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Por que eu deletei o Facebook (há um ano e meio) e como a vida melhorou depois disso

Foto: Barefoot Communications / Unsplash

Eu deletei minha conta pessoal do Facebook há exatamente um ano e meio. Lembro disso porque foi pouco depois do meu aniversário do ano passado que, depois de ler dezenas de parabéns virtuais, achei aquilo tudo muito vazio e resolvi fazer o que eu já queria havia teeeempos.

Queria pelo menos desde 2013, quando escrevi um post falando algumas das várias coisas que me irritavam naquela rede social. Mas concluí aquele post dando três motivos para eu não ter deletado minha conta naquela época:

  • “Foi por ela que fiquei mais bem-informada sobre as manifestações do que em todos os jornais, telejornais e radiojornais, somados, do país.”

Pode até ser, mas eu trabalho com notícia, fico o dia inteiro lendo o noticiário, então isso não faz muita diferença na minha vida neste momento.

  • “Foi por ela que soube novidades de amigos há muito sumidos.”

Isso é verdade, mas, por outro lado, fico pensando: se a pessoa é amiga mesmo, não deveria dar um alô de vez em quando? Mandar uma mensagem, um email? Ficar só contando as coisas da vida numa vitrine para a gente observar me parece tão, sei lá, triste. Frio, vazio.

Você também pode se interessar:

  • “É por ela que divulgo este blog e compartilho posts de outros blogs legais.”

Aí que está: isso eu continuo fazendo. Deletei minha conta pessoal, mas sigo com a página do blog. Divulgo os posts por lá, quando são publicados. E só. Também tenho que acessar a conta do trabalho, para postar nela. Mas é diferente de ter uma conta pessoal, com centenas de amigos, com fotos, textões, virulência e tudo o mais. Só mantive o trabalho, cortei o que efetivamente me irritava no Facebook.

E que me irrita na outra rede social do tio Zuck, o Instagram, diga-se de passagem. Até tenho uma conta lá, fechada, onde posto ocasionalmente uma foto ou outra. Mas não fico mais que 5 minutos por dia no Instagram (e também já estou pensando em deletar… É cada doido que me aparece por lá!).

Já a terceira rede social do tio Zuck, e provavelmente a mais bem-sucedida – o WhatsApp – toma muito do meu tempo. Acho que gasto umas três horas do meu dia nesta, basicamente trabalhando, trabalhando, trabalhando. Da hora em que acordo à hora em que vou dormir. É o grilhão dos tempos modernos, e deste ainda não consegui me libertar.

Foto: Raimond Spekking / Wikimedia

Mas, voltando ao Facebook. Um belo dia, percebi que eu perdia muito tempo útil por ali, e nada ganhava em troca. Antes de deletar, percorri o calendário para anotar os aniversários das pessoas que mais me interessam na minha agenda (era uma das funcionalidades que eu ainda usava no Facebook). Fiz um backup também, caso algum dia eu quisesse ou precisasse acessar alguma informação publicada (nunca precisei). E dei cabo da minha conta.

O que foi difícil, diga-se de passagem, porque o Facebook te pergunta 437 vezes se você quer mesmo deletar, TEM CERTEZA?, e ainda espera semanas até excluir de vez sua conta. Acho que meu pai não conseguiu até hoje. Se você esquece e entra num computador onde está logado, puf, precisa refazer todo o processo. Mas isso não aconteceu comigo, me desconectei de todas as máquinas antes e fui embora na fé.

Hoje olhei minhas “ideias de posts” antigas, que anoto no Gmail, e encontrei esta, de meses atrás. De falar sobre a inutilidade do Facebook e como foi bom me livrar dele. Me assustei ao perceber que já tem um ano e meio que saí do Face (fácil de lembrar porque foi logo depois do meu aniversário). O tempo passa, o tempo voa, e a gente percebe o quanto perdeu tempo estando num ambiente virtual que não acrescenta nada em nossas vidas. É tão nada que nem sei dizer o que mudou realmente na minha vida por ter saído do Facebook – porque eu simplesmente não me lembro o que eu fazia por lá antes.

Não fiquei com saudades nem por um dia sequer. Na verdade, era como se eu nunca tivesse estado ali com a minha própria vitrine cheia de fotos e textões.

E você? Estava procurando um empurrãozinho final para sair do Facebook? Pode ir, você não vai se arrepender! 😉

 


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Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

3 comentários em “Por que eu deletei o Facebook (há um ano e meio) e como a vida melhorou depois disso Deixe um comentário

  1. Sim, senhor! Eu não tenho, nunca tive e nunca terei o tal facebook. De fato, é muito vazio e me me aborreceria demais. Aparecem amigos entre aspas, que nem nos cumprimentam. E minha cidade, São Francisco de Paula, em Minas Gerais, no limite do sul do estado, tem pouco menos de oito mil habitantes apenas.

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