Enquete para as mães: como foi o parto de vocês?

Astaffolani/ Wikimedia Common

Astaffolani/ Wikimedia Common

Dia desses li um post que a Paola Carvalho, de quem falei ontem, escreveu em seu blog. Lá ela contava como foi seu parto normal e a opção que fez pela equipe plantonista do hospital Mater Dei, em Belo Horizonte.

Esse post aguçou uma dúvida que venho carregando desde os primeiros meses de gestação: é fundamental eu contar com a presença da minha médica obstetra, que me acompanhou durante todo o pré-natal, na hora do parto?

A princípio, acho que esta é a vontade de toda grávida: ter alguém que já conhece, em quem confia e que supõe-se que também conhece bem seu histórico médico, para garantir o parto mais seguro possível para a mãe e o nascimento mais tranquilo possível para o bebê. Acontece que 99% dos médicos cobram uma taxa extra para garantir essa disponibilidade na hora do parto, fora o que já pagamos pelos planos de saúde — taxa esta que é alvo de polêmica há décadas, tem parecer favorável do Conselho Federal de Medicina, mas é considerada ilegal pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, por órgãos de defesa do consumidor e pelo Ministério Público Federal.

As entidades médicas argumentam que todo hospital conta com uma equipe plantonista para assegurar o direito de ter o parto realizado pelo plano, conforme manda a cobertura. Mas que, para ter o parto acompanhado pelo médico específico, os pais deveriam pagar honorários à parte a esse profissional, que não são ilegais ou antiéticos. Os órgãos reguladores e fiscalizadores dizem que a cobrança extra é proibida por lei e que, se o médico atende naquele plano de saúde, ele tem que estar disponível de toda forma.

Enfim, sem entrar no mérito de haver ou não corrupção nessa cobrança, já que isso ainda é polêmico, o fato é que passei os últimos oito meses pensando se é melhor pagar para tentar garantir o melhor parto possível ou não. O que nos leva a outra questão: ter o parto com uma equipe plantonista (seja de hospital público ou particular) é pior? É menos seguro? Corre-se o risco de cairmos nas mãos de um médico muito inexperiente, por exemplo? Eu já tive que ir a um pronto socorro de maternidade duas vezes durante esta gestação: na primeira, fui atendida por uma médica excelente, na segunda, por um médico que nem sequer fez os exames básicos e achei muito relapso, o que reforçou minha dúvida.

Por isso, eu queria ouvir das mães que me leem neste blog como foi a opção delas e se acharam que valeu a pena. Pagaram pelo parto para que ele fosse feito pelo médico do pré-natal ou preferiram fazer o parto com um plantonista? Quais foram os prós e contras dessas decisões?

Depois que eu receber a ajuda de vocês, que vai ser muito útil para que eu possa me decidir, vou também compartilhar essas experiências em um novo post, na esperança de ajudar outras grávidas que estejam na mesma sinuca que eu 🙂

Por isso, agradeço desde já se você topar dividir sua experiência comigo! 😀

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20 comentários sobre “Enquete para as mães: como foi o parto de vocês?

  1. Oi 🙂 A natureza é sabia e os partos normais, são normais… meu marido nasceu em casa, 1967, uma vizinha da roça fez o parto. Minha mãe teve dois partos normais em hospital público, 1969 e 1970, estamos bem. Naquela época não existiam livros e redes sociais, os partos eram normais 🙂 Meu médico era empregado de um hospital, se o parto fosse por esse hospital não haveria custo, como optei por outro hospital onde ele era cadastrado mas não empregado paguei a diferença. Achei justo e me senti confortável, pois ele me acompanhou o tempo todo. Por isso, algumas mamães optam primeiro pelo hospital e depois veem quais os médicos que atendem por ele. Meu médico foi muito sincero na primeira consulta, trabalho e atendo aqui, se você optar por outro hospital existe um custo. Sei que não ajudei muito, mas se você está em dúvida e com receio, siga o seu coração e veja qual a opção que lhe agrada mais, você está no comando. A pior coisa na vida da gente é o “e se…”. Paguei R$ 300,00 numa vacina de pneumonia que para o meu filho que é eficaz em 80% dos casos, ele nunca teve pneumonia e muitos amiguinhos tiveram, e se eu não tivesse dado essa vacina? Como me sentiria se ele tivesse pneumonia? Siga seu coração 🙂

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  2. Bom dia Kika, num sou mãe, mas sou um papai, papai mesmo rsrs. Se contar tb, vai minha experiencia.

    Davi nasceu de parto normal. Chegamos a maternidade meia noite daquele dia, a bolsa tinha acabado de romper, (lembro q a mae dele olhou pra mim e disse, com as pernas escorrendo e meio rindo de nervosa: “To na duvida se a bolsa rompeu ou se é xixi” (ahaha) eu levantei batendo a cabeça, tropeçando, e em um minuto falava ao telefone com o nosso obstetra q acompanhou todo o processo. “Dr Vander, a bolsa rompeu mas estamos na duvida se foi a bolsa mesmo” e ele respondeu; “Uai, fala com ela pra provar” Eca, q felicidade, ela provou viu q não era xixi e corremos pro hosp.
    Nunca esquecerei. E em menos de uma hora desde a chegada, fomos pro centro, Davi nasceu fortão e tudo correu muitíssimo bem. O parto normal é fantástico, pelo menos no nosso caso.
    As pessoas no outro dia de manha não acreditavam como aquela mulher tinha dado a luz pouquíssimo tempo atrás. Andava, ia e vinha pelo quarto, deu banho, foi tudo show. Enquanto outras mamaes optantes pela cesárea mal podiam se mexer, com dor e pontos…

    Bem, como vc colocou acima, ao optarmos pelo obstetra oficial, pagamos uma quantia boa pelo serviço num dia atípico. Valeu pelo conforto de saber q viria uma pessoa antenada com toda a gestação, de confiança, e isso tranquiliza. Ao tempo q foi tão rapido, tão tranquilo, q cheguei a pensar, confesso: Poxa vida, ele nasceria sozinho rsrs, e eu economizaria muito, rs. Mas foi fantástico e quem puder, acho q vale a pena sim, pela sensação de segurança mesmo.

    O principal detalhe que acho q tem q ser analisado é: A gravidez é uma gravidez tranquila? Tem algum probleminha do tipo, pressão elevada ou baixa demais, essas peculiaridades todas. Caso tenha, um medico por dentro de tudo seria melhor, acho. Caso não, caso esteja tudo em ordem, vale a torcida para chegar a hora em uma hora q o obstetra oficial esteja no hospital haha, e segue a vida, estando ou não, a gravidez tranquila é praticamente garantida. Deus quem fez.

    Bom dia, e foi mau a intromissão mamães, é q como senti alguns enjoos tb, vcs sabem né rs.

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  3. Cris, recomento MUITO esse podcast sobre parto normal vs. cesárea, com discussão de médicos e doulas: https://soundcloud.com/mamilospod/mamilos-11-parto-dopping-misoginia-e-a-bunda-que-realmente-quebrou-a-internet
    Faz tempo que ouvi, mas lembro que a médica falou muito sobre essa questão do parto com plantonista, vale a pena. E vc pode ouvir enquanto lava a louça 😉
    No mais, te desejo um parto lindo! Vá dando notícias.
    Beijo!

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  4. Minha experiência diz o seguinte: dos meus quatro partos três foram com plantonistas. Não vi diferença entre eles e o particular que foi quando vc nasceu. Gostei tanto dos médicos que me atenderam que acabei adotando os como meu obstetra no parto seguinte.
    Mas acho que essa é uma decisão sua apenas.
    Se vc acha que se sentirá mais segura com a sua médica. ..
    bj

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  5. Contrariando o Papai lá de cima, minha cesárea foi ótima.
    Com 36 semanas, minha pressão subiu, o bebe está em sofrimento, cesárea!
    Victor nasceu às 22:00hs e às 07:00 da manhã eu tomava banho sozinha 🙂
    O Bebe nasceu ótimo, foi direto pro quarto, mamou em seguida, fomos embora no outro dia.
    Vai entender!

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    • Que bom, Dri! Acho que o importante é evitar o sofrimento do bebê e da mãe. Se a cesárea for necessária, também não hesitarei em fazê-la. Mas preciso de um bom médico para me orientar nessa hora, porque não sei se terei condições de tomar esta decisão por minha conta (e do meu marido), já que não entendo nada disso…

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  6. Tem tanta pergunta nesse pergunta…
    E tem tanta resposta nessa resposta… Só dou meus pitacos porque quando eu estava grávida o que me preparou para um parto normal foi ouvir histórias… Que era tããããããão diferentes que a única certeza que me deram era que minha história seria diferente de todas que eu havia ouvido até então.
    Eu não paguei extra para ter minhas filhas. As duas nascidas de parto normal, as duas com diferentes médicas, as duas médicas que me acompanharam desde o início da gestão. Como isso é possível? Meu plano de saúde – que não é nenhum desses grandões que dizem que não, mas fazem vista grossa para a cobrança por fora – simplesmente descredencia quem cobra por fora. E uma assistente social do plano de saúde me ligava todo mês para saber se a médica havia mencionado, sugerido, dado a entender, que cobraria para fazer o parto. Mas deixava claro que a médica tinha o direito de não querer fazer o parto.
    MInhas médicas – tive que trocar de uma para a outra por que a primeira se acidentou e deixou de fazer partos normais 😦 – nunca me cobraram. Nunca ameaçaram não aparecer na hora do parto. Pelo contrário. A minha segunda médica não pegou o pré-natal de uma amiga que teria bebê três meses depois de mim porque a DPP dessa amiga dava nas férias da médica. Uma médica mais atenciosa impossível. O que eu vou falar aqui vai soar extremamente radical. Se um médico cobra para fazer parto normal, me parece que os interesses dele estão em outro lugar. Acho justo ele dizer que não tem condições de se dispor a atender o parto normal em função de seus compromissos profissionais. Mas se ele poderia estar disposto em troca de uns tantos dinheiros… bem, não é pra mim.
    Mas a história que você perguntou não foi essa. Foi sobre ter ou não com o plantonista. Bom. Isso depende de uma série de fatores. É um plantonista de uma Maternidade que faz jus ao nome? Porque há maternidades em BH e RMBH que estão com índices acima de 90% de cesarianas. São as maternidades que vendem “kits maternidade”, que levam a grávida para um tour pelas suas instalações destacando o conforto da hotelaria e oferecendo a sala de parto que tem uma pequena arquibancada para os demais familiares assistirem aquele momento. Mas avisam: essa sala de parto apenas para cesarianas, pois é necessário programar. Nessas maternidades, é altíssima a chance de o plantonista nunca ter feito um parto normal. Eu não faria ou meu.
    Mas se estamos falando de Maternidades com taxas melhores de partos normais (não são taxas boas, porque isso não existe o Brasil, infelizmente), aí eu me entregava num parto com platonista. Tive várias colegas que fizeram isso, porque seus médicos pagavam a parte. E deu tudo certo.
    Hoje, passados dois partos…
    No primeiro, aconteceu o que minha médica morria de medo que acontecesse. Eu e a outra parturiente entramos em trabalho juntas. Ela duas horas antes de mim. Resultado: minha médica estava lá, mas não estava comigo. Quem era meu companheiro, quem me acalmava, me dava força, era meu marido. E, claro, minha filha não esperou na fila bonitinha. Acabei indo para o parto… com o plantonista. Minha médica chegou na hora que a criaturinha tava, literalmente, pulando pra fora…

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    • Muito obrigada por todas essas informações, Tacy!! E você se importa de me dizer que plano de saúde incrível que é este seu? Pode ser por mensagem privada, se preferir… Fiquei muito curiosa. O meu é Unimed e nunca aconteceu nada parecido! O hospital onde pretendo ter o parto é o Octaviano Neves… beijão e obrigada pelo comentário!!

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  7. Boa noite Kika, minhas duas gestações foram acompanhadas pelo mesmo médico do início até a hora do parto e foi por meio de plano de saúde Unimed, cobriu tudo.
    No primeiro parto fiquei em trabalho de parto durante 24 horas aguardando para que fosse parto normal, havia contração, dilatação chegou até um certo ponto que não evoluía mais bolsa rota e bebê bradicardíaco, não dava pra esperar mais e a opção foi cesárea.
    Tudo correu bem, filhão nasceu super saudável, foi amamentado logo em seguida. Recuperação de cesárea que é mais complicada para a mãe.
    Na segunda gestação, a mesma coisa, tudo correu bem, trabalho de parto longo, bolsa rota, e bradicardia do bebê. Cesárea novamente. Em ambos os casos tudo foi planejado para o parto normal, mas devido aos bebês estarem com o cordão umbilical enrolado no pescoço, fez com que fosse necessária a cesárea.
    Claro que gerou muita insegurança e medo quando tive que ir para o centro cirúrgico sabendo que algo não ia bem, mas tudo deu certo e a tempo.
    Cesárea é pra quando se necessita realmente.Desejava normal, mas não deu, antes de mais nada a saúde e bem estar dos meus filhos!
    Espero ter ajudado, e se precisar de mais informações é só solicitar, tentei ser o mais sucinta possível.
    Abraços
    Alice

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  8. Eu tive meu filho com plantonista mesmo. Não tinha condições de pagar minha medica e ela me indicou ir a cada 2 dias na maternidade aonde o bebe nasceria pra fazer acompanhamento depois que fizesse 39 semanas (ela ficou comigo até entao).
    Nao tenho o que reclamar. Fiquei 2 semanas indo no plantao e fui muito bem atendida por todos os médicos. Meu parto foi maravilhoso e eu pude ficar com meu filho na sala de cirurgia e no pós operatorio! POsso dizer que nessa escolha fui feliz.

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  9. Kika,

    Sou de SP e não conheço as instituições de BH.
    O meu parto foi assistido por uma equipe do chamado movimento de “parto humanizado”, pois só com eles eu consegui me sentir segura no sentido de ter certeza de que faria cesárea só se fosse REALMENTE necessário.
    Vivemos no país campeão mundial de cesáreas e os episódios de violência obstétrica são frequentas, então, o buraco é mais embaixo.
    Como vc deve saber a essa altura do campeonato, o pessoal do parto humanizado não atende por nenhum plano de saúde.
    Portanto, eu paguei (sim, paguei da minha reserva). O seguro cobriu uma parte, mas eu paguei em torno de 6.000 reais na época (ano passado). Cada um deu uma parte e não ficou tão pesado.
    Resultado, meu parto foi natural hospitalar (maternidade São Luiz) e foi assistido por: uma médica obstetra, uma enfermeira obstetra e um pediatra, pagos por mim e por meu marido.
    Por que pediatra? Porque minha filha não tomou vacina assim que nasceu (só 1 mês depois), não foi tirada de mim (aliás, mamou 40 minutos em cada peito depois de nascer), não recebeu aqueles tubos no nariz e não tomou aquele banho cheio de química que eles dão.
    Tudo isso só foi possível por causa do pediatra lá presente.
    Ela ficou nos meus braços durante 3 hrs dps de nascer e foi levada ao berçário por 1 hr, dps retornou ao quarto.
    Daí eu tbm nem preciso falar que não dormi nada por 3 dias, e dps desses 3 dias eu conseguia dormir tipo 1 ou 2 hrs por dia.
    Bjs!!!

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