezes é difícil achá-las em algumas farmácias.
  4. Bepantol é uma maravilha: a pomada facilmente encontrada nas farmácias de Belo Horizonte é eficaz mesmo contra assaduras.
  5. Nenê-nuvem: o bebê muda muito de situação em poucos minutos. Então é preciso observá-lo com cuidado e aprender a interpretar os seus sinais, isto é, se ele está com fome, ou se precisa arrotar – e é difícil, às vezes diferenciar uma situação de outra.
  6. Marido para-raio: designe seu marido ou namorado como “assessor” para afastar situações desconfortáveis para você e o seu bebê. O primeiro tipo de situação geralmente acontece durante a gravidez, especialmente no final, e é daquelas pessoas que adoram contar casos médicos horríveis. “Treine” o seu marido para ficar a seu lado e interromper a conversa educadamente com algo do tipo: “querida, me desculpe, mas você ficou de ligar para o marceneiro para resolver aquele problema urgente do guarda-roupa”. O segundo tipo de situação é daqueles parentes e amigos que querem visitar você horas depois (sim, isto acontece!) do parto. Acredite: se não for o seu pai, a sua mãe, o seu irmão ou sua irmã, você não vai querer ver estas pessoas neste momento em que você a) está ainda com dores e recuperando a sua saúde, b) tem que dar toda a sua atenção ao seu bebê que acaba de nascer. “Treine” o seu marido para receber os telefonemas dos amigos e parentes um pouco mais afastados e dizer que você terá muito prazer em recebê-los daqui a um mês, em sua casa.

É isso. Foque no básico.”

Você também quer compartilhar um texto aqui no blog? Envie para mim, vou avaliar se tem a ver com nossa proposta e te respondo no mesmo dia! 😉

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2 comentários sobre “6 dicas de um pai de bebê recém-nascida

  1. Um conselho que li há dias no livro “Pássaros feridos”, da romancista australiana Colleen McCullough, dado por um dos principais personagens, o arcebispo Ralph, a uma dona de casa, depois de dar mamadeira ao bebê e de pô-lo sentado ereto sobre o seu joelho, incliná-lo para a frente e começar a esfregar as costas do bebê ritmicamente, com força. Disse o arcebispo à dona de casa, depois de explicar que tinha experiência no assunto, pois entre suas obrigações estava a de visitar orfanatos católicos:

    “Madre Gonzaga, do meu orfanato favorito, diz sempre que esta é a única maneira de fazer uma criança arrotar. Quando seguramos no ombro, não deixamos que o corpo se flexione direito para a frente, o arroto não escapa com tanta facilidade e, quando chega lá em cima, costumam chegar com ele também grandes quantidades de leite. Como estou fazendo agora, o bebê se dobra ao meio, retendo o leite no estômago e deixando escapar o gás”. (página 316)

    Bem, segundo a Bertrand Brasil, editora do calhamaço de 545 páginas na tradução portuguesa, este é “o maior best-seller dos últimos anos”. Espero que o conselho do arroto tenha sido testado, antes de ser divulgado para tantos leitores mundo afora.

    Cris, se quiser, pode testar no novo sobrinho de um mês, antes de se animar a aplicar no Luiz a técnica do tal arcebispo.

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