O que levar na mala da maternidade

Desde a 34ª semana de gravidez, o varal de casa passou a ficar cheio de roupinhas de bebê :)

Desde a 34ª semana de gravidez, o varal de casa passou a ficar cheio de roupinhas de bebê 🙂 Foto: CMC

Aí vai mais um post da editoria #maternidade, que criei há pouco tempo aqui no blog.

Quando o Luiz estava para nascer, eu já tinha lido vários livros e sites com mil dicas que pensava serem extremamente úteis. Montei uma lista gigante de itens para levar na mala da maternidade com base nessas leituras, por exemplo. Na prática, no entanto, descobri que muitas coisas não fazem a menor falta.  Continuar lendo

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6 dicas de um pai de bebê recém-nascida

Foto: Cesar Brustolin/SMCS / Fotos Públicas

Foto: Cesar Brustolin/SMCS / Fotos Públicas

Depois que contei por aqui as 30 coisas que aprendi durante a gravidez e compartilhei os 15 aprendizados da Ana Paula, mãe de segunda viagem, trago hoje as 6 dicas que o leitor Angelo Novaes me enviou. Ele é pai de segunda viagem e está tendo que reaprender um monte de coisas com sua bebê de apenas 12 dias de vida.

Acho que podem ser dicas muito valiosas a todos os papais e mamães de recém-nascidos ou outras grávidas ansiosas que estão no final da gestação — como esta que vos escreve 😉

Vamos ao texto dele:

“Minha filha nasceu há doze dias. Não sou pai de primeira viagem, mas é quase como se fosse. Tenho que reapreender várias coisas. Desejo aqui apenas dar algumas dicas práticas para quem está para dar a luz.

  1. De ladinho: o bebê nos primeiros dias “golfa” muito. Por isso, quando ele ou ela estiver deitado – nunca de bruços – ficará bem melhor se estiver de lado, de forma que, se expelir líquido, este vai escorrer para o lado e não provocará sufocamento no bebê.
  2. Trocador reserva: a minha bebê “adora” fazer xixi justo na hora em que estou trocando suas fraldas. Se eu não tivesse um trocador reserva, daqueles de plástico, não saberia o que fazer.
  3. Fralda RN: comprei várias fraldas P, achando que estaria tudo bem para o bebê. Elas até que servem, mas não ficam tão confortáveis quanto as fraldas RN. Às vezes é difícil achá-las em algumas farmácias.
  4. Bepantol é uma maravilha: a pomada facilmente encontrada nas farmácias de Belo Horizonte é eficaz mesmo contra assaduras.
  5. Nenê-nuvem: o bebê muda muito de situação em poucos minutos. Então é preciso observá-lo com cuidado e aprender a interpretar os seus sinais, isto é, se ele está com fome, ou se precisa arrotar – e é difícil, às vezes diferenciar uma situação de outra.
  6. Marido para-raio: designe seu marido ou namorado como “assessor” para afastar situações desconfortáveis para você e o seu bebê. O primeiro tipo de situação geralmente acontece durante a gravidez, especialmente no final, e é daquelas pessoas que adoram contar casos médicos horríveis. “Treine” o seu marido para ficar a seu lado e interromper a conversa educadamente com algo do tipo: “querida, me desculpe, mas você ficou de ligar para o marceneiro para resolver aquele problema urgente do guarda-roupa”. O segundo tipo de situação é daqueles parentes e amigos que querem visitar você horas depois (sim, isto acontece!) do parto. Acredite: se não for o seu pai, a sua mãe, o seu irmão ou sua irmã, você não vai querer ver estas pessoas neste momento em que você a) está ainda com dores e recuperando a sua saúde, b) tem que dar toda a sua atenção ao seu bebê que acaba de nascer. “Treine” o seu marido para receber os telefonemas dos amigos e parentes um pouco mais afastados e dizer que você terá muito prazer em recebê-los daqui a um mês, em sua casa.

É isso. Foque no básico.”

Você também quer compartilhar um texto aqui no blog? Envie para mim, vou avaliar se tem a ver com nossa proposta e te respondo no mesmo dia! 😉

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+ 15 coisas que aprendi em sete meses de gravidez

Quando eu estava com exatamente quatro meses de gravidez, escrevi um post com as 15 coisas que eu tinha aprendido até então. Foi muito legal descobrir que eu não era a única: dezenas de outras futuras mamães também relataram sentir ou experimentar as mesmíssimas coisas que eu (veja AQUI os comentários delas).

Agora já estou na 29ª semana, quase sete meses, e dentro do terceiro e último trimestre de gestação. Com mais apenas nove semaninhas, meu bebê pode dar as caras sem ser considerado prematuro. Tá chegando!, e já começo a sentir um frio na barriga. Não leio mais só os livros sobre grávidas, mas sobre os cuidados com os bebês. E, claro, aprendi mais uma porção de coisas, que compartilho no post de hoje:


 

luiz21. SABER O SEXO FAZ TODA A DIFERENÇA – Naquele post eu disse que a pergunta que eu mais ouvia era “Já sabe o sexo?” e que as pessoas ficavam intrigadas quando eu respondia que não estava ansiosa para saber. Mas, no mesmo dia, fiz um ultrassom que me contou que eu esperava um menino. E foi impressionante como isso fez toda a diferença para mim! Passei a imaginá-lo de forma mais definida e uma das maiores delícias foi discutir o nome com meu marido. Passamos a comprar (e ganhar) mais coisas para o enxoval e me parece que ficou mais concreta a ideia de um bebê crescendo dentro de mim. Respeito muito os pais que decidem não saber o sexo dos bebês até o nascimento – e imagino que deva ser uma surpresa e tanto! –, mas hoje não sei como conseguem 🙂

2. O NOME – Para escolher o nome do nosso bebê (Luiz), nós buscamos as origens etimológicas da palavra (lutador, guerreiro), pesquisamos se ele estava muito comum (não entrava nem nos top 100 que estão na moda), comparamos com outros de que nós dois gostávamos (Mateus, Lucas, João), tentamos lembrar de conhecidos com o mesmo nome (quase ninguém, ainda mais sem ser composto), depois tentamos lembrar de personalidades com mesmo nome (Luiz Gonzaga, Luís de Camões, Luiz Tatit, Luiz Melodia, os vários reis da França, Lewis Carroll, Louis Armstrong) e até fomos ver de quem São Luís era padroeiro (da juventude e dos estudantes). Foi um papo gostoso de ter, que entrou madrugada adentro. Por isso, uma das coisas que mais me irritaram na vida foi quando falei sobre esse nome, quando ainda estava sendo conjecturado, e ouvi um “Não gosto de Luiz”. Dica a todas as pessoas do universo: não façam isso! Respeitem a escolha cuidadosa e carinhosa feita pelos pais.

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3. POR FALAR EM IRRITAÇÃO – De um mês pra cá eu ando numa impaciência incrível. Pequenas coisas já me tiram do sério, ando irritada com todo mundo (especialmente os conselheiros e palpiteiros sabichões de plantão) e não tenho saco nem pra manter as menores conversas. Ando achando todo mundo muito CHATO também, como contei outro dia aqui no blog (provavelmente, sou eu que estou chata, mas isso também passa). Foi um alívio reunir na minha casa, outro dia, grandes amigos de infância e perceber que com eles eu ainda podia passar horas conversando e me sentir em paz e alegre com isso. Amigas grávidas: quando tudo estiver te tirando do sério, ligue para os amigos que te fazem se sentir mais à vontade e marque um lanche com eles 😉

4. MAS O ASTRAL MELHORA – Apesar da impaciência, outras coisas melhoraram muito no meu humor. No começo da gravidez, eu fiquei para baixo em vários momentos, sem explicação aparente. Ao longo do segundo trimestre, até agora, esse coquetel hormonal das gestantes parou de me afetar tanto. Estou bem mais leve na cabeça, à medida que o corpo vai perdendo a leveza.

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5. O CANSAÇO SÓ AUMENTA – Aprendi que isso não vai melhorar com o tempo de gestação, pelo contrário. Na outra semana (sabatina de Janot, acareação da Lava Jato, eliminações na Copa do Brasil, Lula em BH e mais uma porção de notícias gigantes), pós-plantão, me senti tão exausta e com tanta overdose de informações, que até fiz algo inédito: abandonei este blog por cinco dias inteiros, sem dar qualquer satisfação (vocês notaram, né?). No jornal, mantive meu ritmo de trabalho frenético, mas, em casa, eu só queria dormir. A verdade é que tem dia que dá vontade de jogar tudo pro alto e fugir pras montanhas. Aliás, foi o que fiz há alguns fins de semana, fugindo para o Santuário do Caraça. Recomendo essa viagem a todas as grávidas do planeta.

Tchau, Santuário! Obrigada por lavar minha alma!

6. O SONO NÃO É UM SONHO – É um paradoxo: ao mesmo tempo em que ficamos mais cansadas e com um sono insuportável durante o dia todo, vai aumentando a dificuldade para dormir. Eu sempre preferi dormir de lado, mas foi só me dizerem que as grávidas precisam dormir de lado, que eu comecei a sentir falta de dormir com a barriga pra cima! Ainda não vi vantagem em entulhar a cama de almofadas para supostamente me deixar mais confortável, e também não acho posição só com meu travesseiro de sempre. Pra complicar, a gente continua levantando muito à noite para fazer os constantes xixis, então é comum eu me ver com a velha insônia, ou num sono muito turbulento, o que só prejudica o cansaço do resto do dia. Uma coisa que melhorou muito meu sono no inverno, que ficou uns dois meses sendo interrompido por tosses secas, foi a compra de um umidificador, que deixo ligado a noite toda, bem perto da cama.

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7. MUITO PRAZER, SOU SEUS PÉS – Pela primeira vez, comecei a prestar atenção maior aos meus pés. Eles de vez em quando chamam minha atenção: alô, tou doendo! Não é bem uma dor e os meus nem estão inchados como os de algumas mulheres grávidas (tem até quem mude o tamanho do calçado durante a gravidez), mas às vezes incomodam. Aprendi que, nessas horas, nada melhor que deixar com os pés pra cima, sobre duas almofadas, e ficar nessa posição por alguns minutos, relaxando, ouvindo uma música ou lendo um bom livro.

8. AS PREOCUPAÇÕES MUDAM – Se antes eu ficava preocupada com as milhões de coisas que dizem que podem acometer as grávidas, agora já virei a chavinha: já estou com a cabeça loooonge, pensando em como será a amamentação, se vou conseguir ser uma boa mãe, como será a personalidade do meu bebê, onde vou deixá-lo quando acabar a licença-maternidade etc. E, claro, como será o parto. Já parei de ler livros sobre gestantes e estou lendo alguns sobre cuidados com bebês. Acho que parte do motivo é o fato de eu ter tido uma gestação muito tranquila até agora, sem qualquer tipo de complicação, sem emergências, sem sustos.

9. SOBRE OS SUSTOS – Bom, eu tive um susto. Passei dois dias com uma dor de barriga fortíssima, mas sem nada que a justificasse, como diarreia. Como a barriga é o lugar mais preocupante para uma grávida sentir dor, minha médica me mandou ir imediatamente ao pronto-socorro. No final, descobrimos que não era nada de mais, mas, no caminho para o PS, sozinha no táxi, eu fiquei com o coração na boca, pensando só em coisas ruins, e tentando conter o choro. As bobagens que não me causariam a menor preocupação antes de engravidar agora se tornam pequenos monstrinhos.

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10. SOBRE OS LIVROS – Os livros começam a ficar repetitivos e a gente fica com aquela impressão de que, na prática, tudo será muito diferente da teoria, então é uma perda de tempo lê-los. Fico pensando que, quando meu bebê adoecer, os monstrinhos que me preocuparam naquele dia do susto vão virar verdadeiros monstrengos. E não haverá livro que salve, só a paciência e a coragem. Por isso, tomei grande antipatia de livros que tratam os pais como idiotas e a autora como uma mágica que sabe de tudo e conhece os filhos melhor que seus progenitores. É o caso do terrível “A Encantadora de Bebês”, de uma tal Tracy Hogg, que diz que “resolve todos os seus problemas”. Ela inventa siglas para falar sobre os métodos que os pais devem seguir e repete, a todo momento, coisas como: “As minhas técnicas sobre encantamento de bebês funcionam.” E fala sobre os bebês como se todos fossem robozinhos idênticos. Não consegui passar do primeiro capítulo. Por outro lado, gostei muito do livro “Nasceu, e agora?“, que já recomendei aqui no blog.
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11. SENTINDO O BEBÊ – Lá pela 20ª semana, finalmente comecei a sentir os movimentos do meu bebê. Primeiro, bem suaves, hoje em dia, constantes e bastante fortes (na sexta-feira, pela primeira vez, consegui até mesmo ver a barriga se mexendo com os chutes). É muito legal perceber que o bebê tem até horário favorito para se mexer! E é emocionante, uma grande alegria mesmo, colocar a mão do meu marido na minha barriga e ver o assombro e encantamento dele ao sentir o chutinho, que é algo que só foi acontecer lá pela 25ª semana.

luiz12. VENDO O BEBÊ – O ultrassom sempre foi um momento muito especial da gestação. É quando descobríamos o tamanho e peso do bebê, ouvíamos seu coração bater, e conseguíamos ver os contornos do rosto, a coluna, os pezinhos… Na semana passada, entrei na fase para fazer o ultrassom 3D. O plano de saúde não cobre, é caro, e a médica foi clara: “É só uma ‘perfumaria’, para mim, não faz diferença nenhuma se você não fizer.” Fiquei em dúvida se deveria mesmo pagar para ver aquele bonequinho de barro, ou massinha, que o 3D mostra. Mas não resisti e acabei fazendo. E foi muito legal! Deu para ver direitinho o nariz, a boca, o queixo… O bebê ficou muito mais concreto na tela do computador. Sei que ele ainda vai mudar muito até o nascimento, mas foi muito legal essa experiência neste momento, e está guardada pra sempre num DVD.

13. O MUNDINHO DO BEBÊ – Outra grande alegria dessa fase é começar a comprar as coisas para o quarto do bebê. Hoje, se me perguntarem, sei tudo sobre berços. A gente pesquisa e vai ajeitando as coisas, e dá uma paz danada entrar naquele cômodo que, mesmo ainda sem cara de quarto de bebê, a gente sabe que vai ser um dos nossos recantos mais frequentados nos meses seguintes.

eugravida14. NÃO É MAIS BARRIGA DE CHOPP – Agora não tem jeito: você está publicamente grávida, é preciso ser muito lerdo para uma pessoa olhar para você e não perceber isso imediatamente. Aliás, é muito comum que todos olhem primeiro para sua barriga e depois para seu rosto, ao te verem chegando. O lado bom é que diminuem as desconfianças nas filas preferenciais dos caixas e as pessoas tendem a ser um pouco mais educadas quando sabem que estão falando com uma mulher grávida. A consciência de que existe um pequeno ser humano se desenvolvendo (quase pronto!) dentro de você (e todas as implicações disso), que antes era praticamente só sua, agora passa a ser de todos ao redor: do garçom ao colega de trabalho, do vendedor da loja ao vizinho.


15. PARA NÃO VIRAR BARRIGA DE CHOPP –
À medida que a barriga cresce, a gente vai ficando meio desajeitada, empacada, lenta, uma virada na cama já começa a dar trabalho. Como se estivéssemos num outro corpo, dentro de uma fantasia de bonecão de posto, rs. Imagino que a coisa só Boneco_Biruta_17_piore daqui pra frente (o que me dá um certo medo antecipado). Tenho mantido o mesmo mantra do início da gravidez: não neurar com dieta ou exercícios, mas me alimentar de forma saudável e fazer os exercícios sempre que houver disposição. Só peso na balança quando vou à médica, uma vez por mês. Mas o autocuidado, em geral, aumentou: eu, que nunca fui uma pessoa vaidosa, estou aprendendo a cuidar melhor de mim mesma. Tenho me habituado a passar creme hidratante depois do banho, a passar protetor solar no rosto antes de sair de casa, a tomar o sol indicado para ajudar na amamentação, tomar as vitaminas e vacinas pedidas, e, dentre todas essas coisinhas, também a me alimentar de forma mais saudável. Por enquanto, tenho conseguido manter um peso razoável e fazer atividades físicas com uma frequência OK. Agora que o calor voltou com força, quero voltar a praticar o melhor esporte para as grávidas: a natação. Afinal, é na piscina que nos sentimos mais leves de novo 😀


 

Importante: nada do que escrevi acima é regra geral de nada, nem conselho, nem certeza. São só minhas experiências pessoais, filtradas pela minha percepção. Mas cada mulher é de um jeito! Por isso, amigas grávidas ou ex-grávidas: Comentem aí 😉 O que aprenderam durante a gravidez? Tiveram muitos desejos? A experiência foi ou está sendo parecida com a minha? Vamos compartilhar!

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