Para ver no cinema: AS AVENTURAS DE TINTIN
Nota 8
Sou suspeita. Desde que me entendo por gente, mais ou menos pela época em que li “A Ilha do Tesouro”, sou fascinada pelas histórias de piratas. Meu sonho, quando criança, era ser pirata (não sei como eu ia fazer, já que detesto peixe e rum). Eu não entendia muito bem a parte criminal da coisa; o importante eram as aventuras!
Pra completar, também sou doida com jornalismo. E comecei a me imaginar nessa profissão na mesma época em que comecei a ler histórias de detetives, e queria, como jornalista, desvendar mistérios e depois reportá-los para o mundo. Mais aventuras!
E não vou mentir dizendo que era viciada no desenho do Tintin como era com o Caverna do Dragão e o Chaves. Mas assisti a vários episódios e sempre gostei de ver o cachorro espertíssimo, ao melhor estilo Scooby Doo, e os policiais paspalhões, que me lembravam Tweedledee e Tweedledum, da “Alice Através dos Espelhos”.
Pois neste primeiro filme das férias vibrei ao ver a combinação da história do herói-jornalista (mais pra detetive) com as histórias de piratas e tesouros escondidos por enigmas.
Tudo feito por quem melhor entende desse tipo de riscado, ou seja, Steven Spielberg, com uma animação em 3D caprichadíssima (é o topetinho de Tintin voando sem parar…), embora dispensável.
O filme é muito bem feito, com um roteiro que não deixa nada a desejar à história de Stevenson e muitas tiradas bem-humoradas, especialmente as arrotadas pelo capitão beberrão que acompanha Tintin em suas aventuras.
O que estragou um pouco foi essa solução que está quase virando mania entre os novos filmes (especialmente os de animação) de terminar o filme já indicando que haverá uma continuação. Nesse caso, pelo menos, foi menos descarado que em “Piratas do Caribe”, que chegou a terminar totalmente no meio do caminho. Pelo menos chega-se a uma conclusão, embora ainda não a definitiva.
Enfim, vale a pena ver no cinema, mas também não é de todo má ideia esperar até que todas as sequências tenham sido lançadas e ver uma atrás da outra – como fazemos hoje em dia com a saga de Indiana Jones ;)







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