Tirei o bico do meu filho! Veja as 5 coisas que aprendi neste (longo) processo

A capa do álbum de fotografias de 2017 do Luiz tem uma foto dele com um bico gigante na boca. Hoje, acho estranho ver meu pequeno usando chupeta. Esta fase ficou mesmo para trás…

 

No começo de dezembro, compartilhei por aqui o processo de desfralde do meu filho, contando como foi bem mais tranquilo do que eu imaginava que seria. Terminei o post dizendo que minha maior peleja naquele momento estava sendo desapegar o baixinho da chupeta e que eu contaria depois, quando o processo terminasse.

Bom, aquele era um 6 de dezembro e, por uma dessas coincidências da vida, foi justamente naquela noite que o Luiz resolveu entregar seu bico para a “fada”. Passados mais de dois meses, posso dizer que ele finalmente se esqueceu de seu companheirão de infância. Foi um processo árduo, mas acabou dando certo. Divido aqui, como sempre faço, o que aprendi no meio do caminho:

#1 Relação com a chupeta: amor e amor

Pra começo de conversa, quero deixar claro que nunca vi a chupeta como um problema. Bom, só antes de eu virar mãe. Ainda grávida, eu lia uns livros que desaconselhavam o bico, diziam que atrapalharia a amamentação, deixaria os dentes tortos, prejudicaria a fala etc. Fiquei convicta disso até que, no primeiro dia de vida do meu filho, ainda na maternidade, minha mãe colocou o bico nele, comemorou que ele “pegou” e disse: “Deixa de bobagem, minha filha, o bico vai te ajudar muito, você vai ver”. E foi isso mesmo: esse objeto de plástico altamente anti-higiênico prestou grandes serviços para a minha família durante 3 anos e não me arrependo de tê-lo introduzido ao meu bebê. Amamentei numa boa por 1 ano e 4 meses, o bico não atrasou a fala do Luiz, ele não pegou sapinho, nem nenhuma das outras maldições atribuídas à chupeta aconteceu por aqui. De bônus, ela me ajudou muito no desmame noturno e na noite de sono do Luiz, que sempre foi tranquila.

#2 Está na hora de parar: primeiros passos

Quando o Luiz estava com uns 2 anos e meio, já começamos a querer tirar o bico dele. Lá para os 2 anos e 9 meses, reduzimos drasticamente o uso do bico, deixando só para a hora de dormir, mas a reação foi a pior possível: ele começou a ficar desesperado pra ter o bico o dia todo, passou a acordar à noite com pesadelos etc. Decidimos voltar a dar o bico a qualquer hora do dia e que, quando fôssemos interromper, faríamos isso de uma vez, pra não estender o sofrimento. Paralelamente, começamos a falar sobre a “fada do bico”, personagem que minha irmã inventou para o sobrinho Lipe, que é quase da mesma idade do Luiz. Coloquei própolis no bico algumas vezes, dizendo que era um recado da fadinha de que o bico já estava ficando com gosto ruim. E passamos a conversar, cada vez mais, sobre ele já estar ficando grande, sobre ter que largar a chupeta assim que fizesse 3 anos. Também lemos um livro que era sobre isso. Na consulta de rotina com a pediatra, às vésperas do aniversário, ela foi categórica, na frente dele: tem mesmo que largar, já está na hora.

#3 Dar o tempo dele

Acho que é importante a gente ter em mente que o bico é um companheiro para o bebê/criança, é um objeto de apego dele, e que existe um vínculo afetivo. A retirada do bico é um passo importante de amadurecimento e, por isso mesmo, é difícil para a criança. Bom, pelo menos é o que eu acho. Por isso, segui na mesma toada de falar que em breve teria que ficar sem o bico, mas, ao mesmo tempo, respeitando o tempo dele. Um belo dia, em meados de novembro, ele pediu pra escrever uma carta para a fada do bico. Estava decidido a entregar naquele dia para ela. Escrevemos, ele enfeitou a carta toda, colocou no local combinado, mas, na hora de dormir, se arrependeu, dizendo que ainda não estava pronto. Respeitei. No dia 6 de dezembro, pouco depois do aniversário de 3 anos, ele pediu pra fazer outra carta, disse que estava pronto mesmo, deixamos o bico dentro do armário da sala e ele dormiu tranquilo e serenamente sem o bico. Eu quase morri de alívio: nossa, será que seria tão simples assim?! Não foi.

#4 Não é bom voltar atrás

Uma vez decidido a entregar o bico – seja para a fada, para o Papai Noel, para o balão de hélio, para a lixeira, ou o que for a solução da sua casa – não podemos voltar atrás. Vai ser difícil sempre, então pra que tornar difícil em dois momentos diferentes? Naquele 6 de dezembro, que ele tinha ido dormir tão bem sem o bico, ele acordou por volta de meia-noite aos prantos, pedindo o amigo. Levei ele até a sala para ver se a fada já tinha passado por ali. Quando abri a porta do armário e ele viu o presente que ela deixou no lugar das duas chupetas, meu filho começou um dos choros mais tristes e sofridos que já vi nesses 3 aninhos de vida dele. Meu coração ficou completamente partido, minha primeira tentação foi de pegar os malditos bicos de volta e acalmar meu filhote, mas engoli em seco, coloquei ele no colo e passei a hora seguinte só consolando meu filho, que parecia totalmente inconsolável, com muito carinho. Teve uma hora em que ele se acalmou, pediu pra brincar com o presente da fada, mas, depois de meia hora, disse que gostava mais do bico que do presente e que queria desfazer a troca. Ao ouvir que isso não seria mais possível, ele voltou a chorar inconsolável até as 3h.

#5 Prepare-se para o que pode ser um longo processo

Tem gente que diz que, em dois dias, o filho já nem lembra mais da existência do bico. Bom, fico feliz por essas pessoas, mas por aqui foi um longo processo. O Luiz era realmente muito fã do seu chup-chup. Nos dois dias seguintes à entrega do bico, demos uma canseira nele e ele dormiu apagado, sem se dar conta da ausência do bico. Mas, na terceira noite, foi a mesma peleja da primeira: dormiu só depois de duas horas de choro inconsolável pedindo o bico. Nos dias que se seguiram, enfrentamos muito mais birra durante a manhã e tarde e muito mais resistência para dormir à noite. Ele, que sempre ia para cama por volta de 21h30, passou a dormir só lá pelas 23h30, depois de muito esforço. Passou por uma fase horrível de me xingar, dizer coisas como “mamãe é boba” e “não gosto da mamãe”, que me deixavam arrasada. Foi difícil, bem difícil. Continuou pedindo pelo bico, mas com menos convicção e sem as crises de choro noturnas. Até que parou de pedir de vez, mas seguiu com as birras etc. Do nada, semanas depois, quando a gente achava que ele já tinha superado, ele soltava: “Estou com tanta saudade do bico…!”. Coisas assim, que pegavam a gente de surpresa.

Epílogo: Um dia esse tormento acaba

Mas hoje, depois de mais de dois meses, acho que posso dizer que meu garotinho superou essa difícil fase da vidinha dele, essa primeira crise de separação pela qual ele passou, das muitas que ainda virão. Ele vê vários bicos na prateleira da farmácia ou bebês com um na boca e só olha, sem pedir nada. As birras que complicaram nosso mês de dezembro e começo de janeiro já passaram, ou acontecem com menos frequência e por motivos não relacionados. E agora, com a volta às aulas, ele está dormindo em horário decente de novo. Achamos inclusive que esse ritual de passagem exerceu um efeito muito perceptível nele, que espichou um pouco, está com mais cara de menininho (menos de bebê), está parecendo mais crescido. É como se ele mesmo tivesse entendido que não é mais um bebê, agora que está livre do último resquício da fase oral dos pequenos.

Enfim, foi doloroso, mas foi uma dor do crescimento. Para nosso Luiz e também para nós, os pais de primeira viagem.

 

Leia sobre outros aprendizados:

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#PérolasDoLuiz – A fada do bico

Tentando desapegar o Luiz da chupeta, eu disse a ele que a “fada do bico” tinha passado e levado os bicos embora, e só os traria de volta na hora de dormir.

Ele ouviu a explicação quietinho, pensativo, e por fim perguntou:

– Mamãe, você é fada?

 

Leia também:

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+ de 60 conselhos preciosos para quem acabou de ter um filho

Quanto maior a palavra, mais ela foi usada nos conselhos das mães e pais, listados abaixo.

Quanto maior a palavra, mais ela foi usada nos conselhos das mães e pais, listados abaixo. Clique na foto para ver maior.

Recebi tantos conselhos bons naquele post sobre a amamentação que resolvi propor a minhas amigas-mães (e também aos pais!) um desafio maior: pedi que pensassem em UM único conselho que gostariam de ter recebido logo que seus filhos nasceram. Algo que, se tivessem aprendido desde o início, teria poupado estresse ou teria simplesmente ajudado bastante.

Quando viramos mães, acho que desde a gravidez, o que não faltam são palpiteiros brotando ao nosso redor para falar na nossa cabeça. Em muitos casos, até gente que nem conhecemos se intromete o tempo todo. Por isso, sei que nem sempre é útil receber um conselho. Mas, nessa enquete, pedi as dicas que realmente funcionaram para alguma mãe, que foram realmente úteis e valiosas, a ponto de terem sido pinçadas por elas como “o MELHOR conselho”. Como cada bebê é único, pode ser que não ajudem muito no caso de outros papais e mamães, mas sem dúvida estes trazem consigo boas experiências.

Dividi os vários conselhos recebidos em categorias, para facilitar a quem quiser procurar algo que se aplique a uma dúvida do momento. Aí vai:

SAÚDE

  1. “Os hospitais tratam com negligência a ocorrência de icterícia, muito comum. Dão alta para as mães sem fazer exame de bilirrubina nos bebês. Portanto, insista na realização do teste antes da alta. Pode evitar a (re)internação. A avaliação apenas visual engana a gente e pode ser insuficiente.”
  2. “Manter a casa arejada, as janelas abertas pro ar circular e fortalecer a imunidade do bebê.”
  3. “Usar o Colic Calm se o bebê estiver com muita dor de barriga (a pediatra endossou). Impressionante como ele acalma na hora. Mas só uso nos dias em que ele parece estar sofrendo muito mesmo, nos outros eu tento mais o caminho da massagem.”
  4. “Sobre cólica: eu tentei tudo o que me falaram (colocar no sling, travesseiro de ervas na barriguinha do bebê, banho com ervas, banho com camomila, banho de balde, banho de sei-lá-mais-o-quê) e NADA fazia minha filha parar de chorar a não ser ficar 24 horas grudada no meu peito e no meu colo. As pessoas diziam não faça isso, você vai acostumar ela mal. E eu segui meu instinto e a deixei onde ela ficava bem porque isso fazia bem à minha família. Mas até seguir, foram dias e dias de culpa, em que eu achei que não havia nascido para ser mãe.”
  5. “Escolha um pediatra em quem você confie e que seja acessível, que você tenha liberdade para acioná-lo sempre que precisar.”
  6. “Se o pediatra não acreditar em você, no seu leite, na sua capacidade de amamentar, questione e, se for preciso, consulte outros profissionais. PEDIATRA TEM QUE CUIDAR DA MÃE, NÃO SÓ DO BEBÊ.”
  7. “Quando o bebê engasga, é bom, além de virá-lo com a cabeça voltada pra baixo e dar uns tapinhas nas costas, também dar uns soprinhos na cara dele. Impressionante como já vi esses soprinho fazendo mágica! Ele engasga muito mamando, porque tenho leite em excesso.”
  8. “Tomar cuidado com o superaquecimento. A gente fica com medo de o bebê tar com frio e acaba exagerando na quantidade de cobertores e casacos. Já me peguei fazendo isso e, depois de um tempo, vi o bebê totalmente suado, derretendo no berço.”

AMAMENTAÇÃO, MAMADEIRA E PAPINHA

  1. “Se a amamentação está difícil, busque ajuda de profissionais que apoiam o aleitamento. Há consultoras ótimas que vão até a casa da gente para acertar a pega do bebê, para nos apoiar, ensinar como ordenhar, ensinar como aliviar o peito dolorido.”
  2. “Se você tentar tudo, tirar o leite na bomba e dar no copinho, fazer relactação, acordar bebê que dorme demais e mama de menos e ainda assim a amamentação não fluir, NÃO SE COBRE. A maternidade nos ensina que somos capazes de testarmos todos os nossos limites e irmos além. MAS TODAS TEMOS OS NOSSOS PRÓPRIOS LIMITES. Descubra o seu e se achar que vai pirar, simplesmente pare. Se achar que a amamentação está fazendo mais mal do que bem, reavalie. O que está ruim para a mãe certamente estará ruim para o bebê.”
  3. “Não ficar estimulando o bebê a mamar quando ele dá uma pausa entre uma sugada e outra. Ele precisa desse tempinho de descanso, mamar é cansativo pra ele também!”
  4. “Dar peito com livre demanda só nos 10 primeiros dias e depois estabelecer a rotina, pra ajudar tanto a ganhar peso quanto a criar um ritual do sono.”
  5. “Prestar atenção aos sinais de fome ou sede. Então, mesmo com o bebê já adaptado à rotina das 3 horas de frequência de mamadas, às vezes dou o peito antes porque vejo que ele não estava satisfeito.”
  6. “Parar de ficar tão escrava do relógio, porque eu anotava a duração de cada mamada, até em minutos! Não pra tirar o peito, eu sempre deixei o bebê mamar o quanto queria, mas pra saber quanto tempo ele estava gastando. Na mesma noite eu parei de olhar o relógio e isso foi libertador. Comecei a reparar mais nos sinais de saciedade ou fome. Acho que isso importa mais que o tempo que ele gastou sugando.”
  7. “Tomar sol nos peitos desde a gravidez, pra fortalecer e impedir que rachem nas primeiras mamadas.”
  8. “Se racharem, passar Lansinoh, a melhor pomada de lanolina que tem.”
  9. “Nunca esquente a mamadeira. Sempre dê o leite em temperatura ambiente, isso vai te facilitar a vida quando você não estiver em casa ou nas madrugadas.”
  10. “Não esquentar o leite e a papinha pronta. A partir do momento que comecei a esquentar quando ela já tomava leite de vaca e tinha que ser guardado na geladeira, ela só aceita ele quente. Pode estar o maior calor e ela só quer leite quente.”
  11. “Quando for introduzir a papinha, não se desespere se o bebê recusá-la. Minha filha chorava, gritava, vomitava, um horror, depois passou a se alimentar super bem. Crianças saudáveis não morrem porque estão se alimentando mal nessa época de introdução de novos alimentos, elas têm reservas. Apresente as novidades sempre, mas sem insistir ou se descabelar diante de recusas.”
  12. “Vão falar para começar com papa salgada, outros com frutas. Vão dizer que suco é veneno. Vão esculachar você por dar mamadeira. Vão esculachar você por dar o peito a qualquer hora. Vão bater no peito dizendo “eu só compro orgânicos”, “suco de caixinha nunca entra aqui”, “por isso eu nunca dou açúcar pro fulano”. De novo, veja o que dá certo para vocês e não se cobre, você certamente está fazendo o seu melhor e o melhor para seu filho.”

CHUPETA

  1. “Bebê adora sugar, é uma necessidade. Então quase sempre que eu der o peito ele vai pegar, seja pra mamar seja pra só sugar. Por isso às vezes é melhor dar a chupeta, porque ele não tá com fome, só querendo chupetar.”
  2. “Se informar é preciso: chupeta é, de fato, inimiga da amamentação. Existe a confusão de bicos, o bebê pode desmamar de forma precoce. Pode. Se você optar por dar a chupeta, é um risco que vai correr. Mais uma vez, ouça seu coração, seu instinto, e suas necessidades. E se der, não se culpe além do necessário.”

HIGIENE

  1. “Da minha irmã infectologista: não precisa ferver mamadeira e chupeta. Uma boa lavada com água e sabão já basta para tirar todas as bactérias.”
  2. “Usar algodão com água para limpar coco e xixi e, depois, usar MAIZENA para tirar umidade. Em seguida, passar a pomada americana A+D (super leve, transparente e nem um pouco grudenta). Depois do banho, também passe nas dobrinhas. Não assa de jeito nenhum e evita brotoejas.”
  3. “Não pôr luvas no bebê e nem precisa cortar a unha dele logo que nasce, que “é fina como papel de seda” e não vai arranhar e ferir. Fiz o teste e realmente ela só foi começar a engrossar e arranhar no fim do primeiro mês, quando cortamos.”
  4. “Dar um banho divertido, conversando com o bebê, e depois passar cotonete no narizinho pra ajudar a limpar.”

SONO

  1. “Deixar o bebê dormindo no quarto dos pais nos primeiros 3 meses.”
  2. “Deixar o quarto claro de dia e escuro à noite, pra ele diferenciar as duas coisas.”
  3. “Desde cedo o bebê mostra suas preferências musicais e algumas músicas o acalmam imediatamente. Já montei uma playlist do bebê no meu celular. Mas, apesar de ele ter gostado de uns Beatles e Novos Baianos, nenhum CD foi mais eficaz em acalmá-lo do que o “Sonhos de Bebê”, que toca musiquinhas clássicas, tipo “Cai cai balão”, em caixinhas de música. Ele adora e relaxa na hora!”
  4. “Fique o tempo que quiser com seu bebê no colo, não tenha medo de deixá-lo mal acostumado, no tempo certo ele só vai querer ficar no chão.”
  5. “Entre as minhas melhores lembranças da minha filha bebê eram as tardes inteiras com ela dormindo na minha barriga. Se por um lado era escravizante ter que ficar o tempo todo por conta, por outro lado, era mágico tê-la no meu colo, encaixadinha, fazendo carinho no cabelo, nas orelhas, nas mãozinhas, ficar desenhando o rostinho dela mil vezes. Gostoso demais. E passa. Rápido. Bom que aproveitei e ninguém me tira essa lembrança.”
  6. “Há o grupo de mães que defendem que desde o primeiro dia, você coloque o bebê no berço dele, no quarto dele. E outras que falam que bebê deve sentir o calor materno, ficar perto do seio, que é alimento e conforto e o melhor é fazer a cama compartilhada (as adeptas do pediatra Carlos Gonzales, como eu). Uma coisa é certa, só você e seu parceiro podem saber onde é melhor para os três. Sim, para os três, ou quatro, ou cinco, dependendo do número de membros da família. Aqui fazemos uma parte do sono no berço e outra na cama compartilhada. Assim, conseguimos agradar a todos.”

COMUNICAÇÃO

  1. “Conversar com os bebês. Mesmo que não entendam. Se vamos sair eu digo: “vamos na casa da vovó”. Se dorme no meu colo, eu falo baixinho: “agora você vai pro seu bercinho”. Não sei se tem uma utilidade prática, mas, para mim, ajuda a reforçar que é um serzinho, com direito a saber para onde vai, o que vai acontecer, e também ajudou a criar esse hábito de dialogar, de “fazer combinados”, que é tão útil quando crescem um pouquinho. (Conselho da pediatra: além de conversar, converse olhando no olho.)”
  2. “Não saia escondida de casa, se despeça do bebê, explique que vai voltar. E tenha certeza que, se ele chorar, logo vai parar, vc está deixando ele com alguém de sua confiança e ele ficará bem.”
  3. “Não grite com seus filhos.”

OUTROS MACETES

  1. “Tentar sair de casa pelo menos uma vez ao dia durante a licença-maternidade (depois que passarem os primeiros dias mais intensos). Pode ser com o bebê ou não, pode ser só uma ida à padaria, mas não é bom ficar vários dias dentro de casa, acaba sendo muito cansativo.”
  2. “Mil e uma utilidades: piscina inflável, dessas com laterais e fundo macios. Podem ser usadas como cama, banheira, piscina de bolinhas… Levo comigo para o clube, para praças, para viagens…”
  3. “Só pedir fralda M e Pampers verde para o chá de fralda. M é a que você usa por mais tempo e a Pampers sem dúvida é a melhor. Outra coisa que eu aprendi é dar o cupom fiscal junto com a fralda num chá de fraldas, assim a pessoa pode trocar com mais facilidade.”
  4. “Nunca confie nas etiquetas das roupas, elas não são confiáveis e se não for provando as roupas você perde muita coisa.”
  5. “A minha dica é o quanto a rotina ajuda crianças pequenas. O difícil para os pais é não serem tão reféns dela.”
  6. “Estabeleça rotinas, elas ajudam muito.”
  7. “Facilite sua vida: escolha uma escola perto da sua casa ou do seu trabalho ou da casa dos seus pais/sogros. Esse tempo gasto no trânsito pode ser usado para outras coisas mais importantes e menos estressantes, como ir a reuniões com a professora, assistir apresentações especiais, levá-la ao médico etc. Seria uma mãe muito mais ausente se precisasse enfrentar trânsito pra tudo.”

REFLEXÕES PARA MÃES E PAIS

  1. “Não se cobre pela maternagem não ser como você idealizava. E esse conselho serve para muitos perrengues que eu passei nesse começo difícil chamado puerpério. A palavra que resumo tudo é: RESILIÊNCIA.”
  2. “Quando decidir que é a hora de fazer uma coisa, como tirar o bico ou a fralda, seja firme. Se você escolheu aquele momento para fazer aquilo é porque teve seus motivos para acreditar que era a hora certa, e sua segurança ou oscilação fará diferença na reação positiva ou negativa da criança.”
  3. Crie metas factíveis e de curto prazo e, só depois, vá passando para as metas mais difíceis. Por exemplo, você pode decidir que vai tentar amamentar os seis meses recomendados. Se chegar lá, aí pode pensar em tentar chegar aos oito meses, e assim por diante. Não pense de cara que você tem que chegar aos dois anos.
  4. “Pare de encanar com essas ideias de parto perfeito, bebê perfeito, sono perfeito, amamentação perfeita. Se informe muito bem sobre a parte “técnica” do parto, tenha um/a GO/pediatra ponta firme, confie no seu instinto e aproveite. Todos os fracassos e frustrações fazem parte da incomparável felicidade de botar seu bebê no mundo.”
  5. “Relaxa.”
  6. “Pais inseguros ou estressados deixam o bebê também estressado. Manter a calma, falar com o bebê em tom de voz calmo quando ele estiver chorando, pra ele também se acalmar.”
  7. “Faça sempre, sempre, sempre o que você sente que deve fazer sempre. Ignore os palpites. Se você ainda não se sente preparada para alguma coisa, não faça, ainda que todo mundo diga que é a hora. Intuição de mãe não falha e existe por algum motivo, respeite.”
  8. “Divida tudo com a sua companhia! Tudo mesmo!”
  9. “A gente sempre fala dos (muitos) pais que não assumem seu papel na rotina das crianças, mas também tem muitas mães que não deixam isso acontecer, que acham que só elas sabem cuidar corretamente do bebê. Eu sempre penso que o pai (ou a avó ou qualquer outra pessoa) não vai fazer as coisas como eu faço, e isso não é um juízo de valor. A minha maneira é minha, o que não significa que seja a única correta. Confie nas pessoas que você ama e que amam seu bebê.”
  10. “É claro que a mãe sabe o que é melhor para a sua cria. Mas se você não está sozinha, se tem um companheiro/a, conte com a opinião e ajuda dele. Ele conhece você intimamente, vai saber te ajudar a achar esse limite e dar apoio para que você não se cobre muito.”
  11. “Saiba que tudo é uma fase e que passa.”
  12. “Tudo passa… muito rápido. Exercício exaustivo de paciência.”
  13. “Siga seus instintos”
  14. “Siga seu instinto de mãe. Se você acha que o choro é por dor de barriga, por exemplo, acredite: as chances de estar certa são gigantescas. Mesmo sendo mães de primeira viagem, Deus nos dá um dom de interpretação e comunicação com o bebê que é praticamente infalível. Se eu soubesse disso desde o início não teria dado ouvido a tanta asneira, teria ficado mais segura e sofrido tão menos.”
  15. “Não queira fazer tudo sozinha.”
  16. “Ouça todos os conselhos e agradeça, mas siga seu instinto, só quem está 24 horas com um bebê sabe a necessidade a cada hora. E cada bebê é um bebê, alguns choram mais e exigem mais dos pais, outros não, mas isso não quer dizer que tenham problemas.”
  17. “Meu lema é: se tá ruim vai melhorar e se tá bom vai piorar! Então não se desespere e aproveite os momentos bons, porque tudo passa e muito rápido!”
  18. “Não queira ser a mãe perfeita, esqueça a mãe de manual, seja a mãe possível. E também não queira um filho perfeito. Sem o peso da perfeição, você e seu filho serão mais felizes. Vá ajustando as velas conforme a necessidade. Sempre vai faltar alguma coisa e sempre vai ter alguém para apontar o dedo para o que falta (pouca gente vai te elogiar). Não se importe, seja e melhor mãe que você pode ser e isso já será mais do que suficiente.”
  19. “Seja a melhor mãe que você consegue ser e não se espante se os outros lhe fizerem críticas e não reconhecerem seu esforço, incluindo aí os próprios filhos depois de crescidos… Deve bastar a nós mães o sentimento de dever cumprido.”

Agradecimentos especiais a Beto Trajano, Ludmila Pizarro, Letícia Villas, Eduardo Santos, Silvia Dalben, Viviane Moreno, Ivona Moreno, Mônica Moreno, Cristiane Grandi, Bruna Saniele, Cândido Silva e Nath Turcheti, Paula Moreno, Isis Mota, Paola Carvalho, Juliana Moraes, Tatiana Lagôa, Giovanna Balogh, Ana Paula Pedrosa, Fabiana Rewald, Sandrinha Fontana, Luciana Coelho, Vivi Whiteman, Giulliana Bianconi, Natália Gabriel, José Geraldo, Neuza Lima, Vanessa Pessoa e Stéphanie Sapin-lignières.

E você, tem algum conselho valioso para compartilhar? Deixe aí nos comentários e eu vou acrescentando ao post 😉

Se você é da turma que não gosta de conselho de jeito nenhum, nem de graça e bem-intencionado, aí vai um vídeo para descontrair 😀

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