Guia de 21 dicas especiais para curtir Porto de Galinhas com filho pequeno

Viva Porto de Galinhas! Lindo lugar! Todas as fotos deste post são minhas (CMC) ou do Beto Trajano, exceto pelas fotos de Divulgação do artesanato Palmeiral e pela foto do Marcelo, identificadas mais abaixo.

 

Como já fiz outras vezes aqui no blog, vou compartilhar minha experiência na viagem para Porto de Galinhas (PE) e trazer o máximo possível de dicas que possam ser aproveitáveis a quem pretende passear por lá — e curtir bastante sem gastar muito dinheiro. Vou tentar detalhar tanto quanto fiz nos posts sobre Ilha Grande (RJ) e Itacaré (BA), mas, desta vez, com um diferencial: meu foco será nos leitores que pretendem viajar com crianças, já que nossa experiência foi com nosso filhote Luiz, de 1 ano e 10 meses de idade.

Vamos lá:

ESTRATÉGIA DA TRANQUILIDADE

O que mais tem lá é estátua de galo e galinha!

A primeira coisa é que, se você vai a Porto de Galinhas com criança, provavelmente vai querer fazer passeios mais sossegados e vai querer mais tranquilidade. Uma coisa eu adianto: mesmo viajando fora de temporada (fim de setembro) e ficando lá só durante a semana (fim de domingo a manhã de sexta), a cidade estava bem cheia. Ficamos impressionados com o tanto que lá é turístico (o que é ótimo, porque tem estrutura bem completa), com o tamanho do movimento em todos os dias e horários. Mas, usando essa estratégia da época do ano e da semana, não chegamos a pegar filas, tivemos momentos de grande tranquilidade e, de quebra, gastamos bem menos (a passagem BH-Recife, sem escalas e sem milhas, saiu a R$ 250 por pessoa na promoção).

Outra estratégia que adotamos, pela primeira vez, foi alugar um carro. Como há vários passeios para se fazer pelas redondezas da praia onde ficamos hospedados, acabou compensando. E veio com cadeirinha, o que trouxe segurança no transporte do nosso filhote. Por sorte, também conseguimos uma promoção muito boa usando um programa de vantagens. As estradas são muito bem sinalizadas. A estrada que liga Recife a Ipojuca (o município de Porto de Galinhas) é privatizada (pedágio de R$ 7) e em ótimo estado. Levamos uma hora nesse trajeto.

HOSPEDAGEM

Como sempre, nos fiamos muito nas avaliações e comentários de outros hóspedes em sites como o TripAdvisor. Acabamos escolhendo uma pousada que foi extremamente acolhedora e teve um preço muito em conta: a Dotô Sonhadô. É uma pousada relativamente simples, com café da manhã caprichado, uma piscina de tamanho razoável, quarto com duas camas, ar-condicionado e um frigobar que você pode abastecer (algo muito importante para quem tem filhos pequenos) e localização privilegiada: a dois quarteirões da praia de Piscina Naturais e a uns quatro quarteirões da vila de Porto, onde ficam os restaurantes e lojinhas. Mas o melhor mesmo: tem funcionários muito simpáticos e acolhedores (principalmente o quarteto Dotô, Dotôra, Bruna e Marcelo). Eles têm uma cozinha em que a gente pôde entrar quando precisamos limpar a mamadeira, por exemplo, e são sempre solícitos com tudo.

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PRAIAS E PASSEIOS

Piscinas Naturais – É a praia mais perto da vila de Porto, que forma piscinas naturais e uma parte onde, reza a lenda, há vários peixinhos e é possível vê-los após uma breve caminhada a pé mar adentro. Infelizmente não vimos, porque a maré esteve alta nos dias em que estivemos na cidade. Mesmo assim, trata-se de uma praia muito bonita, cercada por enorme coqueiral, com mar de água verdiiiinha e com alguns pontos em que realmente parece uma piscina, ótimos para as crianças brincarem. O que achei chato nessa praia é que, na parte mais turística, somos interrompidos a cada 30 segundos por uma pessoa oferecendo algum produto: inclusive uma sombra debaixo de um guarda-sol, que nunca sai de graça. Você tem que pagar cerca de R$ 30 só pra sentar na barraca, ou consumir um petisco “pra sair de graça” (mínimo de R$ 55). Cerveja não vale pra isentar a taxa, rs. Outra coisa boa da pousada Dotô Sonhadô era isso: eles têm uma barraca na praia onde podemos ficar numa boa, sem sermos cobrados nem incomodados, mais próxima ao coqueiral.

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Muro Alto – Foi minha praia favorita! O mar é um piscinão gigante, sem onda, com água completamente verde e azul, limpíssima (você enxerga os pés). Lá na frente, há um muro de corais (cuidado com os ouriços!), que separam o “piscinão” natural das quebradas do mar. Você chega rapidinho nesse muro e, lá de cima, olhando para baixo, enxerga vários peixinhos num aquário natural. Coisa mais linda! Há stand-up paddle e caiaques por ali, ou você pode ficar brincando com seu filhote dentro d’água — também foi a praia favorita do Luiz, que não desgrudou do baldinho e foi onde perdeu o medo do mar. A estrutura na praia é mais precária: não tem ducha e você também paga aqueles R$ 30 para conseguir se sentar num guarda-sol. Mas vale cada centavo! Ah, Muro Alto fica a apenas 9 km da vila, no sentido de Recife, e possui vários resorts e pousadas também.

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Praia de Carneiros – Fica a pouco menos de uma hora da vila de Porto de Galinhas, passando por uma PE bem sinalizada, mas muito esburacada (veja mais abaixo). Também tem o mar parecendo um piscinão, limpinho-limpinho, mas é menos legal de ficar brincando na beiradinha, por causa do tanto de barcos “estacionados” por ali. Há várias opções de passeios saindo de Carneiros, todas de barco, em que as pessoas visitam a capelinha, veem peixinhos, fazem um banho de argila “rejuvenescedora” etc. Ou você pode não fazer passeio de barco nenhum (já que pode ser meio complicado com criança de menos de 2 anos) e curtir a bela vista da praia e a megaestrutura da barraca Bora Bora — com estacionamento, mil duchas, fraldário, parquinho completo, pufes, redes, refeição deliciosa etc. Pela estrutura desse restaurante, achei que fosse ser caríssimo, mas o preço não é exorbitante para lugar turístico, não: você paga R$ 30 para estacionar o carro e gastamos menos de R$ 150 com as refeições completas, incluindo um peixinho da região.

Um alerta importante: a estrada para Carneiros tem um trecho extremamente esburacado, que chega a ficar perigoso, porque os carros trafegam pela contramão para desviar de buracos. No dia em que fomos para lá, houve um acidente pouco depois de passarmos pela PE e, na volta, havia uma blitz ali, com testes de bafômetro para pegar os turistas-motoristas incautos. Se você é da turma que não dispensa o álcool na praia, há várias opções de vans e micro-ônibus que vão até lá pela manhã e voltam à vila de Porto às 16h. Nem deveria ser preciso falar isso com quem leva crianças dentro do carro, né, mas: SE BEBER, NÃO DIRIJA!

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BARES E RESTAURANTES

Os que mais gostei:

  • Beijupirá – É uma delícia a comida, num ambiente agradável, colorido, cheio de redes, com mesas bonitas. Comemos uma carne de sol desfiada com manteiga de garrafa, feijão verde e arroz com coalho. É o mais caro dos restaurantes que conhecemos: $$$$
  • Pizzaria Paulista – Pizza muito gostosa, com massa fina mas bem recheada, num ambiente agradável, onde estava tocando excelente músico Roger VanBora (vou escrever mais sobre ele noutro post). $$ – $$$
  • Bora Bora – Já falei dele na Praia de Carneiros: megaestrutura, muito legal, ótimo atendimento, acolhedor e com preço justo. Um observação: eles não deixam entrar com sacola térmica lá dentro, mas mostrei que a minha só levava a papinha/mamadeira/suco do meu filho e foi tudo bem; mesmo assim, não gostei de ter tido que mostrar. $$$ – $$$$
  • Estrela da Manhã – A comida é deliciosa, mas o ambiente é bem apertado. É um restaurante pequeno na rua Esperança, com umas seis mesinhas dentro e outras duas fora, que estava com grande fila no primeiro dia em que tentamos ir lá (desistimos, claro), mas no outro dia chegamos e sentamos. O atendimento é ótimo, da garçonete Dani, que consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo. $$
  • La Créperie – Tem crepes bem gostosos, de vários sabores, doces e salgados. Não curti muito ser um ambiente tão escuro e estava com o banheiro estragado no primeiro dia em que fomos. Lá é possível experimentar a cerveja local Ekäut, muito saborosa. Tem um barquinho na frente, onde o Luiz brincou por um tempão, todo feliz. $$ – $$$

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Não recomendo:

  • Espetinhos Comedoria – A grandessíssima vantagem desse restaurante é o espaço kids: o único que vi nos restaurantes pelos quais passamos no miolo da vila. Tem escorregador, pula-pula, balanço, que estão sempre cheios de crianças, fazendo a festa, num piso emborrachado. Mas, olha, a comida não é grandes coisas. Vale só pela diversão do pequeno, se ele estiver com bastante energia. $
  • Recanto da Carne de Sol – O que fez a festa do Luiz nesse restaurante foi o boi, logo na entrada. Como já contei aqui, Luiz está na fase do boi, e ficou louco quando viu a estátua: fez carinho, posou pra foto, subiu em cima dela. Fora isso, a comida é bem ruim e, pra piorar, proporcionalmente muito cara. $$ – $$$

LEMBRANCINHAS

Pra quem adora comprar um souvenir, como eu, Porto é um prato cheio. Tem zilhões de lojinhas com várias lembrancinhas, mas a maioria meio pasteurizadas, com cara de coisa que já está sendo feita pelos chineses. Eu destaco duas artes locais muito bacanas que não têm nada de chinesas: 1) O trabalho da Palmeiral Arte Sustentável, da artesã Viviane Locatelli, que ganhou o prêmio do Sebrae “Mulher de Negócios” em 2015, e usa o coco para fazer brincos, colares e pulseiras muito lindos e baratinhos. A loja dela está numa feirinha na rua Beijupirá, que é uma das duas ruas mais importantes do comércio de Porto (a outra é a Esperança). 2) Os CDs do Zé Matuto (cada um a R$ 10), um músico de Porto de Galinhas mesmo, sósia brasileiro do Christoph Waltz, que toca violão e canta com a voz mais suave do mundo em frente à feirinha da rua Beijupirá. Ele toca principalmente forró, mas em versão mais acústica, mais suave, bem boa de ouvir.

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DICAS EXTRAS

  • Apesar de quase tudo aceitar cartão lá em Porto de Galinhas, tão turística que é, leve uma quantidade suficiente de dinheiro, por garantia, porque lá só tem (que eu tenha visto) uma agência da Caixa Econômica e um terminal de Banco 24 Horas que tem fila quiloméééétrica. Havia uma agência do Banco do Brasil, mas foi desativada.
  • Repelente é fundamental!
  • O pôr-do-sol lá é muito cedo. Às 17h já começa a escurecer por lá. Tanto que o Bora Bora, por exemplo, fecha nesse horário. Se quiser ver o crepúsculo, programe-se direitinho.
  • Vale a pena se hospedar numa pousada com piscina, porque as crianças não aguentam ficar o dia inteiro na praia e a gente ainda chega na pousada a fim de dar uma refrescada. Luiz adorou a piscina da Dotô Sonhadô!
  • Você pode verificar a tábua de marés de Porto de Galinhas em sites como ESTE, para ver se vai ser possível fazer o passeio das Piscinas Naturais para ver todos aqueles peixinhos…

Tem alguma curiosidade ou acha que deixei de abordar alguma coisa no post? Comente aí embaixo ou me envie um email com sua dúvida! 😉

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