Dono do Inhotim condenado a nove anos de prisão

Texto escrito por José de Souza Castro:

Inhotim em foto de Cristina Moreno de Castro

A profecia ouvida de meu chefe, quando comecei a carreira no “Jornal do Brasil”, em 1972, vai sendo realizada aos poucos: quem começa a frequentar muito as páginas sociais acaba saindo na página policial. Seria o caso, agora, de Bernardo de Mello Paz, o badalado dono do Inhotim, condenado a nove anos e três meses de prisão por lavagem de dinheiro. Sob o estado atual da imprensa, não sei se ele frequentará a página policial ou mesmo, dadas as inúmeras possibilidades de recursos na Justiça, se gozará alguns dias de paz numa cela de prisão antes de morrer.

Diga-se que não foi só este blog, pela prosa animada da Kika (pode-se ver aqui, aqui e aqui e ainda por suas belas fotografias), não foi só este blog, ia dizendo, que contribuiu para que Inhotim tenha se transformado numa das maiores atrações turísticas de Minas – na qual, por culpa minha, nunca fui.

Também o “New York Times” gastou muito espaço para descrever as maravilhas do Inhotim e de seu idealizador. O iG traduziu e puxou o assunto, no título, pela fortuna de Bernardo Paz: “O empresário brasileiro que gasta US$ 70 milhões ao ano para ter um jardim de arte”.

Não é também a primeira vez que a imprensa se ocupa de Bernardo Paz e de suas estripulias, digamos assim, pouco artísticas. A Folha de S.Paulo, por exemplo, no dia 17 de setembro de 2009, publicou reportagem que pode ser lida aqui, denunciando que o governo de Minas, na época sob a regência de Aécio Neves, deu benefício de R$ 20 milhões a suspeito de sonegação. O suspeito: Bernardo Paz. O fato vem descrito abaixo do intertítulo “Negócio da China”: Continuar lendo

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Enquete para as mães: como foi o parto de vocês?

Astaffolani/ Wikimedia Common

Astaffolani/ Wikimedia Common

Dia desses li um post que a Paola Carvalho, de quem falei ontem, escreveu em seu blog. Lá ela contava como foi seu parto normal e a opção que fez pela equipe plantonista do hospital Mater Dei, em Belo Horizonte.

Esse post aguçou uma dúvida que venho carregando desde os primeiros meses de gestação: é fundamental eu contar com a presença da minha médica obstetra, que me acompanhou durante todo o pré-natal, na hora do parto?

A princípio, acho que esta é a vontade de toda grávida: ter alguém que já conhece, em quem confia e que supõe-se que também conhece bem seu histórico médico, para garantir o parto mais seguro possível para a mãe e o nascimento mais tranquilo possível para o bebê. Acontece que 99% dos médicos cobram uma taxa extra para garantir essa disponibilidade na hora do parto, fora o que já pagamos pelos planos de saúde — taxa esta que é alvo de polêmica há décadas, tem parecer favorável do Conselho Federal de Medicina, mas é considerada ilegal pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, por órgãos de defesa do consumidor e pelo Ministério Público Federal.

As entidades médicas argumentam que todo hospital conta com uma equipe plantonista para assegurar o direito de ter o parto realizado pelo plano, conforme manda a cobertura. Mas que, para ter o parto acompanhado pelo médico específico, os pais deveriam pagar honorários à parte a esse profissional, que não são ilegais ou antiéticos. Os órgãos reguladores e fiscalizadores dizem que a cobrança extra é proibida por lei e que, se o médico atende naquele plano de saúde, ele tem que estar disponível de toda forma.

Enfim, sem entrar no mérito de haver ou não corrupção nessa cobrança, já que isso ainda é polêmico, o fato é que passei os últimos oito meses pensando se é melhor pagar para tentar garantir o melhor parto possível ou não. O que nos leva a outra questão: ter o parto com uma equipe plantonista (seja de hospital público ou particular) é pior? É menos seguro? Corre-se o risco de cairmos nas mãos de um médico muito inexperiente, por exemplo? Eu já tive que ir a um pronto socorro de maternidade duas vezes durante esta gestação: na primeira, fui atendida por uma médica excelente, na segunda, por um médico que nem sequer fez os exames básicos e achei muito relapso, o que reforçou minha dúvida.

Por isso, eu queria ouvir das mães que me leem neste blog como foi a opção delas e se acharam que valeu a pena. Pagaram pelo parto para que ele fosse feito pelo médico do pré-natal ou preferiram fazer o parto com um plantonista? Quais foram os prós e contras dessas decisões?

Depois que eu receber a ajuda de vocês, que vai ser muito útil para que eu possa me decidir, vou também compartilhar essas experiências em um novo post, na esperança de ajudar outras grávidas que estejam na mesma sinuca que eu 🙂

Por isso, agradeço desde já se você topar dividir sua experiência comigo! 😀

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