Acertei 6 dos 14

Neste ano meu desempenho foi bem pior! Mas, como se diz, “azar no jogo…” 😀

Os acertos foram:

  1. Melhor filme: O Artista
  2. Melhor atriz: Meryl Streep
  3. Melhor atriz coadjuvante: a mais que merecida Octavia Spencer (foto acima)
  4. Melhor roteiro original: Meia-noite em Paris
  5. Melhor filme estrangeiro: A Separação
  6. Melhores efeitos visuais: A Invenção de Hugo Cabret

Mas foram bons acertos, eu achei, hehe.

Comentários:

  • Colin Firth é um dos sujeitos menos carismáticos do cinema. Por outro lado, viva Billy Crystal!
  • Não entendo mesmo como J.Edgar não concorreu por melhor ator e melhor maquiagem, pelo menos. E como Histórias Cruzadas ficou de fora de melhor roteiro adaptado.
  • Neste ano o páreo mais duro foi o das melhores atrizes. Putz, só fera!
  • Não é porque é brasileira, mas a música de Rio é bem melhor que a dos Muppets. Pena que não tinha a menor chance mesmo.
  • Embora o páreo também fosse duro, ainda acho que o Scorsese merecia levar neste ano. E, embora a Meryl seja mesmo uma das melhores atrizes de todos os tempos, ela já tinha duas estatuetas em casa e acho que este era o ano de Glenn Close, de novo injustiçada.
  • “O Artista” como melhor filme foi o prêmio mais previsível do século. E olha que nem assisti ao filme ainda.
  • Ver o Oscar, como sempre, me deixou doida pra assistir a vários filmes (fiz uma lista de sete urgentes). Claro que esse é um dos objetivos da transmissão, né 😉
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Quando o cinema fabricava nossos sonhos

Para ver no cinema: A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (Hugo)

Nota 9

Quando o filme terminou, aconteceu uma rara cena: todo o cinema começou a aplaudir.

Tudo bem que isso é inócuo e até meio brega, quando não é uma pré-estreia e nenhum dos produtores do filme está presente para receber aquele reconhecimento. É quase como aplaudir o Hino Nacional, que aprendemos, desde criança, que é uma “gafe”, mesmo sem entender direito por quê.

Mas, todo modo, ver o cinema aplaudindo um filme é ver diversas pessoas, de idades variadas, libertando seu entusiasmo de forma incontida. (O que, diga-se de passagem, é mais raro ainda em São Paulo).

Pois lá estava eu, no fim da tarde de ontem, no cinema de um shopping metido de São Paulo, ouvindo todos aqueles aplausos, em uma sala cheia de crianças, de adultos e de vovôs.

Não é pouco.

“A Invenção de Hugo Cabret” é, realmente, um filme tocante, que merece aplausos. A princípio com cara de infantil, mas, aos poucos, mostra-se o filme de todos os cinéfilos, de todas as idades. O filme-homenagem de um grande diretor (Scorsese) para um gênio desta sétima arte (Méliès). Interpretado pelo garoto com os olhos mais azuis do planeta, e imensos, que não é uma maravilha em termos de interpretação, mas é lindo de ver, de todo jeito. E ele está apoiado por personagens incríveis e propositalmente caricatos, como o inspetor da estação de trem (Sacha Baron Cohen — sim, o próprio Borat), que dá a pitada de humor ao filme, o livreiro (Christopher Lee) e o próprio Georges (Ben Kingsley) — só ator peso-pesado.

O que vemos diante de nós é uma aventura como a dos livros de Dickens, num tempo já perdido, em que as fábulas são permitidas, o cinema é uma fábrica de sonhos e seus astros são apenas pessoas se divertindo bastante.

Pena que esse tempo foi enterrado com a 1ª Guerra, mas viva Scorsese por ressuscitá-lo brevemente para nossos tempos insossos de poucos aplausos.