O nascimento de ‘Canguru’

canguru

Já que ontem falei de uma criança esperta, aproveito para falar hoje de uma revista nova, que surgiu neste mês em BH, e está repleta de crianças espertas. A “Canguru” nasceu agora em outubro e acho que tem tudo para dar certo, porque faltava uma revista voltada para pais de crianças que moram em Belo Horizonte e querem saber das dicas mais locais/regionais.

A pauta de capa, por exemplo, traz 20 programas — só na capital mineira! — para a criançada se divertir longe de internet e TV. As reportagens mais de comportamento (sobre como manter as crianças longe da ânsia consumista ou como ajudar o filho a lidar com a chegada de um irmãozinho) ouvem especialistas também locais, e não aquela galera batida da USP que a gente sempre vê nas revistas nacionais.

Do ponto de vista comercial, a revista nasce com uma iniciativa que me parece acertada: com patrocínio de escolas, que distribuem as publicações gratuitamente para os pais. É um formato que lembra o da bem-sucedida revista “Sorria”, distribuída em drogarias de vários Estados do país, que já foi tema de discussão no campo de comentários aqui do blog, em post recente. E, além de ter um público-alvo que estava carente desse tipo de revista aqui em BH, a “Canguru” está bem provida de anunciantes (mais do que muito jornal já bastante consolidado aqui das Gerais). CQbbsYiW8AAJQSK

Outra coisa que achei bacana foi a revista ter nascido em várias plataformas, simultaneamente: com canal de Youtube, programa de rádio, site, presença em todas as redes sociais e a edição impressa, também vendida em bancas (ainda não descobri qual o valor de capa).

Conheço o trabalho de duas das principais responsáveis pela nova publicação. O da diretora de Redação, Ivana Moreira, desde quando ela era ainda correspondente do “Estadão” em BH e diretora da Abraji, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Depois disso, ela foi editora-executiva do “Metro” e editora-chefe da já extinta “Veja BH”. Já a Paola Carvalho, que é uma das editoras executivas da “Canguru”, eu conheci ainda nos tempos de reportagem da “Folha”, quando ela trabalhava na editoria de economia e eu em Cotidiano. Sempre foi uma jornalista muito competente e, ao mesmo tempo, com uma qualidade que poucos colegas (eu incluída) têm: de ser empreendedora. Tem ideias e vai adiante para executá-las — como a página “Chão que eu Piso“, de que já falei aqui no blog, que acho que começou de forma despretensiosa, só no Facebook, e hoje virou um negócio.

Enfim, o nascimento de novos jornais ou revistas — especialmente os de qualidade e com perspectiva de futuro — é sempre uma boa notícia, nesses tempos de crise da indústria da informação, de passaralhos, falta de criatividade nas Redações e desafios cabeludos para todo mundo que tenta emplacar algo novo. Por isso, parabenizo e desejo muito sucesso à revista “Canguru”: que seja bem-vinda! Felizmente, já estou prestes a me encaixar direitinho no público-alvo das mamães 🙂

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