Prometo, é pior do que você pensa

Texto escrito por José de Souza Castro:

O blog do historiador mineiro Ricardo Faria traz resumo do artigo publicado no dia 10 de julho pela “New York Magazine”, intitulado “The Uninhabitable Earth”. Escrito pelo jornalista David Wallace-Wells, que entrevistou cientistas renomados, o artigo despertou em todo o mundo grande interesse, até mesmo pela importância da revista. O blog publica resumo do artigo de mais de 7.560 palavras. O resumo (2.100 palavras) é de autoria de José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas. Vou fazer um resumo do resumo, na esperança de interessar os leitores deste blog para um assunto vital.

Havendo interesse, o artigo de Diniz Alves pode ser lido também no site EcoDebate e o artigo original AQUI. Wallace-Wells começa deste modo sua reportagem: “It is, I promise, worse than you think (Prometo, é pior do que você pensa). O jornalista prevê uma catástrofe climática, até o fim do século, se nada for feito para mudar os rumos da insustentabilidade do crescimento econômico. Continuar lendo

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A primeira vez de um bebê de 1 ano na praia (+ 10 dicas preciosas)

p78n1vDava para fazer um daqueles memes Expectativa versus Realidade.

No lado da expectativa, eu imaginava o Luiz embasbacado com o mar, tão feliz que logo aprenderia a andar e iria disparando pela areia afora, como numa cena de filme.

No lado da realidade, meu bebê de 1 ano chorou em vários momentos em que tentamos levá-lo para brincar nas ondas e não aguentou muito mais que poucas horinhas por dia na areia quente da Bahia.

Mas não foi uma tragédia nossa semana em Mucuri no finzinho de 2016 — longe disso! Apenas demoramos uns dois dias para nos adaptarmos ao ritmo do Luiz e, uma vez que aprendemos como deveria ser a praia com este bebezinho específico, a viagem ficou bem mais fácil e leve.

Claro que cada criança é de um jeito, mas compartilho aqui o que aprendemos com a nossa experiência, porque as dicas podem ser úteis para quem for levar o filho da mesma idade à praia pela primeira vez. Quem sabe ajudam a evitar que o começo das suas férias se tornem um meme? 😉

Aí vai: Continuar lendo

Só tenho uma coisa a dizer

CHOVEEEEEEEUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! EEEEEEEEEEEEEEEEEEÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!!!!!!! 😀

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Carta a São Pedro

Ontem acordei com o céu, como sempre, azul-azul. Mas, de repente, o tempo fechou. Nuvens surgiram do nada, uma ventania derrubando vasinhos de plantas, o céu sendo pintado de branco-infinito. Fiquei feliz: a chuva! Finalmente!

Eis que, menos de uma hora depois, sem que nenhuma gota caísse, o sol já reaparecia. À noite, mais uma vez, tudo estava tão limpo que todas as estrelas podiam ser vistas. E hoje, de novo, cá está o céu azul-azul, o de brigadeiro.

Assim não dá mais, São Pedro. A garganta acordou arranhada, a poluição machuca nossos olhos e vias respiratórias, os ambulatórios estão lotados, está quente demais. A chuva se faz necessária.

E não só por essas razões individualistas, mas também pelas gerais. Metade dos municípios do Brasil corre risco de desabastecimento de água iminente. Várias cidades estão em situação de emergência agora. Até o rio São Francisco, aquele mar de rio, está ficando sem água, gerando prejuízos incalculáveis para a população que dele depende. A energia, consequentemente, também corre risco. Se não chover pra valer em um mês, a coisa vai ficar bem feia.

Eu sei que a culpa não é só da chuva. Outro dia fiquei irritadíssima — e externei minha irritação — ao ver um sujeito lavando O TELHADO (!) com mangueira. Tenho vontade de chamar a polícia toda vez que vejo alguém fazendo o mesmo com a calçada. E, se os indivíduos já fazem essas merdas, as gestões — municipais, estaduais e federal — tampouco tomam atitudes sérias para coibir o desperdício. É muita água jogada no LIXO, como bem ilustrou o Duke na última sexta-feira:

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Uma série de reportagens, das ótimas repórteres Queila Ariadne e Ana Paula Pedrosa, mostra parte do problema causado pela seca. CLIQUE AQUI para ler “Às Margens da Seca”, do jornal “O Tempo”. Creio que o senhor vai se comover com a situação dos pequenos produtores.

E saiba que, em tempos eleitorais, qualquer coisa — até o clima — é usada de forma politiqueira. Sua inação pode ter consequências até para o nosso futuro político, veja bem.

São Pedro, São Pedro, eu estou com medo. Já imagino a chuva furiosa que vai desabar do céu quando não tiver mais jeito de segurar tanta água aí em cima. Já prevejo as inundações, enchentes, enxurradas, desabamentos e afogamentos. Os alertas da Defesa Civil, os resgates dos bombeiros, os carros ilhados na Prudente de Morais, os pobres que perdem tudo o que têm na lama, as casas que rolam morro abaixo, tanto nos aglomerados quanto nos bairros de luxo, com vista privilegiada da cidade. Fora os acidentes de trânsito, porque ninguém dirige direito na chuva e as pistas ficam escorregadias, sujas de óleo molhado.

Deixa chover, meu São Pedro. E deixa chover aos pouquinhos, com delicadeza. Diariamente, dias e noites inteiros, um dilúvio de 40 dias. As praias e clubes vão esvaziar, as peles vão desbotar, os vendedores de coco vão perder uma graninha, as obras de construção civil vão ter que ser suspensas, os acidentes ainda vão acontecer, os reclamões vão reclamar de tanta chuva em pleno fim de semana, os penteados vão se desfazer antes das festas, as roupas vão demorar mais a secar nos varais, mas ainda assim será um dilúvio necessário e bem-vindo. Fica meu pedido.

Encerro esta carta com uma imagem nostálgica, para o senhor se lembrar de como é bom dormir embalado pelo barulhinho de gotas caindo nas poças:

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Ai, ai…

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