A primeira vez de um bebê de 1 ano na praia (+ 10 dicas preciosas)

p78n1vDava para fazer um daqueles memes Expectativa versus Realidade.

No lado da expectativa, eu imaginava o Luiz embasbacado com o mar, tão feliz que logo aprenderia a andar e iria disparando pela areia afora, como numa cena de filme.

No lado da realidade, meu bebê de 1 ano chorou em vários momentos em que tentamos levá-lo para brincar nas ondas e não aguentou muito mais que poucas horinhas por dia na areia quente da Bahia.

Mas não foi uma tragédia nossa semana em Mucuri no finzinho de 2016 — longe disso! Apenas demoramos uns dois dias para nos adaptarmos ao ritmo do Luiz e, uma vez que aprendemos como deveria ser a praia com este bebezinho específico, a viagem ficou bem mais fácil e leve.

Claro que cada criança é de um jeito, mas compartilho aqui o que aprendemos com a nossa experiência, porque as dicas podem ser úteis para quem for levar o filho da mesma idade à praia pela primeira vez. Quem sabe ajudam a evitar que o começo das suas férias se tornem um meme? 😉

Aí vai: Continuar lendo

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Itacaré: dicas de passeios e restaurantes bons e baratos

 

Como prometi lá na página do blog no Facebook, hoje vou agregar um post bem completo à nossa pastinha Viagens & Turismo, sobre a linda cidade de Itacaré, na Costa do Cacau, na Bahia. Ela tem várias qualidades que adoro: é pequena (27 mil habitantes), charmosa, tem a natureza preservadíssima, tem muitas opções de passeio, é barata e, de quebra, tem uma ótima infraestrutura para os turistas (bancos, Correios, vários restaurantes bons e pousadas etc). Pra melhorar ainda mais, é uma cidade de fácil acesso, com voos diretos de Belo Horizonte (e várias outras capitais) a Ilhéus, que fica a apenas uma hora de distância – a passagem de avião BH-Ilhéus ficou a apenas R$ 120.

Vejam as dicas que registrei a partir da minha experiência em Itacaré neste mês de maio:

TRANSPORTE

A forma mais fácil de ir do aeroporto de Ilhéus para Itacaré é de táxi. Existem vários serviços, mas aproveito para recomendar o que eu contratei, que foi excelente: Ramos Turismo (73- 99962595/98081598 e o email ramostour@yahoo.com.br, sempre respondido com agilidade). Na baixa temporada, eles cobram R$ 140 por trecho, que é o preço que todas as empresas pediram. Você pode pagar na hora, não precisa fazer adiantamentos.

Atenção: há vários transportes clandestinos na cidade, oferecidos a todo momento, seja de mototáxi ou de lanchas. Fique atento para evitar entrar em uma fria. Já ouviu falar no “barato que sai caro”? Desconfie se o preço estiver muuuuito abaixo da média.

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HOSPEDAGEM

Confira algumas opções de pousadas AQUI e em sites como o Booking.com, ficando atento às avaliações de outros hóspedes! Achamos diárias de pousadas para casais na faixa de R$ 70 (ficamos em uma de R$ 84, que era um flat, com café da manhã incluso). A principal rua para os turistas é a Pedro Longo, na região de Pituba, que fica bem perto da praia da Concha. Aquele pedaço é o ideal para se hospedar — de preferências nas ruas paralelas à Pedro Longo, para você ter sossego quando não quiser mais badalações. Fazendo uma pequena caminhada, sem muito esforço, é possível chegar às outras praias da cidade: Resende, Tiririca, Costa e Ribeira. Há muitas opções de pousadas, hostels, flats e casas para alugar. Esta é uma boa cidade para conhecer turistas de todos os lugares do país e do mundo 😉

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PRAIAS e PASSEIOS

  • Concha – A praia do Concha é a mais próxima de Pituba, a região turística de Itacaré. Tem várias pousadas lá na orla mesmo, mas recomendo ficar em algum lugar entre a praia e a rua Pedro Longo, para a caminhada não se estender demais à noite. O mar ali é supercalmo, sem ondas, ideal para a prática de stand up paddle e de caiaque, ambos esportes fáceis mesmo para quem não está muito acostumado (tudo bem que eu fui sentada na prancha, em vez de em pé, rs). Há várias barracas/cabanas/quiosques ao longo de toda a orla, além dos tradicionais ambulantes, que vendem de tudo um pouco: o queijinho coalho no espeto, frutos do mar, cocadas, acarajé, cangas, saídas de praia, óculos escuros, chapéus etc. A cabana Brisa do Mar foi a que escolhemos para ficar. Eles sempre tinham coco gelado, mesmo estando em falta em outros quiosques, cerveja gelada, além de terem uma porção deliciosa de bolinho de aipim. Atendimento muito bom.

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  • Mirante – em uma das pontas da praia do Concha, na ponta do Xaréu, há um mirante, de onde se vê um espetáculo de pôr do sol! Já na outra ponta da praia há o farol.

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  • Coroa – esta é a praia do porto, não é para banhistas. Ela fica no centro histórico de Itacaré e também rende belas fotos.

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  • Resende – seguindo para o outro lado de Itacaré, a partir da praça da Mangueira, há uma estrada linda, cercada de mata atlântica preservada (como, aliás, em toda a cidade), que leva às outras quatro praias urbanas, começando pela Resende. Ela não tem muita infraestrutura, mas é bem bonita, com muitos coqueiros.

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  • Tiririca – Esta praia é procurada por surfistas, porque tem ondas mais agitadas. Tem também uma pista de skate lá. Uma de suas atrações são as bicas de água doce natural, deliciosas!

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  • Costa – esta praia tem ondas bem fortes e fica praticamente deserta, sem qualquer infraestrutura, pelo menos nesta época do ano.

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  • Ribeira – minha praia favorita, muito bonita, com um riacho de águas claras cheio de peixinhos desaguando no mar, formando belas piscinas naturais. Há duas cabanas no local, com preços mais salgados de cervejas, coco e petiscos. O mar também é mais agitado, mas muito bom de nadar e de surfar. Procurada também por quem gosta de tirolesa (altíssima!) e é o ponto de partida para a Prainha (após 40 minutos de caminhada), cartão postal da cidade e tida como uma das praias mais bonitas do Brasil.

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REFEIÇÃO

A rua Pedro Longo, que já citei, está lotada de bares e restaurantes de ótima qualidade e para todos os gostos e bolsos. Também é lá que você vai encontrar as lojinhas para comprar souvenires 😉 Vou indicar os meus favoritos, todos nessa mesma rua:

  • No Boteco – almoçamos lá três vezes, sinal do quanto achamos gostosa a comida. Aviso: é MUITO farta! Um prato executivo que seria teoricamente para uma pessoa é, na verdade, uma refeição que dá, com folga, para dois. Uma refeição que pedimos era tão grande que pedimos para embalar uma parte e ainda comemos na pousada, no dia seguinte. E tudo a um preço muito bom, com ótimo atendimento do casal dono do lugar. Recomendo os três pratos que comi: a picanha com queijo coalho e aipim na manteiga, o filé à parmegiana e o executivo de frango grelhado. Eles também têm telão, onde passaram lutas de UFC e jogos de futebol. Funcionam todos os dias, no almoço e na janta.
  • Casa de Taipa – Outra boa opção para o almoço, que só descobrimos no último dia. É self-service e a comida é muito saborosa, com várias opções e a um preço muito bom. Também muitas opções de suco — como, aliás, em quase todos os restaurantes de Itacaré.
  • Tio Gu Creperia – há diversas opções de crepes maravilhosos e fartos, entregues no maior capricho, junto a um molho de pimenta verde que é delicioso. Recomendo os dois que comi: um de peito de peru com tomate, queijo e outras coisas, e outro de frango desfiado, ricota temperada e azeitonas. Fiz questão de ir lá na última noite, só para me despedir. Abre de 18h às 23h, menos na terça, quando fecharam, de folga.
  • Gelato Gula – sorvete artesanal delicioso. Arrisco dizer que o sorvete de chocolate branco, chocolate ao leite e pé-de-moleque que comi lá foi o melhor que já tomei na vida. Eles também têm vários sorvetes de frutas nativas, para quem prefere algo mais saudável. Pena que funcionam em horários meio irregulares.
  • Mediterrâneo – comemos um bom filé à parmegiana lá, mas também há muitas opções de massas e outras comidas. Boa carta de sucos naturais. Só vi eles abrirem à noite.
  • Favela Coffee Shop – este bar estava sempre relativamente cheio, mesmo na baixa temporada. O forte lá são os drinks e coquetéis (eu tive que tomar o primeiro coquetel sem álcool da minha vida — quase um iogurtinho, rs –, porque estou grávida), expostos bem na entrada, com várias frutas. Abrem à noite.

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LEMBRANCINHAS

Para quem gosta de voltar para casa com um souvenir, a melhor opção em Itacaré é o chocolate. Afinal, estamos na Costa do Cacau! O chocolate ali é totalmente diferente, desde a textura até o sabor, e o vendedor da Itacaré Cacau garantiu que ele não derrete. Outras boas opções de presente são as cocadas (vêm em caixinhas e com vários sabores, como cacau, maracujá, gengibre e coco queimado), os ímãs de geladeira, os balõezinhos e outras artes feitas com cabaça envernizada, as artes de palha e madeira, os quadros etc.

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Apesar de ser uma cidade cheia de esportes radicais e com prática intensa de surfe, além de muitos passeios com canoas, lanchas e afins, nestas minhas primeiras férias grávida eu preferi ficar sossegada, visitando só as seis praias urbanas, fáceis de acessar por uma pequena caminhada. Por isso, se você quiser mais informações sobre as ilhas, cachoeiras e outros passeios mais agitados de Itacaré, sugiro que confira as “aventuras” NESTE PORTAL.

Itacaré é, em resumo, uma cidade muito boa para passar as férias, especialmente em baixa temporada, quando os preços são justos e nada está muito cheio (dizem que ela LOTA no verão). Pra fechar, mais algumas fotos de beleza que encontrei por lá:

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Tem alguma curiosidade ou acha que deixei de abordar alguma coisa no post? Comente aí embaixo ou me envie um email com sua dúvida! 😉

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Um paraíso chamado Ilha Grande

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Eu já chamei muita coisa de paraíso aqui no blog. Rio das Ostras, a Serra do Cipó, a Serra da Mantiqueira etc. Mas não há lugar mais bonito do que Ilha Grande.

Ilha Grande é uma ilha que faz parte do município de Angra dos Reis, no litoral fluminense. São 193 km² e mais de 100 praias, todas com o mar azulíssimo ou verdíssimo. Também há uma mata fechada, um pico, inúmeras cachoeiras e infra-estrutura de bares, restaurantes e pousadas que deixam as noites mais confortáveis. Além disso, é um verdadeiro refúgio: você passa vários dias sem nenhum contato com carros, cercado por pessoas de várias nacionalidades, muitas das quais não falam português, e com péssimo sinal de telefone e de internet, o que ajuda ainda mais a desconectar a cabeça.

Outra coisa legal de lá é que o clima é tranquilo e, ao mesmo tempo, animado. Tem muuuuitos casais, mas também muitas turmas de amigos, família com bebê, enfim, gente de toda idade.

Há muito o que visitar por lá, mas vou me ater, aqui no post, a compartilhar minhas experiências e o pouco que pude conhecer em três dias completos. Como foi tudo maravilhoso, fica como sugestão de roteiro de viagem mesmo 😉

TRANSPORTE

Primeira dica de todas: ir de ônibus. Não vale a pena alguém sair de Beagá, ou de São Paulo, por exemplo, pegar avião até o Rio, depois pegar ônibus até Angra ou Mangaratiba e depois ainda pegar o barco até a ilha. A viagem fica muito mais longa e cansativa, além de cara. Também não vale muito a pena ir de carro, já que nenhum carro pode entrar na ilha: você teria que gastar uma fortuna de estacionamento em Angra. Por isso, o ideal é pegar um ônibus à noite noite, direto para Angra, ir dormindo no trajeto, chegar de manhãzinha, pegar um barco ou bote, e aproveitar o dia na ilha, desde cedo.

O bote até a ilha, que faz o trajeto em 15 minutos, custa R$ 30 por pessoa. O barco, que é mais demorado (se não me engano, uma hora), custa R$ 20.

HOSPEDAGEM

A ilha tem pousadas, hostels e flats. Algumas no meio do mato, outras no meio da Vila Abraão, que é o centro comercial e gastronômico da ilha, e outras bem de frente para o mar. Neste mapa AQUI é possível ver nada menos que 642 opções de hospedagem. Com todo tipo de preço.

REFEIÇÃO

Comemos em vários lugares lá, mas dois são especialmente dignos de nota: o Kebab Lounge, que tem um clima super agradável e uns espetos de churrasco deliciosos; e o Casarão da Ilha, que é o melhor de todos: vende pizza boa, prato-feito, petiscos, cerveja gelada, enfim, de tudo um pouco. E tem preço justo, atendimento ótimo, fica na pracinha em frente ao mar e à igrejinha e, no fim de semana, tem música ao vivo. Ah, no Casarão eles também transmitem jogos de futebol em um telão, então é muito bacana.

PASSEIOS

Aí é a melhor parte!

Em nosso primeiro dia, conhecemos a Praia Preta, que é a mais perto de Abraão, a uma curta caminhada. Lá já é lindo, num trajeto todo cercado de mata, com a vista para o mar que, no dia, estava azul-escuro. Também é por lá que podemos pegar uma trilha na mata onde vemos as ruínas de Lazareto (local onde doentes que chegavam na costa brasileira eram postos em quarentena e, mais tarde, foi transformado em presídio) e as ruínas do aqueduto que abastecia Lazareto. Entre uma ruína e outra há o poção, uma cachoeira com pedra pra tomar sol e até uma espécie de escorregador natural.

No mesmo dia, à tarde, fomos caminhando pelo lado oposto da Praia Preta, a partir de Abraão, em direção à praia de Abraãozinho. São várias praias, uma ao lado da outra, cada uma mais linda que a outra. Um belo passeio para se fazer com o sol se pondo.

No dia seguinte, fizemos o passeio de barco até Lopes Mendes, praia que já foi votada como uma das dez mais bonitas do mundo. Ela tem um costão de 3 km de extensão, água azulíssima, areia branca e fina, e é cercada por uma mata de mangue e atlântica. Para se chegar lá, pegamos um barco que custou R$ 10 por pessoa e depois seguimos por uma trilha de 1,1 km, bem fácil e sinalizada. Na praia não tem barraquinha ou algo do tipo, mas é possível comprar água, refri, cerveja e chips com ambulantes da região.

No terceiro e último dia, fizemos um passeio de lancha para conhecer “meia-ilha”. Custou R$ 70 por pessoa, com direito a água, geladeira e empréstimo de snorkel. Primeiro, paramos na Lagoa Azul, que, no dia, estava com a água bem verde. Cheia de peixinhos! Depois, fomos à lindíssima Lagoa Verde, minha favorita, que estava com a água bem azul. Peguei meus óculos de natação e passei toda a meia hora lá nadando mais ao fundo, longe do pessoal e das lanchas, admirando as formas marinhas mais impressionantes que já vi na vida. Os peixinhos nadavam a centímetros de mim, me cercavam, era como se eu fosse também uma peixa, dentro de um aquário. Saí de lá emocionada…!

Depois almoçamos em Maguariqueçaba, passamos na praia de Camiranda, no Saco do Céu (que tem esse nome por ser uma baía super estável, que, à noite, reflete todas as estrelas e forma uma imagem estonteante de céu na água) e na praia da Feiticeira. Vale dizer que o passeio de lancha em si já é uma delícia, com vista maravilhosa em todo o trajeto. Com sorte, podemos ver até golfinhos.

CURIOSIDADES e DICAS FINAIS

  1. Tem muita música ao vivo na ilha, estilo voz e violão. Praticamente em todos os bares, nos fins de semana. E o pessoal de lá é FANÁTICO por Zé Ramalho, toca o tempo todo!
  2. Tem MUITO cachorro na ilha. Muito mesmo. Fico até me perguntando se essa não é uma preocupação do pessoal de lá, uma questão sanitária.
  3. Fomos no período de baixa temporada, que é entre maio e dezembro. E estava cheio, mas os preços eram justos, a infra-estrutura estava boa, não pegamos filas etc. Se você for na alta temporada, entre o Natal e o fim da Semana Santa, prepare-se: os preços dos transportes de barco e lancha simplesmente DOBRAM (imagino que o mesmo aconteça com as pousadas e restaurantes), há filas para TUDO e, não raro, acaba a água e a energia na ilha. Pelo menos foi o relato que ouvi do dono da lancha.
  4. Há várias lojas de artesanato na ilha e todas elas vendem máscaras lindas de colocar na parede, que são marca registrada de lá. Recomendo o souvenir, que em alguns casos custa menos de R$ 10.
  5. Procure sempre fechar os passeios na véspera, mas prepare-se para imprevistos: se o mar estiver muito agitado, você não conseguirá passear de lancha, por exemplo. Eles cancelam mesmo. Daí, ou você passeia no dia seguinte, ou pega o dinheiro de volta. Há zilhões de agências de barcos e lanchas em Vila Abraão, e todos te oferecerão passeios o tempo todo. Como gostei muito do nosso passeio, passo adiante o telefone do cara que nos vendeu: Neimar: 21-99793-4918.
  6. O mesmo é recomendado para a volta para o continente: compre a passagem de barco com antecedência e, de preferência, compre a passagem de ônibus enquanto ainda estiver na ilha, ou você corre o risco de custar a encontrar ônibus livre quando estiver na rodovia.
  7. Ilha Grande não é passeio para ricaços, apesar de receber muitos gringos. Se você for na baixa temporada e se hospedar numa pousada sem luxo, pode ser uma viagem até bem barata. Bom proveito!

Se eu lembrar de mais dicas, acrescento aqui depois 😉

Leia também:

Cenas das férias: Barra Velha (SC)

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A parada seguinte, após São Paulo, foi em Barra Velha, no litoral norte de Santa Catarina:

 

Seguimos por uma Régis Bittencourt bastante lenta por causa de um protesto. Fomos recebidos em Curitiba por um sol maravilhoso. E, em Barra Velha, por uma lua linda, baixa, redonda e vermelha, recém-saída de dentro do mar. Aliás, uma das coisas mais legais de se viajar de carro é poder observar paisagens maravilhosas pelo caminho, além de conhecer cidadezinhas que nem suspeitávamos que existiam. Abaixo, uma amostra do que vimos nas estradas (clique sobre qualquer foto para ver todas em tamanho real):

***

Barra Velha é uma cidade de 25 mil habitantes que se ergueu com a pesca de baleias e já foi refúgio de piratas. Hoje, a pesca ainda é destaque na economia local.

O turismo, por sua vez, ainda não é o forte da cidade, pelo menos no que diz respeito a atrair turistas de todo o país. E não é por falta de cartões postais: a cidade possui uma paisagem rara, que mistura a presença do mar (azul-azul), com uma lagoa de dez quilômetros de extensão, e o rio Itapocu.

Há tanto as praias próprias para a pesca, como a do Grant, onde é possível comprar pescados diretamente com os barqueiros, como as praias de ondas fortes, muito procuradas por surfistas. Também há ilhas bonitas, algumas a apenas 800 metros de distância, podendo ser alcançadas a nado pelos mais atletas. O lugar também é muito procurado por mergulhadores, praticantes de stand-up, caiaque e jet-ski (muito praticado na lagoa). O meio de transporte mais usado na cidade é a bicicleta, e é possível usá-la para ir, via estradinha de terra, até a Boca da Barra, onde há o belo encontro do rio, da lagoa e do mar.

Além disso, há o clima: no verão, o calor é comparável ao do Rio de Janeiro. E, em pleno outono de maio, quando estivemos lá, há sempre uma semana de veranico (e demos a sorte de encontrá-la!), com temperaturas de cerca de 25 graus. O mar de verão é quentinho, o do outono já estava mais frio, mas ainda agradável. Depois, no inverno, a temperatura cai bastante.

Além disso, a cidade é extensa e com boa infra-estrutura de restaurantes, bares, hospedagens, rede bancária e comércio em geral. Na entrada, uma estátua da Liberdade nos saúda desde a Havan Lojas de Departamentos. No centro, um mirante com duas réplicas do Cristo Redentor mostra bem a paisagem de águas azuis e transparentes abaixo.

Se a infra-estrutura local não bastar, cidades maiores como Blumenau, Joinville, Itajaí e Brusque estão a poucos quilômetros de distância.

Na galeria de fotos abaixo, é possível ter uma ideia de como vale a pena conhecer Barra Velha:

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Quer conhecer melhor Barra Velha? Programe-se:

No próximo post, dicas de roteiros turísticos na Serra da Mantiqueira!

Leia também:

Um paraíso chamado Rio das Ostras

Tive a sorte, bastante imprevista e decidida aos 46 do segundo tempo, de passar o Réveillon em Rio das Ostras, no norte do Rio de Janeiro. Eu já tinha ouvido falar na cidade, por ter o festival de jazz e blues mais famoso do país, e sempre quis ir até lá, mais pela música do que pelas belezas naturais. Mas acabei descobrindo que o lugar também é um pequeno paraíso, com praias belíssimas e o pôr do sol mais bonito que me lembro de já ter presenciado.

Pra começar, descobrimos, pela internet mesmo, uma pousada muito boa e de preço justo, a Calvanos Chalés, na praia de Costa Azul. Seus donos, Nair e Carlos, são muito simpáticos e solícitos, mas o mais legal é que nos deixaram totalmente à vontade, como se estivéssemos em casa. E ainda são assessorados pelos funcionários Rose e José, muito prestativos. O quarto é enorme, arejado, com ventilador sempre ligado, o que é fundamental numa cidade tão quente.

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Fotos: CMC

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A Nair é artista plástica e tem um ateliê de cerâmica e esculturas dentro da pousada, onde comprei peças maravilhosas. Os hóspedes podem fazer aulas com ela, se tiverem interesse.

IMG_20140103_100934 IMG_20140103_101120Além disso, a pousada fica muito bem localizada, na praia Costa Azul, onde fica o píer, uma praia aberta de mar muito verde (ou azul, dependendo do lugar), e bem perto de outras atrações legais, como a lagoa de Iriry (ou da Coca-Cola), a praia Areias Negras (que bom que é mergulhar lá!), Praia Virgem e da Joana, a praça da Baleia e um centro de artesanato local.

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As ruas organizadas e bonitas da cidade.

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A orla, com calçadão e ciclofaixa, na Costa Azul.

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Praça da Baleia.

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Praia das Areias Negras.

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Lagoa de Iriry (com água da cor de Coca-Cola)

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O píer, onde tem gente pescando a qualquer hora do dia e da noite.

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Costa Azul.

Vista à noite.

Vista à noite.

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Será que Banksy passou por lá?

IMG_20140102_194731No último dia, descobrimos o lindíssimo pôr do sol da praia do Centro, no outro lado da cidade. De tirar o fôlego:

IMG_20140102_185652 IMG_20140102_191437 IMG_20140102_192116 IMG_20140102_194652 PANO_20140102_193559030Fiz até um videozinho, ao som do Charles Hunter:

Como até os pequenos paraísos têm seus problemas, vou apontar alguns. O mais grave, na minha opinião: a prefeitura acabou com todas as duchas de todas as praias da cidade. Você não consegue tomar nem uma mangueirada depois de sair do mar salgado. Ainda é possível ver os esqueletos de algumas duchas que existiam antes, mas estão secas. E os donos dos quiosques também não se moveram para oferecer esse alento para seus clientes; no máximo os donos de alguns estacionamentos instalaram seus chuveiros — se você pagar pelo uso.

É uma cidade extremamente quente no verão, dessas de céu eternamente azul, sem nenhuma nuvem. Ideal para praia, mas, além das duchas, num lugar quente assim a gente espera contar com mais cervejas geladas e alguns restaurantes com ar condicionado. Cheguei a entrar em um restaurante, todo fechado por janelões de vidro, constatar que ele tinha quatro equipamentos de ar condicionado, e perceber que eles estavam todos desligados! Pior: os garçons serviam carne na chapa, e literalmente defumavam todos os clientes nas mesas. Mesmo à noite, às vezes era impossível ficar dentro de um restaurante da orla da praia, por ser tão fechado, pouco ventilado e sem ar condicionado. A roupa ficava colada no corpo e não havia nem uma brisa para refrescar. A exceção fica por conta do restaurante Ponto Tropical, que investiu em enormes ventiladores com água e em um chopp realmente gelado. Recomendo o almoço lá.

IMG_20140102_161722Outro problema que vi na cidade durante o Réveillon foi o trânsito muito carregado, com sinalização confusa. Por isso, o ideal é fazer quase tudo a pé.

De qualquer forma, esses probleminhas são nada perto de tanta coisa bonita e legal que vivi ali. Também não posso reclamar de nada na festa de Réveillon propriamente dita, com bandas animadas (como o bloco do Sargento Pimenta!), foguetório bonito por 16 minutos, muito banheiro químico, em todos os cantos, muitas barraquinhas de comes e bebes.

IMG_20131231_224617 IMG_20131231_230107 IMG_20131231_231020 IMG_20131231_233707 IMG_20140101_000259 IMG_20140101_000317 IMG_20140101_000433Agora estou contando os dias para voltar, desta vez no inverno e para ver os ótimos shows do décimo ano de festival de blues e jazz 😉

IMG_20140103_102338