
De 2012 para cá, mais de 1.000 jornalistas brasileiros foram demitidos, segundo este levantamento. Só nos meses de abril e maio deste ano, calcula-se que 300 a 500 jornalistas tenham sido mandados embora, nos passaralhos das grandes Redações do Brasil.
É uma revoada e tanto.
Com tantas demissões, com revistas tradicionais sendo fechadas, com a internet tomando conta da audiência de veículos antigos a um custo muito mais barato, começam a surgir, com mais força, aquelas previsões catastróficas: “É o fim do jornalismo!”
O fim do jornalismo? Eu discordo. Sempre haverá gente interessada em ler e ouvir grandes histórias e sempre haverá quem queira e saiba contá-las da forma mais interessante possível, após uma boa investigação. Nem mesmo acho que seja o fim, fim mesmo, da indústria jornalística como ela sempre foi, embora ela esteja numa crise brava, que já tinha atingido antes a indústria fonográfica. Mas o jornalismo descobre formas de se renovar e costuma ser nas grandes crises que as grandes oportunidades de mudança também aparecem.
Foi pensando nisso que minha querida amiga Patrícia Gomes, colega dos tempos de “Folha de S.Paulo”, resolveu se debruçar sobre o assunto em seu trabalho de mestrado em Liderança e Estratégia de Mídia, pela Medill School of Journalism da Northwestern University, em Chicago (EUA). O nome de sua pesquisa é (em tradução livre) “Novos modelos de negócios para o jornalismo — como dez organizações brasileiras estão fazendo dinheiro — ou tentando“.
A jornalista analisa o desenvolvimento dos seguintes empreendimentos jornalísticos, alguns já bastante consolidados: Catraca Livre, Papo de Homem, Ponte, Mural, JOTA, Brio, J++, Escola de Dados, InfoAmazônia e Porvir. E as várias formas que cada um deles encontrou para sobreviver nesses novos tempos: anúncios, conteúdo pago, doações e serviços.

O estudo, dividido em 11 textos, é leitura obrigatória para todo mundo que se interesse por jornalismo, pela indústria jornalística, por noticiário, por internet e por modelos de negócios. Por todo mundo que não se contenta em achar que “tem uma crise feia e sem solução aí”, porque acredita que é das crises que surgem oportunidades, mudanças ousadas, novidades e grandes descobertas.
Por enquanto, o estudo está todo em inglês, mas, assim que surgir uma versão em português, vou colocar de novo aqui no blog, para os que ainda não dominam a língua estrangeira.
Ficou interessado? CLIQUE AQUI e boa leitura!
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