Como é bom passear com o filhote no Parque Municipal!

Alguns dias atrás, fomos com o Luiz, de 1 ano e meio, passear no Parque Municipal de Belo Horizonte.

Ele se esbaldou.

Brincou no carrossel, nos barquinhos, no parquinho, andou de trenzinho, desceu de escorrega, correu pela terra, correu atrás dos pombos e demais passarinhos (ele adora!), comeu pipoca, tomou água de coco, viu os burrinhos… Gastamos, todos, um punhado de energia. E gastamos, no máximo, uns R$ 10.

Era um sábado de sol, agradável, mas um pouquinho frio, o que deixou o parque mais vazio, embora ainda alegre.

FOTOS DAQUELE DIA: Continuar lendo

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Precisamos falar sobre as calçadas de Belo Horizonte

Calçada na av. Raja Gabaglia, onde morador caiu e quebrou o joelho. Foto: Flickr / Reprodução

Calçada na av. Raja Gabaglia, onde morador de BH caiu e quebrou o joelho. Foto: Flickr / Reprodução

Se eu for ser ativista de alguma coisa algum dia, será na luta pelo direito de os pedestres circularem com segurança pelas vias públicas. E não estou nem só falando de travessia de ruas e avenidas, mas também do direito sagrado de andar tranquilamente em cima de uma calçada.

Você sabia que estima-se que 11 a cada 1.000 pessoas se acidentam nas calçadas, por ano, sem terem sido atropeladas por nenhum tipo de veículo? Ou seja, apenas caindo por causa do péssimo estado da calçada. Numa cidade como Belo Horizonte, isso significa 27 mil acidentes nas calçadas por ano. Esses acidentes não são computados como acidentes de trânsito – embora devessem, porque cada acidentado gera um custo médio hospitalar, de atendimento e de resgate de R$ 2.656. Ou R$ 73,4 milhões por ano gastos no município.

E por que estou falando disso tudo? Porque, como pedestre assídua, eu já sentia as péssimas condições das calçadas de Belo Horizonte. E agora, como mãe – ou manobrista de carrinho de bebê –, sinto ainda mais. Nossos passeios são estreitos, esburacados, escorregadios, cheios de degraus errados: perigosos, enfim. E quem sofre mais com isso são as pessoas mais vulneráveis na hora das quedas, como os idosos, as crianças pequenas, os cegos e as pessoas com deficiências físicas em geral.

Ah, mas que absurdo! A prefeitura não faz nada? Bora cobrar do novo prefeito!

Mas tem um detalhe: a conservação das calçadas é de responsabilidade exclusiva dos donos dos imóveis ao qual elas pertencem! Sim: nós, os moradores, é quem temos obrigação de construir calçadas que seguem o padrão de largura e acessibilidade definido por lei. Essa é uma determinação do código de posturas do município, que vigora desde 2003 e foi regulamentado em decreto de 2010. O piso tátil para orientação de pessoas com deficiência visual é determinado por leis federais desde o ano 2000.

E aí? Estamos fazendo nossa parte? Como vai a calçada do seu prédio, da sua casa?

Se você quiser tomar uma atitude em relação a isso, pode começar acessando esta CARTILHA, que traz as normas para construção de uma calçada correta. Se está sem dinheiro para reformar seu passeio, pode pelo menos desobstruí-lo, tirando tudo o que impede a passagem de cadeiras de rodas e carrinhos de bebê, como sacos gigantes de lixo, entulho ou equipamentos urbanos fora de lugar. Se não quiser fazer nada a respeito, porque a multa nunca chega e nem é tão cara assim, é uma opção sua. Mas com que carão você vai ficar para cobrar o Executivo, se nem o seu próprio papel você está sabendo cumprir, hein?

Pelo menos, até a próxima queda.

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Um guia de Beagá feito por 4 blogueiras da terrinha

Há alguns dias fui convidada pela jornalista Daniela Fagundes, do portal Méliuz (uma startup de Belo Horizonte que criou um programa de fidelidade diferente), para participar de um guia turístico da minha cidade do coração, feito a quatro mãos, junto com outras blogueiras da cidade. E vale dizer: blogueiras muito feras, do Conexão Paris, do 360meridianos e do Eu Sou À Toa.

Ela me chamou por causa do “Guia Turístico de Beagá e arredores – 90 indicações de lugares e passeios“, que publiquei em junho de 2014 e ainda está disponível para download aqui no blog.

Ontem a Daniela me mostrou o resultado de sua proposta: quatro posts sobre Belo Horizonte e ainda um pequeno guia, de 23 páginas, que os leitores que se cadastrarem podem baixar gratuitamente.

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Itacaré: dicas de passeios e restaurantes bons e baratos

 

Como prometi lá na página do blog no Facebook, hoje vou agregar um post bem completo à nossa pastinha Viagens & Turismo, sobre a linda cidade de Itacaré, na Costa do Cacau, na Bahia. Ela tem várias qualidades que adoro: é pequena (27 mil habitantes), charmosa, tem a natureza preservadíssima, tem muitas opções de passeio, é barata e, de quebra, tem uma ótima infraestrutura para os turistas (bancos, Correios, vários restaurantes bons e pousadas etc). Pra melhorar ainda mais, é uma cidade de fácil acesso, com voos diretos de Belo Horizonte (e várias outras capitais) a Ilhéus, que fica a apenas uma hora de distância – a passagem de avião BH-Ilhéus ficou a apenas R$ 120.

Vejam as dicas que registrei a partir da minha experiência em Itacaré neste mês de maio:

TRANSPORTE

A forma mais fácil de ir do aeroporto de Ilhéus para Itacaré é de táxi. Existem vários serviços, mas aproveito para recomendar o que eu contratei, que foi excelente: Ramos Turismo (73- 99962595/98081598 e o email ramostour@yahoo.com.br, sempre respondido com agilidade). Na baixa temporada, eles cobram R$ 140 por trecho, que é o preço que todas as empresas pediram. Você pode pagar na hora, não precisa fazer adiantamentos.

Atenção: há vários transportes clandestinos na cidade, oferecidos a todo momento, seja de mototáxi ou de lanchas. Fique atento para evitar entrar em uma fria. Já ouviu falar no “barato que sai caro”? Desconfie se o preço estiver muuuuito abaixo da média.

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HOSPEDAGEM

Confira algumas opções de pousadas AQUI e em sites como o Booking.com, ficando atento às avaliações de outros hóspedes! Achamos diárias de pousadas para casais na faixa de R$ 70 (ficamos em uma de R$ 84, que era um flat, com café da manhã incluso). A principal rua para os turistas é a Pedro Longo, na região de Pituba, que fica bem perto da praia da Concha. Aquele pedaço é o ideal para se hospedar — de preferências nas ruas paralelas à Pedro Longo, para você ter sossego quando não quiser mais badalações. Fazendo uma pequena caminhada, sem muito esforço, é possível chegar às outras praias da cidade: Resende, Tiririca, Costa e Ribeira. Há muitas opções de pousadas, hostels, flats e casas para alugar. Esta é uma boa cidade para conhecer turistas de todos os lugares do país e do mundo 😉

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PRAIAS e PASSEIOS

  • Concha – A praia do Concha é a mais próxima de Pituba, a região turística de Itacaré. Tem várias pousadas lá na orla mesmo, mas recomendo ficar em algum lugar entre a praia e a rua Pedro Longo, para a caminhada não se estender demais à noite. O mar ali é supercalmo, sem ondas, ideal para a prática de stand up paddle e de caiaque, ambos esportes fáceis mesmo para quem não está muito acostumado (tudo bem que eu fui sentada na prancha, em vez de em pé, rs). Há várias barracas/cabanas/quiosques ao longo de toda a orla, além dos tradicionais ambulantes, que vendem de tudo um pouco: o queijinho coalho no espeto, frutos do mar, cocadas, acarajé, cangas, saídas de praia, óculos escuros, chapéus etc. A cabana Brisa do Mar foi a que escolhemos para ficar. Eles sempre tinham coco gelado, mesmo estando em falta em outros quiosques, cerveja gelada, além de terem uma porção deliciosa de bolinho de aipim. Atendimento muito bom.

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  • Mirante – em uma das pontas da praia do Concha, na ponta do Xaréu, há um mirante, de onde se vê um espetáculo de pôr do sol! Já na outra ponta da praia há o farol.

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  • Coroa – esta é a praia do porto, não é para banhistas. Ela fica no centro histórico de Itacaré e também rende belas fotos.

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  • Resende – seguindo para o outro lado de Itacaré, a partir da praça da Mangueira, há uma estrada linda, cercada de mata atlântica preservada (como, aliás, em toda a cidade), que leva às outras quatro praias urbanas, começando pela Resende. Ela não tem muita infraestrutura, mas é bem bonita, com muitos coqueiros.

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  • Tiririca – Esta praia é procurada por surfistas, porque tem ondas mais agitadas. Tem também uma pista de skate lá. Uma de suas atrações são as bicas de água doce natural, deliciosas!

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  • Costa – esta praia tem ondas bem fortes e fica praticamente deserta, sem qualquer infraestrutura, pelo menos nesta época do ano.

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  • Ribeira – minha praia favorita, muito bonita, com um riacho de águas claras cheio de peixinhos desaguando no mar, formando belas piscinas naturais. Há duas cabanas no local, com preços mais salgados de cervejas, coco e petiscos. O mar também é mais agitado, mas muito bom de nadar e de surfar. Procurada também por quem gosta de tirolesa (altíssima!) e é o ponto de partida para a Prainha (após 40 minutos de caminhada), cartão postal da cidade e tida como uma das praias mais bonitas do Brasil.

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REFEIÇÃO

A rua Pedro Longo, que já citei, está lotada de bares e restaurantes de ótima qualidade e para todos os gostos e bolsos. Também é lá que você vai encontrar as lojinhas para comprar souvenires 😉 Vou indicar os meus favoritos, todos nessa mesma rua:

  • No Boteco – almoçamos lá três vezes, sinal do quanto achamos gostosa a comida. Aviso: é MUITO farta! Um prato executivo que seria teoricamente para uma pessoa é, na verdade, uma refeição que dá, com folga, para dois. Uma refeição que pedimos era tão grande que pedimos para embalar uma parte e ainda comemos na pousada, no dia seguinte. E tudo a um preço muito bom, com ótimo atendimento do casal dono do lugar. Recomendo os três pratos que comi: a picanha com queijo coalho e aipim na manteiga, o filé à parmegiana e o executivo de frango grelhado. Eles também têm telão, onde passaram lutas de UFC e jogos de futebol. Funcionam todos os dias, no almoço e na janta.
  • Casa de Taipa – Outra boa opção para o almoço, que só descobrimos no último dia. É self-service e a comida é muito saborosa, com várias opções e a um preço muito bom. Também muitas opções de suco — como, aliás, em quase todos os restaurantes de Itacaré.
  • Tio Gu Creperia – há diversas opções de crepes maravilhosos e fartos, entregues no maior capricho, junto a um molho de pimenta verde que é delicioso. Recomendo os dois que comi: um de peito de peru com tomate, queijo e outras coisas, e outro de frango desfiado, ricota temperada e azeitonas. Fiz questão de ir lá na última noite, só para me despedir. Abre de 18h às 23h, menos na terça, quando fecharam, de folga.
  • Gelato Gula – sorvete artesanal delicioso. Arrisco dizer que o sorvete de chocolate branco, chocolate ao leite e pé-de-moleque que comi lá foi o melhor que já tomei na vida. Eles também têm vários sorvetes de frutas nativas, para quem prefere algo mais saudável. Pena que funcionam em horários meio irregulares.
  • Mediterrâneo – comemos um bom filé à parmegiana lá, mas também há muitas opções de massas e outras comidas. Boa carta de sucos naturais. Só vi eles abrirem à noite.
  • Favela Coffee Shop – este bar estava sempre relativamente cheio, mesmo na baixa temporada. O forte lá são os drinks e coquetéis (eu tive que tomar o primeiro coquetel sem álcool da minha vida — quase um iogurtinho, rs –, porque estou grávida), expostos bem na entrada, com várias frutas. Abrem à noite.

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LEMBRANCINHAS

Para quem gosta de voltar para casa com um souvenir, a melhor opção em Itacaré é o chocolate. Afinal, estamos na Costa do Cacau! O chocolate ali é totalmente diferente, desde a textura até o sabor, e o vendedor da Itacaré Cacau garantiu que ele não derrete. Outras boas opções de presente são as cocadas (vêm em caixinhas e com vários sabores, como cacau, maracujá, gengibre e coco queimado), os ímãs de geladeira, os balõezinhos e outras artes feitas com cabaça envernizada, as artes de palha e madeira, os quadros etc.

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Apesar de ser uma cidade cheia de esportes radicais e com prática intensa de surfe, além de muitos passeios com canoas, lanchas e afins, nestas minhas primeiras férias grávida eu preferi ficar sossegada, visitando só as seis praias urbanas, fáceis de acessar por uma pequena caminhada. Por isso, se você quiser mais informações sobre as ilhas, cachoeiras e outros passeios mais agitados de Itacaré, sugiro que confira as “aventuras” NESTE PORTAL.

Itacaré é, em resumo, uma cidade muito boa para passar as férias, especialmente em baixa temporada, quando os preços são justos e nada está muito cheio (dizem que ela LOTA no verão). Pra fechar, mais algumas fotos de beleza que encontrei por lá:

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Tem alguma curiosidade ou acha que deixei de abordar alguma coisa no post? Comente aí embaixo ou me envie um email com sua dúvida! 😉

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tarja

Um paraíso chamado Ilha Grande

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Eu já chamei muita coisa de paraíso aqui no blog. Rio das Ostras, a Serra do Cipó, a Serra da Mantiqueira etc. Mas não há lugar mais bonito do que Ilha Grande.

Ilha Grande é uma ilha que faz parte do município de Angra dos Reis, no litoral fluminense. São 193 km² e mais de 100 praias, todas com o mar azulíssimo ou verdíssimo. Também há uma mata fechada, um pico, inúmeras cachoeiras e infra-estrutura de bares, restaurantes e pousadas que deixam as noites mais confortáveis. Além disso, é um verdadeiro refúgio: você passa vários dias sem nenhum contato com carros, cercado por pessoas de várias nacionalidades, muitas das quais não falam português, e com péssimo sinal de telefone e de internet, o que ajuda ainda mais a desconectar a cabeça.

Outra coisa legal de lá é que o clima é tranquilo e, ao mesmo tempo, animado. Tem muuuuitos casais, mas também muitas turmas de amigos, família com bebê, enfim, gente de toda idade.

Há muito o que visitar por lá, mas vou me ater, aqui no post, a compartilhar minhas experiências e o pouco que pude conhecer em três dias completos. Como foi tudo maravilhoso, fica como sugestão de roteiro de viagem mesmo 😉

TRANSPORTE

Primeira dica de todas: ir de ônibus. Não vale a pena alguém sair de Beagá, ou de São Paulo, por exemplo, pegar avião até o Rio, depois pegar ônibus até Angra ou Mangaratiba e depois ainda pegar o barco até a ilha. A viagem fica muito mais longa e cansativa, além de cara. Também não vale muito a pena ir de carro, já que nenhum carro pode entrar na ilha: você teria que gastar uma fortuna de estacionamento em Angra. Por isso, o ideal é pegar um ônibus à noite noite, direto para Angra, ir dormindo no trajeto, chegar de manhãzinha, pegar um barco ou bote, e aproveitar o dia na ilha, desde cedo.

O bote até a ilha, que faz o trajeto em 15 minutos, custa R$ 30 por pessoa. O barco, que é mais demorado (se não me engano, uma hora), custa R$ 20.

HOSPEDAGEM

A ilha tem pousadas, hostels e flats. Algumas no meio do mato, outras no meio da Vila Abraão, que é o centro comercial e gastronômico da ilha, e outras bem de frente para o mar. Neste mapa AQUI é possível ver nada menos que 642 opções de hospedagem. Com todo tipo de preço.

REFEIÇÃO

Comemos em vários lugares lá, mas dois são especialmente dignos de nota: o Kebab Lounge, que tem um clima super agradável e uns espetos de churrasco deliciosos; e o Casarão da Ilha, que é o melhor de todos: vende pizza boa, prato-feito, petiscos, cerveja gelada, enfim, de tudo um pouco. E tem preço justo, atendimento ótimo, fica na pracinha em frente ao mar e à igrejinha e, no fim de semana, tem música ao vivo. Ah, no Casarão eles também transmitem jogos de futebol em um telão, então é muito bacana.

PASSEIOS

Aí é a melhor parte!

Em nosso primeiro dia, conhecemos a Praia Preta, que é a mais perto de Abraão, a uma curta caminhada. Lá já é lindo, num trajeto todo cercado de mata, com a vista para o mar que, no dia, estava azul-escuro. Também é por lá que podemos pegar uma trilha na mata onde vemos as ruínas de Lazareto (local onde doentes que chegavam na costa brasileira eram postos em quarentena e, mais tarde, foi transformado em presídio) e as ruínas do aqueduto que abastecia Lazareto. Entre uma ruína e outra há o poção, uma cachoeira com pedra pra tomar sol e até uma espécie de escorregador natural.

No mesmo dia, à tarde, fomos caminhando pelo lado oposto da Praia Preta, a partir de Abraão, em direção à praia de Abraãozinho. São várias praias, uma ao lado da outra, cada uma mais linda que a outra. Um belo passeio para se fazer com o sol se pondo.

No dia seguinte, fizemos o passeio de barco até Lopes Mendes, praia que já foi votada como uma das dez mais bonitas do mundo. Ela tem um costão de 3 km de extensão, água azulíssima, areia branca e fina, e é cercada por uma mata de mangue e atlântica. Para se chegar lá, pegamos um barco que custou R$ 10 por pessoa e depois seguimos por uma trilha de 1,1 km, bem fácil e sinalizada. Na praia não tem barraquinha ou algo do tipo, mas é possível comprar água, refri, cerveja e chips com ambulantes da região.

No terceiro e último dia, fizemos um passeio de lancha para conhecer “meia-ilha”. Custou R$ 70 por pessoa, com direito a água, geladeira e empréstimo de snorkel. Primeiro, paramos na Lagoa Azul, que, no dia, estava com a água bem verde. Cheia de peixinhos! Depois, fomos à lindíssima Lagoa Verde, minha favorita, que estava com a água bem azul. Peguei meus óculos de natação e passei toda a meia hora lá nadando mais ao fundo, longe do pessoal e das lanchas, admirando as formas marinhas mais impressionantes que já vi na vida. Os peixinhos nadavam a centímetros de mim, me cercavam, era como se eu fosse também uma peixa, dentro de um aquário. Saí de lá emocionada…!

Depois almoçamos em Maguariqueçaba, passamos na praia de Camiranda, no Saco do Céu (que tem esse nome por ser uma baía super estável, que, à noite, reflete todas as estrelas e forma uma imagem estonteante de céu na água) e na praia da Feiticeira. Vale dizer que o passeio de lancha em si já é uma delícia, com vista maravilhosa em todo o trajeto. Com sorte, podemos ver até golfinhos.

CURIOSIDADES e DICAS FINAIS

  1. Tem muita música ao vivo na ilha, estilo voz e violão. Praticamente em todos os bares, nos fins de semana. E o pessoal de lá é FANÁTICO por Zé Ramalho, toca o tempo todo!
  2. Tem MUITO cachorro na ilha. Muito mesmo. Fico até me perguntando se essa não é uma preocupação do pessoal de lá, uma questão sanitária.
  3. Fomos no período de baixa temporada, que é entre maio e dezembro. E estava cheio, mas os preços eram justos, a infra-estrutura estava boa, não pegamos filas etc. Se você for na alta temporada, entre o Natal e o fim da Semana Santa, prepare-se: os preços dos transportes de barco e lancha simplesmente DOBRAM (imagino que o mesmo aconteça com as pousadas e restaurantes), há filas para TUDO e, não raro, acaba a água e a energia na ilha. Pelo menos foi o relato que ouvi do dono da lancha.
  4. Há várias lojas de artesanato na ilha e todas elas vendem máscaras lindas de colocar na parede, que são marca registrada de lá. Recomendo o souvenir, que em alguns casos custa menos de R$ 10.
  5. Procure sempre fechar os passeios na véspera, mas prepare-se para imprevistos: se o mar estiver muito agitado, você não conseguirá passear de lancha, por exemplo. Eles cancelam mesmo. Daí, ou você passeia no dia seguinte, ou pega o dinheiro de volta. Há zilhões de agências de barcos e lanchas em Vila Abraão, e todos te oferecerão passeios o tempo todo. Como gostei muito do nosso passeio, passo adiante o telefone do cara que nos vendeu: Neimar: 21-99793-4918.
  6. O mesmo é recomendado para a volta para o continente: compre a passagem de barco com antecedência e, de preferência, compre a passagem de ônibus enquanto ainda estiver na ilha, ou você corre o risco de custar a encontrar ônibus livre quando estiver na rodovia.
  7. Ilha Grande não é passeio para ricaços, apesar de receber muitos gringos. Se você for na baixa temporada e se hospedar numa pousada sem luxo, pode ser uma viagem até bem barata. Bom proveito!

Se eu lembrar de mais dicas, acrescento aqui depois 😉

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