Um incentivo à amamentação, em clima de Outubro Rosa

laco_rosaNeste mês de outubro você vai ouvir falar várias vezes sobre o câncer de mama. Isso porque reservaram o mês inteiro para se falar sobre prevenção e tratamento desse tipo de câncer que é o segundo tipo mais comum entre as mulheres. O Outubro Rosa foi uma maneira de criar debate sobre o assunto, na tentativa de conscientizar as pessoas.

Uma das formas de prevenção do câncer de mama é a amamentação. E esta é a única contribuição que posso dar, com a minha experiência pessoal, para o debate.

Quando comecei a amamentar, achei esse negócio um pé no saco. Meu bebê tinha um mês e meio de vida quando escrevi meu desabafo sobre as dificuldades do aleitamento. Na época, recebi várias respostas encorajadoras, com os relatos de amigas que também são mães e também tinham passado pelo mesmo perrengue. Essa troca de experiências me ajudou a persistir.

Ontem meu Luiz completou 10 meses de vida. E agora sou uma grande defensora da amamentação. Nesses 10 meses, ele só teve um dia de febre, que passou só com paracetamol, e até hoje não sei o que era, porque ela foi embora bem rápido. Dizem que era só o dentinho nascendo, vai saber. Nunca mais adoeceu. Está forte e desenvolvido. Saudável. Claro que é possível que uma criança cresça forte e saudável sem o leite materno, não é esse tipo de ilação que eu quero construir. Só que fico feliz em ver que meus anticorpos, transmitidos pelo leite, trabalharam direitinho com o meu bebê 🙂

Como sei que não é fácil e que muita mãe desiste de amamentar logo no começo, muito por causa da falta de incentivo (e de questões pessoais, que só dizem respeito a elas e não cabe a ninguém julgar!), resolvi compartilhar mais uma vez aqui, neste post sobre o Outubro Rosa, quatro textos que servem como um estímulo à amamentação:

  1. Mais de 30 respostas encorajadoras ao meu desabafo sobre as dificuldades de amamentar;
  2. Doze conselhos sobre amamentação para quem acabou de ter um filho;
  3. Dez coisas que tornam a amentação muito mais fácil (e em quanto tempo, exatamente, elas costumam acontecer);
  4. Sem esforço, perdi 24 kg depois que meu bebê nasceu.

Se você tem uma amiga que acabou de virar mãe, não deixe de compartilhar este post com ela. Talvez ela nem fale muito a respeito disso, mas é bem possível que ela esteja experimentando dificuldades para amamentar, porque elas são comuns e frequentes, principalmente entre as mães de primeira viagem. Quem sabe assim ela não ganha um empurrãozinho para seguir tentando? Comigo os vários empurrõezinhos funcionaram, e fico muito feliz por ter insistido. Não só pelo Luiz, mas também pela minha própria saúde.00

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10 coisas que tornam a amamentação muito mais fácil

Foto: Marcos Santos/ USP IMAGENS / Fotos Públicas

Foto: Marcos Santos/ USP IMAGENS

Quando o Luiz tinha apenas um mês e meio — ou seja, há quase 5 meses atrás –, escrevi aqui no blog um desabafo: estava achando esse negócio de amamentar um pé no saco. Estava me sentindo presa, porque cada mamada durava de 20 a 30 minutos e acontecia a cada 3 horas. Estava nervosa, porque às vezes a mamada era intranquila, com choros inexplicáveis. Estava irritada com o tanto de leite, com os vazamentos, com a falta de jeito para contê-los. E, acima de tudo, estava sentindo uma dor insuportável, insuportável mesmo, que não era externa (rachaduras, fissuras, essas coisas que muitas mães têm), mas interna, parecendo uma queimação ou um eletrochoque dentro do peito. Pra piorar, estava angustiada porque, tirando minhas irmãs, eu não conhecia ninguém mais com dor parecida, nem conseguia achar nenhuma informação na internet sobre o sofrimento e como amenizá-lo. As outras mães pareciam incrédulas e eu me sentia um extraterrestre.

Mas o tempo passou.

Eu e Luiz, Luiz e euLuiz completou seis meses na semana passada, o que significa que estou há mais de seis meses aprendendo e aprimorando esta arte/ciência de amamentar. Afinal, foram em média sete mamadas por dia, o que significa que já amamentei cerca de 1.300 vezes! Hoje, nenhum dos problemas acima acontece mais: não me sinto presa, não me sinto irritada, não me sinto dolorida e nem angustiada. Meu bebê está cresceeeeendo, gordinho, fortinho, e nunca teve nem um resfriado nesse meio aninho de vida. Não atribuo isso apenas à amamentação — não acho que ela seja miraculosa, como algumas pessoas pregam. Mas acredito, sim, que esse contato com meus anticorpos pode ter ajudado a fortalecer o Luiz no momento em que ele estava mais frágil, logo que nasceu. Por isso, acho que valeu a pena ter insistido.

Mas, alto lá! Estão erradas aquelas mães que, sofrendo de dor/raiva/angústia/etc resolvem jogar a toalha e partir pra fórmula? Eu não acho que estejam. Penso que cada mulher conhece seu próprio limite e que a amamentação não pode ser sinônimo de dor ou escravidão, inclusive porque nem deve fazer bem para um bebê ver a mãe chorando a cada embocadura. Acho que as pessoas devem apontar menos o dedo para as outras e entender que, no fim das contas, cada uma sabe onde o calo aperta. E, se o seu calo não apertou o suficiente, que sorte a sua!

Mas se você está no comecinho desse percurso e ainda não quer desistir, este post tem a intenção de trazer uma lufada de alívio para suas tão pesadas costas, cara mamãe-de-primeira-viagem. Sei por experiência própria que é muito fácil achar informações sobre os problemas da amamentação na internet, mas pouco se fala sobre quando eles acabam! Por isso, quero dividir com você as coisas que foram facilitando, pouco a pouco, esse processo da amamentação. E que tornam tudo até muito prazeroso a esta altura, passados seis meses. Espero que o incentivo ajude pelo menos a te dar um pouquinho mais de força na hora que o desânimo bater:

1. O bebê aprende a pegar direito.

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Um desabafo sobre a amamentação: ‘pé no saco’

Foto: Marcos Santos/ USP IMAGENS / Fotos Públicas

Marcos Santos/ USP IMAGENS / Fotos Públicas

Como meu universo está girando basicamente em torno do Luiz e nem é sempre que estou tendo tempo de acompanhar o resto das notícias do planeta (David Bowie morreu, vocês viram?), decidi criar logo uma categoria nova para o blog: Maternidade. Ela já estreia com 20 posts do arquivo, a maioria deles sobre meus aprendizados durante a gravidez. Leitores que não se interessam por filhos não precisam se preocupar: o blog seguirá multitemático, abordando cinema, música, literatura, política e todo o resto. Mas é natural que, nestes tempos de licença-maternidade, eu navegue com mais frequência por este novo assunto — e espero que minha abordagem seja útil.

Fiquei devendo escrever sobre minha experiência com o parto, mas ela vai ter que aguardar. Na verdade, ainda vou trazer mais posts sobre o final da gravidez e outras coisinhas de antes do nascimento do Luiz. Mas hoje resolvi reproduzir no blog um post que escrevi anteontem em minha página no Facebook, sobre amamentação. O motivo: despertou grande interesse de amigas que já são mães e de algumas que ainda pretendem ser, gerou um debate legal e, ao mesmo tempo, sinalizou que muuuuuita gente se identifica com a situação que descrevi no meu desabafo. Por isso, achei que poderia ser útil também às leitoras do blog. Começo compartilhando meu texto original:

Luiz, quando tinha 1 semana, e eu, só sorrisos :)

Luiz, quando tinha 1 semana

“Mães deste Facebook talvez me entendam, talvez me condenem, mas preciso desabafar: ESSE TREM DE AMAMENTAR TEM HORA QUE É UM PÉ NO SACO!

Quase toda semana tenho vontade de desistir, mas respiro fundo e penso nos benefícios para o Luiz e penso que já se passaram 40 dias (e como foram rápidos!), estou cada vez mais perto dos 6 meses (no meu caso, menos de 5 possíveis) de aleitamento exclusivo. E olho pra ele e vejo aqueles bochechões, aquelas dobrinhas nas pernocas, a saúde boa, o peso que já aumentou consideravelmente e tento ser mais corajosa, ou ao menos persistente. Mas estou quase montando um calendário de presidiário, com um xizinho nos dias que faltam para a liberdade condicional. Tem hora que é maravilhoso, que tudo dá certo, que fico feliz por ver a satisfação do Luiz enquanto mama? Tem sim. Passei o último fim de semana inteiro desse jeito, só na santa paz das mamadas que dão certo. Mas tem hora que fico sentindo uma dor insuportável depois das mamadas, que nem o são Google explica, que já diagnosticaram como mastite, como duto inflamado, como ejeção de leite, como frescura, mas não importa o que eu faça, a dor só passa quando ela quer passar. Como estou sentindo agora, enquanto desabafo. Na verdade, não conheço uma filha de deus que tenha amamentado sem nenhum problema no meio do caminho, nenhunzinho. Ou é leite de menos, ou é leite de mais, ou é infecção, ou é o escambau. Amamentar não é aquela coisa intuitiva e poética que a gente passa a vida acreditando ser: ao menos no começo, é um esforço danado, um empenho muito grande, é respirar fundo e falar “lá vamos nós”. Dizem que depois de um tempo as coisas só melhoram: o Luiz vai sugar mais rápido, essas dores inexplicáveis vão passar, o leite vai parar de vazar entre uma mamada e outra (o que vai me permitir fazer coisas prosaicas como ir ao clube), e tudo vai se tornar prazeroso e feliz. Bom, não vejo a hora que isso aconteça logo e, se acontecer, é possível que eu leia este post e pense “tudo passa, ainda bem que insisti” e sorria e decida manter a amamentação por mais de um ano além dos seis meses. Mas, por enquanto, fico nessa oscilação entre a felicidade, a aceitação e a exasperação. E digo uma coisa: PARABÉNS às mães que conseguiram amamentar por seis meses, um ano, dois. Pago pau pra vocês, moças. Se alguém quiser tecer comentários encorajadores ou críticos ou meramente descritivos, serei toda ouvidos.”

RESPOSTAS ENCORAJADORAS

Recebi mais de 30 respostas de amigas incríveis que me contaram suas experiências ou simplesmente ofereceram apoio. Algumas disseram algo na linha “É difícil mesmo, especialmente no começo, mas vai melhorar”. Outras decidiram, depois de muito insistir, que não valia a pena seguir amamentando, por suas razões particulares. Quero destacar alguns comentários que acho que podem ser muito úteis a outras mães que passarem por aqui e que podem se identificar:

Tudo passa – “Amamentar é um gesto de amor e doação sem tamanho. Amamentação exclusiva, então, é uma escravidão. Mas sigo, enquanto houver leite. Mais uma coisa: tudo passa foi meu maior aprendizado da primeira para a segunda filha. Tudo passa. O que fica é cada vez melhor.”

Sem remorso – “Apesar de sabermos a importância da amamentação pro bebê e também pra mãe, não se pode esquecer que cada caso é um caso… Cabe à mãe avaliar e decidir até quando continuar. Acredito que mais do que tudo amamentar é um ato de amor, mas nada adianta que esse amor seja doado à custa de muita dor e sofrimento da mãe… Então, vá ate onde você acha que da conta… E pare sem remorsos quando achar que deve.”

Grupo de apoio – “Amamentação foi o desafio da vida para mim. Mas deu certo e valeu a pena no meu caso. E seguimos aqui com 1 ano e sete meses de teté. O começo foi barra. Também pensei em desistir, também achei que nunca chegaria a 6 meses. Tem um grupo lindo, Matrice, que ajudou muito.”

matrice
Doação completa –
“Eu não senti fores insuportáveis, mas jorrava leite o dia inteiro e coloquei pra mim que amamentaria seis meses em livre demanda e essa era a minha obrigação, o que viesse depois era lucro porque, meu Deus, como amamentar é uma doação. De amor, de tempo, de leite e da nossa vida como mulher que quer fazer alguma outra coisa em algum minutinho do dia. Amamentei muito de madrugada, em um dia pior foram 15 vezes. Enfim, te entendo e admiro o esforço e não é fácil não! Cheguei aos 11 meses e 15 dias e parei quando ela quis, mas senti saudades.”

Saco mesmo – “Eu achei um saco. Super saco. A gente faz porque sabe que é bom, mas nunca consegui achar “lindo” como falam.”

Desmamar é pior – “Tente chegar aos seis meses, porque é bom pra vocês. Depois, quando estabilizar a comida, você avalia. Porque dar raiva em certos momentos é normal, mas amamentar todo dia se sentindo horrível é ruim pra você e por consequência pro baby. Eu parei por causa de trabalho, no tempo em que achei certo. No começo achei que chegaria aos 2 anos, que não passaria dos seis, enfim, expectativas. Tente se acalmar, se morder demais dê uma parada e não ligue pro que os outros falam quando, com calma, tomar sua decisão. Desmamar foi mais traumático pra mim que pra ela. Eu até doente fiquei, mesmo sabendo que era o que eu queria fazer etc. Não é só racional. É uma ligação muito forte mesmo. Às vezes eu sinto saudade, mas não quero mais, sabe?”

Apoio é fundamental – “Amamentar é osso, mas o mais importante é ter apoio, muito apoio do marido, da família e confiar que a gente é foda de amamentar nossas crias. Cansa, dá vontade de desistir, mas depois ver o resultado é inexplicável. Meus filhos raramente ficam doentes. Amamentar pra mim foi muito tranquilo e prazeroso, difícil foi tirar leite pra eles quando voltei a trampar.”

Período crítico – “Meu início foi difícil também, mas tenho uma ótima notícia pra te dar: é verdade que depois fica ótimo. Você já está passando pelo período crítico. Depois para de doer e fica só a parte boa. A do vínculo e da saúde que isso tudo significa pelo seu pequeno. Parabéns por não desistir. Vai dar certo. Palavra de quem passou por isso até outro dia.”

Vai melhorar – “Sei exatamente o que você está sentindo. Também me senti assim, mas depois melhora. Nos primeiros meses eu amamentava chorando por sentir dor. Vai melhorar e você vai curtir muito daqui a pouco.”

Vai melhorar [2] – “Eu quase morri. Fica tranqüila. Vai melhorar. Boa sorte para vocês!”

Só você sabe – “O bebê não nasce sabendo, a mãe não nasce pronta, a pele é sensível, as feridas não têm tempo de cicatrizar, as fisgadas são horríveis. Se fosse fácil, não precisaria de tanta campanha para incentivar, considerando os benefícios para a mãe, para o bebê e para o bolso (uma lata de leite que dura uma semana custa R$ 60…). Mas, enfim, não estou escrevendo isso para te dizer para seguir tentando nem para desistir, mas lembrando minha experiência para te mostrar que a decisão é sua, só sua, e que ninguém tem que te julgar ou criticar, só você sabe o que está passando e até onde pode seguir tentando. Não é por amamentar que você será uma mãe melhor ou pior. O Luiz precisa da mãe feliz, o mais descansada possível…”

Respeite seus limites – “A amamentação foi a maior frustração pra mim. Ninguém te fala (ou a gente não dá ouvidos) antes de ser mãe. Sentia uma dor insuportável e inexplicável após cada mamada. Me senti a pior mãe do mundo. Procurei explicação em todos os lugares. Até um passe eu procurei pra ver se afastava qualquer energia ruim. Nada resolveu. Não tinha forças pra cuidar do bebê porque a dor durava até a mamada seguinte. Ouvi várias pessoas dizendo que passava. Senti várias pessoas me julgando como se fosse frescura minha. A verdade é que cada um é cada um. Cada um tem uma experiência e cada um tem um limiar de dor. Pra mim foi insuportável e eu desisti. Preferi estar bem pra cuidar da minha filha. Na minha opinião o peito só é superior à mamadeira porque é de graça. Não deixei de criar laços com minha filha porque ela não mama no peito. Ela custou a ter uma gripe. Sempre foi saudável. Sempre foi inteligente… ou seja, é melhor uma mãe bem disposta e feliz que um peito cheio. Não estou dizendo pra você parar, estou dizendo pra você respeitar os seus limites e não se cobrar demais. Se não deu não deu. A maternidade já é muito difícil pra sofrermos por isso também. Seja feliz!”

Pontos positivos – “Amamentar é tudo isso! Analisando os pontos positivos, o bebê não tem intolerância, recebe todas as defesas contra doenças, o leite está sempre fresquinho e na temperatura certa e cria-se um elo muito gostoso com o bebê!”

Ditadura do horário – “Me senti abençoada agora, pois não sinto dores. Achei que a ditadura do horário era uó. Mas depois do seu depoimento nem vou reclamar mais. A melhor decisão — e a mais acertada — será aquela que o seu coração mandar tomar. Não se importe com nada mais.”

“Meus” filhos – “Só posso dizer que tudo passa mesmo e hoje, vendo mães como você amamentando, penso que naquele momento eu os podia chamar de “meus”, ali eles eram exclusivamente meus. Hoje, já rapazes, sinto muita falta de os chamar de “meus”. Aproveite esse momento, é único!”

Nova batalha – “No começo é difícil e depois é bem gostoso. Sigo amamentando, minha filha está com um ano e sete meses. No entanto, agora sigo enfrentando outra batalha. Como desmamar? Ela diminuiu muito, mas não quer largar.”

Persista – “Amamentei por mais de oito meses e adorei! Uma das experiências mais prazerosas da maternidade. Só desmamei meu filho porque os dentinhos dele cresceram mais cedo que minha filha e começaram a me incomodar. Persistam, mães, até onde puderem.”

Dorzinha fina – “Doeu muito durante um mês seguido. Depois melhorou até sumir. Amamentei por quase dois anos e meio. Quando enchia o leite, sentia uma dorzinha fina. No começo, até a água do chuveiro fazia doer o seio. Até o vento. Mas o que posso te dizer: realmente passou.”

Rotina de mamadas – “Amamentar não é nada fácil! Eu tive leite demais no começo e leite de menos no final. No meio, cortei da minha alimentação leite, soja, ovo, peixe e nuts, tive dor, cansaço e alguns (poucos) momentos de pura poesia, amor intenso e ternura. Se te consola, a cada dia dói menos e fica mais fácil. Se não te consolar e for sofrido demais para você, liberte-se! Não conheço nenhuma criança que tenha saúde mais frágil devido ao não aleitamento. O leite materno é sim maravilhoso e é de graça (as formulas em pó são caras e não tão benéficas). Mas, com certeza, mais vale uma mãe feliz do que exaurida pela amamentação. Porque seu bebê só estará tranquilo se você também estiver. Ah, e minha última dica é: “livre demanda” é para as mães muito abençoadas ou muito loucas! Não caia nessa! Imponha uma rotina de mamadas (a cada 3 ou 4 horas) e use o (pouco) tempo restante para fazer outras coisas. Bebês choram por mil motivos, mas sempre vai ter alguém do seu lado que vai perguntar: “Será que ele não está com fome?”. Responda que “não” e vire as costas de consciência limpa. E tenha a certeza de que tudo vai melhorar (se não melhorar até os três meses, é hora de mudar sua rotina ou a dele).”

rachel

AMAMENTAÇÃO É “SUPERESTIMADA” OU IMPORTANTE?

No mesmo dia, recebi também três indicações para ler o polêmico artigo (em inglês) “Breastfeeding is overhyped, oversold, and overrated”, de Courtney Jung, coincidentemente publicado no mesmo dia em que fiz meu desabafo no Facebook. Pode ser lido AQUI.

E o blogueiro-cientista Roberto Takata me indicou outras três leituras: “Como amamentar sem dor e desconforto, “A importância do apoio da família” e “Reflexões sobre amamentação prolongada e desmames precoces“.

E VOCÊ? O QUE ACHA DISSO TUDO?

Tenho certeza que, se você já teve um filho, tem alguma boa história para contar sobre sua experiência com a amamentação. Sobre suas dificuldades (existe alguém que passou por isso sem NENHUMA dificuldade?!), suas dúvidas, seus sentimentos e decisões. Sobre suas expectativas e a realidade que encontrou. Você conseguiu amamentar por muito tempo? Ou achou melhor nem tentar, ou parar em algum momento antes do que gostaria? Você já sentiu alguma dor parecida com esta minha? O que fez a respeito? Deixe seu comentário e, assim que der, farei um novo post com tudo o que pude aprender de novo nessa troca de ideias 😉

No meu caso, bom, seguirei em frente tentando amamentar com sucesso, não sei se por mais um mês, três, seis, um ano. Tudo vai depender de como será minha experiência daqui pra frente e minha capacidade de lidar com essas dores que surgiram há umas duas semanas, caso elas continuem. Daqui a algum tempo (sabe-se lá quanto), prometo voltar ao blog para contar o que aconteceu 😀

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