Biblioteca do blog

Outra página que criei para o blog, além daquela com as barbearias de blues e outra com uma minibiografia nossa, foi a página da Biblioteca do Blog.

Nela vocês vão encontrar os livros escritos pelo meu pai, que estão disponíveis para download gratuito, e por mim.

Tomara que a gente consiga crescer essa biblioteca, com o tempo, até ela ficar mais ou menos assim:

Biblioteca Nacional

Aceitamos contribuições de vocês 😉

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Download de 64 programas com raridades do blues

Finalmente encontrei uma forma de divulgar todos os programas da Barbearia de Blues*, de que já falei três vezes aqui no blog (uma, duas, três).

Pois bem, agora todos os 64 programas que produzi em 2007/2008 estão armazenados no 4Shared e devidamente publicados aqui no blog, na página “Barbearias de blues“, criada nesta semana.

Além dos programas, há uma lista descrevendo todas as músicas em cada um deles — como a raridade “Blues Oh Blues”, de Ma Rainey (acima) — para quem quiser baixar só alguns.

Espero que gostem 😀

 

* Agradeço ao leitor Anthony Lessa, que me incentivou a fazer upload de todos os programas, passado tanto tempo, depois que o mypodcast.com fechou as portas. Ele disse que os programas foram “pontapé inicial” para ele mergulhar no blues e que o programa “é bom demais pra não ter na internet” 😀 \o/

Nada a declarar, governador Anastasia?

Texto de José de Souza Castro:

Não faz tanto tempo assim, a denúncia que o cientista político Fernando Massote, professor aposentado da UFMG, publicou em seu blog, seria pauta para a imprensa mineira e para as sucursais dos jornais de fora do Estado. No JB dos anos 70 e 80, certamente seria. Agora, provavelmente cairá no vazio. Como mudou a imprensa!

O que não mudou muito ainda, a julgar pelo caso narrado e pela notícia sobre manipulação dos números de crimes em Minas é a Polícia Militar, que teve seus dias mais negros durante a ditadura pós 64.

A íntegra da denúncia de Massote pode ser lida AQUI. Em resumo, ele diz que sua casa foi invadida por policiais militares, por duas vezes, sem qualquer mandato judicial. A casa fica no bairro Ouro Velho Mansões, em Nova Lima. O professor vem lutando ali, há muito tempo, contra um grupo de moradores que querem fechar o bairro para obrigar a todos a pagar uma taxa – algo parecido com o que faziam os barões assaltantes de estradas nos tempos medievais. “Barões” que contam com o apoio da PM.

Vale replicar um trecho da denúncia do professor Massote:

“Na última vez fui estúpida e violentamente preso por um soldado, um cabo e uma tenente que, como da primeira vez, entraram em minha residência empurrando uma de minhas filhas e minha mulher. Fui agarrado dentro de casa, colocado na jaula da viatura e levado à força, sem nenhuma explicação legal, à Delegacia, onde ouvi ainda desaforos da tenente, minha carcereira. Qual a razão de tratar dessa forma um homem pacífico, um estudioso, já vítima de violência, dessa forma? Por quê essa perseguição criminosa sem nenhuma justificativa? Minha filha, que é advogada, pediu à tenente um documento que justificasse a invasão de minha casa e minha prisão. A tenente respondeu que “– Eu sou autoridade!” A tenente não tinha a mínima consciência do que é uma “autoridade” que, para ela, não é coisa que emana da ou das leis mas depende de uma pura autonomeação! Minha filha, sem pestanejar, por isto mesmo, respondeu: “Autoridade, minha senhora, é quem cumpre a lei!” A tenente “autoridade” fascista, replicou com um violento empurrão em minha filha! É fascismo ou não é?”

Eu acho que é. E o que acha disso o governador Antonio Anastasia, professor de Direito Constitucional da UFMG? Será que, como aquele nefasto ministro da Justiça do governo Geisel, Armando Falcão, o governador não tem “nada a declarar”?

Armando Falcão morreu há dois anos, aos 90 anos. O lugar está vago, e o governador, se quiser, poderá usar a mesma expressão, sem reclamação do autor, por muito tempo. Até desaparecer no olvido da história…

Quando o cinema fabricava nossos sonhos

Para ver no cinema: A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (Hugo)

Nota 9

Quando o filme terminou, aconteceu uma rara cena: todo o cinema começou a aplaudir.

Tudo bem que isso é inócuo e até meio brega, quando não é uma pré-estreia e nenhum dos produtores do filme está presente para receber aquele reconhecimento. É quase como aplaudir o Hino Nacional, que aprendemos, desde criança, que é uma “gafe”, mesmo sem entender direito por quê.

Mas, todo modo, ver o cinema aplaudindo um filme é ver diversas pessoas, de idades variadas, libertando seu entusiasmo de forma incontida. (O que, diga-se de passagem, é mais raro ainda em São Paulo).

Pois lá estava eu, no fim da tarde de ontem, no cinema de um shopping metido de São Paulo, ouvindo todos aqueles aplausos, em uma sala cheia de crianças, de adultos e de vovôs.

Não é pouco.

“A Invenção de Hugo Cabret” é, realmente, um filme tocante, que merece aplausos. A princípio com cara de infantil, mas, aos poucos, mostra-se o filme de todos os cinéfilos, de todas as idades. O filme-homenagem de um grande diretor (Scorsese) para um gênio desta sétima arte (Méliès). Interpretado pelo garoto com os olhos mais azuis do planeta, e imensos, que não é uma maravilha em termos de interpretação, mas é lindo de ver, de todo jeito. E ele está apoiado por personagens incríveis e propositalmente caricatos, como o inspetor da estação de trem (Sacha Baron Cohen — sim, o próprio Borat), que dá a pitada de humor ao filme, o livreiro (Christopher Lee) e o próprio Georges (Ben Kingsley) — só ator peso-pesado.

O que vemos diante de nós é uma aventura como a dos livros de Dickens, num tempo já perdido, em que as fábulas são permitidas, o cinema é uma fábrica de sonhos e seus astros são apenas pessoas se divertindo bastante.

Pena que esse tempo foi enterrado com a 1ª Guerra, mas viva Scorsese por ressuscitá-lo brevemente para nossos tempos insossos de poucos aplausos.

O inferno é aqui (em São Paulo)

Foto do Joel Silva na primeira página da Folha de 18/2/2012

Ouço, neste momento, um axé bem alto vindo do prédio vizinho.

É Carnaval, minha gente.

Mais cedo, às 11h, acordei com o barulho da obra do prédio em frente. Aproveita-se o Carnaval para incomodar menos pessoas com as obras e, logo, incomodar os pobres sofredores que ficaram por aqui, trabalhando.

11h ainda era cedo, pois sim, porque fui dormir quase 3h. Depois de trabalhar quase 16h.

Sim, porque gastei 7h pra cumprir um trecho de 1h30, entre Bertioga e São Paulo. Porque no Carnaval milhões de pessoas decidem ir de carro para o litoral e metade desses milhões decide voltar em plena SEGUNDA-FEIRA para “fugir do trânsito”. Pobres de nós.

Lembram do outro post, sobre o melhor do Carnaval em São Paulo? Pois este é sobre o pior do Carnaval nas estradas paulistas. Se eu não estivesse trabalhando, mas curtindo minha folga, JAMAIS, nunquinha da silva, eu pegaria aquela estrada naquele horário.

Está todo mundo louco.