Dez anos de jornalismo (com nova mudança de emprego)

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São mais de 13 anos como blogueira, mas 10 como jornalista mesmo. Um mochilão que só cresce!

Foi em agosto de 2006, há exatamente dez anos portanto, que comecei meu estágio da rádio UFMG Educativa, dando a largada para minha carreira como jornalista. Lá aprendi um monte de coisas com a Tacy Arce e a Grazi Mendes, amigas até hoje.

Desde então, completei a graduação, tirei o diploma de Comunicação Social pela UFMG em julho de 2007, entrei no programa de trainees da “Folha de S.Paulo” em março de 2008, fiz um monte de coisas naquele jornal — até um livro! — até setembro de 2012, voltei a Beagá, passei rapidamente pelo G1, e, nos últimos três anos e meio, estive no jornal “O Tempo”.

Nessa caminhada, continuei aprendendo mais um bocado — assim como há dez anos — e fiz uma das coisas que mais gosto no universo: repassei adiante o que eu tinha aprendido (já falei que um dia quero ser professora, né?).

Agora, com 10 anos de profissão nas costas (um verdadeiro mochilão, que encheu rápido demais!), comecei um novo desafio: virei editora da revista “Canguru“, cujo projeto me encantou desde o primeiro momento em que vi. Além de assumir uma função diferente das que já experimentei, vou tratar de temas nos quais estou mergulhada até o talo: a maternidade e a criação de filhos.

Eu não podia deixar de dividir isso aqui no blog, como fiz quando tomei a decisão de pedir demissão da “Folha” e sair de São Paulo. Já até atualizei a seção “Quem somos nós?“.

Que venham mais dez anos de jornalismo — e mais dez, e mais dez, e mais dez…! 😀

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O nascimento de ‘Canguru’

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Já que ontem falei de uma criança esperta, aproveito para falar hoje de uma revista nova, que surgiu neste mês em BH, e está repleta de crianças espertas. A “Canguru” nasceu agora em outubro e acho que tem tudo para dar certo, porque faltava uma revista voltada para pais de crianças que moram em Belo Horizonte e querem saber das dicas mais locais/regionais.

A pauta de capa, por exemplo, traz 20 programas — só na capital mineira! — para a criançada se divertir longe de internet e TV. As reportagens mais de comportamento (sobre como manter as crianças longe da ânsia consumista ou como ajudar o filho a lidar com a chegada de um irmãozinho) ouvem especialistas também locais, e não aquela galera batida da USP que a gente sempre vê nas revistas nacionais.

Do ponto de vista comercial, a revista nasce com uma iniciativa que me parece acertada: com patrocínio de escolas, que distribuem as publicações gratuitamente para os pais. É um formato que lembra o da bem-sucedida revista “Sorria”, distribuída em drogarias de vários Estados do país, que já foi tema de discussão no campo de comentários aqui do blog, em post recente. E, além de ter um público-alvo que estava carente desse tipo de revista aqui em BH, a “Canguru” está bem provida de anunciantes (mais do que muito jornal já bastante consolidado aqui das Gerais). CQbbsYiW8AAJQSK

Outra coisa que achei bacana foi a revista ter nascido em várias plataformas, simultaneamente: com canal de Youtube, programa de rádio, site, presença em todas as redes sociais e a edição impressa, também vendida em bancas (ainda não descobri qual o valor de capa).

Conheço o trabalho de duas das principais responsáveis pela nova publicação. O da diretora de Redação, Ivana Moreira, desde quando ela era ainda correspondente do “Estadão” em BH e diretora da Abraji, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Depois disso, ela foi editora-executiva do “Metro” e editora-chefe da já extinta “Veja BH”. Já a Paola Carvalho, que é uma das editoras executivas da “Canguru”, eu conheci ainda nos tempos de reportagem da “Folha”, quando ela trabalhava na editoria de economia e eu em Cotidiano. Sempre foi uma jornalista muito competente e, ao mesmo tempo, com uma qualidade que poucos colegas (eu incluída) têm: de ser empreendedora. Tem ideias e vai adiante para executá-las — como a página “Chão que eu Piso“, de que já falei aqui no blog, que acho que começou de forma despretensiosa, só no Facebook, e hoje virou um negócio.

Enfim, o nascimento de novos jornais ou revistas — especialmente os de qualidade e com perspectiva de futuro — é sempre uma boa notícia, nesses tempos de crise da indústria da informação, de passaralhos, falta de criatividade nas Redações e desafios cabeludos para todo mundo que tenta emplacar algo novo. Por isso, parabenizo e desejo muito sucesso à revista “Canguru”: que seja bem-vinda! Felizmente, já estou prestes a me encaixar direitinho no público-alvo das mamães 🙂

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Para descontrair: mais de 40 charges geniais da “The New Yorker”

Uma das coisas mais engraçadas e inteligentes, um dos tipos de humor mais sofisticados que já vi na vida, são as charges da “The New Yorker”. Tratam de tecnologia, mídia, amor, velhice, casamento, e diversos outros assuntos, sempre com crítica ou ironia, com frases enxutíssimas, e às vezes até sem nenhuma frase.

Posto abaixo algumas (46!), sempre retiradas do ótimo blog do Ricardo Lombardi, o Desculpe a Poeira.

“O.K. Onde ele está?”

“O.K. Onde ele está?”

"Como assim você nunca quer passar um tempo com meus amigos durante nossas visitas conjugais?"

“Por que você nunca quer passar um tempo com meus amigos durante nossas visitas conjugais?”

"Sempre que conheço alguém, tento aceitá-lo por quem eu sou."

“Sempre que conheço alguém, tento aceitá-lo por quem eu sou.”

"Você pode sair com boas cartas, mas ainda tem péssima sorte."

“Você pode sair com boas cartas, mas ainda tem uma sorte terrível.”

"Isso é parte do nosso processo."

“Isso é parte do nosso processo.”

[Caixinha de sugestões]

[Caixinha de sugestões]

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“Aprendi a não escutar os críticos que estão certos sobre mim.”

“Aprendi a não escutar os críticos que estão certos sobre mim.”

[Fumaça preta / Fumaça Branca / Bolhas] “Essa é para aniversários”

[Fumaça branca / Fumaça preta / Bolhas]
“Essa é para aniversários”

"Isso me impede de olhar para meu celular a cada dois segundos."

“Isso me impede de olhar para meu celular a cada dois segundos.”

[Jornal sobre trânsito]

[Jornal sobre trânsito]

"Ela acha que é touchscreen."

“Ela acha que é touchscreen.”

“Você alguma vez já sentiu que está aqui apenas pelo salário?”

“Você alguma vez já sentiu que está aqui apenas pelo salário?”

"Desculpe. Estou lendo brilhante demais?"

“Desculpe. Estou lendo brilhante demais?”

[Compartilhe pelo: Facebook/Twitter/Youtube]

[Compartilhe pelo: Facebook/Twitter/Youtube]

"Veja bem, é um dos primeiros trabalhos de Rembrandt."

“Veja bem, é um dos primeiros trabalhos de Rembrandt.”

"Bem-vinda à América, vaca."

“Bem-vinda à América, vaca.”

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"É fofo, Tom, e eu sei que este é o site onde nos conhecemos, mas para nosso aniversário pensei que pudéssemos ir a um restaurante."

“É fofo, Tom, e eu sei que este é o site onde nos conhecemos, mas para nosso aniversário pensei que pudéssemos ir a um restaurante.”

[Babás do velho oeste.]

[Babás do velho oeste.]

“Hoje não, querido, mas aqui está um voucher”

“Hoje não, querido, mas aqui está um voucher”

“Babás são tão caras.”

“Babás são tão caras.”

“Eu fiz a conta. Se a gente quiser ler toda a obra de Proust nesta vida, temos de começar amanhã de manhã”.

“Eu fiz a conta. Se a gente quiser ler toda a obra de Proust nesta vida, temos de começar amanhã de manhã”.

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“A outra coisa que eu adoro sobre beber é que não dá para fazer online”

“A outra coisa que eu adoro sobre beber é que não dá para fazer online.”

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"Harold continua preferindo dormir com o tradicional jornal impresso."

“Harold continua preferindo dormir com o tradicional jornal impresso.”

"Sua mãe é um pouco superprotetora, né?"

“Sua mãe é um pouco superprotetora, né?”

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“Odeio meus fãs.”

"Só faltava essa, lá vem meu ex. Tente não agir tão careca." [Jogo de palavras bad/bald]

“Só faltava essa, lá vem meu ex. Tente não agir tão careca.” [Jogo de palavras bad/bald]

"Seu último desejo foi que suas cinzas não deixassem uma bagunça."

“Seu último desejo foi que suas cinzas não deixassem uma bagunça.”

"Você se parece exatamente como sua foto de perfil."

“Você se parece exatamente como sua foto de perfil.”

"Isso? É uma porção mágica que deixa tudo o que você diz interessante."

“Isso? É uma porção mágica que deixa tudo o que você diz interessante.”

"Larry, você não pode pôr a culpa de TUDO na mídia."

“Larry, você não pode pôr a culpa de TUDO na mídia.”

"Aqueles que não conseguem fazer, comentam."

“Aqueles que não conseguem fazer, comentam.”

"Estou pensando em me aposentar."

“Estou pensando em me aposentar.”

"Cedo demais?"

“Cedo demais?”

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[Ilha hipster.]

[Ilha hipster.]

"Me entedie pra eu dormir, papai."

“Me entedie pra eu dormir, papai.”

"As melhores coisas na vida são de graça. As piores custam R$ 19,99."

“As melhores coisas na vida são de graça. As piores custam R$ 19,99.”

"Eu mudo os móveis de lugar e ele nem repara."

“Eu mudo os móveis de lugar e ele nem repara.”

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“Nós estamos procurando pessoas para demitir.”

“Nós estamos procurando pessoas para demitir.”

"Todo mundo que me segue no Twitter já sabe o que fiz nas férias!"

“Todo mundo que me segue no Twitter já sabe o que fiz nas férias!”

"Moby-Dick? De novo?"

“Moby-Dick? De novo?”