O sol, a noite, o rio e a roça

É o seguinte, povo: hoje tou cansada. (Principalmente a cabeça, que não descansa de pensar em apartamentos por alugar). Mas em vez de colocar aquele Garfield — que anda sumido –, resolvi pôr aí um vídeo do pôr-do-sol visto do Arpoador, no Rio, com direito a aplausos de pessoas de bem com a vida. Filmei no Carnaval do ano passado, naquela cidade linda que um dia hei de adotar.

Pra não ficar totalmente vazio, acrescento ao post um trechinho de um poema gigante que eu fiz em 2007, só o trechinho que interessa hoje:

“(…) Numa volta, olhando em frente

não se enxerga.

O sol, laranja, que me cega

se recusa a partir.

O pôr-do-sol demora mais que todo o dia

e só termina porque a hora mágica

sempre se faz necessária.

Ah, a hora mágica!

Destaca os cravos e gerânios

faz os postes pipocarem

e, num repente, liga-se a chuva artificial:

cheiro de dama-da-noite ou lírio.

Com todo esse anúncio perfumado,

faz-se noite.

E a lua no céu é a deslumbrante

é aquele rosto branco e gordo que vigia

e inspira 17 beijos simultâneos ao redor.

17 casais, ou mais, todos de filme.

Que inspiram pensamentos bons e

sonhos românticos.

São nada menos que pequenos personagens

de uma praça que rende livro.

Em meio às maquinações deliciosas,

Não deixo de ouvir conversinhas e risadas.

Ou um que passa entoando um blues.

Ou o louco que anuncia as saudades

do Rio: não gosto de roça, eu gosto

é da praia! (…)”

(Que fique claro, mesmo sem o fim do poema: eu gosto dos dois! :D)

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