Um ‘causo’ que acontece a todas as mães

Compartilhei no Facebook pessoal e também na página do blog. Um monte de mães veio me dizer que já aconteceu parecido com elas. Então compartilho meu causo também por aqui 😉

causo

Só não reclamo da “Bruxa do 71” belo-horizontina porque ela acabou me rendendo esta crônica 😀

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10 coisas que tornam a amamentação muito mais fácil

Foto: Marcos Santos/ USP IMAGENS / Fotos Públicas

Foto: Marcos Santos/ USP IMAGENS

Quando o Luiz tinha apenas um mês e meio — ou seja, há quase 5 meses atrás –, escrevi aqui no blog um desabafo: estava achando esse negócio de amamentar um pé no saco. Estava me sentindo presa, porque cada mamada durava de 20 a 30 minutos e acontecia a cada 3 horas. Estava nervosa, porque às vezes a mamada era intranquila, com choros inexplicáveis. Estava irritada com o tanto de leite, com os vazamentos, com a falta de jeito para contê-los. E, acima de tudo, estava sentindo uma dor insuportável, insuportável mesmo, que não era externa (rachaduras, fissuras, essas coisas que muitas mães têm), mas interna, parecendo uma queimação ou um eletrochoque dentro do peito. Pra piorar, estava angustiada porque, tirando minhas irmãs, eu não conhecia ninguém mais com dor parecida, nem conseguia achar nenhuma informação na internet sobre o sofrimento e como amenizá-lo. As outras mães pareciam incrédulas e eu me sentia um extraterrestre.

Mas o tempo passou.

Eu e Luiz, Luiz e euLuiz completou seis meses na semana passada, o que significa que estou há mais de seis meses aprendendo e aprimorando esta arte/ciência de amamentar. Afinal, foram em média sete mamadas por dia, o que significa que já amamentei cerca de 1.300 vezes! Hoje, nenhum dos problemas acima acontece mais: não me sinto presa, não me sinto irritada, não me sinto dolorida e nem angustiada. Meu bebê está cresceeeeendo, gordinho, fortinho, e nunca teve nem um resfriado nesse meio aninho de vida. Não atribuo isso apenas à amamentação — não acho que ela seja miraculosa, como algumas pessoas pregam. Mas acredito, sim, que esse contato com meus anticorpos pode ter ajudado a fortalecer o Luiz no momento em que ele estava mais frágil, logo que nasceu. Por isso, acho que valeu a pena ter insistido.

Mas, alto lá! Estão erradas aquelas mães que, sofrendo de dor/raiva/angústia/etc resolvem jogar a toalha e partir pra fórmula? Eu não acho que estejam. Penso que cada mulher conhece seu próprio limite e que a amamentação não pode ser sinônimo de dor ou escravidão, inclusive porque nem deve fazer bem para um bebê ver a mãe chorando a cada embocadura. Acho que as pessoas devem apontar menos o dedo para as outras e entender que, no fim das contas, cada uma sabe onde o calo aperta. E, se o seu calo não apertou o suficiente, que sorte a sua!

Mas se você está no comecinho desse percurso e ainda não quer desistir, este post tem a intenção de trazer uma lufada de alívio para suas tão pesadas costas, cara mamãe-de-primeira-viagem. Sei por experiência própria que é muito fácil achar informações sobre os problemas da amamentação na internet, mas pouco se fala sobre quando eles acabam! Por isso, quero dividir com você as coisas que foram facilitando, pouco a pouco, esse processo da amamentação. E que tornam tudo até muito prazeroso a esta altura, passados seis meses. Espero que o incentivo ajude pelo menos a te dar um pouquinho mais de força na hora que o desânimo bater:

1. O bebê aprende a pegar direito.

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O que levar na mala da maternidade

Desde a 34ª semana de gravidez, o varal de casa passou a ficar cheio de roupinhas de bebê :)

Desde a 34ª semana de gravidez, o varal de casa passou a ficar cheio de roupinhas de bebê 🙂 Foto: CMC

Aí vai mais um post da editoria #maternidade, que criei há pouco tempo aqui no blog.

Quando o Luiz estava para nascer, eu já tinha lido vários livros e sites com mil dicas que pensava serem extremamente úteis. Montei uma lista gigante de itens para levar na mala da maternidade com base nessas leituras, por exemplo. Na prática, no entanto, descobri que muitas coisas não fazem a menor falta.  Continuar lendo

+ de 60 conselhos preciosos para quem acabou de ter um filho

Quanto maior a palavra, mais ela foi usada nos conselhos das mães e pais, listados abaixo.

Quanto maior a palavra, mais ela foi usada nos conselhos das mães e pais, listados abaixo. Clique na foto para ver maior.

Recebi tantos conselhos bons naquele post sobre a amamentação que resolvi propor a minhas amigas-mães (e também aos pais!) um desafio maior: pedi que pensassem em UM único conselho que gostariam de ter recebido logo que seus filhos nasceram. Algo que, se tivessem aprendido desde o início, teria poupado estresse ou teria simplesmente ajudado bastante.

Quando viramos mães, acho que desde a gravidez, o que não faltam são palpiteiros brotando ao nosso redor para falar na nossa cabeça. Em muitos casos, até gente que nem conhecemos se intromete o tempo todo. Por isso, sei que nem sempre é útil receber um conselho. Mas, nessa enquete, pedi as dicas que realmente funcionaram para alguma mãe, que foram realmente úteis e valiosas, a ponto de terem sido pinçadas por elas como “o MELHOR conselho”. Como cada bebê é único, pode ser que não ajudem muito no caso de outros papais e mamães, mas sem dúvida estes trazem consigo boas experiências.

Dividi os vários conselhos recebidos em categorias, para facilitar a quem quiser procurar algo que se aplique a uma dúvida do momento. Aí vai:

SAÚDE

  1. “Os hospitais tratam com negligência a ocorrência de icterícia, muito comum. Dão alta para as mães sem fazer exame de bilirrubina nos bebês. Portanto, insista na realização do teste antes da alta. Pode evitar a (re)internação. A avaliação apenas visual engana a gente e pode ser insuficiente.”
  2. “Manter a casa arejada, as janelas abertas pro ar circular e fortalecer a imunidade do bebê.”
  3. “Usar o Colic Calm se o bebê estiver com muita dor de barriga (a pediatra endossou). Impressionante como ele acalma na hora. Mas só uso nos dias em que ele parece estar sofrendo muito mesmo, nos outros eu tento mais o caminho da massagem.”
  4. “Sobre cólica: eu tentei tudo o que me falaram (colocar no sling, travesseiro de ervas na barriguinha do bebê, banho com ervas, banho com camomila, banho de balde, banho de sei-lá-mais-o-quê) e NADA fazia minha filha parar de chorar a não ser ficar 24 horas grudada no meu peito e no meu colo. As pessoas diziam não faça isso, você vai acostumar ela mal. E eu segui meu instinto e a deixei onde ela ficava bem porque isso fazia bem à minha família. Mas até seguir, foram dias e dias de culpa, em que eu achei que não havia nascido para ser mãe.”
  5. “Escolha um pediatra em quem você confie e que seja acessível, que você tenha liberdade para acioná-lo sempre que precisar.”
  6. “Se o pediatra não acreditar em você, no seu leite, na sua capacidade de amamentar, questione e, se for preciso, consulte outros profissionais. PEDIATRA TEM QUE CUIDAR DA MÃE, NÃO SÓ DO BEBÊ.”
  7. “Quando o bebê engasga, é bom, além de virá-lo com a cabeça voltada pra baixo e dar uns tapinhas nas costas, também dar uns soprinhos na cara dele. Impressionante como já vi esses soprinho fazendo mágica! Ele engasga muito mamando, porque tenho leite em excesso.”
  8. “Tomar cuidado com o superaquecimento. A gente fica com medo de o bebê tar com frio e acaba exagerando na quantidade de cobertores e casacos. Já me peguei fazendo isso e, depois de um tempo, vi o bebê totalmente suado, derretendo no berço.”

AMAMENTAÇÃO, MAMADEIRA E PAPINHA

  1. “Se a amamentação está difícil, busque ajuda de profissionais que apoiam o aleitamento. Há consultoras ótimas que vão até a casa da gente para acertar a pega do bebê, para nos apoiar, ensinar como ordenhar, ensinar como aliviar o peito dolorido.”
  2. “Se você tentar tudo, tirar o leite na bomba e dar no copinho, fazer relactação, acordar bebê que dorme demais e mama de menos e ainda assim a amamentação não fluir, NÃO SE COBRE. A maternidade nos ensina que somos capazes de testarmos todos os nossos limites e irmos além. MAS TODAS TEMOS OS NOSSOS PRÓPRIOS LIMITES. Descubra o seu e se achar que vai pirar, simplesmente pare. Se achar que a amamentação está fazendo mais mal do que bem, reavalie. O que está ruim para a mãe certamente estará ruim para o bebê.”
  3. “Não ficar estimulando o bebê a mamar quando ele dá uma pausa entre uma sugada e outra. Ele precisa desse tempinho de descanso, mamar é cansativo pra ele também!”
  4. “Dar peito com livre demanda só nos 10 primeiros dias e depois estabelecer a rotina, pra ajudar tanto a ganhar peso quanto a criar um ritual do sono.”
  5. “Prestar atenção aos sinais de fome ou sede. Então, mesmo com o bebê já adaptado à rotina das 3 horas de frequência de mamadas, às vezes dou o peito antes porque vejo que ele não estava satisfeito.”
  6. “Parar de ficar tão escrava do relógio, porque eu anotava a duração de cada mamada, até em minutos! Não pra tirar o peito, eu sempre deixei o bebê mamar o quanto queria, mas pra saber quanto tempo ele estava gastando. Na mesma noite eu parei de olhar o relógio e isso foi libertador. Comecei a reparar mais nos sinais de saciedade ou fome. Acho que isso importa mais que o tempo que ele gastou sugando.”
  7. “Tomar sol nos peitos desde a gravidez, pra fortalecer e impedir que rachem nas primeiras mamadas.”
  8. “Se racharem, passar Lansinoh, a melhor pomada de lanolina que tem.”
  9. “Nunca esquente a mamadeira. Sempre dê o leite em temperatura ambiente, isso vai te facilitar a vida quando você não estiver em casa ou nas madrugadas.”
  10. “Não esquentar o leite e a papinha pronta. A partir do momento que comecei a esquentar quando ela já tomava leite de vaca e tinha que ser guardado na geladeira, ela só aceita ele quente. Pode estar o maior calor e ela só quer leite quente.”
  11. “Quando for introduzir a papinha, não se desespere se o bebê recusá-la. Minha filha chorava, gritava, vomitava, um horror, depois passou a se alimentar super bem. Crianças saudáveis não morrem porque estão se alimentando mal nessa época de introdução de novos alimentos, elas têm reservas. Apresente as novidades sempre, mas sem insistir ou se descabelar diante de recusas.”
  12. “Vão falar para começar com papa salgada, outros com frutas. Vão dizer que suco é veneno. Vão esculachar você por dar mamadeira. Vão esculachar você por dar o peito a qualquer hora. Vão bater no peito dizendo “eu só compro orgânicos”, “suco de caixinha nunca entra aqui”, “por isso eu nunca dou açúcar pro fulano”. De novo, veja o que dá certo para vocês e não se cobre, você certamente está fazendo o seu melhor e o melhor para seu filho.”

CHUPETA

  1. “Bebê adora sugar, é uma necessidade. Então quase sempre que eu der o peito ele vai pegar, seja pra mamar seja pra só sugar. Por isso às vezes é melhor dar a chupeta, porque ele não tá com fome, só querendo chupetar.”
  2. “Se informar é preciso: chupeta é, de fato, inimiga da amamentação. Existe a confusão de bicos, o bebê pode desmamar de forma precoce. Pode. Se você optar por dar a chupeta, é um risco que vai correr. Mais uma vez, ouça seu coração, seu instinto, e suas necessidades. E se der, não se culpe além do necessário.”

HIGIENE

  1. “Da minha irmã infectologista: não precisa ferver mamadeira e chupeta. Uma boa lavada com água e sabão já basta para tirar todas as bactérias.”
  2. “Usar algodão com água para limpar coco e xixi e, depois, usar MAIZENA para tirar umidade. Em seguida, passar a pomada americana A+D (super leve, transparente e nem um pouco grudenta). Depois do banho, também passe nas dobrinhas. Não assa de jeito nenhum e evita brotoejas.”
  3. “Não pôr luvas no bebê e nem precisa cortar a unha dele logo que nasce, que “é fina como papel de seda” e não vai arranhar e ferir. Fiz o teste e realmente ela só foi começar a engrossar e arranhar no fim do primeiro mês, quando cortamos.”
  4. “Dar um banho divertido, conversando com o bebê, e depois passar cotonete no narizinho pra ajudar a limpar.”

SONO

  1. “Deixar o bebê dormindo no quarto dos pais nos primeiros 3 meses.”
  2. “Deixar o quarto claro de dia e escuro à noite, pra ele diferenciar as duas coisas.”
  3. “Desde cedo o bebê mostra suas preferências musicais e algumas músicas o acalmam imediatamente. Já montei uma playlist do bebê no meu celular. Mas, apesar de ele ter gostado de uns Beatles e Novos Baianos, nenhum CD foi mais eficaz em acalmá-lo do que o “Sonhos de Bebê”, que toca musiquinhas clássicas, tipo “Cai cai balão”, em caixinhas de música. Ele adora e relaxa na hora!”
  4. “Fique o tempo que quiser com seu bebê no colo, não tenha medo de deixá-lo mal acostumado, no tempo certo ele só vai querer ficar no chão.”
  5. “Entre as minhas melhores lembranças da minha filha bebê eram as tardes inteiras com ela dormindo na minha barriga. Se por um lado era escravizante ter que ficar o tempo todo por conta, por outro lado, era mágico tê-la no meu colo, encaixadinha, fazendo carinho no cabelo, nas orelhas, nas mãozinhas, ficar desenhando o rostinho dela mil vezes. Gostoso demais. E passa. Rápido. Bom que aproveitei e ninguém me tira essa lembrança.”
  6. “Há o grupo de mães que defendem que desde o primeiro dia, você coloque o bebê no berço dele, no quarto dele. E outras que falam que bebê deve sentir o calor materno, ficar perto do seio, que é alimento e conforto e o melhor é fazer a cama compartilhada (as adeptas do pediatra Carlos Gonzales, como eu). Uma coisa é certa, só você e seu parceiro podem saber onde é melhor para os três. Sim, para os três, ou quatro, ou cinco, dependendo do número de membros da família. Aqui fazemos uma parte do sono no berço e outra na cama compartilhada. Assim, conseguimos agradar a todos.”

COMUNICAÇÃO

  1. “Conversar com os bebês. Mesmo que não entendam. Se vamos sair eu digo: “vamos na casa da vovó”. Se dorme no meu colo, eu falo baixinho: “agora você vai pro seu bercinho”. Não sei se tem uma utilidade prática, mas, para mim, ajuda a reforçar que é um serzinho, com direito a saber para onde vai, o que vai acontecer, e também ajudou a criar esse hábito de dialogar, de “fazer combinados”, que é tão útil quando crescem um pouquinho. (Conselho da pediatra: além de conversar, converse olhando no olho.)”
  2. “Não saia escondida de casa, se despeça do bebê, explique que vai voltar. E tenha certeza que, se ele chorar, logo vai parar, vc está deixando ele com alguém de sua confiança e ele ficará bem.”
  3. “Não grite com seus filhos.”

OUTROS MACETES

  1. “Tentar sair de casa pelo menos uma vez ao dia durante a licença-maternidade (depois que passarem os primeiros dias mais intensos). Pode ser com o bebê ou não, pode ser só uma ida à padaria, mas não é bom ficar vários dias dentro de casa, acaba sendo muito cansativo.”
  2. “Mil e uma utilidades: piscina inflável, dessas com laterais e fundo macios. Podem ser usadas como cama, banheira, piscina de bolinhas… Levo comigo para o clube, para praças, para viagens…”
  3. “Só pedir fralda M e Pampers verde para o chá de fralda. M é a que você usa por mais tempo e a Pampers sem dúvida é a melhor. Outra coisa que eu aprendi é dar o cupom fiscal junto com a fralda num chá de fraldas, assim a pessoa pode trocar com mais facilidade.”
  4. “Nunca confie nas etiquetas das roupas, elas não são confiáveis e se não for provando as roupas você perde muita coisa.”
  5. “A minha dica é o quanto a rotina ajuda crianças pequenas. O difícil para os pais é não serem tão reféns dela.”
  6. “Estabeleça rotinas, elas ajudam muito.”
  7. “Facilite sua vida: escolha uma escola perto da sua casa ou do seu trabalho ou da casa dos seus pais/sogros. Esse tempo gasto no trânsito pode ser usado para outras coisas mais importantes e menos estressantes, como ir a reuniões com a professora, assistir apresentações especiais, levá-la ao médico etc. Seria uma mãe muito mais ausente se precisasse enfrentar trânsito pra tudo.”

REFLEXÕES PARA MÃES E PAIS

  1. “Não se cobre pela maternagem não ser como você idealizava. E esse conselho serve para muitos perrengues que eu passei nesse começo difícil chamado puerpério. A palavra que resumo tudo é: RESILIÊNCIA.”
  2. “Quando decidir que é a hora de fazer uma coisa, como tirar o bico ou a fralda, seja firme. Se você escolheu aquele momento para fazer aquilo é porque teve seus motivos para acreditar que era a hora certa, e sua segurança ou oscilação fará diferença na reação positiva ou negativa da criança.”
  3. Crie metas factíveis e de curto prazo e, só depois, vá passando para as metas mais difíceis. Por exemplo, você pode decidir que vai tentar amamentar os seis meses recomendados. Se chegar lá, aí pode pensar em tentar chegar aos oito meses, e assim por diante. Não pense de cara que você tem que chegar aos dois anos.
  4. “Pare de encanar com essas ideias de parto perfeito, bebê perfeito, sono perfeito, amamentação perfeita. Se informe muito bem sobre a parte “técnica” do parto, tenha um/a GO/pediatra ponta firme, confie no seu instinto e aproveite. Todos os fracassos e frustrações fazem parte da incomparável felicidade de botar seu bebê no mundo.”
  5. “Relaxa.”
  6. “Pais inseguros ou estressados deixam o bebê também estressado. Manter a calma, falar com o bebê em tom de voz calmo quando ele estiver chorando, pra ele também se acalmar.”
  7. “Faça sempre, sempre, sempre o que você sente que deve fazer sempre. Ignore os palpites. Se você ainda não se sente preparada para alguma coisa, não faça, ainda que todo mundo diga que é a hora. Intuição de mãe não falha e existe por algum motivo, respeite.”
  8. “Divida tudo com a sua companhia! Tudo mesmo!”
  9. “A gente sempre fala dos (muitos) pais que não assumem seu papel na rotina das crianças, mas também tem muitas mães que não deixam isso acontecer, que acham que só elas sabem cuidar corretamente do bebê. Eu sempre penso que o pai (ou a avó ou qualquer outra pessoa) não vai fazer as coisas como eu faço, e isso não é um juízo de valor. A minha maneira é minha, o que não significa que seja a única correta. Confie nas pessoas que você ama e que amam seu bebê.”
  10. “É claro que a mãe sabe o que é melhor para a sua cria. Mas se você não está sozinha, se tem um companheiro/a, conte com a opinião e ajuda dele. Ele conhece você intimamente, vai saber te ajudar a achar esse limite e dar apoio para que você não se cobre muito.”
  11. “Saiba que tudo é uma fase e que passa.”
  12. “Tudo passa… muito rápido. Exercício exaustivo de paciência.”
  13. “Siga seus instintos”
  14. “Siga seu instinto de mãe. Se você acha que o choro é por dor de barriga, por exemplo, acredite: as chances de estar certa são gigantescas. Mesmo sendo mães de primeira viagem, Deus nos dá um dom de interpretação e comunicação com o bebê que é praticamente infalível. Se eu soubesse disso desde o início não teria dado ouvido a tanta asneira, teria ficado mais segura e sofrido tão menos.”
  15. “Não queira fazer tudo sozinha.”
  16. “Ouça todos os conselhos e agradeça, mas siga seu instinto, só quem está 24 horas com um bebê sabe a necessidade a cada hora. E cada bebê é um bebê, alguns choram mais e exigem mais dos pais, outros não, mas isso não quer dizer que tenham problemas.”
  17. “Meu lema é: se tá ruim vai melhorar e se tá bom vai piorar! Então não se desespere e aproveite os momentos bons, porque tudo passa e muito rápido!”
  18. “Não queira ser a mãe perfeita, esqueça a mãe de manual, seja a mãe possível. E também não queira um filho perfeito. Sem o peso da perfeição, você e seu filho serão mais felizes. Vá ajustando as velas conforme a necessidade. Sempre vai faltar alguma coisa e sempre vai ter alguém para apontar o dedo para o que falta (pouca gente vai te elogiar). Não se importe, seja e melhor mãe que você pode ser e isso já será mais do que suficiente.”
  19. “Seja a melhor mãe que você consegue ser e não se espante se os outros lhe fizerem críticas e não reconhecerem seu esforço, incluindo aí os próprios filhos depois de crescidos… Deve bastar a nós mães o sentimento de dever cumprido.”

Agradecimentos especiais a Beto Trajano, Ludmila Pizarro, Letícia Villas, Eduardo Santos, Silvia Dalben, Viviane Moreno, Ivona Moreno, Mônica Moreno, Cristiane Grandi, Bruna Saniele, Cândido Silva e Nath Turcheti, Paula Moreno, Isis Mota, Paola Carvalho, Juliana Moraes, Tatiana Lagôa, Giovanna Balogh, Ana Paula Pedrosa, Fabiana Rewald, Sandrinha Fontana, Luciana Coelho, Vivi Whiteman, Giulliana Bianconi, Natália Gabriel, José Geraldo, Neuza Lima, Vanessa Pessoa e Stéphanie Sapin-lignières.

E você, tem algum conselho valioso para compartilhar? Deixe aí nos comentários e eu vou acrescentando ao post 😉

Se você é da turma que não gosta de conselho de jeito nenhum, nem de graça e bem-intencionado, aí vai um vídeo para descontrair 😀

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O que responderam os leitores: Médico particular ou plantonista? Parto normal, natural ou cesárea?

Astaffolani/ Wikimedia Common

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Há exatamente uma semana, fiz uma enquete aqui no blog. Comecei expondo minha grande dúvida sobre se deveria pagar para ter o acompanhamento da minha médica do pré-natal na hora do parto ou se seria melhor ter o atendimento de uma equipe de plantonistas, seja de hospital público ou privado. E terminei pedindo para as mães e pais compartilharem suas experiências, que poderiam ajudar a mim e também a outras grávidas de primeira viagem que possam estar com a mesma dúvida.

Como prometido, separei algumas das respostas que recebi aqui no blog e nas redes sociais e compartilho com todos. Muitos acabaram abordando a questão de ser parto normal ou cesárea também, vejam só:


MÉDICO PARTICULAR

1) Silvana – “A natureza é sábia e os partos normais, são normais… meu marido nasceu em casa, 1967, uma vizinha da roça fez o parto. Minha mãe teve dois partos normais em hospital público, 1969 e 1970, estamos bem. Naquela época não existiam livros e redes sociais, os partos eram normais 🙂 Meu médico era empregado de um hospital, se o parto fosse por esse hospital não haveria custo, como optei por outro hospital onde ele era cadastrado mas não empregado paguei a diferença. Achei justo e me senti confortável, pois ele me acompanhou o tempo todo. Por isso, algumas mamães optam primeiro pelo hospital e depois veem quais os médicos que atendem por ele. Meu médico foi muito sincero na primeira consulta, trabalho e atendo aqui, se você optar por outro hospital existe um custo. Sei que não ajudei muito, mas se você está em dúvida e com receio, siga o seu coração e veja qual a opção que lhe agrada mais, você está no comando. A pior coisa na vida da gente é o “e se…”. Paguei R$ 300,00 numa vacina de pneumonia que para o meu filho que é eficaz em 80% dos casos, ele nunca teve pneumonia e muitos amiguinhos tiveram, e se eu não tivesse dado essa vacina? Como me sentiria se ele tivesse pneumonia? Siga seu coração :)”

2) Fabrício – “Davi nasceu de parto normal. Chegamos à maternidade meia-noite daquele dia, a bolsa tinha acabado de romper, e, em menos de uma hora desde a chegada, fomos pro centro, Davi nasceu fortão e tudo correu muitíssimo bem. O parto normal é fantástico, pelo menos no nosso caso. (…) Ao optarmos pelo obstetra oficial, pagamos uma quantia boa pelo serviço num dia atípico. Valeu pelo conforto de saber que viria uma pessoa antenada com toda a gestação, de confiança, e isso tranquiliza. Ao tempo que foi tão rápido, tão tranquilo, que cheguei a pensar, confesso: “Poxa vida, ele nasceria sozinho rsrs, e eu economizaria muito, rs”. Mas foi fantástico e quem puder, acho que vale a pena sim, pela sensação de segurança mesmo. O principal detalhe que acho que tem que ser analisado é: A gravidez é uma gravidez tranquila? Tem algum probleminha do tipo pressão elevada ou baixa demais, essas peculiaridades todas. Caso tenha, um médico por dentro de tudo seria melhor, acho. Caso não, caso esteja tudo em ordem, vale a torcida para chegar a hora em uma hora que o obstetra oficial esteja no hospital haha, e segue a vida, estando ou não, a gravidez tranquila é praticamente garantida. Deus quem fez.”

3) Bruna – “Eu compartilho do seu drama entre pagar o parto particular e optar pelos plantonistas do convênio. No meu caso optei por pagar pelo médico particular para garantir o tipo de parto que eu quero (pelo menos tentar) com o mínimo de intervenções possíveis. No caso de um plantonista o atendimento varia muito, você pode pegar um médico ótimo e mais humanizado ou um bem cesarista. Tenho dois planos de saúde e estou tentando minimizar o prejuízo olhando qual faz um reembolso melhor do parto. Boa sorte na sua escolha.”

4) Ludmila – “Eu paguei para garantir a presença da obstetra que me acompanhava. Com isso fiquei mais tranquila e tive meu direito a um parto normal respeitado. Mas não evitei a violência obstétrica que quando tive a Teresa nem sabia que era violência, só depois de ter que conviver com as consequências que me informei e descobri. Então eu acho que depende muito do grau de informação que vc tem e que pretende priorizar. E em termos de ética médica, a cobrança da taxa ‘por fora’ é a ponta de um iceberg. É uma conversa longa que dificilmente vai se resumir a um faça x ou faça y.”

5) Tatiana – “Eu optei por fazer o parto com a minha médica mesmo. No fim das contas descobri que foi a melhor coisa que eu fiz. Porque liguei pra ela no sábado falando que a Taís estava mexendo pouco. No domingo ela me encontrou para fazer uma série de exames e detectou que o líquido estava diminuindo muito e era arriscado para o bebê. Daí tive que fazer o parto no dia seguinte e não tive nem um centímetro de dilatação. Ao longo da gravidez fiz pilates, caminhada, tratei de engordar pouco, tudo pensando no parto normal. E tive que fazer cesárea no fim das contas. Me senti mais segura com ela, uma vez que conhecia todo meu quadro e acompanhou minha gravidez. Um plantonista certamente não teria feito meu parto naquele dia porque eu estava mto bem. Mas qdo abriu minha barriga a médica viu que eu estava com muito pouco líquido e que de fato estava entrando em uma fase perigosa para o bebê. E eu já estava com 41 semanas. Em outra situação daria para esperar até a 42. Mas minha médica soube avaliar bem. Mas tbm sei casos de partos bem sucedidos com plantonista. O problema de não ser sua médica ao meu ver é que fica muito loteria. Ou seja, se der sorte, cai em um médico ótimo. Mas ficamos mto sensíveis na gravidez. Vc ter a segurança que a qualquer hora que entrar em trabalho de parto seu médico vai te ajudar é ótimo. No fim das contas achei que valeu a pena o dinheiro investido. Não passei por nenhum constrangimento ou violência obstétrica. O bom é q com seu médico vc pode dizer antes o q não quer. Tipo eu não queria usar fórceps e sei que ainda é muito usado. Penso que tudo o que puder fazer pela tranquilidade vale. Se for fazer com plantonista, escolha de maternidade e não hospitais que tbm fazem parto.”

6) Cynthia – “O Rafa teve que nascer um tiquim mais cedo… Meu médico me acompanhou na semana e quando vimos que ele devia nascer, tive confiança e o parto foi excelente. O pós também foi muito bom e o Rafa, apesar de pequeno, nasceu saudável 🙂 No próximo eu espero conseguir o parto normal. E provavelmente vou ter com o meu médico de novo.”

7) Clarissa – “Meu parto foi feito pela médica que me acompanhou toda gravidez, custeado pelo convênio médico da empresa que trabalhava. Foi ótimo, deu super certo e eu me senti muito bem por estar com quem confiava. Foi cesárea.”

8) Alexandre – “Qualquer atendimento de plantonista em emergência será menos individualizado. Afinal ele está ali não só para resolver o seu problema mas de todos que estão passando pelo plantão. Sem dúvida, fazer com o médico que acompanhou minha esposa durante toda a sua gravidez a foi muito melhor. Os dois partos foram muito tranquilos. Porém se tivesse que fazer com um plantonista ou um médico que nunca vi, acho que o stress seria grande….”

9) Tacy – “Eu não paguei extra para ter minhas filhas. As duas nascidas de parto normal, as duas com diferentes médicas, as duas médicas que me acompanharam desde o início da gestão. Como isso é possível? Meu plano de saúde – que não é nenhum desses grandões que dizem que não, mas fazem vista grossa para a cobrança por fora – simplesmente descredencia quem cobra por fora. E uma assistente social do plano de saúde me ligava todo mês para saber se a médica havia mencionado, sugerido, dado a entender, que cobraria para fazer o parto. Mas deixava claro que a médica tinha o direito de não querer fazer o parto. Minhas médicas – tive que trocar de uma para a outra por que a primeira se acidentou e deixou de fazer partos normais 😦 – nunca me cobraram. Nunca ameaçaram não aparecer na hora do parto. Pelo contrário. A minha segunda médica não pegou o pré-natal de uma amiga que teria bebê três meses depois de mim porque a DPP dessa amiga dava nas férias da médica. Uma médica mais atenciosa impossível. O que eu vou falar aqui vai soar extremamente radical. Se um médico cobra para fazer parto normal, me parece que os interesses dele estão em outro lugar. Acho justo ele dizer que não tem condições de se dispor a atender o parto normal em função de seus compromissos profissionais. Mas se ele poderia estar disposto em troca de uns tantos dinheiros… bem, não é pra mim. Mas a história que você perguntou não foi essa. Foi sobre ter ou não com o plantonista. Bom. Isso depende de uma série de fatores. É um plantonista de uma Maternidade que faz jus ao nome? Porque há maternidades em BH e RMBH que estão com índices acima de 90% de cesarianas. São as maternidades que vendem “kits maternidade”, que levam a grávida para um tour pelas suas instalações destacando o conforto da hotelaria e oferecendo a sala de parto que tem uma pequena arquibancada para os demais familiares assistirem aquele momento. Mas avisam: essa sala de parto apenas para cesarianas, pois é necessário programar. Nessas maternidades, é altíssima a chance de o plantonista nunca ter feito um parto normal. Eu não faria ou meu. Mas se estamos falando de Maternidades com taxas melhores de partos normais (não são taxas boas, porque isso não existe o Brasil, infelizmente), aí eu me entregava num parto com platonista. Tive várias colegas que fizeram isso, porque seus médicos pagavam a parte. E deu tudo certo. Hoje, passados dois partos… No primeiro, aconteceu o que minha médica morria de medo que acontecesse. Eu e a outra parturiente entramos em trabalho juntas. Ela duas horas antes de mim. Resultado: minha médica estava lá, mas não estava comigo. Quem era meu companheiro, quem me acalmava, me dava força, era meu marido. E, claro, minha filha não esperou na fila bonitinha. Acabei indo para o parto… com o plantonista. Minha médica chegou na hora que a criaturinha tava, literalmente, pulando pra fora…”

10) Alice – “Minhas duas gestações foram acompanhadas pelo mesmo médico do início até a hora do parto e foi por meio de plano de saúde Unimed, cobriu tudo. No primeiro parto fiquei em trabalho de parto durante 24 horas aguardando para que fosse parto normal, havia contração, dilatação chegou até um certo ponto que não evoluía mais bolsa rota e bebê bradicardíaco, não dava pra esperar mais e a opção foi cesárea. Tudo correu bem, filhão nasceu super saudável, foi amamentado logo em seguida. Recuperação de cesárea que é mais complicada para a mãe. Na segunda gestação, a mesma coisa, tudo correu bem, trabalho de parto longo, bolsa rota, e bradicardia do bebê. Cesárea novamente. Em ambos os casos tudo foi planejado para o parto normal, mas devido aos bebês estarem com o cordão umbilical enrolado no pescoço, fez com que fosse necessária a cesárea.
Claro que gerou muita insegurança e medo quando tive que ir para o centro cirúrgico sabendo que algo não ia bem, mas tudo deu certo e a tempo. Cesárea é pra quando se necessita realmente. Desejava normal, mas não deu, antes de mais nada a saúde e bem estar dos meus filhos!”

11) Ana Paula – “Na minha primeira gravidez eu tinha muito medo de parto normal. Muito mesmo. A médica não teria a menor dificuldade em me convencer a fazer uma cesariana, mas ela é uma médica do tipo parto normal futebol clube, uma raridade na rede particular, ainda mais há sete anos, quando o assunto não era a bola da vez. Ao longo da gestação ela foi me convencendo de que era possível, até que eu aceitei tentar. E foi um parto ótimo. Fui para uma consulta, com 38 semanas e 5 dias, e já estava com cinco centímetros de dilatação. Ela achou que era hora de ir para a maternidade e foi também. Era por volta de 17h. A bolsa estourou às 18h45. Foi aí que eu comecei a sentir dor. Muita, mas rápida. Beatriz nasceu às 19h30. Com a Helena foi mais ou menos a mesma coisa. Como a médica já conhecia meu histórico, passei a ir às consultas de dois em dois dias desde a 37ª semana para monitorar a dilatação. Na consulta de 38 semanas e dois dias eu também estava com dilatação de 5 centímetros e fui para a maternidade. Cheguei às 14h30, a bolsa estourou às 17h e Helena nasceu às 17h25. Nas duas gestações eu paguei para fazer o parto com a minha médica e isso foi muito importante para mim. Tenho certeza de que sem minha médica minha história teria sido outra e eu estaria na estatística da maioria, das cesáreas agendadas. A confiança que eu tenho nela foi fundamental para enfrentar meus medos, principalmente na primeira gravidez.”


PLANTONISTA

1) Ivona (minha mamãe!) – “Minha experiência diz o seguinte: dos meus quatro partos, três foram com plantonistas. Não vi diferença entre eles e o particular, que foi quando vc nasceu. Gostei tanto dos médicos que me atenderam que acabei adotando-os como meu obstetra no parto seguinte.”

2) Taby – “Eu tive meu filho com plantonista mesmo. Não tinha condições de pagar minha medica e ela me indicou ir a cada 2 dias na maternidade aonde o bebe nasceria pra fazer acompanhamento depois que fizesse 39 semanas (ela ficou comigo até então). Não tenho o que reclamar. Fiquei 2 semanas indo no plantão e fui muito bem atendida por todos os médicos. Meu parto foi maravilhoso e eu pude ficar com meu filho na sala de cirurgia e no pós operatório! Posso dizer que nessa escolha fui feliz.”

3) Graciele – “Tive meu parto com os plantonistas do hospital público, mesmo tendo feito pré natal pelo convênio, fui muito bem tratada. Minha filha saiu com todos os exames de lá, inclusive rx da coluna e eletrocardiograma.”

4) Hanna – “Meu parto foi normal e por uma plantonista. Foi perfeito. Acho que, se vc tem uma saúde boa e confiança em si mesmo, vale.”

5) Relato da Paola AQUI.


PARTO NATURAL

Você quer ter um parto natural, sem qualquer tipo de intervenção (como anestesia, por exemplo)? Leia AQUI o depoimento de uma mãe que decidiu que seu segundo filho nascesse dessa forma (o primeiro foi por cesárea), e fez todo um planejamento para que tudo corresse como ela sonhava. O relato é bastante detalhado e acho que pode ajudar as outras mães que queiram seguir o mesmo caminho.


CONTE SUA EXPERIÊNCIA! 😀

Você também é mãe ou pai e quer compartilhar sua experiência? Será muito bem-vinda. À medida que mais relatos forem chegando ao blog, vou acrescentando todos eles neste post. Você pode comentar aí no campo de comentários ou enviar para meu email.

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