Conheça a mais nova prática abusiva dos médicos na praça!

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Minha amiga Ana Paula Pedrosa fez uma excelente reportagem, publicada no jornal “O Tempo” de ontem, cuja leitura recomendo: “Médicos recusam pré-natal se grávida não pagar o parto“.

Já falei aqui no blog, quando eu ainda estava grávida, sobre a polêmica em torno da cobrança de taxa extra para que o médico que fez o pré-natal esteja disponível na hora do parto da paciente. Extra por ser um médico que já recebe pelo plano de saúde. É polêmico porque o Conselho Federal de Medicina já se posicionou a favor, enquanto a Agência Nacional de Saúde Suplementar já disse que a prática é ilegal.

(Eu, pessoalmente, paguei para ter minha médica presente no meu parto e pagaria de novo se engravidasse mais uma vez. Mas porque minha experiência particular me levou a entender esse honorário pela disponibilidade da minha médica, que passou toda a madrugada acordada ao meu lado e cancelou várias consultas na manhã seguinte ao nascimento do Luiz.)

A reportagem da Ana, no entanto, não é sobre essa taxa extra. É sobre algo muito mais antiético, condenado até pela representante do Conselho Regional de Medicina que ela ouviu: Continuar lendo

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O que responderam os leitores: Médico particular ou plantonista? Parto normal, natural ou cesárea?

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Há exatamente uma semana, fiz uma enquete aqui no blog. Comecei expondo minha grande dúvida sobre se deveria pagar para ter o acompanhamento da minha médica do pré-natal na hora do parto ou se seria melhor ter o atendimento de uma equipe de plantonistas, seja de hospital público ou privado. E terminei pedindo para as mães e pais compartilharem suas experiências, que poderiam ajudar a mim e também a outras grávidas de primeira viagem que possam estar com a mesma dúvida.

Como prometido, separei algumas das respostas que recebi aqui no blog e nas redes sociais e compartilho com todos. Muitos acabaram abordando a questão de ser parto normal ou cesárea também, vejam só:


MÉDICO PARTICULAR

1) Silvana – “A natureza é sábia e os partos normais, são normais… meu marido nasceu em casa, 1967, uma vizinha da roça fez o parto. Minha mãe teve dois partos normais em hospital público, 1969 e 1970, estamos bem. Naquela época não existiam livros e redes sociais, os partos eram normais 🙂 Meu médico era empregado de um hospital, se o parto fosse por esse hospital não haveria custo, como optei por outro hospital onde ele era cadastrado mas não empregado paguei a diferença. Achei justo e me senti confortável, pois ele me acompanhou o tempo todo. Por isso, algumas mamães optam primeiro pelo hospital e depois veem quais os médicos que atendem por ele. Meu médico foi muito sincero na primeira consulta, trabalho e atendo aqui, se você optar por outro hospital existe um custo. Sei que não ajudei muito, mas se você está em dúvida e com receio, siga o seu coração e veja qual a opção que lhe agrada mais, você está no comando. A pior coisa na vida da gente é o “e se…”. Paguei R$ 300,00 numa vacina de pneumonia que para o meu filho que é eficaz em 80% dos casos, ele nunca teve pneumonia e muitos amiguinhos tiveram, e se eu não tivesse dado essa vacina? Como me sentiria se ele tivesse pneumonia? Siga seu coração :)”

2) Fabrício – “Davi nasceu de parto normal. Chegamos à maternidade meia-noite daquele dia, a bolsa tinha acabado de romper, e, em menos de uma hora desde a chegada, fomos pro centro, Davi nasceu fortão e tudo correu muitíssimo bem. O parto normal é fantástico, pelo menos no nosso caso. (…) Ao optarmos pelo obstetra oficial, pagamos uma quantia boa pelo serviço num dia atípico. Valeu pelo conforto de saber que viria uma pessoa antenada com toda a gestação, de confiança, e isso tranquiliza. Ao tempo que foi tão rápido, tão tranquilo, que cheguei a pensar, confesso: “Poxa vida, ele nasceria sozinho rsrs, e eu economizaria muito, rs”. Mas foi fantástico e quem puder, acho que vale a pena sim, pela sensação de segurança mesmo. O principal detalhe que acho que tem que ser analisado é: A gravidez é uma gravidez tranquila? Tem algum probleminha do tipo pressão elevada ou baixa demais, essas peculiaridades todas. Caso tenha, um médico por dentro de tudo seria melhor, acho. Caso não, caso esteja tudo em ordem, vale a torcida para chegar a hora em uma hora que o obstetra oficial esteja no hospital haha, e segue a vida, estando ou não, a gravidez tranquila é praticamente garantida. Deus quem fez.”

3) Bruna – “Eu compartilho do seu drama entre pagar o parto particular e optar pelos plantonistas do convênio. No meu caso optei por pagar pelo médico particular para garantir o tipo de parto que eu quero (pelo menos tentar) com o mínimo de intervenções possíveis. No caso de um plantonista o atendimento varia muito, você pode pegar um médico ótimo e mais humanizado ou um bem cesarista. Tenho dois planos de saúde e estou tentando minimizar o prejuízo olhando qual faz um reembolso melhor do parto. Boa sorte na sua escolha.”

4) Ludmila – “Eu paguei para garantir a presença da obstetra que me acompanhava. Com isso fiquei mais tranquila e tive meu direito a um parto normal respeitado. Mas não evitei a violência obstétrica que quando tive a Teresa nem sabia que era violência, só depois de ter que conviver com as consequências que me informei e descobri. Então eu acho que depende muito do grau de informação que vc tem e que pretende priorizar. E em termos de ética médica, a cobrança da taxa ‘por fora’ é a ponta de um iceberg. É uma conversa longa que dificilmente vai se resumir a um faça x ou faça y.”

5) Tatiana – “Eu optei por fazer o parto com a minha médica mesmo. No fim das contas descobri que foi a melhor coisa que eu fiz. Porque liguei pra ela no sábado falando que a Taís estava mexendo pouco. No domingo ela me encontrou para fazer uma série de exames e detectou que o líquido estava diminuindo muito e era arriscado para o bebê. Daí tive que fazer o parto no dia seguinte e não tive nem um centímetro de dilatação. Ao longo da gravidez fiz pilates, caminhada, tratei de engordar pouco, tudo pensando no parto normal. E tive que fazer cesárea no fim das contas. Me senti mais segura com ela, uma vez que conhecia todo meu quadro e acompanhou minha gravidez. Um plantonista certamente não teria feito meu parto naquele dia porque eu estava mto bem. Mas qdo abriu minha barriga a médica viu que eu estava com muito pouco líquido e que de fato estava entrando em uma fase perigosa para o bebê. E eu já estava com 41 semanas. Em outra situação daria para esperar até a 42. Mas minha médica soube avaliar bem. Mas tbm sei casos de partos bem sucedidos com plantonista. O problema de não ser sua médica ao meu ver é que fica muito loteria. Ou seja, se der sorte, cai em um médico ótimo. Mas ficamos mto sensíveis na gravidez. Vc ter a segurança que a qualquer hora que entrar em trabalho de parto seu médico vai te ajudar é ótimo. No fim das contas achei que valeu a pena o dinheiro investido. Não passei por nenhum constrangimento ou violência obstétrica. O bom é q com seu médico vc pode dizer antes o q não quer. Tipo eu não queria usar fórceps e sei que ainda é muito usado. Penso que tudo o que puder fazer pela tranquilidade vale. Se for fazer com plantonista, escolha de maternidade e não hospitais que tbm fazem parto.”

6) Cynthia – “O Rafa teve que nascer um tiquim mais cedo… Meu médico me acompanhou na semana e quando vimos que ele devia nascer, tive confiança e o parto foi excelente. O pós também foi muito bom e o Rafa, apesar de pequeno, nasceu saudável 🙂 No próximo eu espero conseguir o parto normal. E provavelmente vou ter com o meu médico de novo.”

7) Clarissa – “Meu parto foi feito pela médica que me acompanhou toda gravidez, custeado pelo convênio médico da empresa que trabalhava. Foi ótimo, deu super certo e eu me senti muito bem por estar com quem confiava. Foi cesárea.”

8) Alexandre – “Qualquer atendimento de plantonista em emergência será menos individualizado. Afinal ele está ali não só para resolver o seu problema mas de todos que estão passando pelo plantão. Sem dúvida, fazer com o médico que acompanhou minha esposa durante toda a sua gravidez a foi muito melhor. Os dois partos foram muito tranquilos. Porém se tivesse que fazer com um plantonista ou um médico que nunca vi, acho que o stress seria grande….”

9) Tacy – “Eu não paguei extra para ter minhas filhas. As duas nascidas de parto normal, as duas com diferentes médicas, as duas médicas que me acompanharam desde o início da gestão. Como isso é possível? Meu plano de saúde – que não é nenhum desses grandões que dizem que não, mas fazem vista grossa para a cobrança por fora – simplesmente descredencia quem cobra por fora. E uma assistente social do plano de saúde me ligava todo mês para saber se a médica havia mencionado, sugerido, dado a entender, que cobraria para fazer o parto. Mas deixava claro que a médica tinha o direito de não querer fazer o parto. Minhas médicas – tive que trocar de uma para a outra por que a primeira se acidentou e deixou de fazer partos normais 😦 – nunca me cobraram. Nunca ameaçaram não aparecer na hora do parto. Pelo contrário. A minha segunda médica não pegou o pré-natal de uma amiga que teria bebê três meses depois de mim porque a DPP dessa amiga dava nas férias da médica. Uma médica mais atenciosa impossível. O que eu vou falar aqui vai soar extremamente radical. Se um médico cobra para fazer parto normal, me parece que os interesses dele estão em outro lugar. Acho justo ele dizer que não tem condições de se dispor a atender o parto normal em função de seus compromissos profissionais. Mas se ele poderia estar disposto em troca de uns tantos dinheiros… bem, não é pra mim. Mas a história que você perguntou não foi essa. Foi sobre ter ou não com o plantonista. Bom. Isso depende de uma série de fatores. É um plantonista de uma Maternidade que faz jus ao nome? Porque há maternidades em BH e RMBH que estão com índices acima de 90% de cesarianas. São as maternidades que vendem “kits maternidade”, que levam a grávida para um tour pelas suas instalações destacando o conforto da hotelaria e oferecendo a sala de parto que tem uma pequena arquibancada para os demais familiares assistirem aquele momento. Mas avisam: essa sala de parto apenas para cesarianas, pois é necessário programar. Nessas maternidades, é altíssima a chance de o plantonista nunca ter feito um parto normal. Eu não faria ou meu. Mas se estamos falando de Maternidades com taxas melhores de partos normais (não são taxas boas, porque isso não existe o Brasil, infelizmente), aí eu me entregava num parto com platonista. Tive várias colegas que fizeram isso, porque seus médicos pagavam a parte. E deu tudo certo. Hoje, passados dois partos… No primeiro, aconteceu o que minha médica morria de medo que acontecesse. Eu e a outra parturiente entramos em trabalho juntas. Ela duas horas antes de mim. Resultado: minha médica estava lá, mas não estava comigo. Quem era meu companheiro, quem me acalmava, me dava força, era meu marido. E, claro, minha filha não esperou na fila bonitinha. Acabei indo para o parto… com o plantonista. Minha médica chegou na hora que a criaturinha tava, literalmente, pulando pra fora…”

10) Alice – “Minhas duas gestações foram acompanhadas pelo mesmo médico do início até a hora do parto e foi por meio de plano de saúde Unimed, cobriu tudo. No primeiro parto fiquei em trabalho de parto durante 24 horas aguardando para que fosse parto normal, havia contração, dilatação chegou até um certo ponto que não evoluía mais bolsa rota e bebê bradicardíaco, não dava pra esperar mais e a opção foi cesárea. Tudo correu bem, filhão nasceu super saudável, foi amamentado logo em seguida. Recuperação de cesárea que é mais complicada para a mãe. Na segunda gestação, a mesma coisa, tudo correu bem, trabalho de parto longo, bolsa rota, e bradicardia do bebê. Cesárea novamente. Em ambos os casos tudo foi planejado para o parto normal, mas devido aos bebês estarem com o cordão umbilical enrolado no pescoço, fez com que fosse necessária a cesárea.
Claro que gerou muita insegurança e medo quando tive que ir para o centro cirúrgico sabendo que algo não ia bem, mas tudo deu certo e a tempo. Cesárea é pra quando se necessita realmente. Desejava normal, mas não deu, antes de mais nada a saúde e bem estar dos meus filhos!”

11) Ana Paula – “Na minha primeira gravidez eu tinha muito medo de parto normal. Muito mesmo. A médica não teria a menor dificuldade em me convencer a fazer uma cesariana, mas ela é uma médica do tipo parto normal futebol clube, uma raridade na rede particular, ainda mais há sete anos, quando o assunto não era a bola da vez. Ao longo da gestação ela foi me convencendo de que era possível, até que eu aceitei tentar. E foi um parto ótimo. Fui para uma consulta, com 38 semanas e 5 dias, e já estava com cinco centímetros de dilatação. Ela achou que era hora de ir para a maternidade e foi também. Era por volta de 17h. A bolsa estourou às 18h45. Foi aí que eu comecei a sentir dor. Muita, mas rápida. Beatriz nasceu às 19h30. Com a Helena foi mais ou menos a mesma coisa. Como a médica já conhecia meu histórico, passei a ir às consultas de dois em dois dias desde a 37ª semana para monitorar a dilatação. Na consulta de 38 semanas e dois dias eu também estava com dilatação de 5 centímetros e fui para a maternidade. Cheguei às 14h30, a bolsa estourou às 17h e Helena nasceu às 17h25. Nas duas gestações eu paguei para fazer o parto com a minha médica e isso foi muito importante para mim. Tenho certeza de que sem minha médica minha história teria sido outra e eu estaria na estatística da maioria, das cesáreas agendadas. A confiança que eu tenho nela foi fundamental para enfrentar meus medos, principalmente na primeira gravidez.”


PLANTONISTA

1) Ivona (minha mamãe!) – “Minha experiência diz o seguinte: dos meus quatro partos, três foram com plantonistas. Não vi diferença entre eles e o particular, que foi quando vc nasceu. Gostei tanto dos médicos que me atenderam que acabei adotando-os como meu obstetra no parto seguinte.”

2) Taby – “Eu tive meu filho com plantonista mesmo. Não tinha condições de pagar minha medica e ela me indicou ir a cada 2 dias na maternidade aonde o bebe nasceria pra fazer acompanhamento depois que fizesse 39 semanas (ela ficou comigo até então). Não tenho o que reclamar. Fiquei 2 semanas indo no plantão e fui muito bem atendida por todos os médicos. Meu parto foi maravilhoso e eu pude ficar com meu filho na sala de cirurgia e no pós operatório! Posso dizer que nessa escolha fui feliz.”

3) Graciele – “Tive meu parto com os plantonistas do hospital público, mesmo tendo feito pré natal pelo convênio, fui muito bem tratada. Minha filha saiu com todos os exames de lá, inclusive rx da coluna e eletrocardiograma.”

4) Hanna – “Meu parto foi normal e por uma plantonista. Foi perfeito. Acho que, se vc tem uma saúde boa e confiança em si mesmo, vale.”

5) Relato da Paola AQUI.


PARTO NATURAL

Você quer ter um parto natural, sem qualquer tipo de intervenção (como anestesia, por exemplo)? Leia AQUI o depoimento de uma mãe que decidiu que seu segundo filho nascesse dessa forma (o primeiro foi por cesárea), e fez todo um planejamento para que tudo corresse como ela sonhava. O relato é bastante detalhado e acho que pode ajudar as outras mães que queiram seguir o mesmo caminho.


CONTE SUA EXPERIÊNCIA! 😀

Você também é mãe ou pai e quer compartilhar sua experiência? Será muito bem-vinda. À medida que mais relatos forem chegando ao blog, vou acrescentando todos eles neste post. Você pode comentar aí no campo de comentários ou enviar para meu email.

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Enquete para as mães: como foi o parto de vocês?

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Dia desses li um post que a Paola Carvalho, de quem falei ontem, escreveu em seu blog. Lá ela contava como foi seu parto normal e a opção que fez pela equipe plantonista do hospital Mater Dei, em Belo Horizonte.

Esse post aguçou uma dúvida que venho carregando desde os primeiros meses de gestação: é fundamental eu contar com a presença da minha médica obstetra, que me acompanhou durante todo o pré-natal, na hora do parto?

A princípio, acho que esta é a vontade de toda grávida: ter alguém que já conhece, em quem confia e que supõe-se que também conhece bem seu histórico médico, para garantir o parto mais seguro possível para a mãe e o nascimento mais tranquilo possível para o bebê. Acontece que 99% dos médicos cobram uma taxa extra para garantir essa disponibilidade na hora do parto, fora o que já pagamos pelos planos de saúde — taxa esta que é alvo de polêmica há décadas, tem parecer favorável do Conselho Federal de Medicina, mas é considerada ilegal pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, por órgãos de defesa do consumidor e pelo Ministério Público Federal.

As entidades médicas argumentam que todo hospital conta com uma equipe plantonista para assegurar o direito de ter o parto realizado pelo plano, conforme manda a cobertura. Mas que, para ter o parto acompanhado pelo médico específico, os pais deveriam pagar honorários à parte a esse profissional, que não são ilegais ou antiéticos. Os órgãos reguladores e fiscalizadores dizem que a cobrança extra é proibida por lei e que, se o médico atende naquele plano de saúde, ele tem que estar disponível de toda forma.

Enfim, sem entrar no mérito de haver ou não corrupção nessa cobrança, já que isso ainda é polêmico, o fato é que passei os últimos oito meses pensando se é melhor pagar para tentar garantir o melhor parto possível ou não. O que nos leva a outra questão: ter o parto com uma equipe plantonista (seja de hospital público ou particular) é pior? É menos seguro? Corre-se o risco de cairmos nas mãos de um médico muito inexperiente, por exemplo? Eu já tive que ir a um pronto socorro de maternidade duas vezes durante esta gestação: na primeira, fui atendida por uma médica excelente, na segunda, por um médico que nem sequer fez os exames básicos e achei muito relapso, o que reforçou minha dúvida.

Por isso, eu queria ouvir das mães que me leem neste blog como foi a opção delas e se acharam que valeu a pena. Pagaram pelo parto para que ele fosse feito pelo médico do pré-natal ou preferiram fazer o parto com um plantonista? Quais foram os prós e contras dessas decisões?

Depois que eu receber a ajuda de vocês, que vai ser muito útil para que eu possa me decidir, vou também compartilhar essas experiências em um novo post, na esperança de ajudar outras grávidas que estejam na mesma sinuca que eu 🙂

Por isso, agradeço desde já se você topar dividir sua experiência comigo! 😀

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+ 15 coisas que aprendi em sete meses de gravidez

Quando eu estava com exatamente quatro meses de gravidez, escrevi um post com as 15 coisas que eu tinha aprendido até então. Foi muito legal descobrir que eu não era a única: dezenas de outras futuras mamães também relataram sentir ou experimentar as mesmíssimas coisas que eu (veja AQUI os comentários delas).

Agora já estou na 29ª semana, quase sete meses, e dentro do terceiro e último trimestre de gestação. Com mais apenas nove semaninhas, meu bebê pode dar as caras sem ser considerado prematuro. Tá chegando!, e já começo a sentir um frio na barriga. Não leio mais só os livros sobre grávidas, mas sobre os cuidados com os bebês. E, claro, aprendi mais uma porção de coisas, que compartilho no post de hoje:


 

luiz21. SABER O SEXO FAZ TODA A DIFERENÇA – Naquele post eu disse que a pergunta que eu mais ouvia era “Já sabe o sexo?” e que as pessoas ficavam intrigadas quando eu respondia que não estava ansiosa para saber. Mas, no mesmo dia, fiz um ultrassom que me contou que eu esperava um menino. E foi impressionante como isso fez toda a diferença para mim! Passei a imaginá-lo de forma mais definida e uma das maiores delícias foi discutir o nome com meu marido. Passamos a comprar (e ganhar) mais coisas para o enxoval e me parece que ficou mais concreta a ideia de um bebê crescendo dentro de mim. Respeito muito os pais que decidem não saber o sexo dos bebês até o nascimento – e imagino que deva ser uma surpresa e tanto! –, mas hoje não sei como conseguem 🙂

2. O NOME – Para escolher o nome do nosso bebê (Luiz), nós buscamos as origens etimológicas da palavra (lutador, guerreiro), pesquisamos se ele estava muito comum (não entrava nem nos top 100 que estão na moda), comparamos com outros de que nós dois gostávamos (Mateus, Lucas, João), tentamos lembrar de conhecidos com o mesmo nome (quase ninguém, ainda mais sem ser composto), depois tentamos lembrar de personalidades com mesmo nome (Luiz Gonzaga, Luís de Camões, Luiz Tatit, Luiz Melodia, os vários reis da França, Lewis Carroll, Louis Armstrong) e até fomos ver de quem São Luís era padroeiro (da juventude e dos estudantes). Foi um papo gostoso de ter, que entrou madrugada adentro. Por isso, uma das coisas que mais me irritaram na vida foi quando falei sobre esse nome, quando ainda estava sendo conjecturado, e ouvi um “Não gosto de Luiz”. Dica a todas as pessoas do universo: não façam isso! Respeitem a escolha cuidadosa e carinhosa feita pelos pais.

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3. POR FALAR EM IRRITAÇÃO – De um mês pra cá eu ando numa impaciência incrível. Pequenas coisas já me tiram do sério, ando irritada com todo mundo (especialmente os conselheiros e palpiteiros sabichões de plantão) e não tenho saco nem pra manter as menores conversas. Ando achando todo mundo muito CHATO também, como contei outro dia aqui no blog (provavelmente, sou eu que estou chata, mas isso também passa). Foi um alívio reunir na minha casa, outro dia, grandes amigos de infância e perceber que com eles eu ainda podia passar horas conversando e me sentir em paz e alegre com isso. Amigas grávidas: quando tudo estiver te tirando do sério, ligue para os amigos que te fazem se sentir mais à vontade e marque um lanche com eles 😉

4. MAS O ASTRAL MELHORA – Apesar da impaciência, outras coisas melhoraram muito no meu humor. No começo da gravidez, eu fiquei para baixo em vários momentos, sem explicação aparente. Ao longo do segundo trimestre, até agora, esse coquetel hormonal das gestantes parou de me afetar tanto. Estou bem mais leve na cabeça, à medida que o corpo vai perdendo a leveza.

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5. O CANSAÇO SÓ AUMENTA – Aprendi que isso não vai melhorar com o tempo de gestação, pelo contrário. Na outra semana (sabatina de Janot, acareação da Lava Jato, eliminações na Copa do Brasil, Lula em BH e mais uma porção de notícias gigantes), pós-plantão, me senti tão exausta e com tanta overdose de informações, que até fiz algo inédito: abandonei este blog por cinco dias inteiros, sem dar qualquer satisfação (vocês notaram, né?). No jornal, mantive meu ritmo de trabalho frenético, mas, em casa, eu só queria dormir. A verdade é que tem dia que dá vontade de jogar tudo pro alto e fugir pras montanhas. Aliás, foi o que fiz há alguns fins de semana, fugindo para o Santuário do Caraça. Recomendo essa viagem a todas as grávidas do planeta.

Tchau, Santuário! Obrigada por lavar minha alma!

6. O SONO NÃO É UM SONHO – É um paradoxo: ao mesmo tempo em que ficamos mais cansadas e com um sono insuportável durante o dia todo, vai aumentando a dificuldade para dormir. Eu sempre preferi dormir de lado, mas foi só me dizerem que as grávidas precisam dormir de lado, que eu comecei a sentir falta de dormir com a barriga pra cima! Ainda não vi vantagem em entulhar a cama de almofadas para supostamente me deixar mais confortável, e também não acho posição só com meu travesseiro de sempre. Pra complicar, a gente continua levantando muito à noite para fazer os constantes xixis, então é comum eu me ver com a velha insônia, ou num sono muito turbulento, o que só prejudica o cansaço do resto do dia. Uma coisa que melhorou muito meu sono no inverno, que ficou uns dois meses sendo interrompido por tosses secas, foi a compra de um umidificador, que deixo ligado a noite toda, bem perto da cama.

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7. MUITO PRAZER, SOU SEUS PÉS – Pela primeira vez, comecei a prestar atenção maior aos meus pés. Eles de vez em quando chamam minha atenção: alô, tou doendo! Não é bem uma dor e os meus nem estão inchados como os de algumas mulheres grávidas (tem até quem mude o tamanho do calçado durante a gravidez), mas às vezes incomodam. Aprendi que, nessas horas, nada melhor que deixar com os pés pra cima, sobre duas almofadas, e ficar nessa posição por alguns minutos, relaxando, ouvindo uma música ou lendo um bom livro.

8. AS PREOCUPAÇÕES MUDAM – Se antes eu ficava preocupada com as milhões de coisas que dizem que podem acometer as grávidas, agora já virei a chavinha: já estou com a cabeça loooonge, pensando em como será a amamentação, se vou conseguir ser uma boa mãe, como será a personalidade do meu bebê, onde vou deixá-lo quando acabar a licença-maternidade etc. E, claro, como será o parto. Já parei de ler livros sobre gestantes e estou lendo alguns sobre cuidados com bebês. Acho que parte do motivo é o fato de eu ter tido uma gestação muito tranquila até agora, sem qualquer tipo de complicação, sem emergências, sem sustos.

9. SOBRE OS SUSTOS – Bom, eu tive um susto. Passei dois dias com uma dor de barriga fortíssima, mas sem nada que a justificasse, como diarreia. Como a barriga é o lugar mais preocupante para uma grávida sentir dor, minha médica me mandou ir imediatamente ao pronto-socorro. No final, descobrimos que não era nada de mais, mas, no caminho para o PS, sozinha no táxi, eu fiquei com o coração na boca, pensando só em coisas ruins, e tentando conter o choro. As bobagens que não me causariam a menor preocupação antes de engravidar agora se tornam pequenos monstrinhos.

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10. SOBRE OS LIVROS – Os livros começam a ficar repetitivos e a gente fica com aquela impressão de que, na prática, tudo será muito diferente da teoria, então é uma perda de tempo lê-los. Fico pensando que, quando meu bebê adoecer, os monstrinhos que me preocuparam naquele dia do susto vão virar verdadeiros monstrengos. E não haverá livro que salve, só a paciência e a coragem. Por isso, tomei grande antipatia de livros que tratam os pais como idiotas e a autora como uma mágica que sabe de tudo e conhece os filhos melhor que seus progenitores. É o caso do terrível “A Encantadora de Bebês”, de uma tal Tracy Hogg, que diz que “resolve todos os seus problemas”. Ela inventa siglas para falar sobre os métodos que os pais devem seguir e repete, a todo momento, coisas como: “As minhas técnicas sobre encantamento de bebês funcionam.” E fala sobre os bebês como se todos fossem robozinhos idênticos. Não consegui passar do primeiro capítulo. Por outro lado, gostei muito do livro “Nasceu, e agora?“, que já recomendei aqui no blog.
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11. SENTINDO O BEBÊ – Lá pela 20ª semana, finalmente comecei a sentir os movimentos do meu bebê. Primeiro, bem suaves, hoje em dia, constantes e bastante fortes (na sexta-feira, pela primeira vez, consegui até mesmo ver a barriga se mexendo com os chutes). É muito legal perceber que o bebê tem até horário favorito para se mexer! E é emocionante, uma grande alegria mesmo, colocar a mão do meu marido na minha barriga e ver o assombro e encantamento dele ao sentir o chutinho, que é algo que só foi acontecer lá pela 25ª semana.

luiz12. VENDO O BEBÊ – O ultrassom sempre foi um momento muito especial da gestação. É quando descobríamos o tamanho e peso do bebê, ouvíamos seu coração bater, e conseguíamos ver os contornos do rosto, a coluna, os pezinhos… Na semana passada, entrei na fase para fazer o ultrassom 3D. O plano de saúde não cobre, é caro, e a médica foi clara: “É só uma ‘perfumaria’, para mim, não faz diferença nenhuma se você não fizer.” Fiquei em dúvida se deveria mesmo pagar para ver aquele bonequinho de barro, ou massinha, que o 3D mostra. Mas não resisti e acabei fazendo. E foi muito legal! Deu para ver direitinho o nariz, a boca, o queixo… O bebê ficou muito mais concreto na tela do computador. Sei que ele ainda vai mudar muito até o nascimento, mas foi muito legal essa experiência neste momento, e está guardada pra sempre num DVD.

13. O MUNDINHO DO BEBÊ – Outra grande alegria dessa fase é começar a comprar as coisas para o quarto do bebê. Hoje, se me perguntarem, sei tudo sobre berços. A gente pesquisa e vai ajeitando as coisas, e dá uma paz danada entrar naquele cômodo que, mesmo ainda sem cara de quarto de bebê, a gente sabe que vai ser um dos nossos recantos mais frequentados nos meses seguintes.

eugravida14. NÃO É MAIS BARRIGA DE CHOPP – Agora não tem jeito: você está publicamente grávida, é preciso ser muito lerdo para uma pessoa olhar para você e não perceber isso imediatamente. Aliás, é muito comum que todos olhem primeiro para sua barriga e depois para seu rosto, ao te verem chegando. O lado bom é que diminuem as desconfianças nas filas preferenciais dos caixas e as pessoas tendem a ser um pouco mais educadas quando sabem que estão falando com uma mulher grávida. A consciência de que existe um pequeno ser humano se desenvolvendo (quase pronto!) dentro de você (e todas as implicações disso), que antes era praticamente só sua, agora passa a ser de todos ao redor: do garçom ao colega de trabalho, do vendedor da loja ao vizinho.


15. PARA NÃO VIRAR BARRIGA DE CHOPP –
À medida que a barriga cresce, a gente vai ficando meio desajeitada, empacada, lenta, uma virada na cama já começa a dar trabalho. Como se estivéssemos num outro corpo, dentro de uma fantasia de bonecão de posto, rs. Imagino que a coisa só Boneco_Biruta_17_piore daqui pra frente (o que me dá um certo medo antecipado). Tenho mantido o mesmo mantra do início da gravidez: não neurar com dieta ou exercícios, mas me alimentar de forma saudável e fazer os exercícios sempre que houver disposição. Só peso na balança quando vou à médica, uma vez por mês. Mas o autocuidado, em geral, aumentou: eu, que nunca fui uma pessoa vaidosa, estou aprendendo a cuidar melhor de mim mesma. Tenho me habituado a passar creme hidratante depois do banho, a passar protetor solar no rosto antes de sair de casa, a tomar o sol indicado para ajudar na amamentação, tomar as vitaminas e vacinas pedidas, e, dentre todas essas coisinhas, também a me alimentar de forma mais saudável. Por enquanto, tenho conseguido manter um peso razoável e fazer atividades físicas com uma frequência OK. Agora que o calor voltou com força, quero voltar a praticar o melhor esporte para as grávidas: a natação. Afinal, é na piscina que nos sentimos mais leves de novo 😀


 

Importante: nada do que escrevi acima é regra geral de nada, nem conselho, nem certeza. São só minhas experiências pessoais, filtradas pela minha percepção. Mas cada mulher é de um jeito! Por isso, amigas grávidas ou ex-grávidas: Comentem aí 😉 O que aprenderam durante a gravidez? Tiveram muitos desejos? A experiência foi ou está sendo parecida com a minha? Vamos compartilhar!

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Desde julho, um subsídio para as grávidas

Tem coisas que só quando a gente fica grávida é que vai descobrir que existem. Afinal, não temos obrigação de ficar acompanhando o noticiário das gestantes quando ainda nem pensamos em ter filhos. Por isso, muitas vezes ficamos perdidas quando entramos nesse universo e temos que correr atrás das informações, aprendendo tudo de uma vez só.

Foi assim que só outro dia mesmo fui ouvir falar pela primeira vez que eu poderia pedir ao meu plano de saúde para informar a taxa de partos normais e de cesáreas que minha médica fez. Já devo ter noticiado isso, mas provavelmente passou batido por mim, porque não me dizia respeito.

Por isso, e como foi um procedimento muito simples, resolvi compartilhar aqui no blog, para que mais gestantes tomem conhecimento.

Em julho deste ano, entrou em vigor uma resolução da ANS que obriga os planos de saúde a darem essa informação. Qual é a importância de saber a taxa de cesáreas e de partos normais do seu médico ou do hospital onde pretende ter seu bebê? Bom, é uma informação a mais para você tomar sua decisão com segurança. Por exemplo, se você quer evitar a cesárea a qualquer custo, pode não gostar de saber que seu médico fez cesáreas em 100% dos atendimentos que ele prestou. E pode desconfiar se ele começar a te dizer, lá pelo finzinho da gestação, que seria melhor marcar um dia e uma hora, que a cesariana é mais segura, que o parto normal tem muitos inconvenientes etc. Enfim, é um subsídio a mais para a futura mãe poder fazer suas escolhas da melhor maneira possível.

O que diz a resolução? Que você pode pedir ao seu plano de saúde por qualquer meio de comunicação e que ele é obrigado a te responder em até 15 dias corridos, podendo ser inclusive por email, se você preferir. Você só precisa informar o nome do médico (se informar o CRM, também pode ajudar). Se te pedirem coisas absurdas, como o CPF do médico, você pode denunciar à ANS. Ou se descumprirem o prazo ou a resolução de qualquer forma, o que acarreta em multa de R$ 25 mil para o plano de saúde.

Você pode perguntar sobre quantos médicos ou hospitais quiser, mas tem que ter em mente que o plano de saúde só saberá informar sobre os partos realizados naquela operadora de saúde (se o médico atende em várias operadoras, você teria que perguntar a cada uma delas para ver a taxa total).

A resolução pode ser lida AQUI e, NESTE LINK, você pode acessar perguntas e respostas bem didáticas a respeito da norma.

Resolvi testar assim que soube, na semana passada. Meu plano, a Unimed-BH, cumpriu a resolução direitinho. No site deles, já há informações sobre como pedir o relatório. Entrei em contato pelo chat e fui atendida prontamente, em uma conversa que levou uns 2 minutos. Recebi um número de protocolo e a informação, correta, de que teria a resposta em até 15 dias corridos. Isso foi no dia 31 de julho e já recebi a resposta em 7 de agosto, bem antes do prazo.

Enfim, se você está grávida, faça o teste também 😉

Abaixo, compartilho um gráfico que encontrei no site Vila Mamífera que traz as taxas de partos por maternidade de Belo Horizonte, em 2012. AQUI, você pode ver as taxas por operadora de plano de saúde.

Maternidades-BH

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