Barra de São Miguel (AL): a melhor praia para ir com crianças

Panorâmica da praia de Barra de São Miguel

Já começo destacando como é pretensioso da minha parte dizer que uma praia que visitei é “a melhor”, seja para o que for. Afinal, não visitei todas as praias do país para poder fazer uma comparação tão ampla assim. Mas é que este paraíso alagoense foi tão bom, mas tão bom, e todos que estavam lá (90% com crianças a tiracolo) destacavam com tanta felicidade a tranquilidade de levarem os pequenos, que me permiti essa extravagância no título do post.

Dito isso, passo a compartilhar agora as experiências que tivemos, entre 12 e 17 de julho, em Barra de São Miguel (AL), assim como fiz em Porto de Galinhas (PE), Itacaré (BA) e tantos outros destinos.

INTRODUÇÃO: ALAGOAS É DEMAIS

Ultimamente a gente escolhe nossos destinos de férias com base dos descontos oferecidos pelas companhias aéreas. Foi assim que, faltando apenas duas semanas para nosso descanso, sem ainda ter decidido o destino, descobrimos um descontaço na passagem Confins-Maceió, com rápida conexão em Galeão. E passamos a pesquisar as praias de Alagoas, Estado que ainda não conhecíamos e que é apelidado de “Caribe brasileiro”. Logo ficamos sabendo da Praia do Francês, destacada por sua beleza, mas percebemos que era muito badalada, provavelmente cheia. Alguns nos falaram de Maragogi, mas depois descobrimos que a praia em si é normalzinha, o legal lá é fazer passeios de barco, e a gente não queria se aventurar no mar com o Luiz, que está com 2 anos e 7 meses. Aos poucos, fomos recolhendo recomendações que sempre levavam a Barra de São Miguel, descrita como linda & sossegada & boa para levar crianças & perto de Maceió. Como a gente não queria ficar passeando de carro desta vez, mas ficar de boa num só lugar, acabamos concluindo que ali era perfeito.

Para não chegar exaustos ao aeroporto de Maceió no fim de um dia de viagem e depois ainda ter de pegar estrada, optamos por pagar duas diárias de uma kitnet mobiliada na praia de Pajuçara, na capital. Custou um total de R$ 270, já com as taxas de limpeza e de eletricidade, num apezinho muito simpático e bem-localizado, a um pulo da feirinha de artesanato, com proprietários muito gentis. Fica num prédio com porteiro 24 horas, piscina, churrasqueira, a um quarteirão de um supermercado. Recomendo.

Vista da sala do apezinho 😉

A praia de Maceió, em si, me pareceu muito poluída, apesar de bonita. Achei a estrutura dos quiosques péssima, todos sem ducha, e cobrando taxa pelo uso das mesas e cadeiras. Mas foi bom fazer essa pausa antes de ir para Barra, inclusive para conhecer a capital de Alagoas. Na feirinha, é possível comprar as deliciosas castanhas típicas (que você não vai encontrar em Barra), chapéus e saídas lindos, além de diversos produtos bordados com o tradicional filé alagoano.

Pajuçara, em Maceió, é bonita, mas mar estava muito poluído.

No dia seguinte, já conseguimos um motorista (excelente, e posso passar o contato por e-mail), que nos deixou em Barra de São Miguel, a 32 km da capital. O caminho, desta vez, foi mais bonito, mostrando uma parte histórica da cidade, além de uma orla maravilhosa. Aqui também vale destacar como TODAS as pessoas com que tivemos algum contato em Alagoas foram extremamente gentis, atenciosas e, principalmente, educadíssimas. Vimos os carros parando na faixa de pedestres para as pessoas atravessarem a rua – coisa impensável em Beagá, e que sempre se diz que acontece em Brasília e Curitiba, mas eu nunca tinha ouvido falar que também era comum em Maceió.

BARRA DE SÃO MIGUEL: NATUREZA E ESTRUTURA

Barra é uma cidade de praia absolutamente encantadora. Com areia clarinha e grossa, o muro de recifes mais adiante forma um piscinão de mar – absurdamente azul – sem ondas, para delícia das crianças pequenas (faz lembrar Muro Alto, em Pernambuco). As ondas ficam represadas atrás do recife. A água do mar é limpíssima, transparente, quente. Um aquário natural, a céu aberto: você vai andando e enxergando seus pés, cardumes de peixinhos que chegam bem pertinho, mais adiante vê uma estrela do mar (vimos duas), siris, caramujinhos do mar, conchinhas mil. Dica de ouro: se você tem equipamento de mergulho, não deixe de levar!

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A piscina é bem rasa, dando segurança às crianças, que brincam na beiradinha, fazem amigos, vão e voltam sozinhas para buscar água no mar, que está a poucos passos de distância da mesa. Com a tranquilidade dos baixinhos, sobra tranquilidade também para os adultos, que podem relaxar, descansar, tomar uma cervejinha, conversar, namorar.

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Nesse piscinão sem ondas, praticamente sem corrente, também é uma delícia praticar stand-up paddle (R$ 20 para 40 minutos), canoagem, ficar de bobeira numa boia… Todas essas diversões são oferecidas lá, de forma até um pouco exagerada (montaram inclusive uma cama-elástica no mar!). Trabalhadores ambulantes passam oferecendo água de coco, queijo coalho e todas as outras coisas típicas de todas as praias, mas sem insistência e a preços decentes.

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A estrutura de barracas/quiosques é ótima, todas com banheiros limpos, duchas, mesas e cadeiras na parte coberta ou na areia. Elegemos a barraca Vitória’s para ficar, por causa do atendimento supereficiente e gentil do garçom Elias. O preço também era bom – a cerveja de 600l custava R$ 8, enquanto em outras a mesma marca chegava a R$ 12. Recomendo. Ficávamos sentados na mesa à beira do mar, com um guarda-sol gigante fazendo sombra para o Luiz, enquanto ele brincava com os baldes e pás, fazendo amizade com outras crianças de mesas próximas (a viagem foi ótima para ele socializar; em 5 dias, fez 11 amiguinhos!).

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A cidade também tem algumas opções de restaurantes e bares próximos, mas não muitos e não foi a culinária que se destacou nestas férias. Recomendo duas paradas: a Fornaria, que tem ótimas pizzas e massas, além de um escorregador pras crianças; e os sanduíches do Delícias da Barra, que também abre nas segundas-feiras. O restaurante Filé do Mané também teve almoço agradável e um espaço kids singelo que fez a alegria do filhote.

Espaço kids do Filé do Mané

HOSPEDAGEM

Ficamos hospedados na pousada Sete Mares, a um pulo da praia, e bem em frente da pizzaria Fornaria. Vou repetir o que escrevi lá na avaliação do Trip Advisor:

A pousada preenche todos os requisitos que uma boa pousada deve ter:
1- O ambiente comum é super agradável, ensolarado, arejado, florido, charmoso, com sofás, uma piscina excelente para adultos e crianças pequenas.
2- O quarto também é ótimo (ficamos no 15), super amplo, com uma cama de casal e duas de solteiro, ar-condicionado potente, cômoda, criados e cabides proporcionando muito espaço para guardar nossas coisas, banheiro enorme (e acessível para cadeirantes!).
3- A hospitalidade incrível do casal de proprietários e de todos os funcionários, sempre atenciosos, sempre fazendo de tudo para agradar e acolher.
4- A localização do tipo melhor-é-impossível: a dois quarteirões da praia, no ponto onde há mais quiosques (recomendo o Vitória, a propósito!), também pertinho de lojas e restaurantes das imediações, um mercadinho no quarteirão seguinte, uma excelente pizzaria bem em frente (Fornaria). Dá pra ficar lá cinco dias hospedados, como ficamos, e fazer tudo a pé, sem carro pra nada. Pra quem está com criança pequena, nada melhor.
5- E o preço não é abusivo.

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DICAS EXTRAS

  • Lá tem Banco do Brasil, um supermercado bem grande, farmácia também grande, mas isso fica numa região mais distante da cidade, no centro.
  • Repelente é fundamental!
  • Vale a pena se hospedar numa pousada com piscina, porque as crianças não aguentam ficar o dia inteiro na praia e a gente ainda chega na pousada a fim de dar uma refrescada.
  • Não esqueça de levar óculos de natação, para ver melhor as maravilhas do mar.
  • É muito difícil encontrar papinhas prontas, mesmo no supermercado grande, mesmo em Maceió. Se você gosta desta opção durante as viagens, leve da sua cidade.
  • Diz que em julho sempre chove no Nordeste, mas pegamos sol em TODOS os dias de viagem. Quando choveu, foi coisa de 15 minutos, no máximo, e logo o tempo abria de novo. Vale dar uma espiada no site do Inmet nos dias antes das férias.

Tem alguma curiosidade ou acha que deixei de abordar alguma coisa no post? Comente aí embaixo ou me envie um email com sua dúvida! 😉

Leia também:

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Itacaré: dicas de passeios e restaurantes bons e baratos

 

Como prometi lá na página do blog no Facebook, hoje vou agregar um post bem completo à nossa pastinha Viagens & Turismo, sobre a linda cidade de Itacaré, na Costa do Cacau, na Bahia. Ela tem várias qualidades que adoro: é pequena (27 mil habitantes), charmosa, tem a natureza preservadíssima, tem muitas opções de passeio, é barata e, de quebra, tem uma ótima infraestrutura para os turistas (bancos, Correios, vários restaurantes bons e pousadas etc). Pra melhorar ainda mais, é uma cidade de fácil acesso, com voos diretos de Belo Horizonte (e várias outras capitais) a Ilhéus, que fica a apenas uma hora de distância – a passagem de avião BH-Ilhéus ficou a apenas R$ 120.

Vejam as dicas que registrei a partir da minha experiência em Itacaré neste mês de maio:

TRANSPORTE

A forma mais fácil de ir do aeroporto de Ilhéus para Itacaré é de táxi. Existem vários serviços, mas aproveito para recomendar o que eu contratei, que foi excelente: Ramos Turismo (73- 99962595/98081598 e o email ramostour@yahoo.com.br, sempre respondido com agilidade). Na baixa temporada, eles cobram R$ 140 por trecho, que é o preço que todas as empresas pediram. Você pode pagar na hora, não precisa fazer adiantamentos.

Atenção: há vários transportes clandestinos na cidade, oferecidos a todo momento, seja de mototáxi ou de lanchas. Fique atento para evitar entrar em uma fria. Já ouviu falar no “barato que sai caro”? Desconfie se o preço estiver muuuuito abaixo da média.

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HOSPEDAGEM

Confira algumas opções de pousadas AQUI e em sites como o Booking.com, ficando atento às avaliações de outros hóspedes! Achamos diárias de pousadas para casais na faixa de R$ 70 (ficamos em uma de R$ 84, que era um flat, com café da manhã incluso). A principal rua para os turistas é a Pedro Longo, na região de Pituba, que fica bem perto da praia da Concha. Aquele pedaço é o ideal para se hospedar — de preferências nas ruas paralelas à Pedro Longo, para você ter sossego quando não quiser mais badalações. Fazendo uma pequena caminhada, sem muito esforço, é possível chegar às outras praias da cidade: Resende, Tiririca, Costa e Ribeira. Há muitas opções de pousadas, hostels, flats e casas para alugar. Esta é uma boa cidade para conhecer turistas de todos os lugares do país e do mundo 😉

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PRAIAS e PASSEIOS

  • Concha – A praia do Concha é a mais próxima de Pituba, a região turística de Itacaré. Tem várias pousadas lá na orla mesmo, mas recomendo ficar em algum lugar entre a praia e a rua Pedro Longo, para a caminhada não se estender demais à noite. O mar ali é supercalmo, sem ondas, ideal para a prática de stand up paddle e de caiaque, ambos esportes fáceis mesmo para quem não está muito acostumado (tudo bem que eu fui sentada na prancha, em vez de em pé, rs). Há várias barracas/cabanas/quiosques ao longo de toda a orla, além dos tradicionais ambulantes, que vendem de tudo um pouco: o queijinho coalho no espeto, frutos do mar, cocadas, acarajé, cangas, saídas de praia, óculos escuros, chapéus etc. A cabana Brisa do Mar foi a que escolhemos para ficar. Eles sempre tinham coco gelado, mesmo estando em falta em outros quiosques, cerveja gelada, além de terem uma porção deliciosa de bolinho de aipim. Atendimento muito bom.

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  • Mirante – em uma das pontas da praia do Concha, na ponta do Xaréu, há um mirante, de onde se vê um espetáculo de pôr do sol! Já na outra ponta da praia há o farol.

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  • Coroa – esta é a praia do porto, não é para banhistas. Ela fica no centro histórico de Itacaré e também rende belas fotos.

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  • Resende – seguindo para o outro lado de Itacaré, a partir da praça da Mangueira, há uma estrada linda, cercada de mata atlântica preservada (como, aliás, em toda a cidade), que leva às outras quatro praias urbanas, começando pela Resende. Ela não tem muita infraestrutura, mas é bem bonita, com muitos coqueiros.

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  • Tiririca – Esta praia é procurada por surfistas, porque tem ondas mais agitadas. Tem também uma pista de skate lá. Uma de suas atrações são as bicas de água doce natural, deliciosas!

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  • Costa – esta praia tem ondas bem fortes e fica praticamente deserta, sem qualquer infraestrutura, pelo menos nesta época do ano.

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  • Ribeira – minha praia favorita, muito bonita, com um riacho de águas claras cheio de peixinhos desaguando no mar, formando belas piscinas naturais. Há duas cabanas no local, com preços mais salgados de cervejas, coco e petiscos. O mar também é mais agitado, mas muito bom de nadar e de surfar. Procurada também por quem gosta de tirolesa (altíssima!) e é o ponto de partida para a Prainha (após 40 minutos de caminhada), cartão postal da cidade e tida como uma das praias mais bonitas do Brasil.

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REFEIÇÃO

A rua Pedro Longo, que já citei, está lotada de bares e restaurantes de ótima qualidade e para todos os gostos e bolsos. Também é lá que você vai encontrar as lojinhas para comprar souvenires 😉 Vou indicar os meus favoritos, todos nessa mesma rua:

  • No Boteco – almoçamos lá três vezes, sinal do quanto achamos gostosa a comida. Aviso: é MUITO farta! Um prato executivo que seria teoricamente para uma pessoa é, na verdade, uma refeição que dá, com folga, para dois. Uma refeição que pedimos era tão grande que pedimos para embalar uma parte e ainda comemos na pousada, no dia seguinte. E tudo a um preço muito bom, com ótimo atendimento do casal dono do lugar. Recomendo os três pratos que comi: a picanha com queijo coalho e aipim na manteiga, o filé à parmegiana e o executivo de frango grelhado. Eles também têm telão, onde passaram lutas de UFC e jogos de futebol. Funcionam todos os dias, no almoço e na janta.
  • Casa de Taipa – Outra boa opção para o almoço, que só descobrimos no último dia. É self-service e a comida é muito saborosa, com várias opções e a um preço muito bom. Também muitas opções de suco — como, aliás, em quase todos os restaurantes de Itacaré.
  • Tio Gu Creperia – há diversas opções de crepes maravilhosos e fartos, entregues no maior capricho, junto a um molho de pimenta verde que é delicioso. Recomendo os dois que comi: um de peito de peru com tomate, queijo e outras coisas, e outro de frango desfiado, ricota temperada e azeitonas. Fiz questão de ir lá na última noite, só para me despedir. Abre de 18h às 23h, menos na terça, quando fecharam, de folga.
  • Gelato Gula – sorvete artesanal delicioso. Arrisco dizer que o sorvete de chocolate branco, chocolate ao leite e pé-de-moleque que comi lá foi o melhor que já tomei na vida. Eles também têm vários sorvetes de frutas nativas, para quem prefere algo mais saudável. Pena que funcionam em horários meio irregulares.
  • Mediterrâneo – comemos um bom filé à parmegiana lá, mas também há muitas opções de massas e outras comidas. Boa carta de sucos naturais. Só vi eles abrirem à noite.
  • Favela Coffee Shop – este bar estava sempre relativamente cheio, mesmo na baixa temporada. O forte lá são os drinks e coquetéis (eu tive que tomar o primeiro coquetel sem álcool da minha vida — quase um iogurtinho, rs –, porque estou grávida), expostos bem na entrada, com várias frutas. Abrem à noite.

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LEMBRANCINHAS

Para quem gosta de voltar para casa com um souvenir, a melhor opção em Itacaré é o chocolate. Afinal, estamos na Costa do Cacau! O chocolate ali é totalmente diferente, desde a textura até o sabor, e o vendedor da Itacaré Cacau garantiu que ele não derrete. Outras boas opções de presente são as cocadas (vêm em caixinhas e com vários sabores, como cacau, maracujá, gengibre e coco queimado), os ímãs de geladeira, os balõezinhos e outras artes feitas com cabaça envernizada, as artes de palha e madeira, os quadros etc.

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Apesar de ser uma cidade cheia de esportes radicais e com prática intensa de surfe, além de muitos passeios com canoas, lanchas e afins, nestas minhas primeiras férias grávida eu preferi ficar sossegada, visitando só as seis praias urbanas, fáceis de acessar por uma pequena caminhada. Por isso, se você quiser mais informações sobre as ilhas, cachoeiras e outros passeios mais agitados de Itacaré, sugiro que confira as “aventuras” NESTE PORTAL.

Itacaré é, em resumo, uma cidade muito boa para passar as férias, especialmente em baixa temporada, quando os preços são justos e nada está muito cheio (dizem que ela LOTA no verão). Pra fechar, mais algumas fotos de beleza que encontrei por lá:

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Leia também:

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Só São Jorge contra a seca do Nordeste?

Foto: Renato Stocker/Na Lata

Teixeira (PB) – Foto: Renato Stocker/Na Lata

Não vem sendo tão divulgado pela imprensa como deveria, mas o Nordeste brasileiro e o Norte de Minas estão enfrentando, neste momento, uma das piores secas de sua história.

Pensando nisso, o CEPFS, centro criado por um paraibano que já passou fome com a seca, vencedor do Prêmio Empreendedor Social da Folha de S.Paulo em 2011, criou um projeto numa plataforma de arrecadação coletiva de doações. O objetivo: arrecadar R$ 6.336 em um mês (faltam 29 dias) para criar cisternas comunitárias para famílias de Teixeira (PB).

O projeto funciona aos moldes DESTE, que divulgamos aqui no blog e que deu TÃO CERTO.

A plataforma escolhida, Juntos.com.vc é séria e o projeto do CEPFS também é muito sério, como me afiança a jornalista Paula Lago, que foi até Teixeira verificar com os próprios olhos e reportar para o caderno especial sobre os premiados pela “Folha” naquele ano. Se você quiser doar, de R$ 15 a R$ 500, anonimamente ou não, vai dar sua mãozinha para uma situação-limite e tão distante da nossa realidade sudestina, de outono mais úmido que o normal. Já fiz minha parte.

CLIQUE AQUI e veja vídeos, fotos e outras informações sobre o projeto, antes de também contribuir. (De acordo com as regras da plataforma, se, nos 29 dias restantes, eles não atingirem a meta, o dinheiro é devolvido ao doador.)

Quem sabe, com o poder que a internet nos dá, não conseguimos oferecer soluções alternativas a governos que, após tantas décadas, ainda não conseguiram melhorar a vida do sertanejo brasileiro? Nem com um presidente nascido lá…

E hoje, ainda por cima, é o dia de São Jorge (o Ogum das religiões afro-brasileiras), que diz-se que é evocado para dar proteção aos oprimidos, ajudar em situações-limite e dar coragem para se enfrentar momentos difíceis. Nada mais apropriado aos sertanejos neste momento: