- Texto escrito por Cristina Moreno de Castro
Vale ver nos cinemas: Dia D (Disclosure Day)
2026 | 2h25 de duração | Classificação: 12 anos | nota 9
Andei vendo muitos filmes nos últimos dias, mas acho que nenhum deles me chamou tanto a atenção quanto este mais novo do Steven Spielberg, “Dia D“, que assisti no domingo. Então, em vez de fazer um daqueles postões com “dicas culturais“, hoje vou focar só nele.
(Mas, para constar: A revolução dos bichos é bem ruim, Natal amargo me decepcionou bastante – ainda mais porque eu tinha adorado o último do Almodóvar, O Quarto Ao Lado –, achei Backrooms confuso e diferente do terror psicológico que eu esperava, mas Mestres do Universo vale demais ser visto pela nostalgia de He-Man.)
Em inglês, Dia D foi chamado de Disclosure Day, ou Dia da Revelação (ou da Divulgação). Achei melhor do que nosso nome traduzido, que remete a guerras ou campanhas de vacinação.
Até porque o cerne deste filme não é nem a existência de vida extraterrestre, mas muito mais a conspiração para que essa existência seja encoberta e o consequente esforço para que esse sigilo seja quebrado e a verdade venha à tona para todos os 8 bilhões de humanos da Terra.
Não por acaso, a personagem principal, interpretada pela excelente Emily Blunt, é uma jornalista. Uma jornalista que tem o sonho de se tornar âncora de TV, levando as notícias ao alcance do máximo possível de pessoas. Afinal, jornalistas são os profissionais especializados em dar transparência a fatos que alguém tem interesse em manter debaixo do tapete 😉

Dito isso, este é um filme incrível, típico de um dos maiores diretores e produtores da história do cinema mundial, com direito a pitadas de política, de reflexões mais filosóficas (o que uma revelação desta magnitude seria capaz de provocar na Terra?), mas sobretudo DIVERTIDO.
Ou seja, além de ser uma ficção científica, é um filme que nos entretém pelas cenas de ação e perseguição, pelo suspense, pela aventura, pelas sacadas ótimas, pelo perfeccionismo dos efeitos especiais e dos cenários (casas inteiras construídas para o filme).
São muitas as cenas que enchem nossos olhos, uma após a outra, como os cervos de olhar insistente, a perseguição no trem, a tensão com a faca…

Por isso, as duas horas e meia de duração passaram voando para mim, mesmo num domingo à noite. Até porque todas as expectativas que eu tinha com este novo filme do Steven Spielberg foram devidamente atingidas.
Além de Blunt, temos um elenco todo excepcional, com destaque para a bola da vez, que é Colman Domingo, além do sempre ótimo Colin Firth, do simpático Josh O’Connor (que vi em Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out) e da mais novata Eve Hewson (que vi na série O Casal Perfeito).

O roteiro, feito a partir de uma história de 60 páginas criada pelo próprio Spielberg, é de David Koepp, que já criou aventuras emocionantes como Parque dos Dinossauros, O Jornal (um dos filmes que me fizeram querer ser jornalista), Missão: Impossível, O Quarto do Pânico, Guerra dos Mundos e Indiana Jones.
Além disso, a trilha sonora é do veteraníssimo John Williams, que já foi indicado ao Oscar mais de 50 vezes e ganhou cinco estatuetas (inclusive por E.T.: O Extraterrestre, Tubarão e Star Wars). Ele estava aposentado, mas topou voltar a colaborar com Spielberg depois de muita insistência.
A fotografia é de outro veterano, Janusz Kaminski, indicado ao Oscar 7 vezes e vencedor em dois filmes de Spielberg: A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan. E o figurinista é Paul Tazewell, que acabou de vencer um Oscar por Wicked.
Pra mim, “Dia D” tem tudo para concorrer a e vencer vários Oscars também.
E, de novo (porque esta é a teoria conspiratória mais batida do século): se os Estados Unidos estão escondendo esse conhecimento da gente, que baita sacanagem seria. Porque filmes como este Dia D nos fazem antecipar a emoção que todo o planeta sentiria com uma revelação como esta.
Assista ao trailer de Dia D:
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