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Arraial D’Ajuda (BA) com criança: dicas de transporte, hospedagem e restaurantes

Vista da praia de Mucugê, em Arraial d’Ajuda (Bahia). Foto: CMC

Como já contei aqui no blog, quem define onde vamos passar nos férias são as companhias aéreas: monitoramos os descontos e, assim que vemos uma oferta que vale a pena, fazemos a reserva. Desta vez, uma promoção da TAM nos levou de Beagá a Porto Seguro (BA). Chegamos lá tarde da noite do dia 5 de novembro e voltamos pelo mesmo aeroporto no início da madrugada de 14 de novembro.

Nesse meio-tempo, conhecemos Arraial D’Ajuda e Caraíva. No post de hoje, falarei da primeira praia e, amanhã, trarei as informações sobre a segunda, que é completamente diferente.

TRANSPORTE

Desta vez, preferimos ficar quietinhos em Arraial. Eu estava há muito tempo sem férias decentes e o que a gente mais queria era DESCANSAR. Mais do que conhecer mil lugares ou nos aventurarmos em passeios de barco etc. Assim, não alugamos um carro, como fizemos em Porto de Galinhas (PE).

Fizemos as contas e valeu mais a pena ir com o nosso carro até o aeroporto de Confins e deixá-lo estacionado num dos vários estacionamentos próximo do que ir de Ônibus Conexão ou de aplicativo.

Chegamos a Porto Seguro muito tarde da noite (nosso voo era o das 22h30, com 1h15 de duração), por isso achamos mais seguro pegar um táxi (R$ 150), que já tínhamos deixado pré-agendado desde Belo Horizonte (é de confiança e nos foi indicado por uma amiga; se alguém quiser, posso passar o contato dele por e-mail). Ele já estava nos esperando no aeroporto e nos levou até nossa pousada em Arraial, inclusive atravessando a balsa conosco. O transporte na balsa foi bem rápido, porque demos a sorte de chegar lá, por volta de meia-noite, e ela já estar saindo.

Uma vez em Arraial D’Ajuda, tudo o que fizemos foi a pé. Só pegamos um táxi (R$ 30) na hora de ir embora, por causa das malas. Isso só foi possível porque ficamos hospedados num lugar estratégico: perto da praia de Mucugê e também do centro comercial da cidade, concentrado principalmente na rua de mesmo nome.

Já na volta para Porto Seguro, fomos de van até a balsa (vindos de Caraíva) e entramos nela a pé (valor: gratuito). Depois pegamos outro táxi do lado de lá até o aeroporto (R$ 25).

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HOSPEDAGEM

Nossa pousada, a Jardim das Bromélias, ficava num lugar muito mágico: relativamente perto da praia e do centro comercial, mas também absolutamente afastada de tudo, com uma mata ao redor, num “condomínio” com ruas de terra ainda. Assim, nossa vista da janela do quarto era o marzão lá no fundo e um monte de verde antes dele. O silêncio à noite era absoluto.

Claro que, se você quiser caminhar menos, o ideal é ficar mais no miolinho da Mucugê. A gente teve que fazer algumas caminhadas, com o filho pequeno no colo, mas, ainda assim, nada era realmente longe.

Outro ponto alto da pousada era a piscina. Deliciosa, bem posicionada, com a água sempre morninha por causa do sol. Nadamos bastante lá depois que voltávamos da praia e até mesmo à noite.

O custo-benefício da hospedagem também foi muito bom.

O único problema que achei foi eu ter pedido quarto no térreo e terem nos colocado num segundo andar com varanda muito perigosa. Para quem tem criança pequena, é importante frisar a preferência pelo térreo, para que você possa realmente relaxar. CLIQUE AQUI para ler minha avaliação na íntegra.

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CLIQUE AQUI para fazer sua reserva na pousada Jardim das Bromélias.

CLIQUE AQUI para ver outras opções de hospedagem em Arraial d’Ajuda.

A PRAIA

Como eu já disse, ficamos o tempo todo em Mucugê, porque a gente não queria perder tempo com deslocamentos desta vez. Queríamos só SOSSEGO! Portanto, não posso falar de outras praias de Arraial, que é enorme, nem do parque aquático que tem lá, que não tive vontade de conhecer.

Sobre Mucugê, posso dizer que é uma praia bonita, de água limpa, quente e com ondas. As barracas têm boa estrutura, com ducha, e os ambulantes são muito educados, não ficam insistindo para sempre.

Elegemos a barraca Triboa para ficar, porque ela tinha vários requisitos que nos agradaram em cheio: muita sombra (ampliada pelas castanheiras), cerveja gelada, comida gostosa, preço justo, atendimento ótimo e, de quebra, tinha um espaço kids (com dois balanços, dois escorregadores, uma casinha, mesinha e outros brinquedos) que entreteve muito nosso filho! Ele inclusive fez amiguinhos lá e nós também, porque pudemos conversar bastante com os pais deles. A barraca tinha ótimas mesas e também espreguiçadeiras. Nós íamos a pé, mas, para quem for de carro, tem estacionamento lá na barraca (com taxa à parte, mas não era abusiva). Muitas vans param lá na porta também, para quem estiver hospedado mais longe. CLIQUE AQUI para ler minha avaliação da barraca na íntegra.

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BARES E RESTAURANTES

O que mais gostei:

  • Varanda Mucugê – Almoçamos no Varanda já tarde, umas 16h, o restaurante já vazio. Mas o ambiente amplo, colorido e agradável nos fisgou. Pedimos um frango à parmegiana e estava DELICIOSO! Custou R$ 50 e serviu super bem a nós três (incluindo o pequeno de 4 anos). Muito gostoso, bem temperado e bem servido, com acompanhamentos (arroz, batata e salada). Foi a melhor comida nos quatro dias de Arraial. Recomendo! $$$
  • Restaurante Portinha – Cada dia da semana é uma culinária especial diferente: italiana, árabe, oriental, mineira, variada e a baiana, que foi a que conhecemos. Vasta opção de comida para escolhermos no self service, tudo delicioso. Ambiente e atendimento também são bons. Recomendo! $$$
  • Na Brasa – Comida honesta, refeição farta, preço justo. O garçom super simpático e realmente querendo agradar. Não consegui achar nenhum site deles, mas fica na Alameda dos Flamboyants. $$
  • SantOfício – Só comi uma porção de filé com fritas lá, mas o cardápio era bem variado, a cerveja estava gelada e o preço me pareceu justo. O melhor foi que, no segundo andar, o restaurante tem um espaço kids cheio de brinquedos, que foi ótimo para meu filho brincar com a amiguinha dele, mesmo à noite! $$

Não recomendo:

  • Paolo Pizza – Pedimos uma pizza de frango com catupiry. Veio um farelo de frango carregado de curry com TRAÇOS de catupiry. A outra, à moda, tinha também pouquíssimo recheio. Mas o pior não foi nem o recheio, foi a massa: fina, borrachuda, difícil até de cortar com faca. No fim eu desisti e comecei a comer com a mão. Só não é totalmente péssimo porque o ambiente é simpático e o atendimento também foi cordial. Falta acertarem no carro-chefe do cardápio. $$$

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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS

  • Uma coisa que achei muito boa em Arraial, ainda mais considerando que se trata de um destino turístico badalado, é o custo-benefício das coisas. A alimentação lá, por exemplo, tem o preço muito justo. Não pagamos mais caro do que costumamos pagar em restaurantes de Belo Horizonte em nenhuma das refeições que fizemos.
  • Não gostei das lembrancinhas de Arraial. Tudo muito industrializado e muito “made in China”. Não consegui achar artesanatos bacanas de lá.
  • Não vimos nem sinal de óleo no mar de Arraial, felizmente. Os moradores falaram que ele chegou lá por volta de 1 de novembro, mas todos se mobilizaram para limpar e, quando chegamos, no dia 5, já não tinha mais nada (ao menos que eu tenha visto).
  • Vale a pena separar pelo menos um dia para ver o pôr-do-sol na igreja histórica de Arraial.
  • Mesmo se estiver indo com criança, separe pelo menos uma NOITE para passear na rua Mucugê. É muito agitada, vibrante mesmo, com vários bares e restaurantes, músicos tocando nas ruas, um clima muito agradável. Veja acima uma opção de bar com espaço kids à noite (SantOfício)
  • Esta mesma rua é um verdadeiro shopping! Não se preocupe em levar muita coisa, porque você encontra TUDO lá, tudo mesmo, e a um bom custo-benefício. Também tem um bom mercado e banco e caixa 24 horas.
  • O táxi lá não trabalha com taxímetro: o preço é fechado e achei bastante salgado. Por isso, antes de ir para Arraial, pense bem em onde você vai se hospedar, para evitar ter que andar de carro.
  • Por falar em carro, o pessoal lá dirige ENLOUQUECEDORAMENTE. Os carros passam em altíssima velocidade e não têm o menor respeito pelos pedestres (o oposto do que vimos em Alagoas, onde os motoristas eram educadíssimos). O taxista que nos levou desde Porto Seguro já havia feito essa observação, mas tivemos várias oportunidades para reparar nisso. Portanto: fique ligado no trânsito e ande sempre de mãos dadas com seus filhos, porque as ruas lá não são nada tranquilas!

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Tem alguma curiosidade ou acha que deixei de abordar alguma coisa no post? Comente aí embaixo ou me envie um email com sua dúvida! 😉

Leia amanhã: Caraíva (BA) com criança: dicas de transporte, hospedagem e restaurantes


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Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

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